Cláusula 75.a
Comissão paritária
1 — Será constituída uma comissão paritária autó-noma, composta por três representantes de cada uma das entidades signatárias com competência para inter-pretar as normas deste contrato e ainda criar ou extinguir categorias profissionais.
2 — As comissões elaborarão o seu regulamento.
3 — Cada uma das partes indicará, por escrito, à outra, nos 30 dias subsequentes à publicação deste CCT,
os nomes dos respectivos efectivos, considerando-se a comissão paritária apta a funcionar logo que indicados os nomes dos seus membros.
CAPÍTULO XII Disposições gerais e transitórias
Cláusula 76.a
Carácter globalmente mais favorável
1 — A presente convenção colectiva substitui todos os instrumentos de regulamentação colectiva de trabalho anteriores e respectivas alterações aplicáveis aos tra-balhadores representados pelas associações sindicais sig-natárias e às empresas representadas pela Associação Industrial do Minho.
2 — Nos precisos termos do número anterior, esta convenção colectiva considera-se globalmente mais favo-rável que todos os instrumentos de regulamentação colectiva de trabalho substituídos, que ficam deste modo expressamente revogados.
Cláusula 77.a
Sucessão de regulamentação
O presente contrato colectivo, sendo considerado glo-balmente mais favorável que todos os anteriores ins-trumentos de regulamentação colectiva vigentes no sec-tor, revoga expressamente as convenções publicadas no Boletim do Trabalho e Emprego, n.os3, de 22 de Janeiro de 1979, 23, de 22 de Junho de 1980, 28, de 29 de Julho de 1981, 3, de 22 de Janeiro de 1984, 14, de 15 de Abril de 1985, 21, de 8 de Junho de 1986, 21, de 8 de Junho de 1987, 21, de 8 de Junho de 1988, 24, de 30 de Junho de 1989, 24, de 29 de Junho de 1990, 23, de 22 de Junho de 1991, 25, de 8 de Julho de 1992, 29, de 8 de Agosto de 1993, 29, de 8 de Agosto de 1994, 33, de 8 de Setembro de 1995, 33, de 8 de Setembro de 1996, 32, de 29 de Agosto de 1997, 31, de 22 de Agosto de 1998, 30, de 15 de Agosto de 1999, 31, de 22 de Agosto de 2000, 31, de 22 de Agosto de 2001, 37, de 8 de Outubro de 2002, 36, de 29 de Setembro de 2003, e 1, de 8 de Janeiro de 2005.
Cláusula 78.a
Aprendizagem
1 — As categorias de pintor, modelador e oleiro rodista poderão ter uma aprendizagem de dois anos.
2 — As restantes categorias não poderão ter uma aprendizagem superior a um ano.
3 — Não haverá aprendizagem para a categoria de auxiliar de serviços.
4 — Não haverá período de aprendizagem quando o trabalhador já tenha exercido as funções para a cate-goria que vai exercer numa outra entidade empregadora.
5 — Não haverá mais de 50 % de aprendizes em rela-ção ao número total de trabalhadores de cada categoria para a qual se prevê aprendizagem.
6 — O número de auxiliares de serviços não poderá exceder 10 % do número total de trabalhadores da empresa, com arredondamento para o número superior no caso de o número obtido para aplicação daquela percentagem não corresponder à unidade.
7 — Os aprendizes, terminado o respectivo período de aprendizagem, passarão então a praticantes, situação em que não poderão permanecer para além de um ano.
Cláusula 79.a
Densidades
Para os devidos efeitos, deverá ser respeitado o qua-dro de densidades constante do anexo I do presente contrato colectivo.
ANEXO I Quadro de densidades
Classes 1 2 3 4 5 6
1.a. . . . – – 1 1 2 2 2.a. . . . 1 2 2 3 3 4
ANEXO II Definição de categorias
Acabador. — É o trabalhador que acaba e retoca peças de cerâmica em cru, podendo fabricar asas e bicos e procedendo à sua colocação e acabamento.
Ajudante de forneiro. — É o trabalhador que auxilia o forneiro na sua missão, nomeadamente alimentando o forno, sob orientação daquele.
Auxiliar de serviços. — É o trabalhador que executa todos os serviços necessários dentro da empresa não especificados nas categorias constantes deste anexo.
Cromador/roleiro. — É o trabalhador que, cortando ou não, aplica na loiça ou vidro cromos, decalques e papéis estampados, podendo ainda passar sobre os mes-mos rolos, baeta ou escova.
Decorador manual. — É o trabalhador que executa serviços de pintura de objectos de cerâmica, a pincel na generalidade.
Decorador à pistola. — É o trabalhador que executa serviços de pintura de cerâmica à pistola.
Engenheiro técnico. — É o trabalhador que tem por função organizar, adaptar e coordenar a planificação técnica fabril determinada pelos órgãos superiores da empresa.
Embalador. — É o trabalhador que embrulha ou embala os objectos acabados em caixas ou caixotes e executa todos os serviços inerentes à expedição.
Embrulhador. — É o trabalhador que executa as tare-fas conducentes à preparação das peças de cerâmica para serem embaladas.
Encarregado. — É o trabalhador da empresa respon-sável pela orientação técnica e disciplinar necessária à boa execução dos trabalhadores da mesma.
Enfornador e desenfornador. — É o trabalhador que, fora ou dentro dos fornos, coloca ou retira os produtos a cozer ou cozidos (encaixados ou não) nas vagonetas, prateleiras, placas ou cestos.
Formista. — É o trabalhador que faz todas as madres, moldes e formas de gesso.
Forneiro. — É o trabalhador que, entre outras fun-ções, é encarregado de efectuar as operações inerentes à cozedura. Quando a cozedura for feita por sistema eléctrico, será qualificado como forneiro, e pago como tal, o trabalhador que tenha, entre outras, a função de regular o funcionamento dos fornos ou mufias e a res-ponsabilidade de cozedura.
Lavador. — É o trabalhador que lava e seca, manual ou mecanicamente, peças de cerâmica.
Lixador. — É o trabalhador que lixa e prepara as peças, depois de cozidas, para a pintura.
Modelador. — É o trabalhador que faz o primeiro modelo, que servirá para tirar formas, madres ou moldes de gesso.
Motorista (pesados ou ligeiros). — É o trabalhador que, possuindo carta de condução profissional, tem a seu cargo a condução de veículos automóveis ligeiros ou pesados, competindo-lhe ainda zelar, sem execução, pela boa conservação e limpeza do veículo, pela carga que transporta e orientação da carga e descarga. Veri-ficação diária dos níveis de óleo e de água. Os veículos ligeiros em distribuição e os pesados terão obrigato-riamente ajudante de motorista.
Oleiro formista ou de lambugem. — É o trabalhador que fabrica peças cerâmicas à forma por lambugem ou lastra.
Oleiro asador-colador. — É o trabalhador que prepara barro e fabrica as asas ou bicos, procedendo à sua colo-cação e acabamento
Oleiro rodista. — É o trabalhador que, à roda, puxa o barro ou fabrica quaisquer peças.
Operador de máquina de prensar ou prensador. — É o trabalhador que opera com máquina de prensar, manual ou semiautomática
Pintor manual. — É o trabalhador que executa ser-viços de pintura de objectos de cerâmica, a pincel, em pormenor.
Preparador de pasta. — É o trabalhador que exclusiva e predominantemente prepara, manual ou mecanica-mente, a pasta de barro.
Porteiro ou guarda. — É o trabalhador profissional que vigia instalações fabris ou outras instalações e locais para as proteger contra incêndios e roubos ou para proi-bir a entrada a pessoas não autorizadas, fazendo rondas
periódicas de inspecção; verifica se existem outras ano-malias, tais como roturas de conduta de água, gás ou riscos de incêndio; controla as entradas e saídas de pes-soal e fiscaliza a respectiva marcação do ponto. Examina a entrada ou a saída de pessoal e fiscaliza a respectiva marcação do ponto. Examina à entrada ou à saída volu-mes e materiais; atende os visitantes, informa-se das suas pretensões e anuncia-os ou indica-lhes os serviços a que se devem dirigir. Por vezes é incumbido de registar entradas e saídas de pessoal e veículos.
Rebarbador. — É o trabalhador que rebarba e retoca peças em cru.
Torneiro. — É o trabalhador que torneia peças cerâ-micas à máquina ou à mão ou exerce outros serviços compatíveis com a sua categoria.
Vidrador. — É o trabalhador que tem à sua respon-sabilidade a vidragem de todas as peças cerâmicas.
ANEXO III
Enquadramentos profissionais e tabelas de retribuições mínimas
(Em euros)
Tabelas salariais
Grupo Enquadramento
Em vigor desde 1 de Maio de 2004
Em vigor a partir 1 de Maio de 2005
Engenheiro técnico . . . .
1 Encarregado . . . . 569,50 586 Modelador de 1.a . . . .
Modelador de 2.a . . . .
2 Motorista de pesados . . . . 528 543 Oleiro rodista de 1.a. . . .
Decorador à pistola de 1.a. . . Motorista de ligeiros . . . .
3 472 486
Oleiro rodista de 2.a. . . . Oleiro asador-colador . . . . Decorador à pistola de 2.a. . . Formista de 1.a . . . . Forneiro . . . .
4 Enfornador e desenfornador 419,50 432
Preparador de pasta . . . . Vidrador . . . . Cromador-roleiro de 1.a . . . . Formista de 2.a . . . . Oleiro formista ou de lambu-gem de 1.a . . . .
5 Oleiro jaulista de 1.a. . . . 408 420 Operador de máquina prensar
ou prensador . . . . Pintor manual de 1.a. . . . Torneiro . . . . Acabador de 1.a . . . . Cromador-roleiro de 2.a . . . .
6 Decorador manual de 1.a. . . . 404,50 416 Pintor manual de 2.a. . . .
Ajudante de forneiro . . . . Acabador de 2.a . . . . Decorador manual de 2.a. . . . Embalador . . . .
7 Guarda ou porteiro . . . . 401,50 413
(Em euros)
Tabelas salariais
Grupo Enquadramento
Em vigor desde 1 de Maio de 2004
Em vigor a partir 1 de Maio de 2005
Oleiro formista ou de lambu-gem de 2.a . . . . Oleiro jaulista de 2.a. . . . Auxiliar de serviços . . . . Embrulhador . . . .
8 Lavador . . . . 396,50 408 Lixador . . . .
Rebarbador . . . .
Praticante . . . . 299 308 9 Aprendiz . . . . 296 305
Braga, 7 de Março de 2006.
Pela Associação Industrial do Minho:
Carlos Gomes Ferreira, mandatário.
Pela Federação Portuguesa dos Sindicatos da Construção, Cerâmica e Vidro:
José Manuel Azevedo Feiteira Oliveira, mandatário.
José António Carvalho das Neves, mandatário.
Declaração
Para os devidos efeitos, relativamente ao CCT cele-brado entre a Associação Industrial do Minho e a Fede-ração Portuguesa dos Sindicatos da Construção, Cerâ-mica e Vidro, se declara que a Federação Portuguesa dos Sindicatos da Construção, Cerâmica e Vidro repre-senta o Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias de Cerâmica, Cimentos e Similares da Região Norte.
Lisboa, 10 de Abril de 2006. — A Direcção: Maria de Fátima Marques Messias — Augusto João Monteiro Nunes.
Depositado em 30 de Maio de 2006, a fl. 129 do livro n.o10, com o n.o89/2006, nos termos do artigo 549.o do Código do Trabalho, aprovado pela Lei n.o99/2003, de 27 de Agosto.
CCT entre a APIFARMA — Assoc. Portuguesa da Ind. Farmacêutica e a FETESE — Feder. dos Sind. dos Trabalhadores de Serviços e outra — Revisão global.
CAPÍTULO I
Área, âmbito, vigência e denúncia do CCT Cláusula 1.a
Área e âmbito
O presente CCT aplica-se a todo o território na-cional à actividade industrial farmacêutica e obriga, por um lado, as empresas representadas pela API-FARMA — Associação Portuguesa da Indústria Farma-cêutica e, por outro, os trabalhadores ao serviço daque-las empresas que desempenhem funções inerentes às
categorias e profissões previstas nesta convenção ou a elas equiparadas nos termos do n.o 2 da cláusula 9.a, representados pelas organizações sindicais outorgantes.
Cláusula 2.a
Vigência, denúncia e revisão
1 — O presente CCT entra em vigor no dia 1 do mês seguinte ao da sua publicação no Boletim do Trabalho e Emprego e terá um prazo de vigência de 24 meses, salvo o disposto no número seguinte.
2 — A tabela de retribuições mínimas e as cláusulas de expressão pecuniária têm um prazo de vigência de 12 meses, podendo ser revistas anualmente, e produzem efeitos a 1 de Outubro de cada ano.
3 — O presente CCT pode ser denunciado por qual-quer das partes, decorridos que sejam 20 ou 9 meses, conforme se trate de situações previstas no n.o 1 ou no n.o 2 da presente cláusula, com a antecedência de, pelo menos, 30 dias em relação ao final do respectivo prazo de vigência.
4 — A parte que recebe a denúncia deve responder no prazo de 30 dias após a recepção da proposta, devendo a resposta, devidamente fundamentada, expri-mir, pelo menos, uma posição relativa a todas as maté-rias da proposta, aceitando, recusando ou contrapro-pondo.
CAPÍTULO II
Constituição da relação de trabalho Cláusula 3.a
Condições específicas de admissão
Para além dos requisitos estabelecidos na lei, cons-tituem condições específicas de admissão, relativamente ao exercício de certas actividades profissionais abran-gidas pelo presente CCT, as previstas no anexo I.
Cláusula 4.a
Contrato de trabalho
1 — O contrato de trabalho deverá constar de docu-mento escrito e assinado por ambas as partes, em dupli-cado, sendo um exemplar para a empresa e outro para o trabalhador, e deverá conter, sem prejuízo das exi-gências materiais e de forma previstas para a celebração de contratos a termo, os seguintes elementos:
a) Nome completo;
b) Categoria profissional;
c) Período normal de trabalho;
d) Retribuição;
e) Local de trabalho;
f) Condições particulares de trabalho, quando existam;
g) Data de início do contrato.
2 — No acto de admissão serão fornecidos ao tra-balhador os regulamentos internos da empresa, caso existam.
Cláusula 5.a
Contrato de trabalho a termo
1 — A celebração de contratos de trabalho a termo só é admitida, nas situações e com as formalidades pre-vistas na lei, para fazer face a necessidades temporárias da empresa e apenas pelo período estritamente neces-sário à satisfação dessas necessidades.
2 — As normas deste CCT são aplicáveis aos traba-lhadores contratados a termo, excepto se se mostrarem incompatíveis com a duração do contrato.
3 — Os trabalhadores contratados a termo, em igual-dade de condições com outros candidatos, têm prefe-rência na admissão para postos de trabalho efectivos na empresa.
Cláusula 6.a
Normas especiais aplicáveis aos contratos a termo
1 — Consideram-se como correspondendo a neces-sidades temporárias da empresa a contratação de tra-balhadores para a realização de ensaios clínicos, tem-poralmente definidos, nos locais legalmente autorizados para o efeito, em funções de monitoria e sua coorde-nação, ou de apoio especializado àquelas funções.
2 — Exclusivamente no caso da contratação de tra-balhadores prevista no número anterior, a cessação do contrato a termo por motivo não imputável ao traba-lhador não impede uma nova admissão para o mesmo posto de trabalho, desde que a necessidade que fun-damente a contratação não fosse conhecida à data da celebração do anterior contrato de trabalho a termo relativo ao mesmo posto de trabalho.
3 — No caso de o contrato a termo ser celebrado com fundamento na necessidade de substituir, directa ou indirectamente, um trabalhador que se encontre impedido de trabalhar, nomeadamente por doença, férias ou licença, o início e a cessação de produção de efeitos do contrato a termo pode ser estipulado de acordo com os seguintes limites:
a) O contrato a termo poderá iniciar a sua pro-dução de efeitos até ao máximo de 30 dias antes do início da ausência do trabalhador, no caso de esta ser previsível;
b) A cessação do contrato a termo pode ocorrer até ao limite de 30 dias a contar do regresso, ou cessação do impedimento, do trabalhador substituído.
Cláusula 7.a
Comissão de serviço
1 — Podem ser exercidos em regime de comissão de serviço os cargos de administração e de gerência, de direcção e as funções de secretariado pessoal relativas aos titulares desses cargos, bem como, atendendo à espe-cial relação de confiança que envolvem, as de chefe de serviços e gestor de produto.
2 — Podem ainda ser exercidas em regime de comis-são de serviço as funções de delegado de informação médica, desde que o trabalhador esteja vinculado à empresa por contrato de trabalho e a duração da
comis-são de serviço não ultrapasse seis meses, renovável por igual período.
3 — O acordo relativo ao exercício de cargos em regime de comissão de serviço está sujeito a forma escrita, devendo ser assinado por ambas as partes.
Cláusula 8.a
Período experimental
1 — Nos contratos de trabalho por tempo indeter-minado haverá, salvo estipulação expressa em contrário, um período experimental com a duração máxima de:
a) 90 dias, para os trabalhadores enquadrados nos níveis salariaisVI,VIIeVIII;
b) 180 dias, para os trabalhadores enquadrados nos níveis salariaisIII,IVeV;
c) 240 dias, para os trabalhadores enquadrados nos níveis salariaisIeII.
2 — Para os trabalhadores contratados a termo, seja qual for o seu enquadramento salarial, o período expe-rimental será de 30 dias, ou de 15 dias se o contrato tiver duração inferior a seis meses.
3 — Durante o período experimental, salvo acordo escrito em contrário, qualquer das partes pode rescindir o contrato de trabalho sem aviso prévio e sem neces-sidade de invocação de justa causa, não havendo direito a qualquer indemnização.
4 — Tendo o período experimental durado mais de 60 dias, para denunciar o contrato nos termos previstos no número anterior a empresa tem de dar um aviso prévio de 10 dias ou pagar ao trabalhador uma impor-tância correspondente.
5 — Por acordo escrito entre as partes o período expe-rimental pode ser eliminado ou diminuída a sua duração.
CAPÍTULO III
Classificação profissional e funções Cláusula 9.a
Classificação profissional
1 — A entidade empregadora classificará os traba-lhadores abrangidos por este contrato segundo as fun-ções efectivamente desempenhadas e de acordo com o disposto no anexoI.
2 — Poderão ser atribuídas outras designações pro-fissionais, por razões de organização interna ou repre-sentação externa, mas sem prejuízo da sua equiparação para efeitos de enquadramento profissional e de retri-buição, a uma das categorias e carreiras previstas neste CCT.
Cláusula 10.a
Flexibilidade funcional
1 — O trabalhador deve, em princípio, exercer uma actividade correspondente à categoria para que foi contratado.
2 — A entidade empregadora pode encarregar o tra-balhador de desempenhar outras actividades para as quais tenha qualificação e capacidade e que tenham afinidade ou ligação funcional com as que correspondem à sua função normal, ainda que não compreendidas na definição da categoria respectiva, desde que o exercício das mesmas não implique a sua desvalorização pro-fissional.
3 — O disposto no número anterior só é aplicável se o desempenho das funções inerentes à sua categoria profissional normal se mantiver como actividade prin-cipal do trabalhador, não podendo, em caso algum, as actividades exercidas acessoriamente determinar a sua desvalorização profissional ou a diminuição da sua retribuição.
4 — No caso de às actividades acessoriamente exer-cidas corresponder retribuição mais elevada, o traba-lhador terá direito a esta.
5 — Salvo estipulação em contrário, a entidade empregadora pode, quando o interesse da empresa o exija, encarregar temporariamente o trabalhador de fun-ções não compreendidas na actividade contratada, desde que a ordem de alteração seja justificada, com indicação do tempo previsível e tal alteração não implique dimi-nuição da retribuição, nem modificação substancial da posição do trabalhador.
6 — Quando aos serviços temporariamente desempe-nhados, nos termos do número anterior, corresponder um tratamento mais favorável, o trabalhador terá direito a esse tratamento.
Cláusula 11.a
Substituição temporária
1 — Sempre que um trabalhador substitua outro de profissão ou categoria profissional superior à sua, pas-sará a receber a retribuição do substituído, desde que a substituição tenha duração igual ou superior a um dia de trabalho.
2 — Quando, terminado o impedimento cuja duração seja igual ou superior à referida no número anterior, não se verifique o regresso do substituído ao seu lugar, seja qual for o motivo, o substituto passa à categoria do substituído se, 30 dias após o conhecimento do termo do impedimento pela entidade empregadora, esta não comunicar ao trabalhador substituto que regressa às suas anteriores funções e retribuição.
3 — Os efeitos previstos no número anterior nunca se poderão verificar em relação a profissões ou cate-gorias profissionais para as quais sejam exigidas con-dições específicas que o trabalhador substituto não possua.
CAPÍTULO IV