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A experiência passada demonstra que as políticas macroeconômicas desempenham um papel importante na determinação dos efeitos agregados de um choque petrolífero sobre a economia. Tomando como exemplo o primeiro choque petrolífero no início da década de 70, os salários aumentaram fortemente e os governos em geral tentaram atenuar os efeitos negativos sobre a atividade através de políticas fiscais expansionistas, levando a um aumento significativo e duradouro dos déficits fiscais. Em muitos países, a política monetária também tomou uma orientação de relativa acomodação, refletida, por exemplo, em taxas de juro reais geralmente negativas no período subseqüente ao aumento dos preços do petróleo. A reação das políticas fiscal e monetária na maioria dos países foi manifestamente inadequada, considerando os rápidos aumentos dos preços ao consumidor na seqüência do primeiro choque petrolífero e os fortes aumentos salariais resultantes da prevalência da indexação salarial e de tentativas mais gerais dos trabalhadores para recuperar as perdas

do rendimento real associadas. As reações de política nessa altura não só adiaram a queda do rendimento real necessária face ao aumento dos preços do petróleo, como, na verdade, adicionaram pressões inflacionárias, aumentando desse modo os custos posteriores de desinflação. Em resultado da experiência com o primeiro choque petrolífero, as autoridades fiscais e monetárias em geral adotaram uma orientação muito menos suave a partir daí. Por exemplo, após o segundo choque petrolífero em 1979, a política monetária restringiu-se mais decisivamente, de forma a manter a inflação baixa, e a política fiscal foi menos expansionista em muitos países.

Algumas lições podem ser tiradas do passado. A mais importante reside no fato de as economias importadoras líquidas de petróleo não poderem evitar a perda nos termos de troca associada a um aumento dos preços do petróleo. Um aumento do preço do petróleo está geralmente associado à transferência de riqueza dos países importadores líquidos de petróleo para os exportadores de petróleo. Este encargo tem de ser absorvido na economia, de modo a minimizar as perdas de produto e evitar a aceleração das expectativas inflacionárias. Em particular, a fixação de salários, em linha com a estabilidade de preços em médio prazo, constitui um importante arma para facilitar o ajustamento necessário e limitar os custos associados.

O papel da política monetária ortodoxa orientada para a estabilidade de preços é assegurar que os efeitos diretos temporários e inevitáveis dos aumentos dos preços do petróleo sobre a inflação não alimentem expectativas inflacionárias, nem levem à emergência de efeitos de segunda ordem. A credibilidade da política monetária é crucial nesse contexto. Desde que todos os agentes econômicos estejam certos de que política monetária atuará vigorosamente contra a emergência de pressões inflacionárias gerais,

os responsáveis pela fixação de salários agirão provavelmente em conformidade. Ao ancorar as expectativas inflacionárias, esta estratégia contribui para a redução das perdas de produto. No entanto, se existirem indicações de que as pressões inflacionárias gerais estão a aumentar, os bancos centrais necessitam de estar preparados para tomar medidas. A este respeito, é extremamente importante que a política monetária esteja vigilante contra a emergência de efeitos de segunda ordem após um aumento dos preços do petróleo, incluindo um acompanhamento de perto das expectativas inflacionárias e da evolução do processo de negociação salarial. Os bancos centrais também têm de avaliar as causas e a natureza do choque petrolífero, em conjunto com a posição cíclica corrente da economia e a evolução provável da demanda e da oferta agregadas. Além disso, a política monetária deverá tomar em consideração o comportamento dos outros agentes de política.

As políticas fiscais podem apoiar a condução da política monetária orientada para a estabilidade de preços ao não tentar acomodar os efeitos econômicos negativos associados aos choques petrolíferos, o que prolongaria os inevitáveis efeitos reais associados a esses choques. Em termos gerais, a orientação fiscal subjacente deverá permanecer praticamente inalterada, embora se deva deixar funcionar os estabilizadores automáticos. Contudo, se já se verificarem desequilíbrios significativos e os esforços de consolidação fiscal estiverem aquém dos compromissos assumidos, é importante que os governos retomem políticas de consolidação, em particular se for previsível que o aumento dos preços subsista durante algum tempo. Nessa situação, uma orientação de política fiscal inadequada poderia ter um efeito desestabilizador, na medida em que poderia adiar o ajustamento estrutural e prolongar as pressões inflacionárias.

5 ALTERNATIVAS À ENERGIA DO PETRÓLEO

A principal alternativa para redução do consumo de petróleo seria iniciar a sua substituição por fontes alternativas de energia. Atualmente as fontes de energia baseadas em recursos não renováveis, que causam muitos problemas ambientais, correspondem a 86% do consumo energético mundial (BP, 2006). Nenhuma das alternativas tradicionais ao petróleo se aproxima sequer a este valor, mesmo sem considerar o incremento necessário no futuro para responder ao aumento da população e da industrialização.

Um fator de importância ao avaliar as alternativas energéticas ao petróleo é o fato de que as fontes de energia alternativas citadas na tabela abaixo possuem custos de produção mais elevados e requerem uma quantidade de energia maior para serem produzidas do que a simples extração de petróleo. Desse modo, a energia gerada por esses combustíveis (taxa de conversão) tem de ser maior do que a consumida na sua produção, ou eles não são de fato um substituto para o petróleo como fonte de energia (Goodstein, 2004).

Tabela 5-1 – Fontes de energia alternativas ao petróleo

Não Renováveis Renováveis

Areais Asfálticas Biomassa

Petróleo Ultra-Pesado Hidrelétrica

Gás Natural Solar

Carvão Eólica

Xisto Betuminoso Energia das Ondas

Hidratos de Metano Energia das Marés

Fissão Nuclear Energia Térmica dos Oceanos

Geotérmica Fissão Nuclear

Fonte: Elaboração Própria.

A partir da queda na produção de petróleo, a disponibilidade de outras fontes primárias de energia será decisiva para a economia global.

As reservas conhecidas de areias asfálticas (tar sands) e de petróleo pesado chegam a 7 trilhões de barris e constituem a maior parte do chamado petróleo não-convencional. As areias do Canadá, em particular, já são exploradas em grande escala e respondem por parcela expressiva da produção petrolífera do país. No entanto, o potencial econômico das areias e do petróleo ultra-pesado não deve ser superestimado, uma vez que ambos só podem ser utilizados após processamento e transporte custosos, em termos energéticos e ambientais. O aumento da produção de combustíveis provenientes dessas fontes deverá ser lento, mesmo que ocorra grande elevação nos preços do petróleo.

As perspectivas do xisto betuminoso são ainda mais problemáticas. De fato, embora as reservas estimadas sejam enormes, o xisto tem de ser extraído como mineral

aquecido e hidrogenado, de modo a proporcionar materiais líquidos. Os efeitos sobre o ambiente são graves, pois é preciso utilizar vários barris de água para obter um barril de “petróleo”, e o processamento consome muita energia.

Os hidratos de metano, que são sólidos semelhantes ao gelo encontrados em sedimentos oceânicos, constituem-se provavelmente na fonte de energia fóssil mais controversa. Não há perspectivas de utilização comercial a médio prazo.

A principal fonte de energia alternativa ao petróleo é o gás natural, que pode inclusive substituir a gasolina em motores a combustão, desde que feitas pequenas adaptações, conforme o exemplo verificado em diversos estados no Brasil. Além disso, existe a possibilidade de se produzir, a partir dele, gasolina, diesel e nafta pela tecnologia gas-to-liquids (GTL). Desde 2003, empresas como a ExxonMobil, Shell, ConocoPhillips e ChevronTexaco vêm realizando estudos de viabilidade econômica para o desenvolvimento de plantas de GTL no Catar. Suas reservas ainda são elevadas e poderiam adiar a crise de oferta de energia por vários anos caso as modificações de infra-estrutura, necessárias para a substituição dos derivados de petróleo, possam ser feitas de forma rápida. No entanto, esses investimentos são bastante vultosos, principalmente para viabilizar o transporte de longa distância, através de gasodutos ou de navios de GNL. Além disso, como o gás natural também é uma fonte não-renovável, inevitavelmente o crescimento da produção levará ao esgotamento mais rápido das reservas mundiais existentes.

Ainda mais distante das características do petróleo está o carvão, que foi a principal fonte de energia primária dos países industriais até meados do século 20 e é a

fonte de energia não-renovável convencional mais abundante na Terra (reservas provadas de cerca de 1 trilhão de toneladas) – (BP, 2006). Em relação ao petróleo, o carvão é mais difícil de ser extraído e transportado, possui menor densidade de energia e é um combustível mais poluente, já que a sua extração está associada a um nível elevado de elementos nocivos ao meio ambiente, como enxofre e mercúrio. Além disso, a maior parte do petróleo é consumida no setor de transportes, no qual o uso do carvão é tecnicamente bem mais custoso, através da tecnologia CTL.

A fissão nuclear utiliza como “combustível” um isótopo (variedade) que corresponde a apenas 0,7% do urânio existente na natureza. Assim, deve ser considerada como energia não-renovável, sendo importante destacar que a relação entre reservas e produção de urânio físsil é da mesma ordem de grandeza que a verificada para os combustíveis fósseis. A disponibilidade de material físsil poderia multiplicar-se por cerca de 100 vezes se fosse viabilizada a produção de plutônio em reatores breeders, tecnologia que, porém, é extremamente complexa e ainda não atingiu de forma plena o estágio comercial, após décadas de desenvolvimento. A energia nuclear, além disso, está restrita – pelo menos até hoje – à geração de eletricidade, o que limita seriamente seu emprego nos transportes.

A energia geotérmica consiste na utilização de vapor ou água quente provenientes de camadas subterrâneas. Trata-se, por sua vez, de fonte de interesse local ou, no máximo, regional, pela escassez de lugares que reúnam as condições naturais necessárias.

No que se refere às fontes de energia renovável, a mais importante tem sido a biomassa, em suas múltiplas formas: lenha, resíduos vegetais, álcool, biodiesel etc. Seu papel é particularmente relevante nos países que ainda estão no início do processo de industrialização, sendo pouco provável que venha a substituir em grande escala os combustíveis fósseis. No caso do Brasil, entretanto, a biomassa poderá contribuir de forma significativa para a matriz energética, em virtude dos custos de produção relativamente pequenos.

A energia hidrelétrica abundante constitui outra vantagem do Brasil. Cabe salientar, todavia, que boa parte dos rios com potencial expressivo de geração de eletricidade já foi aproveitado e que a participação da hidroeletricidade na matriz energética brasileira deverá diminuir ao longo do tempo. É interessante observar, ainda, que a energia hidrelétrica não pode, rigorosamente, ser classificada como renovável, já que todos os reservatórios sofrerão com o assoreamento no longo prazo. A exceção, naturalmente, são as usinas a fio d’água, que não necessitam de reservatórios.

As energias eólica, das ondas e das marés assemelham-se à geotérmica, no sentido de que são primordialmente de interesse local e complementar, além de não haver muitos lugares favoráveis. Quanto à utilização da energia térmica dos oceanos, não passa, no momento, de uma possibilidade teórica.

Finalmente, restam as duas fontes de energia que poderão, a longo prazo, substituir de modo definitivo os combustíveis fósseis. A fusão nuclear é, sem dúvida, a mais avançada em termos técnicos e, se vier a ser comercialmente viável, deverá suprir as necessidades humanas durante muitos milênios. Ocorre, porém, que essa tecnologia

ainda se encontra, após décadas de esforços contínuos, no estágio de pesquisa básica, em face das gigantescas dificuldades técnicas envolvidas. Nas previsões de longo prazo é freqüente a consideração de que a fusão nuclear não será economicamente viável antes de 2050. Já a energia solar, ao contrário, é muito mais simples, do ponto de vista estritamente técnico, limitando-se os problemas, de modo geral, a aumentar a eficiência dos conversores (por exemplo, células fotovoltaicas). O principal obstáculo à sua utilização futura em grande escala consiste na natureza dispersa da radiação solar, que é pouco compatível com a estrutura produtiva do mundo atual.

Em suma, é possível afirmar que a substituição do petróleo por outras fontes de energia representará um desafio de grandes dimensões, pois nenhuma das alternativas – com exceção parcial do gás natural – reúne os mesmos atributos de densidade energética, facilidade de transporte e armazenamento, segurança e versatilidade, conforme a Tabela 5.2 abaixo.

Tabela 5-2 – Insuficiências das energias alternativas ao petróleo

Fonte Insuficiências

Gás Natural

• Possibilidade de escassez a partir de 2020. A procura de gás natural na América do Norte começou já a ultrapassar a oferta, sobretudo a partir do momento em que as centrais energéticas passaram a usar o gás excedente para gerar eletricidade.

• Produto emissor de gases de efeito estufa

Solar

• Varia constantemente com as condições metereológicas e com a alternância dia/noite.

• Não é prática para uso nos meios de transporte. Embora já tenha sido construído veículos experimentais movidos a energia solar, ela mostra-se inadequada para aviões, barcos, carros, etc..

• Não proporciona a produção de pesticidas, fertilizantes ou plásticos.

Eólica

• Tal como a energia solar, a eólica varia muito com as condições metereológicas, e não é transportável ou armazenável como o petróleo ou o gás.

• O vento não proporciona a produção de pesticidas, fertilizantes ou plásticos.

Hidrogênio

• O hidrogênio é atualmente fabricado a partir do gás de metano. É preciso mais energia para fabricá-lo do que aquela que o hidrogênio depois vai fornecer. É, portanto, um "condutor" de energia e não uma fonte.

• O hidrogênio líquido ocupa um volume 4 a 11 vezes superior ao de uma quantidade energeticamente equivalente de gasolina ou diesel. • Os veículos, aeronaves e sistemas de distribuição existentes não são

adequados ao hidrogênio.

• O hidrogênio não proporciona a produção de plásticos ou fertilizantes.

Nuclear

• Possibilidade de acidentes e de terrorismo.

• O custo: um reator nuclear custa cerca de 3.000 milhões de dólares (MARTIN, 1990).

• O número de reatores necessários: 800 a 1000 só nos EUA. • Não se adequa diretamente aos transportes ou à agricultura.

Fonte Insuficiências

• O urânio requer energia petrolífera na sua extração.

• Todos os reatores abandonados permanecem radioativos por períodos de tempo que vão de décadas a milênios

• A energia nuclear é uma solução de curto prazo. O urânio tem igualmente um pico de Hubbert (o próprio Hubbert estudou o Urânio no seu texto de 1956), e as reservas atualmente conhecidas

suportariam apenas a energia necessária na Terra durante um período de 25 anos.

Carvão

• É mais pesado que o petróleo, entre 50 a 200%, por cada unidade de energia.

• Substituir o petróleo por carvão levaria a uma expansão da atividade mineira, que por sua vez conduziria à degradação ambiental nas áreas de exploração e ao aumento das emissões de gases que provocam o efeito de estufa.

• Ao contrário dos combustíveis petrolíferos e do gás, no carvão é praticamente impossível a afinação rigorosa do ponto de combustão. Por isso ele é usado em centrais energéticas para obter eletricidade, desperdiçando assim metade do seu conteúdo energético.

• A atividade de mineração do carvão é alimentada por combustíveis petrolíferos, tal como os maquinismos e transportes associados a esta indústria.

• A poluição é também um problema principal. Uma única central alimentada a carvão produz por ano milhões de toneladas de resíduos sólidos. A queima de carvão nas residências polui a atmosfera com fumos ácidos, que contêm partículas e gases ácidos.

• Os combustíveis líquidos obtidos a partir do carvão são pouco eficazes e requerem enormes quantidades de água.

O pior cenário possível da crise de oferta gerada pelo pico de produção seria aquele em que a velocidade de substituição do petróleo por outros combustíveis não fosse suficiente para compensar o déficit crescente entre oferta e demanda de petróleo. Por outro lado, na melhor das hipóteses, a velocidade de substituição de petróleo por

gás natural é suficiente para amortecer a crise e possibilitar a construção de novas usinas nucleares e infra-estrutura para utilização de fontes de energia não-convencionais, que adiariam o pico de produção de energia por algumas décadas (Goodstein, 2004).

CONCLUSÃO

Dada à volatilidade do mercado do petróleo, bem como a importância do petróleo como bem de produção e bem de consumo, os movimentos dos preços do petróleo deverão permanecer um fator significativo para a inflação e a atividade econômica mundial. Os modelos macroeconômicos habituais sugerem que a forte subida dos preços do petróleo poderá ter um impacto considerável na economia mundial, aumentando a inflação e, embora em menor escala, moderando o crescimento do PIB real. Estas estimativas estão, contudo, rodeadas de considerável incerteza, podendo servir apenas para fins ilustrativos.

Neste contexto, o aumento dos preços do petróleo observados no ano passado e, em particular, o fato de os preços do petróleo terem permanecido em um nível mais elevado do que o esperado por algum tempo poderá levar a riscos para a estabilidade de preços e para o crescimento. Contudo, na avaliação do impacto deste choque petrolífero, é de se notar que a recente subida dos preços do petróleo foi consideravelmente menor do que em episódios anteriores, em que os aumentos tiveram um grande impacto sobre a economia mundial.

Adicionalmente, os preços do petróleo, em termos reais, estão significativamente abaixo dos picos alcançados no passado. Além disso, enquanto os aumentos passados dos preços do petróleo foram motivados, sobretudo, por fatores do lado da oferta, o recente aumento deve-se também à procura mais elevada de petróleo em resultado da forte expansão mundial. Tudo considerado, a atual subida deverá ter um impacto mais limitado sobre a economia mundial do que os grandes choques

petrolíferos do passado. No entanto, níveis elevados dos preços do petróleo, ou mesmo novos aumentos, serão motivo de preocupação.

Na perspectiva estrutural, vários fatores sugerem que a economia mundial está atualmente mais resistente aos choques petrolíferos. Em comparação com a década de 70, a intensidade em petróleo da produção e a percentagem do consumo de petróleo no consumo total de produtos energéticos caíram significativamente. Além disso, os mercados do trabalho e do produto parecem ter-se tornado um pouco mais flexíveis. No entanto, verifica-se claramente a necessidade de novas reformas estruturais para aumentar a capacidade da economia mundial para se ajustar de forma mais suave aos choques futuros.

A recente subida nos preços do petróleo já teve um impacto direto visível sobre a inflação de alguns países. É importante que a política monetária evite a emergência de pressões inflacionistas globais, ancorando as expectativas inflacionistas. Uma política monetária credível orientada para a estabilidade de preços reduz as perdas de produto. Todavia, é necessária vigilância para assegurar que os efeitos de segunda ordem não se materializem. Estes efeitos serão evitados através da fixação de salários em linha com a estabilidade de preços a médio prazo.

Para finalizar, tendo em vista a crescente demanda do petróleo, destaca-se a necessidade programas de conservação energia e investimentos em fontes alternativas de energia. Esses programas foram fundamentais para que o consumo relativo de petróleo se mantivesse estável nos países mais ricos durante a década de 70. A indústria deu um salto tecnológico importante, produzindo motores mais eficientes, e o

isolamento térmico se tornou corriqueiro no Ocidente e no Japão. Porém, a expectativa de um novo salto tecnológico importante no campo da conservação de energia ou da substituição por fontes renováveis não está à vista. Espera-se que a energia de biomassa ganhe relevância, mas não existe qualquer esforço concentrado para que os veículos híbridos, por exemplo, venham a representar no curto prazo uma parcela expressiva do mercado.

Uma sugestão de estudo futuro poderia também incluir uma análise mais detalhada dos mecanismos financeiros. Trata-se de um fator extremamente importante no amortecimento dos impactos da elevação de preços de petróleo, que são os