Capítulo V Conclusões e Trabalho Futuro
5.1 Conclusões
O f uturo das t elec om u nica ções pass ar á o brig atoriamente pelo r ec urs o à t ecn ologia IP para transport ar os dado s d e um t ermin al p ara outr o. A c omunicaç ão, t al co mo s e conh ece act ualm ente,
efect ua-se atr avés de um m ecanism o est r ut urado d e
e ncaminham ent o de pacotes base ado n um a hier arq uia de e nder eçam ent o. Como tal, to dos os t ermi nais da r ede t êm n ecessariam ent e um ender eço IP e serv em- se de le para e nder eçar p acotes para a r ede. O encaminh amento dos pa cot es é ef ect uad o com bas e na hier arquia de ender eç amento t opolog icam ent e cor rect a d os dif ere nt es term inais c om putacion ais. Cont udo, nas redes d e p róxim a geraç ão os t erm inais ser ão móv eis e porta nt o o se u e nder eço IP m udar á sem pr e que se m ov erem par a um a nova re de. Assim , q uando o t ermin al se m ove o seu en dereço IP m udar á par a um no vo t opologic am e nt e cor rect o c om a rede de dest ino. Contu do, se o te rm inal e stive r em c om unicaç ão c om outros t erm inais na red e n ess e m om ent o, dado q ue o seu en dereço m udou, t odos lhe per derã o o c ont acto e dess a f orma as ligaç ões activas pas sar ão a inactivas n ess e pr eciso inst ant e. Est e é o pr oblem a da m obi lidade n as r edes IP.
C omo soluçã o a es t a pr oblemát ica, v ári as sol uções d e m obilidade f oram s ur gindo ao l ongos dos últim os anos, d as quais s e d est ac a com bast ant e particul arid ade o c aso d o Mob ile IP [8]. Est e p rot oc olo p erm it e que os t erm inais se mov am livr em ent e por d if erente s r edes IP sem nu nca p erde r as ligaç ões com os te rm inais cor res ponde nt es. Cont ud o, est e mec anismo não é perf eit o no que diz r es peito ao us o eficien te dos r ecursos d e r ede ass im com o n a r apid ez de actu alização de r ot as. Po rt ant o, quand o um term inal s e m ov e entr e dois pont os de acess o di stint os, o tem po de h andov er, é n orm alm ent e gr ande quando se ut iliza o Mobil e IP, o que t em implicaç ões g rav es no est ado da s liga ções act iv as n ess e mom ent o.
C om vi st a a solucionar os nov os pr oblem as da m obili dade, e consider ando as redes d e pr óxima g eraç ão com o pr inc ipal alvo par a est as t ecn ologia s, nos últimos t em po s s ur giram novos pr ot ocol os d e ext ens ão a m obil idade. Com est es novos proto colos s urgi ram tam bém novos c once it os de m obilidade, tais com o a mob ilidad e h ierá rquica, micr o-m obili dade e m obilidade loc al. Considerando qu e n ão existem s oluções perfeitas, a busc a interm inável por um
M O B I L I D A D E R Á P I D A H E T E R O G É N E A E M A R Q U I T E C T U R A S D E R E D E S D E P R Ó X I M A
G E R A Ç Ã O
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p rot oc olo m ai s adapt ado à rea lidade dos op erad ores d e tel ecomunicaç ões d as r edes de próxim a ger açã o contin ua a s er um d esafio const ant e para os inv esti gador es da act uali dade.
O Loc al-c ent ric Mobi lit y Sy st em ( LMS) é um s istem a de m obilidade loc al q ue v em dar r esp ost a a al guns dos pr oblem as e ncontr ados nos out r os prot oc olos de m obil idade já exist entes. O L MS evit a os lon gos t em pos de hand over bem c om o o uso in ef icie nt e d os rec urs os de r ede, t ant o a re de nuclear c omo de ac ess o. Um termi nal pode mover -s e li vr em ente por uma red e LM S de f orm a com pletam ent e tr ans par ent e para o pr ot oco lo de m obilidade glo bal, o q ue s e tra duz numa alt a eficiência nos tem pos de handover. O LMS i ntrodu z ainda alguns c onc eit os inov ador es t ais como o e ncaminham ent o de da dos com ut ados s obre multicast par a am bie nt es q ue r equerem alt a ef iciênc ia tais c omo a r ede d os m icro- d omí nios de oper ador. O L MS é um sist em a com det alhes i nt eressa nt es q ue lhe pr oporcion am c ar act eríst ic as ú nicas e que lh e p erm it em est ar m ais ad apt ado às n ecessidades tí pic as d aquilo qu e se julga s er um a r ede d e oper ador de pr óxim a g eração. De st aca -s e a inda a int egr ação de s ervidos de c ontabil idade, f act ur açã o, c ontro lo d e aces sos e a ut orizaç ões (AA AC) di rect am ente nos agent es d e m obilidade LMS.
Esta t ese de mest rado apr es ent a um novo con ceit o para um p rot oc olo e a rquite ctur a de mo bilida de loc al des env olvi do e t est ad o d ent ro d o âm bit o da m esm a. Tant o o pr ot ocolo com o a arquitect ur a p ropo st a m ost ram -se ser bast ant e ef icient es no que diz r espeit o à m obilidade r ápida local, uso dos recursos de rede nuclear e de acesso, se gura nça, esta bilida de, escalabilidade e int egraç ão com serviç os de op erad or tais c om o AAAC . Dadas as s uas qualid ades, o L MS mostra-se s er um bom ponto d e inicio par a futu ros prot ocolos q ue pos sam supo rt ar as re des de p róx ima g eraç ão.
C onclui- se assim qu e o LMS pr opõe conceit os int er essant es q ue podem s er r eapr oveita dos par a t rabalhos f ut ur os, mostrand o m ais um a vez qu e é possí vel o bt er melhores desem pen hos se rv indo- se da m obi lidade loc al. Nesta t es e m ost r a-s e ainda com o é que é a lguns c onc eit os das red e c elulares p odem t r azer gran des va nt agens p ara o pa noram a das red es de pr óx ima ge raç ão IP.
M O B I L I D A D E R Á P I D A H E T E R O G É N E A E M A R Q U I T E C T U R A S D E R E D E S D E P R Ó X I M A
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