O Comércio Eletrônico é um tema extremamente amplo e recente. Seu surgimento se deu através da popularização da internet, trazendo consigo mudanças para o mundo jurídico. Dessa forma, no transcorrer desse trabalho, buscou-se demonstrar que ao mesmo tempo em que o Comércio Eletrônico trouxe uma gama de vantagens na aquisição de produtos e serviços, traz insegurança jurídica na celebração, uma vez que, enquanto no Legislativo os projetos de lei a respeito são diversos e ainda não concluídos, a resolução dos conflitos é realizada com fundamentos na interpretação doutrinária e jurisprudencial dos atuais diplomas legais, o Código de Defesa do Consumidor, e subsidiariamente, o Código Civil, não se olvidando das demais leis que compõe o sistema de proteção ao consumidor no Brasil. Todavia, as incertezas na aplicação das referidas leis que não alcançam tecnicamente todas as novas situações fáticas desse meio causam desconforto e insegurança.
Neste sentido, foi primeiramente analisada a evolução histórica do comércio, os primeiros registros e a evolução do comércio no decorrer do tempo e do espaço.
A partir das especificações desta, passou-se ao dos contratos de celebração de meio eletrônico, sua base legal, sua regulamentação, suas classificações e meios que os regem. Ainda, para uma melhor compreensão da matéria, buscou-se analisar o ambiente digital, aplicabilidade e meios de aplicação da norma quando as transações feitas pelo comercio eletrônico não alcançavam o saneamento das exigências do consumidor.
A partir daí foi possível constatar que o consumidor está sujeito a diversos riscos neste tipo de contrato, sendo necessária a criação de mecanismos de forma eficaz, que permita e imponha a regulamentação e o registro do estabelecimento virtual, bem como estabeleça aos fornecedores limites e deveres frente aos seus consumidores.
O comercio eletrônico trouxe comodidade aos consumidores, mas também trouxe muitas mudanças e necessidades de mudanças no mundo jurídico. Já que o consumidor de certa forma está sujeito a diversos riscos, devido à falta de mecanismos eficazes que regulamentem as relações de consumo feitas virtualmente. Hoje o código de defesa do consumidor consegue fazer um amparo mais superficial, principalmente nas relações de consumo, mas o comercio
eletrônico ainda carece de uma legislação especifica para que funcione da melhor maneira possível.
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EDUARDA NUNES SANTIN
O CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR APLICADO AO COMÉRCIO ELETRÔNICO
Trabalho de conclusão de curso apresentando como requisito parcial à obtenção do grau de Bacharel em Direito, Departamento de Ciências Sociais Aplicadas da Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões – Campus de Erechim.
Erechim, 01 de Julho de 2019.
BANCA EXAMINADORA
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Profª. Espª.Alessandra Regina Biasus
Universidade Regional Integrada – Campus de Erechim
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Profª. Mestre Simone Gasperin de Albuquerque Universidade Regional Integrada – Campus de Erechim
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Prof. Mestre Luciano Alves dos Santos
Universidade Regional Integrada – Campus de Erechim