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Tipos de mudanças que resultam em melhoria

No documento 19_TCC EXEMPLO DAIANNE_PRODUCAO_16_12_2016 (páginas 64-69)

6. RESULTADOS E DISCUSSÃO

6.1 Análise da metodologia do PDCA interligando as três perguntas fundamentais

6.1.1 Conhecimentos para desencadear melhorias

6.1.1.3 Tipos de mudanças que resultam em melhoria

Um bom processo é aquele em que as pessoas têm facilidade de fazer as coisas certas e dificuldade de cometer erros. Isto também vale para produtos. As ideias para obtenção de boas mudanças nos produtos e processos podem vir de quatro meios, segundo Langley et al. (2011):

a) Análise crítica sobre processos/produtos atual

Os pensamentos são responsáveis por desencadear por meio de uma série de reflexões ideias que possam além solucionar os distúrbios dos processos, ocasionar melhorias ao sistema. Esse conceito consiste em utilizar o conhecimento existente sobre um assunto específico para ocasionar mudanças fundamentais que resultem

em melhorias. Conhecer todo o processo sistematicamente é fundamental para que a análise crítica direcione as ações de mudanças que resultem em melhorias.

b) Uso de tecnologias

“Tecnologia é definida como aplicação prática da ciência, incluindo equipamentos, materiais, sistemas de informação e métodos. A tecnologia pode ser utilizada para gerar mudanças fundamentais.” (LANGLEY ET AL., 2011, p. 139). Sabendo disso, nota-se a relevância do uso e aplicação da mesma para aprimorar e aumentar o desempenho da empresa. Entretanto, é importante ter cautela quanto a sua aplicação, ou seja, deve-se realizar um equilíbrio entre o homem e a tecnologia.

A atuação humana não anula a tecnologia; pelo contrário, ela possui a capacidade de agilizar, minimizar ou até mesmo eliminar os gargalos existentes. Mas também, sua versatilidade não exclui a importância da presença do ser humano para controlar ou até mesmo intervir caso seja detectado alguma anomalia. Sendo assim, mudanças e melhorias poderão ser efetivadas com o apoio tecnológico existente, porventura são necessários cuidados para que a ferramenta não se torne prejudicial e que os impactos não sejam antagônicos ao que era esperado.

c) Pensamento criativo

No século XXI, possuir e desenvolver pensamentos criativos são primordiais. Sendo estes, uma natureza mental na qual dá-se origem a uma fonte de criatividade infinita. Langley et al. (2011, p. 142) afirma que, “na sua forma mais simples, a criatividade é a invenção de uma nova ideia”.

Capacidade criativa não é algo restrito a um grupo de pessoas, pelo contrário, abrange a todos. Para Langley et al. (2011), a mente tem um poder imensurável, possui diversas habilidades de absorver conhecimentos das mais distintas áreas, tem o poder de desenvolver métodos, metodologias, conceitos, soluções para os diferentes níveis de complexidade, além de criar produtos ou métodos para otimizar os serviços para aguçar todo o potencial das pessoas e transformá-los em resultados para atender as exigências do mercado e as necessidades dos clientes. Sabendo disso, pode-se afirma a existência de dois tipos de pensamentos que ocasionam o que se chama de inovação:

 Pensamento criativo; e

Todo pensamento lógico um dia foi criativo. Sendo assim, a Figura 9 apresenta o processo de transformação do pensamento criativo até a internalização do pensamento lógico, e vice-versa. Isto significa que os princípios que efetivam mudanças são técnicas e conhecimentos necessários para atuação do ser humano frente à sociedade e em sua carreira profissional. Pode-se citar como exemplo, o ciclo PDCA. Desde modo, é possível fundamentar a relevância da inovação para que novos conhecimentos sejam internalizados, aprendizados sejam gerados e conhecimentos sejam aprofundados, atribuindo assim um crescimento exponencial. Ou seja, a cada dia um novo patamar é conquistado.

Figura 9 - Princípios que efetivam mudanças Fonte: Langley et al.(2011, p. 142-146)

Campos (2013) afirma que, ter a flexibilidade para aceitar coisas novas é o caminho para gerar oportunidades, crescimento, solução, aprendizado e uma série de outras contribuições favoráveis e relevantes para agregar valor as organizações. A Toyota é um exemplo de desenvolvimento da capacidade mental, através de suas inovações e ações frente ao problema. Mas, ainda na atualidade há uma resistência e insegurança quanto ao desconhecido.

Pensamento Criativo Mudança Melhoria Pensamento Lógico Pensamento Criativo Mudança Melhoria Pensamento Lógico

d) Uso de conceito de mudança

Mudança tem sido uma palavra cada vez mais utilizada e com um nível de relevância cada vez maior, trazendo consigo muitos desafios para as organizações, originando assim questões de vida ou morte. Pode-se dizer também que, tais questões são provenientes de um mundo marcado pela necessidade de adaptar as constantes evoluções do mercado, do conhecimento científico e tecnológico (CAMPOS, 2013).

Em um mundo dinâmico, realizar mudanças apenas como reação aos problemas originados leva ao declínio, ou seja, devem-se buscar continuamente novas formas e maneiras para alcançar os respectivos objetivos. Para Langley et al. (2011), o primeiro passo a ser dado para o alcance do êxito é instigar nas empresas uma filosofia que tenha flexibilidade quanto as mudanças, pois melhoria só será ocasionada com a execução da mesma. Entretanto, nem todas as mudanças resultarão em melhorias, passando por um processo de reestruturação para que os objetivos sejam alcançados, como ilustra a Figura 10:

Figura 10 - Fator propulsor de melhorias Fonte: Langley et al. (2011, p. 17)

A Figura 10 demonstra que ocasionar melhorias é um ciclo de constantes mudanças. Sabendo disso, a Toyota foi e continua sendo um modelo empresarial de sucesso, na qual não se intimidou com medo daquilo que era novo, ou seja, algo desconhecido por ela. Pelo contrário, a sua filosofia reconhece a mudança como uma oportunidade para apreender, inovar e crescer. Com isso, pode-se constatar que a metodologia PDCA juntamente com esta ação constrói e desenvolve as diretrizes para alcançar as novas metas e assim se ajustarem ao cenário mundial da mudança.

Os seres humanos são os principais exemplos práticos de que nada permanece estagnado em um mesmo estágio para sempre. Isto é, a vida possui um dinamismo cada vez mais acentuado, e as pessoas para sua própria sobrevivência

buscam constantes adaptações conforme as alterações vão acontecendo. Campos (2013) mostra que mudar é algo normal, mas as pessoas são resistentes a essa ação.

Nas organizações não é diferente. Toda empresa é um sistema que deve se adaptar continuamente com as alterações que ocorrem internamente e também no ambiente que está em torno de si. Para o seu sucesso, as melhorias devem estar internalizadas em sua missão, buscando-a diariamente e também estando aptas a reagirem de forma integrada (CAMPOS, 2013).

O Governo emite novas leis e regulamentos, novas tecnologias são desenvolvidas, novos materiais aparecem, as matérias primas mudam de preço relativo, o capital fica mais ou menos disponível, o mercado se torna mais exigente, etc. A organização que fica parada morre. O movimento de melhorias dentro da organização deve ser visto de forma adaptativa (quando apenas reage a mudanças a sua volta) ou agressiva (quando ela mesma provoca estas mudanças e se antecipa). (CAMPOS, 2013, p. 89)

Para conduzir esses processos de melhorias na organização, todo sistema deve estar interligado de forma intrínseca. Isto significa que, todos os subsistemas trabalhando em diferentes atividades com um mesmo foco e objetivo. As escolhas de um departamento mesmo que lhe traga êxito, não pode prejudicar os demais, pois assim a organização estará comprometendo seu desempenho pela desarmonia do sistema de gestão.

Para Langley et al. (2011), além dos métodos descritos nos quais tem a sua contribuição para geração de resultados, antes da implementação o teste é primordial. Esta fase é importante para detectar os pontos fortes e fracos. Assim, posteriormente torna-se possível realizar reparos para que a implementação esteja com o seu potencial máximo de eficácia.

e) Benchmarcking

O processo de aprendizado empresarial ocorre através de um conjunto de fatores, como treinamentos, com os funcionários, através das experiências vividas, com estudos para adquirir conhecimentos e metodologias novas, entre outros. Segundo Langley et al. (2011) afirmam que, muitas vezes as melhorias que desejam realizar na empresa, foram realizadas em outras. Assim, mesmo que os objetivos sejam distintos é possível fazer adaptações e alcançar o resultado desejado. Essas práticas podem ser realizadas através de visitas regulares para aprender novos

conceitos, como por exemplo, a Toyota que compartilhou conhecimentos através dos diversos livros disponibilizados e do benchmarcking (aprendendo conceitos, métodos e metodologias com outras pessoas).

6.2 Proposta de modelo de melhoria utilizando o PDCA

A excelência consiste em um patamar de crescimento, busca por transformação e aprendizados contínuos marcados por comprometimento de longo prazo para que a evolução acompanhe o mercado e supere a concorrência. A esse propósito, a metodologia PDCA criado por Walter A. Shewhart em 1924 e desenvolvida posteriormente com William Edwards Deming em 1950, proporcionou as organizações uma inovação através de um modelo de melhoria flexível, adaptável aos diferentes níveis de formalidade e aplicável em qualquer tipo de organização (quaisquer processos ou sistemas).

Liker (2013) afirma que, tal metodologia não é somente utilizada para ocasionar melhorias, mas possui em seu âmago uma finalidade mais profunda. O ciclo do PDCA é um modo de pensar e aprender.

Inicialmente o foco do método baseava-se na prevenção e controle através do CEP para solucionar as variabilidades e reduzir desperdícios fazendo o produto ou serviço certo na primeira vez. Posteriormente foi detectado que uma solução eficaz é proveniente de um bom planejamento. Neste âmbito, Liker (2013) afirma que, o método PDCA possui em sua estrutura um conjunto de processos a serem seguidos com uma abrangência completa. Ou seja, engloba desde o planejamento para atingir um determinado objetivo ou meta de melhoria e resolução de problemas até a padronização de uma ação que proporcione a empresa melhores desempenhos.

As três perguntas fundamentais contextualizadas por Langley et al. (2011), interligada ao PDCA conseguem identificar lacunas, defeitos, variáveis críticas, gargalos e oportunidades de melhorias ocasionando um ciclo de crescimento, aprendizado, experiências e conhecimentos. Como apoio ao modelo de melhoria, são necessários que outras ferramentas sejam aplicadas de forma intrínseca com a metodologia para coleta de dados, possibilitando assim a identificação dos problemas ou oportunidades de melhorias.

A determinação e escolha da ferramenta para colher e disponibilizar as informações para que medidas possam ser tomadas ou oportunidades de melhorias

No documento 19_TCC EXEMPLO DAIANNE_PRODUCAO_16_12_2016 (páginas 64-69)

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