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CONCLUSÃO

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A prática esportiva pode de fato melhorar a capacidade perceptiva e a sustentação da atenção, que é à base da disciplina humana para realização de qualquer tarefa. Conseqüentemente, além da melhora afetiva e somática reconhecidas há muito, uma melhora cognitiva e intelectual traz consigo uma aplicação mais ampla à qualidade de vida das pessoas.

Treinar ao quê olhar e perceber parece ser o que os dados da pesquisa indicam. Com o tempo de treinamento, a melhora do que diferenciar e o aumento na capacidade de concentração, tende a refinar e a diminuir.

Nossa contribuição foi à separação desses componentes em relação a outros estudos. Os conceitos que rodeiam a Psicologia da Saúde e a qualidade de vida das pessoas, abordados no início deste estudo, vão de encontro com a capacidade de atenção. Com a apresentação dos resultados desse estudo, podemos sugerir maiores idéias de como trabalhar a percepção para desenvolver melhor quaisquer que sejam as atividades, da mais simples a mais complexa. E também, praticá-la (treiná-la) para maior duração sem a queda de qualidade atencional.

Com este trabalho, sugerimos que atividades esportivas específicas, como no caso do goleiro de futebol, possam auxiliar no desenvolvimento de percepção e atenção. Desse modo, determinadas práticas esportivas podem ser recomendáveis não apenas à população em geral, mas em casos clínicos, por exemplo, de prejuízos primários da atenção (TDAH – Transtorno de déficit de Atenção e Hiperatividade em crianças), ou de prejuízos secundários, presentes em diversas outras psicopatologias.

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ANEXO - D

Tarefa I - S1 surge em 100ms

S2 surge em 17ms (variando os lados direito e esquerdo)

Os tempos para surgimento do próximo estímulo têm variação entre 0.5s e 1.5s.

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ANEXO - E

Tarefa II - S1 surge em 100ms

S2 surge em 17ms (confirmar presença ou ausência do círculo dentro do retângulo)

Os tempos para surgimento do próximo estímulo têm variação entre 0.5s e 1.5s. Os retângulos aparecem ora na horizontal, ora na vertical.

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