Conforme a metodologia e critérios adotados para a realização desta pesquisa, foi possível alcançar os resultados propostos.
A análise da metodologia do PDCA interligando as três perguntas fundamentais para a realização desse programa ficou devidamente explicitada a partir das definições, teorias e esquemas apresentados, que o complexo sistema empresarial exige para ser compreendido e decodificado.
No âmbito de três aspectos – a visão holística e fragmentada; no modo como os subsistemas se relacionam e se integram entre si; e como a organização poderá desenvolver a cultura do aprendizado contínuo no ambiente interno e externo na qual está inserida.
Os aspectos descritos incita na empresa a expansão das fronteiras do conhecimento, a qual ocorre o desdobramento de uma visão superficial e limitada para algo profundo e significante. As atribuições da desagregação são primordiais para a tomada de decisão quanto à escolha dos caminhos que serão trilhados para alcançar a vitalidade e o êxito organizacional. Obter a perenidade é uma conquista diária a ser feita frente às exigências do mercado; a concorrência e as situações adversas presentes no dia a dia da organização.
A característica central da empresa consiste no objetivo comum entre os subsistemas, as quais atuarão em suas respectivas atividades com o propósito de conquistar o sucesso do sistema em si. Para isso, a escolha de uma ferramenta eficaz que tenha a capacidade desenvolver estratégias e métodos que facilitem o percurso deste processo é fundamental para direcionar e auxiliar a resolução de problemas e possibilitar o crescimento.
O ciclo PDCA é uma ferramenta que possui tais atribuições, o qual contribui em todo trajeto desde a identificação, planejamento, plano de ação, execução, testes e ações corretivas até desencadear melhorias efetivas e o crescimento da organização.
O PDCA possui dois métodos de aplicação, no qual a diferença de resultados gerados por eles são significantes para escolha do caminho a seguir. Advoga-se assim que, o primeiro método (PDCA Ocidental) baseia-se na previsão e controle, isto é, acredita-se que o mundo é previsível como uma máquina. Todavia, o segundo
método (PDCA da Toyota) tem como filosofia usar a ferramenta do PDCA como um meio de aprender na prática e desenvolver uma cultura de aprendizado contínuo. Uma vez que, acredita-se que o mundo é dinâmico como um organismo vivo e para eficácia das ações necessita-se aprofundar os conhecimentos internalizados.
A harmonia organizacional é substancial para que o sistema funcione de forma eficaz e as decisões tomadas pelos subsistemas agreguem valor à empresa ao invés de comprometer o alcance de metas e resultados delineados.
Há uma distinção entre mudança e melhorias, pois apesar de serem diferentes estão inteiramente relacionadas como um elo. Ou seja, toda melhoria exige que uma mudança seja implementada. Entretanto, nem toda mudança é de fato uma melhoria. Sabendo disso, detectar se as alterações serão efetivas e padronizadas são significantes para que os atos que não agreguem valor sejam descartados.
O desenvolvimento desta pesquisa permitiu constatar e aprender que, a aplicação do PDCA integrado com as três perguntas fundamentais funcionam como uma diretriz para detectar ações a serem feitas que gerassem melhorias organizacionais. Posteriormente, traça o caminho a ser percorrido para alcançar o respectivo resultado; mede a eficácia das ações e definem-se quais medidas corretivas são tomadas caso a meta delineada não seja atingida.
A estrutura do PDCA é marcada por flexibilidade aos mais distintos segmentos e níveis de formalidade e facilidade de implantação. É um novo tipo de mentalidade empresarial, na qual a metodologia proposta insere-se na cultura de uma vivência praticada dia a dia, como a renomada empresa multinacional Toyota.
Considerando que o estudo foi voltado para a gestão, pode-se afirmar que a probabilidade de alcançar o sucesso reduz consideravelmente caso seja usado simplesmente como uma ferramenta para melhorar processos. Desenvolver pessoas através de treinamentos para expandir e aprofundar os conhecimentos internalizados são peças chaves. Sem a liderança, o método e conhecimento técnico não são possíveis que a proposta tenha êxito.
Os resultados da pesquisa mostram que para o sucesso da metodologia é necessário o cultivo da liderança, do método e do conhecimento técnico seja construído em uma crescente que trilhe um caminho perene para as empresas, fomentando resultados, desempenho organizacional, inventividade e atributos fundamentais para obtenção do êxito mesmo em tempos de recessão e instabilidade econômica do país. O PDCA é o método traçado para alcançar os resultados,
solucionar os problemas e desencadear mudanças que resultem e melhorias. Porém, o conhecimento e a liderança fazem acontecer toda estratégia traçada.
Sobre a proposta de modelo de melhorias utilizando o PDCA um número significativo de organizações realiza mudanças que ocasionam melhorias. Mas com o passar do tempo às ações realizadas e os novos padrões estabelecidos deixam de serem executados, retornando assim a antigos costumes.
Para evitar esse declínio Aguiar (2006) aponta para o sistema SDCA, com o qual os POP’s venham a ser cumpridos corretamente.
Campos (2013) mostra que o ciclo PDCA cria na organização uma filosofia de contínuo crescimento através das melhorias implantadas. Portanto, o ciclo kaizen é responsável pelas melhorias e inovações e o SDCA assegura o cumprimento dos novos padrões estabelecidos.
Conclui-se que o DNA do PDCA como proposta de modelo de melhoria vai além de prevenir, controlar e resolver problemas. Ou seja, a contribuição mais significativa da proposta do modelo do PDCA é o desenvolver através do mesmo um modo de pensar e aprender. Sendo assim, este trabalho poderá ser o início de uma janela de oportunidade para uma empresa atuar de modo mais dinâmico no ambiente empresarial, uma vez que tal tema vem ganhado um valor de releitura importante e estratégico para o presente e o futuro das organizações.