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CONCLUSÃO

No documento GABRIEL MENDES MARCUSSO (páginas 68-88)

O número de espécies de epífitas vasculares registradas nesse estudo figura entre os maiores já registrados para Florestas Estacionais, apresentando maior riqueza, inclusive, que algumas Florestas Ombrófilas, contrariando dados da literatura que demonstram baixo número de epífitas vasculares em florestas com climas sazonais. Além do expressivo número de espécies encontradas em cada uma das fitofisionomias estudadas, demonstrando a necessidade de se proteger e considerar em estudos florísticos as diferenças fitofisionômicas, sobretudo em relação às florestas estacionais semideciduais, tradicionalmente consideradas pobres em epífitas.

Os resultados aqui encontrados também demonstram que, apesar do estado de São Paulo ser relativamente bem estudado do ponto de vista florístico, ainda há lacunas de conhecimento, como demonstrado com a recoleta de espécies consideradas presumivelmente extintas, mesmo tratando-se de um fragmento pequeno (16 hectares) e imerso numa matriz antrópica e urbana.

A estrutura e a distribuição espacial de epífitas também apresentaram diferenças nas fitofisionomias aqui estudadas, sobretudo em relação à abundância e a distribuição vertical, sendo assim, provavelmente a umidade edáfica é um fator que exerce importante influência sobre as epífitas. Cabe aos estudos futuros que abordarem a distribuição espacial de epífitas vasculares e as relações com os forófitos, considerarem as diferenças fisionômicas da vegetação, pois, como demonstrado aqui, a heterogeneidade fisionômica, mesmo em ambientes contíguos e sob um mesmo clima, podem apresentar diferenças na comunidade epifítica.

O presente estudo demonstra a necessidade e a importância de levantamentos florísticos, sobretudo em Florestas Estacionais, considerando suas diversas fitofisionomias, e com hábitos específicos, como o epifítico, para um melhor conhecimento da flora, assim como para um melhor desenvolvimento de planos de conservação, pois, diferentes fitofisionomias podem apresentar floras distintas, devendo ser consideradas tais distinções para que se protejam de maneira mais efetiva possível as comunidades biológicas.

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No documento GABRIEL MENDES MARCUSSO (páginas 68-88)

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