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MATERIAL E MÉTODOS

3. Material e Métodos

3.3. Plano de amostragem

O plano de amostragem da população-alvo foi delineado segundo um esquema estratificado, por quotas, no qual os estratos foram os grupos etários. Esta estratificação justifica-se porque a quantidade de anticorpos num indivíduo é fortemente influenciada pela sua idade.

A dimensão da amostra foi calculada para a prevalência esperada de indivíduos seropositivos para cada mi- crorganismo, estratificada por grupo etário. Admitiu-se como dimensão da amostra para cada grupo etário, o maior valor da amostra necessária para cada agente e sexo, para esse mesmo grupo etário. Foi considera- da uma precisão absoluta de 5% para um intervalo de confiança de 95%, assumindo 1,5 para o efeito do de-

senho (design effect - DEFF).3 Para valores da prevalência esperada inferiores a 5% e superiores a 95%, foi

considerada uma precisão absoluta de 2,5%. A dimensão da amostra para cada grupo etário i (ni) foi calcu-

lada pela aproximação assintótica da distribuição Binomial à Normal.4

A amostra para cada grupo etário foi alocada de forma homogénea pelas 7 regiões NUTS II, de forma a obter para cada NUTS II estimativas com o mesmo grau de precisão, e de forma proporcional por região NUTS III em cada NUTS II.

A amostra efetivamente planeada, com a respetiva distribuição por grupo etário, região NUTS II e NUTS III, é apresentada na Tabela 3.3.1.

Bactérias

Bordetella pertussis Clostridium tetani

Corynebacterium diphtheriae Haemophilus influenzae tipo b

Vírus

Vírus da hepatite A Vírus da hepatite B

Vírus da parotidite epidémica Vírus da poliomielite tipo 1 e tipo 3 Vírus da rubéola

3. Material e Métodos

Coordenação: Paula Palminha e Baltazar Nunes

Colaboração: Sónia Pinto, Rita Roquette, Liliana Antunes, Helena Cortes Martins e Rita Matos

3.1. Delineamento do estudo

Âmbito

Tratou-se de um estudo transversal de seroprevalência no qual, através de um inquérito serológico, utilizando uma amostra não probabilística da população portuguesa, estratificada por grupo etário e NUTS II de 2002, se estimou a prevalência de anticorpos específicos relativos às doenças evitáveis por vacinação, cujas vacinas se encontram incluídas no Programa Nacional de Vacinação ou se encontram disponíveis no país há vários anos. Assim, foi determinada a prevalência de anticorpos séricos para os microrganismos descritos na Tabela 3.1.1.

Duração

O estudo decorreu de 2015 a 2017, sendo que o trabalho de campo, ou seja, o recrutamento dos indivíduos e a colheita dos produtos biológicos, foi efetuado de outubro de 2015 a novembro de 2016.

3.2. População-alvo e base de amostragem

A população-alvo foi constituída por todos os indivíduos residentes em Portugal há pelo menos 12 meses com idade igual ou superior a dois anos, que não possuíssem nenhuma das condições expressas nos critérios de exclusão (Anexo I).

A base de amostragem foi formada por indivíduos com dois ou mais anos de idade que, de outubro de 2015 a no- vembro de 2016, se deslocaram a um dos 60 laboratórios de análises clínicas ou postos de colheita, distribuídos pelas sete regiões NUTS II, a fim de realizarem exames analíticos para os quais fosse necessário efetuar colheita

de sangue. As unidades laboratoriais envolvidas neste estudo pertencem a prestadores convencionados na área da patologia clínica (SYNLAB, Laboratório de Análises Clínicas Dr. Joaquim Chaves, laboratórios associados) e ao Serviço Nacional de Saúde (Hospitais e outras Unidades de Saúde).

A população-alvo de estudo, residente nas sete regiões NUTS II, foi estratificada pelos seguintes grupos etá- rios: 2-4 anos, 5-9 anos, 10-14 anos, 15-19 anos, 20-29 anos, 30-44 anos, 45-54 anos e 55 e mais anos. No entanto, para alguns dos microrganismos estudados, a população-alvo diferiu, sendo que para os vírus da po- liomielite tipo 1 e tipo 3 foram estudados apenas os indivíduos pertencentes aos grupos etários 2-4 anos, 5-9 anos e 10-14 anos e para o Haemophilus influenzae tipo b os grupos etários 2-4 anos, 5-9 anos, 10-14 anos e 15-19 anos, correspondendo respetivamente aos indivíduos abrangidos pela introdução da vacina inativada

para a poliomielite no PNV de 20061 e aos vacinados contra o Haemophilus influenzae tipo b.2

Tendo em conta as limitações operacionais de se obter uma amostra aleatória estratificada de base populacio- nal, optou-se assim por considerar como base de amostragem, a população, que recorreu a estes prestadores atrás referidos, a fim de ser submetida a colheita de sangue para fins diagnósticos. Outro fator que promoveu esta opção foi a comparabilidade do ISN 2015-2016 com o realizado anteriormente em 2001-2002, que utilizou a mesma base de amostragem e o mesmo método de amostragem não probabilística.

3.3. Plano de amostragem

O plano de amostragem da população-alvo foi delineado segundo um esquema estratificado, por quotas, no qual os estratos foram os grupos etários. Esta estratificação justifica-se porque a quantidade de anticorpos num indivíduo é fortemente influenciada pela sua idade.

A dimensão da amostra foi calculada para a prevalência esperada de indivíduos seropositivos para cada mi- crorganismo, estratificada por grupo etário. Admitiu-se como dimensão da amostra para cada grupo etário, o maior valor da amostra necessária para cada agente e sexo, para esse mesmo grupo etário. Foi considera- da uma precisão absoluta de 5% para um intervalo de confiança de 95%, assumindo 1,5 para o efeito do de-

senho (design effect - DEFF).3 Para valores da prevalência esperada inferiores a 5% e superiores a 95%, foi

considerada uma precisão absoluta de 2,5%. A dimensão da amostra para cada grupo etário i (ni) foi calcu-

lada pela aproximação assintótica da distribuição Binomial à Normal.4

A amostra para cada grupo etário foi alocada de forma homogénea pelas 7 regiões NUTS II, de forma a obter para cada NUTS II estimativas com o mesmo grau de precisão, e de forma proporcional por região NUTS III em cada NUTS II.

A amostra efetivamente planeada, com a respetiva distribuição por grupo etário, região NUTS II e NUTS III, é apresentada na Tabela 3.3.1.

Para o planeamento da dimensão de amostra por microrganismo, foram consultadas e consideradas várias fontes de informação, designadamente, o 2º Inquérito Serológico Nacional 2001-2002 (ISN 2001-2002) e a cobertura vacinal do PNV. Estas fontes forneceram indicadores para as prevalências esperadas de seroposi- tivos por grupos etários, as quais foram usadas para calcular a dimensão de amostra por microrganismo e por grupo etário.

Como foi anteriormente referido, procurou-se que a amostra fosse representativa de todas as regiões NUTS II do país. Contudo, os resultados da distribuição de seroprevalências apresentados por NUTS II devem ser inter- pretados com precaução, nomeadamente, tendo em consideração os intervalos de confiança (IC) apresentados e a natureza não aleatória da amostragem.

Tabela 3.3.1. Distribuição da amostra efetivamente planeada por NUTS II, NUTS III e grupo etário

NUTS II NUTS III 2-4 5-9 10-14 15-19 20-29 30-44 45-54 55 + Total NUTS III Total NUTS II

Minho-Lima 5 5 5 5 6 6 6 7 45

Cávado 10 10 10 10 11 10 9 8 78

Ave 12 12 12 13 13 12 12 11 97

Grande Porto 31 29 28 27 28 30 29 29 231

Tâmega 14 14 14 15 14 13 13 10 107

Entre Douro e Vouga 6 6 6 7 7 7 7 6 52

Douro 4 4 5 5 5 5 5 6 39

Alto Trás-os-Montes 4 4 4 4 4 4 5 7 36

Baixo Vouga 15 15 15 15 15 15 15 13 118

Baixo Mondego 12 11 11 11 12 12 12 12 93

Pinhal Litoral 11 11 10 10 10 10 10 9 81

Pinhal Interior Norte 4 5 5 5 5 5 5 5 39

Dão-Lafões 10 10 10 11 11 10 10 10 82

Pinhal Interior Sul 1 2 2 2 2 2 2 2 15

Serra da Estrela 2 2 2 2 2 2 2 2 16

Beira Interior Norte 3 3 4 4 4 4 4 5 31

Beira Interior Sul 3 3 3 3 3 3 3 3 24

Cova da Beira 3 3 3 3 3 3 4 4 26 Oeste 15 15 14 14 14 14 13 12 111 Médio Tejo 8 8 8 8 8 8 8 8 64 Grande Lisboa 60 58 58 59 61 60 60 58 474 Península de Setúbal 23 24 24 24 23 24 23 22 187 Alentejo Litoral 11 10 10 10 11 11 11 11 85 Alto Alentejo 12 12 13 13 13 13 13 13 102 Alentejo Central 18 18 18 19 19 19 19 18 148 Baixo Alentejo 14 14 14 14 15 14 14 14 113 Lezíria do Tejo 29 30 30 28 27 29 27 25 225 Algarve Algarve 82 81 81 82 83 83 82 79 653 653 Madeira 81 80 80 81 81 82 81 78 644 Porto Santo 2 2 2 2 3 2 2 2 17 Santa Maria 2 2 2 3 2 2 2 2 17 São Miguel 52 50 50 50 49 48 45 39 383 Terceira 17 18 17 18 19 18 20 21 148 Graciosa 2 2 2 2 2 2 2 2 16 São Jorge 3 3 3 3 3 3 3 4 25 Pico 4 4 4 4 5 5 5 7 38 Faial 5 5 5 5 5 6 6 6 43 Flores 1 1 2 1 2 2 2 2 13 Corvo 1 1 1 1 1 1 1 1 8 Total 592 587 587 593 601 599 592 573 4724 Alentejo Norte Centro Lisboa 691 661 685 700 661 673 RA Madeira RA Açores

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