O Ouvido Absoluto e a criança – uma mensagem para pais e
1 Como Descobri o segredo do ouvido absoluto
Tudo começou com uma rivalidade de adolescente.
Eu estudava piano 5 horas por dia, Linda estudava muito menos e brilhava como a estrela da nossa escola. Era frustrante.
O que ela tem que eu não tenho ? Sempre me perguntava.
A melhor amiga de Linda, Sheryl, veio até mim e ateou mais fogo na história: “Você nunca será como a Linda, ela tem um ouvido absoluto”.
Perguntei o que era um ouvido perfeito.
Ela me disse sobre a habilidade de Linda e nomear qualquer tom e acorde pelo ouvido, como ela podia cantar qualquer tom da sua memória, como podia tocar músicas logo após ouvi-las.
Meu coração afundou. Seu ouvido fantástico era a chave para seu sucesso. Como eu poderia competir com ela ?
Isso me aborreceu. Será que ela tinha mesmo um ouvido absoluto? A perguntei e ela disse que sim. Mas isso era muito bom para se acreditar. Perguntei se poderia testá-la e ela disse que sim.
Agora ela engoliria suas palavras...
Meu plano era simples. Quando ela menos suspeitasse, eu pediria que ela nomeasse notas para mim, pelo ouvido.
Eu a coloquei de pé, de forma que não pudesse ver as teclas do piano. Tive certeza que nossos colegas de classe não a ajudassem. Deixei tudo perfeito de forma que pudesse provar que seu ouvido absoluto era apenas uma piada.
Com uma apreciação silenciosa eu escolhi um Fá# e toquei. “Fá#”, ela disse.
Eu fiquei atônito. Logo toquei outro tom. “Dó”, ela disse, sem parar para pensar.
Eu toquei diversas notas, aqui e ali, mas ela sabia quais eram as notas todo o tempo. Ela era incrível.
“Cante um Mib”. Ela cantou. Conferi no teclado e estava correto.
Eu estava fervendo. Pedi para que ela cantasse diversos tons e fiz questão de aumenta a dificuldade. Ela cantou cada nota perfeitamente.
Eu estava perplexo.
“Como isso funciona?” perguntei. “Eu não sei”, ela respondeu, e foi tudo o que consegui dela.
O deslumbramento do ouvido perfeito caiu sobre mim como toneladas de tijolos. Agora eu sabia que o ouvido perfeito realmente existe.
Não podia imaginar...
“Como ela faz isso?” Continuei a me perguntar. Por outro lado, por que não são todos que podem reconhecer e cantar tons pelo ouvido ?
Fiquei frustrado. Pessoas se autonomeam músicos e não sabem diferenciar um dó de um dó# ou um lá maior de um fá maior. Isso é tão estranho quanto um pintor de retratos não saber nomear as cores de tinta de sua palheta.
Humilhado e embaraçado, fui para casa com este problema. Para um garoto de 14 anos, isso era difícil de entender.
Saiba que eu tentei. Com uma conversa, convenci meus 3 irmãos a tocarem tons no piano para mim, para eu nomeá-los com o ouvido. Mas se tornou um jogo de adivinhações. Eu não podia vencer.
Dia a dia eu tentei aprender aqueles tons. Eu batia numa nota durante muito tempo, mas horas mais tarde eu a esquecia. Por mais que eu tentasse, não podia reconhecer os tons pelo ouvido. Depois de um tempo, eles soavam todos iguais, como eu poderia distingui-los ?
Eu faria qualquer coisa para ter um ouvido igual o da Linda. Mas descobri que estava acima do que eu poderia fazer. Então, depois de semanas, eu desisti.
Então aconteceu...
Era um milagre... Uma virada da fé... como achar o perdido Santo Graal...
Quando eu parei de esforçar meu ouvido, eu comecei a escutar Naturalmente. Então o simples segredo do ouvido absoluto simplesmente apareceu.
Curiosamente eu notei fracas “cores” com os sons. Não cores visuais, mas cores da afinação, cores do som. Eles sempre estiveram ali. Mas havia sido a primeira vez que eu deixei que eles aparecessem – e escutei – para descobrir esta diferença sutil.
Então, na minha própria incredulidade, eu também podia nomear sons pelo ouvido. Era simples, eu podia escutar como um fá# soava enquanto o sib tinha um som totalmente diferente. Algo como “escutar” vermelho e azul.
A conquista me deixou perplexo: Isso é o ouvido perfeito. Era assim que Bach, Beethoven, mentalmente podiam ter uma visão de suas peças, e saber tons, acordes, e tudo mais, tudo pelo ouvido.
Isso era muito infantil – Eu senti que qualquer um poderia destrancar seu ouvido absoluto com o simples segredo de “escutar as cores”.
Cheio de excitamento, eu contei para minha amiga Ann, uma flautista.
Ela riu de mim, dizendo que tínhamos que nascer com o ouvido absoluto e não havia como desenvolvê-lo.
Eu disse que ela não entendia o ouvido perfeito. Eu mostrei a ela como escutar. Timidamente, ela confessou que podia escutar as cores das notas. Com isso, Ann também ganhou um ouvido absoluto.
Nos tornamos celebridades instantaneamente. Todos amavam dizer tons para que cantássemos. Eles tocavam acordes para que disséssemos quais eram. Eles nos questionavam sobre a tonalidade de uma música. Todos estavam fascinados com nossos poderes “sobrenaturais”, menos eu e Ann, que achávamos isso tudo normal.
Então, nunca havia sonhado que eu causaria um barulho no mundo acadêmico. Na universidade, eu falava para os professores sobre minha descoberta, e eles riam dizendo que era necessário nascer com o ouvido absoluto. Então eu os mostrava o segredo e eles escutavam por si próprios. Vocês não imaginam como mudaram de opinião.
Meu “ouvido perfeito” me permitiu pular 2 cursos de música. Tudo era mais fácil para mim.
Eu aprendi que definitivamente música é a arte de escutar. Ah, você deve estar pensando o que aconteceu com Linda.
Eu estava completando a escola, com quase 18 anos. Nos três anos e meio com o ouvido absoluto, minha professora de piano insistiu em dizer que eu havia feito progresso de 10 anos. E tinha. Mas não estava satisfeito. Eu tinha que vencer Linda. E esta era minha chance final.
A Universidade de Delawares fez um festival de música completo, com juizes e prêmios. Para meu pavor, eles me colocaram como o Grand Finale do evento inteiro.
Chegou o dia. Linda fez sua usual apresentação, com grande estilo.
Na minha vez, eu sentei ao piano e toquei com todo meu coração. Os aplausos foram intensos.
Mais tarde, colocado no quadro de boletins, as notas.
Descobri que recebi um A+ nas categorias avançadas de execução. Linda recebeu um A.
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Ouvido Absoluto: O fenômeno
Apreciado por séculos como a perfeição máxima do ouvido virtuoso, Ouvido Absoluto dá ao seu possuidor um mestrado da linguagem musical.
Nos tempos clássicos, Bach, Beethoven, Mozart, Handel – e a maioria dos grandes da música – tinham um ouvido perfeito.
Quando Mozart tinha 7 anos de idade, um amigo emprestou a ele um violino com um som admirável. O pequeno Mozart disse que o violino tinha a afinação um quarto de tom bemol que seu violino, sem uma comparação direta. O pai dele insistiu para que se comparassem os dois violinos. É claro, o ouvido dele era impecável.
Do clássico ao pop ao rock ao jazz muitos dos superstars têm um ouvido absoluto: Frank Sinatra, Leonard Bernstein, Barbra Streisand, Julie Andrews, André Previn, Stevie Wonder, Nat King Cole, Miles Davis, Ella Fitzgerald, Glenn Gould, Yngwie Malmsteen, Eric Johnson, Tommy Mars, Bela Bartók, Jascha Heifetz, Paul Shaffter, Yo-yo Ma, Yanni,etc.
Na população em geral, o ouvido absoluto é algo raro. No meio musical, o número sobe bastante.
Por exemplo, na escola de Música Julliard você encontra 10% dos alunos com essa habilidade. Numa orquestra sinfônica você encontrará de 20 a 40%. Dos artistas mais populares, você encontra em média 50%. Dos Artistas TOP, você chega a encontrar 87%.
Profissionais consideram um bom senso de afinação como o mais importante valor elementar da musicalização, acima até de outras habilidades essenciais, como um bom ritmo, técnica, memória, criatividade, etc. Mesmo com vários anos de formação, os músicos que alcançam sucesso são aqueles que tem a habilidade de ouvir.
Cantores acham algo muito valioso no ouvido absoluto, pois adquirem a capacidade de localizar afinações obscuras, cantar no tom e produzir as notas afinadas com pouco ar. É muito interessante quando você escuta pela primeira vez um vocalista cantando um “Dó” agudo e o reconhece, ou quando você pode dizer se a afinação está meio alta ou baixa.
Olhando partituras musicais, outros verão bolinhas pretas. Mas com o ouvido perfeito, você pode mentalmente escutar cada som. Essa habilidade mental de escutar a música pelas cores melhora a memória musical.
Ouvido absoluto é mais que nomear notas individuais pelo ouvido. Você pode escutar e saber o tom da música e seguir os acordes pelo ouvido, em todas as camadas da harmonia e melodia.
Diversas habilidades são confundidas com o ouvido absoluto, mas essas habilidades na verdade se expandem com um profundo conhecimento da afinação.
Por exemplo, com o ouvido absoluto não significa que você vai poder tocar de ouvido, mas se você quer tocar de ouvido, o ouvido absoluto é extremamente necessário.
O ouvido absoluto também adiciona uma apreciação estética da música. O psicólogo acústico A. Bachem descobriu que “particular características de certos tons, exemplo, brilhantismo do lá maior, maciez do ré bemol maior, só pode ser apreciado com um ouvido absoluto”.
Para o ouvido de cores, o completo espectro das afinações é uma maravilhosa exibição de cores distintas da afinação que dança com a estrutura musical, combinados para formar vários acordes e tonalidades. Essa riqueza de som extende-se acima da esfera musical até a vida do dia-a-dia. Por exemplo, quando seu ouvido ficar mais alerta, você perceberá que irá reconhecer vozes no telefone mais facilmente ou aprender outra língua com uma certa facilidade.
Música é a arte de escutar, então quando você desenvolve seu ouvido, você toca tudo na música. Todas as possíveis passagens de habilidades musicais e talentos é ultimamente ligado ao seu ouvido.
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O Mistério do Ouvido Absoluto
Muitos pensam que você nasce ou não com o ouvido absoluto. Muitos consideram como um presente dado à personalidades pródigas. Muitas vezes músicos pensam que o ouvido absoluto está acima de suas capacidades.
Não é assim. Essa habilidade super-refinada de escutar não é um presente místico. Praticamente todos os músicos tem uma natural mas normalmente subnutrida capacidade de distinguir os sons em seus ouvidos.
Ouvido Absoluto é escutar as cores. Da mesma forma que você vê as cores e as reconhecer – vermelho, verde, azul, amarelo – seu ouvido tem a capacidade de reconhecer as cores das notas – Dó#, Mi, Fá, Solb – Seus olhos vêem cores da luz, seus ouvidos escutam cores dos sons.
As 12 cores cromáticas podem também serem comparadas a 12 temperos na cozinha. Cada um tem seu próprio cheiro que o distingue do outro. Quando você cheira o alecrim, você sabe que é alecrim sem qualquer comparação.
Os sons são bem abstratos, mas quando você pegar isso, você descobrirá que é algo bem normal.
O que bloqueia nosso senso de afinação?
Sem o ouvido absoluto, os ouvidos comuns trilham em sobras do mundo da música pintado só em escala de cinza. Um mundo onde os sons sobem e descem, mas parecem todos iguais.
Mas por que isso? O que nos previne de escutar as cores da música?
A principal razão porque as pessoas, incluindo músicos, não desenvolveram um ouvido perfeito é simplesmente uma carência de um escutar apropriado – uma carência de uma orientação auricular na vida.
Psicologistas dizem que nós somos 80-90% orientados pela visão. Cedo na vida nós aprendemos as cores visuais – vermelho, azul, verde, amarelo – mas quão freqüente uma criança é orientada a conhecer as cores musicais do Fá#, Dó, Ré, etc.?
Nossa visão é o senso dominante, usado absolutamente para quase tudo, exceto escutar música. A coisa mais difícil que nossos ouvidos têm que fazer é aprender os sons das palavras faladas, um dos nossos primeiros esforços. Imagine se nós tivéssemos gasto tempo em escolas de música escutando os sons e treinando os ouvidos, como nossos ouvidos teriam sido desenvolvidos.
Um ouvido comum pode escutar qualquer tipo de música e a apreciar, mas escuta de um nível de percepção diferente, como se o ouvido fosse tomado por uma dureza e preguiça, porque ele nunca escutou tão próximo.
Não acontece isso com pessoas que escutam as cores dos sons. É como se o ouvido nunca houvesse parado para escutá-los.
E não é porque as pessoas são desafinadas. A verdadeira desafinação é algo raro. Pessoas que aparentam ser desafinadas têm na verdade uma deficiência na formação musical.
Nenhum músico é desafinado, não importa o quanto ele toque ou cante.
Para muitas pessoas escutar é mais um senso enganoso que ver. E porque o ouvido absoluto é mais sutil que nosso senso de escuta, não é surpresa que o ouvido absoluto demora-se mais para ser desenvolvido.
A maioria dos ouvidos – e isso inclui você – tem a capacidade de escutar as cores das notas. De fato, muitos músicos já escutam as cores das notas numa extensão, sem mesmo estarem conscientes disso.
A síndrome das notas amargas
Muitos músicos dizem que não querem um ouvido perfeito porque esta percepção os farão muito sensíveis. Muitos dizem que “sofrem” com o ouvido perfeito por terem um ouvido tão bom, que se confundirão se transportarem a música (esses problemas costumam ocorrer com quem tem o ouvido relativo).
Essas objeções mostram certa frustração ou falta de entendimento por parte daquele que desejaram e não conseguiram adquirir os segredos desta habilidade.
Outros insistem em dizer que o ouvido absoluto não pode ser desenvolvido. Mas eu vou mostrar que pode sim, e meus alunos são prova disso.
O compositor e teorista Paul Hindemith escreveu esta experiência: “o tempo mais uma vez mostrou que o ouvido absoluto pode ser adquirido e desenvolvido” (Elementary Training For Musicians pp206).
A astuta aventura do Ouvido Absoluto
O Ouvido Absoluto é uma arte sutil. Se não fosse, todos teriam a desenvolvido muito tempo atrás.
O ouvido absoluto não pode ser adquirido somente conhecendo uma série de exercício de qualquer sorte. Como você descobrirá nas Lições, tem alguma elegância nisso.
Muitos que não entendem o sentido de Escutar as Cores forçam o ouvido. Alguns tocam notas repetitivamente na esperança de memorizá-las. Outros tentam dizem o quão alto ou baixo estão determinadas notas. Eu sei porque eu mesmo fiz isso. Descobri que um som não ficará gravado na sua mente pra sempre, até você perceber uma certa qualidade diferenciada entre os sons. Essa qualidade é a cor.
As cores dos sons estão todos no ouvido, não existem no mundo objetivo. Pegue a cor azul Não existe diferença real entre o azul e o vermelho, exceto que as luzes do vermelho vibram mais lentamente. A cor azul que a gente vê está nos nossos olhos.
Igual a isso, não existe qualidade sonora diferente entre um Fá e um Sol. Mas se as escutarmos mais profundamente, veremos uma diferença de cor. Esta distinção está toda em nossos ouvidos, parte de nossa natural capacidade de escutar.
Ouvido absoluto não é um objeto, uma jóia que pode ser confiscada à força. É mais um enigma esperando pela resposta certa que te faz dizer: “ahhhh”.
Já aconteceu com você ? De você ficar horas pensando na solução de um problema e, depois de parar de pensar, de repente, a resposta simplesmente aparecer na sua mente, e você pensar “Mas é tão simples!”. Neste momento que descobrimos que a verdade está na simplicidade de uma criança.
Ouvido absoluto é isso. É um enigma. Mas você não pode resolver com sua mente, sua inteligência, sua lógica. Na verdade o enigma é do ouvido.
Estamos começando bem. Sabemos que o ouvido absoluto é escutar as cores. Mas essa não é a solução final. Não é a experiência final de percepção. É somente um sinalizador dizendo que direção tomar.
Técnicas apropriadas são importantes. Mas nenhuma técnica funcionará sem a devida aplicação. Existe uma fineza nesta técnica: como focar e preparar o ouvido, e ao mesmo tempo relaxar e expandir a consciência do ouvido.
O treinamento é simples e delicado. Enquanto você continua com as lições você irá repercutir mais e mais na arte. Um escutar astuto é a chave para o sucesso.
Lembre-se: Cada som tem uma cor. Para alcançar esta dimensão da sua percepção você precisará de: entendimento próprio, práticas passo-a-passo, escutar atentamente e – talvez o mais importante – a não-assumida inocência de uma criança.
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Cor da Nota e Com do Tom
A Cor do Tom, ou Timbre é o que dá a cada instrumento seu som especial. Um piano tem um timbre de piano, um violão tem o timbre de violão. Timbre nos diz qual instrumento se está escutando.
Cada família de instrumentos tem seu próprio timbre. É fácil diferenciar um violino de um saxofone. Todo violino tem um som de corda, enquanto todo sax tem um som metálico.
Mas o que causa isso?
O timbre é causado pelo único padrão de harmônicos que acontece quando um tom é tocado. Harmônicos são tons fracos produzidos quando uma nota é soada.
Um piano, por exemplo, quando uma corda soa, ela vibra pra trás e pra frente. Mas você notou que cada corda também vibra em meios, terços, quartos, ad infinitum?
Essas delicadas vibrações causam fracos harmônicos. Então, quando você toca um Dó você não está somente tocando um Dó. Incontáveis harmônicos estão também soando, e você pode escutar alguns se escutar bem de perto.
Tente experimentar em qualquer instrumento usando Dó como ponto inicial, toque Sol que é 11 tons mais alto na escala. Escute este Sol e guarde a afinação no seu ouvido.
Agora toque o Dó, mas escute o Sol no lugar do Dó. Deixe seu ouvido relaxar no som, e você ficará surpreso de escutar claramente o Sol – enquanto toca o Dó. Esse sol é um harmônico do Dó, e lembre-se ele será bem fraco.
Tente isso no piano: abaixa a tecla e segure do Dó central, mas não deixe que ela soe. Então, firmemente – mas rapidamente – toque o Dó abaixo. Você notará que o Dó central soará. Explicação: o primeiro harmônico do dó baixo é o dó central. Esse harmônico faz com que a corda do dó central vibre.
Tente o mesmo usando o Dó # central e o Dó baixo. Nada acontecerá, porque o Dó# central não é um harmônico do Dó baixo.
Essa é a presença, ausência e força relativa dos harmônicos – e quando eles ocorrem – que cria a cor do tom (timbre) do instrumento. Um som rico é devido a uma abundância de harmônicos. A voz humana é rica em harmônicos. Um diapasão de forca não tem harmônicos.
As figuras abaixo mostram uma onda sonora sem harmônicos e outra com harmônicos. Sem harmônicos
Com harmônicos
Atualmente o termo cor de tons é um pouco impreciso. Para mim qualidades do tipo “de cordas”, “metálico”, “cheio” etc não são realmente cores – eles parecem mais texturas. Cores são mais corretamente ligadas aos sons em si. Cada som tem sua própria cor. Sons são diferentes cores que podem usar diferentes texturas.
Pense nisso: uma mulher pode usar um vestido vermelho, mas ele pode ser de vários tecidos - seda, cotton, etc – cada um com uma textura específica. Mesmo assim a cor do vestido continua sendo vermelha. Da mesma forma um Fá# tem sua cor que pode ser costurado na textura de um violão ou um oboé. Mas independente do instrumento, continua sendo um Fá#. Faz sentido ?
Somente lembre: Cores nos dizem a nota, timbres nos dizem o instrumento.
Pelo fato que os músicos têm algo de poesia em si, adotamos a palavra cor para o nosso vocabulário musical. Em adicional à “cor do tom” as cores podem também referir a textura harmônica, disposição melódica, dinâmicas, registros, ornamentos e dispositivo de interpretação.
Todos esses usos para cores são liberais, redefinição de uma palavra que define algo físico.
Alguns nos acusam de termos dado outra definição à palavra cor. Mas na verdade nosso termo Cor dos sons é exatamente isso: a única cor sonora de uma especifica freqüência de afinação. Mas também, parece que a Teoria Musica do Ouvido Absoluto tem sido a maior investidora da palavra cor.
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Escutar as Cores e Associação das Cores
Desde o início da história musical, os homens tem associado cores visuais à notas, tonalidades, tempo, escalas, registros, timbres, texturas harmônicas, composições, e até trabalhos inteiros de alguns compositores.
No 14º século D.C., Aristóteles fez uma equivalência das relações entre cores visuais e