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Codificação, Processamento e Análise dos dados

MATERIAL E MÉTODOS

3. Material e Métodos

3.10. Codificação, Processamento e Análise dos dados

Os dados dos participantes registados nos instrumentos de notação em papel (questionários) e os resultados laboratoriais foram objeto das seguintes operações:

Registo em suporte digital numa base de dados em REDCap6 (original e duplicada). Tanto os dados demográ-

ficos como os laboratoriais foram sujeitos a dupla digitação a qual foi realizada por dois operadores indepen- dentes.

Processo de validação de congruência de dados

A validação e congruência dos dados foi efetuada observando a distribuição de frequências das variáveis na perspetiva de identificar valores não admissíveis ou pelo cruzamento de variáveis com o objetivo de identificar observações incongruentes.

Análise estatística

Foi feita a análise descritiva dos dados, centrada essencialmente em frequências absolutas e relativas para cada nível das variáveis assim como os respetivos intervalos de confiança a 95%. A análise estatística foi rea-

lizada utilizando os softwares estatísticos R e Stata7,8, recorrendo ao comando svy (survey) de forma a ter

em consideração os ponderadores amostrais.

Na construção das tabelas foram usados os símbolos n e N com significados distinto, n significa a frequência ab- soluta observada de cada característica em estudo, N é usado nas tabelas de “percentagens de positivos” para cada microrganismo, significando o total de indivíduos em que se baseia a proporção apresentada na coluna a seguir (denominador).

4724 4866 142

Para a totalidade das determinações serológicas referentes aos microrganismos em estudo foi necessária a co- lheita de 7 a 10 mL de sangue nos adultos e jovens com idades iguais ou superiores a 15 anos, 5 mL nas crian- ças entre os 10 e os 14 anos e 2 mL nas crianças entre os 2 e 9 anos de idade. Os sangues foram colhidos para tubos sem anticoagulante que foram identificados através de etiquetas codificadas com número e código de barras. Cada etiqueta continha um número de código composto por seis dígitos, dos quais o primeiro identi- ficava a NUTS I (Portugal) o segundo a NUTS II, o terceiro a NUTS III e os últimos três algarismos o participan- te no estudo. O código de barras resumia esta informação possibilitando a leitura automática.

Simultaneamente às colheitas de sangue procedeu-se à recolha de informação sociodemográfica que incluiu: data de nascimento, sexo, naturalidade, nacionalidade, nível de instrução, composição do agregado familiar e características da habitação.

3.6. Amostra estudada

A amostra mínima necessária (neste documento designada por amostra efetivamente planeada) era constituída por 4724 indivíduos divididos, aproximadamente, em igual número pelas sete NUTS II. A amostra recrutada (n=4866) ultrapassou o valor efetivamente planeado, no entanto, recrutou-se um menor número de indivíduos em todas as NUTS II, com exceção de Lisboa, nos grupos etários dos 2-4 anos, 5-9 anos, 10-14 anos,15-19 anos e 20-29 anos. Na Tabela 3.6.1 é apresentada a distribuição dos indivíduos das amostras efetivamente planeada e recrutada por

NUTS II, grupo etário e sexo. Na distribuição por microrganismo (Tabela 3.6.2), verifica-se que a amostra estudada foi sempre inferior à planeada para cada microrganismo. Este resultado deve-se ao facto de a análise ter sido efe- tuada por grupo etário e o número de indivíduos em excesso nos grupos etários acima dos 20 anos não compen- sarem o número de indivíduos em falta nos grupos etários abaixo dos 19 anos.

3.7. Distribuição dos produtos biológicos por microrganismo

Após a receção dos produtos biológicos (soros) a distribuição das alíquotas de soro pelos microrganismos em estudo foi feita de acordo com o dimensionamento da amostra estabelecido para cada microrganismo e grupo etário. Assim, como a dimensão de amostra foi estabelecida para o microrganismo que exigiu a maior dimensão de amostra, existiram, naturalmente, outros microrganismos para os quais a dimensão de amostra mínima neces- sária era menor que o número de indivíduos obtidos num determinado grupo etário. Por outro lado, atendendo ao número elevado de microrganismos em estudo, seria previsível que o sangue colhido de cada indivíduo recru- tado fosse insuficiente para avaliar a sua imunidade para todos os agentes em estudo. Desta forma a distribuição dos indivíduos e suas alíquotas de soro para cada microrganismo, grupo etário e NUTS II foi efetuada por aleatori-

zação das listas de soros, operacionalizada pelo método de Bernoulli.5

3.8. Metodologia laboratorial geral para o estudo dos agentes microbianos

A receção e preparação dos produtos biológicos decorreram no Departamento de Doenças Infeciosas do INSA. Foi realizada a divisão do soro em alíquotas, duas delas para a determinação de anticorpos e a outra para o banco de soros, sendo respetivamente mantidas a -20ºC e -80ºC.

Tabela 3.6.2. Comparação entre a amostra planeada e estudada para cada um dos

microrganismos Microrganismos

Bordetella pertussis Clostridium tetani

Corynebacterium diphtheriae Haemophilus influenzae tipo b Vírus da hepatite A

Vírus da hepatite B

Vírus da parotidite epidémica Vírus da poliomielite tipo 1 Vírus da poliomielite tipo 3 Vírus da rubéola Vírus do sarampo Planeada (P) 3465 3409 3696 2219 2996 3563 2870 1036 1218 2947 3080 Estudada (E) 3019 3103 3319 1528 2692 2959 2428 855 919 2497 2893 (E-P) -446 -306 -377 -691 -304 -604 -442 -181 -299 -450 -187

As metodologias laboratoriais utilizadas seguiram o estado da arte e as recomendações da Organização Mun- dial de Saúde. Acresce que em alguns parâmetros foram utilizadas técnicas acreditadas no âmbito da norma ISO 15189. Para cada tipo de microrganismo, foi definido um valor que permitiu estabelecer grupos de indiví- duos imunes ou suscetíveis, de acordo com o título ou concentração de anticorpos detetados. Aspetos meto- dológicos mais específicos são descritos nos capítulos referentes a cada um dos microrganismos

3.9. Aspetos éticos

O protocolo científico do ISN 2015-2016 teve a aprovação da Comissão de Ética para a Saúde do INSA e da Co- missão Nacional de Proteção de Dados.

A participação no ISN 2015-2016 implicou um esclarecimento prévio, oral e escrito dos participantes e a aceitação formalizou-se através do preenchimento e assinatura de uma declaração de consentimento informado. Foi acorda- do previamente com o participante, que seria efetuada a transmissão de resultados analíticos ao médico indicado pelo próprio, caso os resultados laboratoriais obtidos fossem relevantes para o seu estado de saúde. Por se tratar de um estudo anónimo e confidencial, apenas se procedeu à identificação do participante nos casos acima descri- tos e sob as condições referidas.

3.10. Codificação, Processamento e Análise dos dados

Os dados dos participantes registados nos instrumentos de notação em papel (questionários) e os resultados laboratoriais foram objeto das seguintes operações:

Registo em suporte digital numa base de dados em REDCap6 (original e duplicada). Tanto os dados demográ-

ficos como os laboratoriais foram sujeitos a dupla digitação a qual foi realizada por dois operadores indepen- dentes.

Processo de validação de congruência de dados

A validação e congruência dos dados foi efetuada observando a distribuição de frequências das variáveis na perspetiva de identificar valores não admissíveis ou pelo cruzamento de variáveis com o objetivo de identificar observações incongruentes.

Análise estatística

Foi feita a análise descritiva dos dados, centrada essencialmente em frequências absolutas e relativas para cada nível das variáveis assim como os respetivos intervalos de confiança a 95%. A análise estatística foi rea-

lizada utilizando os softwares estatísticos R e Stata7,8, recorrendo ao comando svy (survey) de forma a ter

em consideração os ponderadores amostrais.

Na construção das tabelas foram usados os símbolos n e N com significados distinto, n significa a frequência ab- soluta observada de cada característica em estudo, N é usado nas tabelas de “percentagens de positivos” para cada microrganismo, significando o total de indivíduos em que se baseia a proporção apresentada na coluna a seguir (denominador).

Para a totalidade das determinações serológicas referentes aos microrganismos em estudo foi necessária a co- lheita de 7 a 10 mL de sangue nos adultos e jovens com idades iguais ou superiores a 15 anos, 5 mL nas crian- ças entre os 10 e os 14 anos e 2 mL nas crianças entre os 2 e 9 anos de idade. Os sangues foram colhidos para tubos sem anticoagulante que foram identificados através de etiquetas codificadas com número e código de barras. Cada etiqueta continha um número de código composto por seis dígitos, dos quais o primeiro identi- ficava a NUTS I (Portugal) o segundo a NUTS II, o terceiro a NUTS III e os últimos três algarismos o participan- te no estudo. O código de barras resumia esta informação possibilitando a leitura automática.

Simultaneamente às colheitas de sangue procedeu-se à recolha de informação sociodemográfica que incluiu: data de nascimento, sexo, naturalidade, nacionalidade, nível de instrução, composição do agregado familiar e características da habitação.

3.6. Amostra estudada

A amostra mínima necessária (neste documento designada por amostra efetivamente planeada) era constituída por 4724 indivíduos divididos, aproximadamente, em igual número pelas sete NUTS II. A amostra recrutada (n=4866) ultrapassou o valor efetivamente planeado, no entanto, recrutou-se um menor número de indivíduos em todas as NUTS II, com exceção de Lisboa, nos grupos etários dos 2-4 anos, 5-9 anos, 10-14 anos,15-19 anos e 20-29 anos. Na Tabela 3.6.1 é apresentada a distribuição dos indivíduos das amostras efetivamente planeada e recrutada por

NUTS II, grupo etário e sexo. Na distribuição por microrganismo (Tabela 3.6.2), verifica-se que a amostra estudada foi sempre inferior à planeada para cada microrganismo. Este resultado deve-se ao facto de a análise ter sido efe- tuada por grupo etário e o número de indivíduos em excesso nos grupos etários acima dos 20 anos não compen- sarem o número de indivíduos em falta nos grupos etários abaixo dos 19 anos.

3.7. Distribuição dos produtos biológicos por microrganismo

Após a receção dos produtos biológicos (soros) a distribuição das alíquotas de soro pelos microrganismos em estudo foi feita de acordo com o dimensionamento da amostra estabelecido para cada microrganismo e grupo etário. Assim, como a dimensão de amostra foi estabelecida para o microrganismo que exigiu a maior dimensão de amostra, existiram, naturalmente, outros microrganismos para os quais a dimensão de amostra mínima neces- sária era menor que o número de indivíduos obtidos num determinado grupo etário. Por outro lado, atendendo ao número elevado de microrganismos em estudo, seria previsível que o sangue colhido de cada indivíduo recru- tado fosse insuficiente para avaliar a sua imunidade para todos os agentes em estudo. Desta forma a distribuição dos indivíduos e suas alíquotas de soro para cada microrganismo, grupo etário e NUTS II foi efetuada por aleatori-

zação das listas de soros, operacionalizada pelo método de Bernoulli.5

3.8. Metodologia laboratorial geral para o estudo dos agentes microbianos

A receção e preparação dos produtos biológicos decorreram no Departamento de Doenças Infeciosas do INSA. Foi realizada a divisão do soro em alíquotas, duas delas para a determinação de anticorpos e a outra para o banco de soros, sendo respetivamente mantidas a -20ºC e -80ºC.

As metodologias laboratoriais utilizadas seguiram o estado da arte e as recomendações da Organização Mun- dial de Saúde. Acresce que em alguns parâmetros foram utilizadas técnicas acreditadas no âmbito da norma ISO 15189. Para cada tipo de microrganismo, foi definido um valor que permitiu estabelecer grupos de indiví- duos imunes ou suscetíveis, de acordo com o título ou concentração de anticorpos detetados. Aspetos meto- dológicos mais específicos são descritos nos capítulos referentes a cada um dos microrganismos

3.9. Aspetos éticos

O protocolo científico do ISN 2015-2016 teve a aprovação da Comissão de Ética para a Saúde do INSA e da Co- missão Nacional de Proteção de Dados.

A participação no ISN 2015-2016 implicou um esclarecimento prévio, oral e escrito dos participantes e a aceitação formalizou-se através do preenchimento e assinatura de uma declaração de consentimento informado. Foi acorda- do previamente com o participante, que seria efetuada a transmissão de resultados analíticos ao médico indicado pelo próprio, caso os resultados laboratoriais obtidos fossem relevantes para o seu estado de saúde. Por se tratar de um estudo anónimo e confidencial, apenas se procedeu à identificação do participante nos casos acima descri- tos e sob as condições referidas.

3.10. Codificação, Processamento e Análise dos dados

Os dados dos participantes registados nos instrumentos de notação em papel (questionários) e os resultados laboratoriais foram objeto das seguintes operações:

Registo em suporte digital numa base de dados em REDCap6 (original e duplicada). Tanto os dados demográ-

ficos como os laboratoriais foram sujeitos a dupla digitação a qual foi realizada por dois operadores indepen- dentes.

Processo de validação de congruência de dados

A validação e congruência dos dados foi efetuada observando a distribuição de frequências das variáveis na perspetiva de identificar valores não admissíveis ou pelo cruzamento de variáveis com o objetivo de identificar observações incongruentes.

Análise estatística

Foi feita a análise descritiva dos dados, centrada essencialmente em frequências absolutas e relativas para cada nível das variáveis assim como os respetivos intervalos de confiança a 95%. A análise estatística foi rea-

lizada utilizando os softwares estatísticos R e Stata7,8, recorrendo ao comando svy (survey) de forma a ter

em consideração os ponderadores amostrais.

Na construção das tabelas foram usados os símbolos n e N com significados distinto, n significa a frequência ab- soluta observada de cada característica em estudo, N é usado nas tabelas de “percentagens de positivos” para cada microrganismo, significando o total de indivíduos em que se baseia a proporção apresentada na coluna a seguir (denominador).

Referências:

1. Direção-Geral da Saúde. Programa Nacional de Vacina- ção 2007. Lisboa: DGS; 2005.

2. Direção-Geral da Saúde. Programa Nacional de Vacina- ção 2000. Lisboa: DGS; 1999.

3. Kish L. Survey Sampling. New York; John Wiley & Sons; 1965.

4. Schaeffer RL, Mendenhall W, Ott L. Elementary Survey Sampling. 4th ed. Belmont: Duxbury Press; 1990. 5. Lehtonen R, Pahkinen E. Practical Methods for Design

and Analysis of Complex Surveys. 2nd ed. Chichester: John Wiley & Sons; 2004.

6. Harris PA, Taylor R, Thielke R, Payne J, Gonzalez N, Conde JG. Research electronic data capture (RED- Cap) - A metadata-driven methodology and workflow process for providing translational research informati- cs support. J Biomed Inform. 2009 Apr;42(2):377-81. 7. R-Core-Team. R: A language and environment for sta-

tistical computing. Vienna: R Foundation for Statistical Computing; 2013.

8. StataCorp. Stata Statistical Software: Release 11. College Station, TX: StataCorp LP; 2009.

RESULTADOS E

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