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Capítulo III Local-centric Mobility System (LMS)

3.6 Gestão centralizada da rede

A red e prom ovi da pelo Loc al-centric Mobilit y System é g erid a d e f orm a centrali zada atr av és de u m mecan ism o de conf igur açã o a ut om átic a dos agent es. De sde o in icio d a s ua ar quit ectura deu -s e e leva da im p ort ância à nec ess idad e d e cr iar m eca nism os que cent r alizem o pod er de gest ão da r ede de f orm a a f acilit ar o pr ocess o d e ins ta laçã o e config uração dos agentes de m obilid ade LMS. Num cenário d e operador, o f act o de a gestão dos dis pos it ivos po der ser cent r alizada e a sua confi guração ser automatizada permitirá um p roc esso de int egr açã o m ais sim ples e r ápida res ultando num a r eduç ão de c ust os par a o oper ador . Desta f orm a, pr et ende-se que o i nst ala dor apen as nece ssite de liga r o dis pos itivo de mobilidad e, por exem plo uma B ase Statio n, na red e e que t odo o pr oc esso d e conf iguraç ão s eja f eit o autom at ic amente d e um a forma sim ples e r ápid a.

Outr o motiv o im po rt ant e f oi a necessidade de c ent ralizar o cont r olo de c ont abil idade, gest ão de acessos e aut orização dos d if erente s m icr o- domí ni os. E st e p roc ess o de centr alizaçã o dos m ec anismos de AAAC p erm it e a o LMS adapta r- se melhor aos am bie nt es d e oper ador em re des de pr óxim a g eraç ão. Com base n o AAAC, nos cenár ios LMS é possí vel c ria r zonas de Ac esso Restr it o e Ace ss o Total, t al c om o j á f oi ab ord ado na secção ant eri or, permitin do criar c élula s ond e apenas det ermin ados te rm inais pode ac eder. D urante os m om entos d e han dover Int er Micr o- Doma in, o AAAC é cons ult ado par a v erificar s e o te rm inal m óv el p ode m ov er-se par a ess e domíni o.

N o LMS o agent e r espo nsáv el pelo s se rviços de AAAC é o MMP ( Mobility Manage ment Poi nt ). Este agente é respon sáv el por um d et erm inado conj unt o de m icr o- domí nios e ge re t odo o proces so d e a ut ent icação, co nt rolo de ac ess o, cont abilidade e f ac tu raç ão. Os serviç os de AAA C f azem part e integra nt e do MMP e as suas i nf orm açõ es sã o gu arda das num a base de dad os rel acio nal SQ L. Por r azões de i nt egração com outr os sist em as, o MMP pode ser i nt egra do c om um ag ent e ext erno que providenc ie o s serv iç os d e AAAC tal c omo por exem plo um servi dor RADIUS , delega ndo assim est as res pons abilid ades.

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F i g u r a 3 2 – L M S , a rq u i t e ct u r a d a r e d e

Por q uest ões de es cala bilida de, a base de da dos r elacional que suport a os se rv iços de AAA C e tam bém as inf ormaç ões de aut o- conf iguraç ão dos agentes de m obili dade LMS, encont r a-se autónom a d o MMP. Ist o trad uz-se num a int eracção do t ip o clie nt e/servid or ent r e o M MP e o servid or da bas e de dado s rel acio nal. Vist o que a bas e de d ados det ém m ecanism os de acesso por ex clus ão mut ua, é ain da p ossível q ue vários agent es MMP partilhem a mesm a inf orm açã o cont ida na base d e dados r elac ional. Est e ti po de a rquitect ur a d ist ribuí da permite que o LMS poss a ser int egr ado em a mbie nt es de l arga es cal a de f orma sim ples e ex equíve l. A Fig ura 32 ilust ra a a rquitect ur a globa l da r ede inclui ndo os agentes de g est ão d e m obilidade e a ba se de da dos c entra l.

A Fi gura 32 ilust ra um a arquit ect ur a LMS d e r ede de oper ador g erid a a penas por um único MMP. A lt ernativam ent e o L MS pos sibi lit a cr iar um a arq uit ectur a de g est ão bala ncea da e nt re dif er ent es pontes d e g est ão, divid indo as tar ef as de dec isão e negociaç ão po r diferent es a gent es MMP ao longo da rede nuc lear de oper ador. Est e ti po solução é es pec ialm ent e v ant ajos a em cenários onde exist em vários m icro- dom ín ios com milhar es d e t erm inai s m óve is e m consta nt e m ovim ento na r ede res ult ando assim num co nst ant e núme ro de p edidos de d ecisão e negoc iaç ões por p art e do MMP. Por cons eguinte, nos cenários LMS é possível at ribuir a r espo nsab ilidad e d e gest ão de v ários m icr o-d omí nios por d if eren te s MMP e dest a f orm a bala ncear a c ar ga de gest ão dos m esm o. Est e

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59 b alanc eam ent o de carga torn a a red e m ais escalável e r obust a p erm itindo q ue esta s eja utilizáv el em cen ários r ealist as em am bie nt es de pr oduç ão. A Figur a 3 3 most ra um p ossível cenário LMS o nde a int egraç ão de vários MMP s pode cri ar um sis tem a d e b alanc eam ent o de ca rga de g est ão da r ede de o pera dor.

F i g u r a 3 3 – L M S , c e n á r i o d e mo n s t r a t i vo d a e s c al ab i l i d a d e d o L M S C omo tam bém pode ser obs erv ado na Figura 33, a cada M MP é ass ocia do um conj unt o d e m icr o- domíni os dos qua is este se t orn a r es pons ável m áx im o. Neste cas o, c ada MAP de cada um d os micro- d omí nios com unic a dir ectam ent e com o seu MMP res pons áve l sem pre que nece ssit a de t om ar um a det erm inada dec isã o. Est a f ilosofia é muit o sem elha nt e à usad a no Policy B ase Ma nagem ent [22], onde o MMP se as semelh a ao PDP (P olic y Decision Poi nt ) e o MAP ao PEP (Pol icy Enf orcement Po int).

C om ba se na i nf orm açã o do AAAC, o M MP é responsável por d ecidir se um d et erm inado t ermina l m óv el p ode ou não regist ar -s e n um det erm inado m icr o-d omínio as sim com o se est e pode ou n ão efect uar um determinado handover. O MMP é tam bém o res pons áve l p or negoc iar o handover entr e MAPs distintos (I nt er Micr o-Doma i n H andov er), me sm o que o MAP de destin o não p ert enç a ao conj unt o d os MAPs dos quais ele é responsável.

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Faz t ambém parte das responsabilidades do MMP, reg ist ar t od a a c ont abilidade d os term inai s móveis anc orados a ca da um dos MAPs d os quais ele é responsável. Est e reg ist o é ef ect ua do atr av és dos serviç os de AAAC e a inf orm aç ão en cont r a-s e s em pre disponív el a o acesso de qualquer MMP d a rede. Assim, é p oss ível que qualquer MMP ve rif iqu e a relação Fact ura ção/ Conta bilid ade (C harg ing / Acc ountin g) decidin do quando é que um dado t ermina l móv el dev e ou n ão deix ar de t ransmi ti r dados n a r ede por que, por ex emp lo, u ltrapass ou o seu l imit e de c ar regam ent o.

Por f im falt a ain da ref eri r qu e o MMP é o r espo nsáv el tam bém p elo re gist o dos MAPs na r ede. Sem pr e q ue um MAP se liga na re de, est e aut omaticam ent e i nici a um pr oc ess o de re gis to com o se u MMP r es pons ável. Du rant e est e proc esso de r egisto o MMP é também o r es pons ável po r inf ormar o MAP de qu al a c onf igur aç ão que ele dev e a dopt ar pa ra o seu micr o-domínio, tais como pr ef ixo de red e (Net wo rk Pr ef ix IPv6 A ddre ss ), c hav e de red e ( Net work Sec ret K ey), e nt re outra s c onf igu raç ões. Cas o nã o s ejam int eg rados o ut ros a gent es de gest ão no sist em a, c om por exem plo um s erv idor RADI US, a Base de Dad os C entral pode a ss umir o c ontr olo t ot al de tod a a inf ormação da rede. D est a f orm a tod as a s inf orm ações r ef er ent es a os s erviç os AAAC f icam aut om aticament e g uard adas n a Bas e de Dados C ent ral permi tin do q ue qu alquer MMP da re de po ss a usuf r uir da m esm a para ef ectu ar as suas decisõe s.

Por outro lado, num cená rio de inte r oper abili dade ent r e o M MP e out ros agent es d e gestã o, t ais com o um ser vi dor RADIUS, a CDB (Base de D ados Centr al) s ervir á ex clusiv am e nt e para c ont er i nf orm açã o s obr e os MAPs e os seus micro- dom ínios, se rv indo assim a penas com o f ont e de inf orm ação par a a aut o-confi gura ção da r ede.