O MOINTIAN não deve ser considerado como o trabalho de despertar para a espiritualidade ou de preparação para o caminho espiritual. Este método visa acelerar o processo já iniciado pelo aluno. Não prepara, mas acelera e conduz a um patamar mais elevado. O MOINTIAN considera o aluno como um discípulo ou mesmo iniciado nos planos internos. Existem aqueles que, mesmo com grande evolução, estão dormentes, por vários motivos. Estes, precisam de uma instrução bem primária. Este tópico apresenta determinados detalhes que podem facilitar o trabalho interno do aluno.
Começamos definindo a diferença entre os termos meditação e reflexão. Refletir é o que a maioria das pessoas faz quando sentam para praticar uma introspecção. Usam o termo meditar como significando remoer conceitos ou problemas do cotidiano. Mas não é meditar.
Meditar é o contato interno com o mais elevado nível possível para cada pessoa. É a entrega da personalidade para o seu Eu Superior. Exige uma preparação, que é a limpeza justamente dos aspectos criados pela mente e pelas emoções durante o dia, o que muitos chamam esvaziamento de expectativas. Este esvaziamento é outro ponto que muito confunde. Pensam que esvaziar a mente é criar lacunas de consciência ou perder-se em devaneios. Outros pensam que a mente atrapalha na aquisição de níveis elevados. Criar lacunas de consciência é deixar a mente inferior, cheia de emoções e sentimentos, dominar a consciência, o que impede o fluxo superior de chegar. A mente treinada para permanecer tranqüila é fruto da superação da mentalidade inferior. O exercício da mente, do intelecto, através de leitura voltada para o plano espiritual, estimula o contato com a sua expressão mais elevada, a intuição, que é uma expressão da alma. O exercício da atração mental dos aspectos superiores é o que aproxima e depois ancora na consciência um padrão mais elevado. Só podemos receber o que permitimos que nossa personalidade assimile, através da percepção do que é saudável, belo e profundo. O impulso pelo supérfluo, atrai somente o que depois deve ser limpo, purificado...
A Melhor Postura
É impossível alguém ensinar outra pessoa a meditar, pois é fruto do encontro com a própria essência. Pode-se facilitar a maneira como a
pessoa consiga entrar em estado meditativo. É para isto que servem as técnicas para meditação, para auxiliarem no processo. O primeiro passo para permitir a energia fluir com o MOINTIAN é aprender a sentar. Corretamente sentado, com uma postura corporal apropriada, o corpo responde melhor à energia e assimila melhor os seus efeitos.
É preciso fazer uma outra distinção entre as aplicações e os momentos de meditação como os da quarta-feira. As aplicações são para a transformação, introspecção e para proporcionar ao aluno uma carga de energia que esteja necessitando. O efeito de uma auto- aplicação, pode ser uma sonolência, para que a energia seja assimilada com o repouso. Neste caso, o sono deve ocorrer. Nos momentos de meditação, principalmente em grupo, os alunos devem estar conscientes do processo, ajudando a criar a força para a irradiação ou distribuição da energia. O sono durante este período, indica que o aluno estava alheio ao procedimento, seja porque seus corpos densos estavam necessitando de um trabalho especial ou porque não conseguiu permanecer em consciência no objetivo do encontro.
Por este motivo, algumas considerações sobre dieta e postura devem ser feitas. No dia de uma meditação, a dieta deve ser leve. A postura assumida, para sentar, deve permitir o conforto do físico, mas não ser extremamente relaxante, o que induziria ao sono.
As mãos voltadas para cima indicam doação, distribuição, contribuição incondicional e impessoal com o Plano Espiritual. Palmas para baixo servem para conservar a energia nos corpos, para acúmulo, em um trabalho pessoal.
As costas não devem encostar no espaldar da cadeira ou parede, caso estejas no chão. Fica ereto, alinhado.
No início é possível que surjam dores suportáveis em várias partes do corpo até que uma postura adequada seja encontrada. Se houver ferimento ou inflamação, cuida para que não seja pressionado. É preciso que o corpo físico esteja em condições normais de saúde para a escolha da melhor postura.
O tempo para este procedimento pode variar muito, de 1 a 15 minutos. É preciso encontrar a melhor postura e achar o momento da interiorização:
senta e concentra-te na respiração por 1 minuto; concentra-te nos sons do ambiente;
concentra-te na postura do teu corpo;
sente o corpo, cada parte, desde os pés, mas sem ordem; deixa a mente vagar pelo corpo;
se o corpo dói, pára neste ponto e deixa para repetir o procedimento em outra ocasião;
se o corpo está agradavelmente posicionado, fecha os olhos; respira lentamente, sem emitir qualquer som, suavemente; sente a energia das mãos e de outros pontos do corpo; deixa atuar, por alguns minutos;
o ambiente se foi, estás absorto em teu corpo;
abre os olhos e deixa a paz que vem de dentro estar no ambiente externo;
podes abrir e fechar os olhos, lentamente, permanecendo sempre com esta serenidade;
onde está a energia? Permanece;
se o corpo dói, troca de posição, mas com a mesma paz;
leva esta paz para o ambiente, para a casa onde estás, para o planeta;
por que não estar sempre em alerta, mas com o ritmo interno alcançado?
vê de dentro, com olhos fechados, e vê de dentro com os olhos abertos...
É possível alcançar a compreensão de que, ao saíres de um estado meditativo ou de concentração profunda, a consciência pode permanecer serena, mas extremamente límpida. É possível aprender a sentir quando algo externo, do cotidiano, pode interferir neste estado e, imediatamente deves fechar os olhos e trazer para fora aquele estado de paz, de luz, já vivido...