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ANEXO X Informações técnicas do compômero Dyract Ap/ Dentsply

3 MATERIAIS E MÉTODOS

3.1 Microdureza Knoop, resistência á compressão e resistência flexural

3.1.2 Equipamentos e dispositivos

3.1.3.1 Microdureza Knoop

3.1.3.1.1 Confecção dos corpos de prova

Foram confeccionados 20 corpos de prova e distribuídos nos grupos 1, 2, 3 e 4 constituídos por 05 elementos cada um, de acordo com o Quadro 1.

Para a confecção dos corpos de prova, foi utilizada uma matriz de teflon bipartida com um orifício com 8,0mm de diâmetro e 2,0mm de altura (Figura 5- A).

Esta matriz era colocada sobre uma placa de vidro com 2mm de espessura, previamente a inserção do material restaurador a ser avaliado. O compômero pré- dosado foi inserido na matriz com o auxílio de uma seringa para aplicação oferecida pelo fabricante. A resina composta foi inserida por meio de uma espátula metálica para inserção de resina (Thompson). Ambos os materiais foram inseridos em um único incremento. Após a inserção do material, uma tira - matriz de poliéster e uma lamínula de vidro foram colocadas sobre a porção superior da matriz de teflon com o intuito de impedir o contato do material com o oxigênio, e padronizar a distância entre a ponteira do fotopolimerizador e a superfície do corpo de prova (Figura 5- B). A fotoativação pela luz halógena foi efetuada por 40 s., e pelo LED por 10 s. Após a fotopolimerização, a matriz bipartida de teflon foi aberta para a remoção dos corpos de prova (Figura 6- C e D). Previamente a confecção dos corpos de prova de cada grupo, a intensidade de luz foi aferida por meio do radiômetro Cure Rite – EFOS.

Figura 5- Confecção do corpo de prova: A- Matriz bipartida de teflon branco; B- Matriz de teflon com uma tira de poliéster e lamínula de vidro posicionada sobre o compósito inserido

Figura 6- Confecção do corpo de prova: C- Corpo de prova fotopolimerizado; D- Matriz bipartida aberta com o corpo de prova confeccionado

3.1.3.1.2 Armazenamento dos corpos de prova

Imediatamente após a confecção dos corpos de prova, os mesmos foram armazenados em ambiente isento de luz à 37º ± 2 º C e 100% de umidade relativa do ar em uma estufa biológica modelo 480ES (Olidef) regulada por um termômetro de mercúrio, durante 24 horas.

A

B

3.1.3.1.3 Determinação da microdureza Knoop.

Foram realizadas cinco leituras da microdureza Knoop nas superfícies superior e inferior de cada corpo de prova utilizando um microdurômetro Micromet 2003 (Figura 7), regulado com uma carga de 50 gf por 15 s. em ambas as superfícies de cada corpo de prova. A localização das endentações para obtenção das leituras foi determinada de maneira que fosse possível o mapeamento hipotético de toda a área dos corpos de prova (extremidades lateral esquerda, direita, em cima, em baixo e centro). A representação esquemática das microendentações na determinação microdureza Knoop pode ser visualizada na Figura 8.

Figura 8- Representação esquemática das microendentações na determinação da microdureza Knoop.

3.1.3.1.4 Análise estatística

Os resultados foram tabulados e analisados estatisticamente por ANOVA e teste de Student-Newman-Keuls (SNK) (p < 0,005).

3.1.3.2 Resistência à compressão

3.1.3.2.1 Confecção dos corpos de prova

Foram confeccionados 40 corpos de prova e divididos nos grupos 5, 6, 7 e 8 constituídos de 10 elementos, conforme Quadro 1.

Os corpos de prova foram confeccionados em uma matriz de teflon branco bipartida planejada com dois orifícios com 4,0mm de diâmetro e 8,0mm de altura (Figura 9- A e B).

A matriz foi colocada sobre uma placa de vidro de 2,0mm e o material restaurador inserido em 4 incrementos de aproximadamente 2,0mm cada um. Cada incremento de material restaurador utilizado foi fotopolimerizado pela luz halógena por 40 s. e pelo LED por 10 s. Antes da fotoativação do último incremento, uma matriz de poliéster e uma lamínula de vidro com 0,2mm de espessura foram colocadas sobre a matriz de teflon (Figura 9- C,D, E, F).

Figura 9- Confecção do corpo de prova: A e B- Matriz bipartida de teflon branco; C- Compósito inserido na matriz de teflon; D- Tira de poliéster e lamínula de vidro posicionada sobre o compósito sendo fotopolimerizado; E- Matriz bipartida aberta com o corpo de prova fotopolimerizado; F- Corpo de prova confeccionado.

3.1.3.2.2 Armazenamento dos corpos de prova

Logo após a confecção dos corpos de prova, os mesmos foram armazenados em água destilada num pote preto tampado com água destilada em estufa biológica modelo 480ES (Olidef), regulada a 37 ± 2º C, aferida por um termômetro de mercúrio, durante 24 horas.

3.1.3.2.3 Determinação da resistência à compressão

Os corpos de prova foram submetidos ao teste de resistência à compressão em uma máquina universal de ensaios EMIC DL 10.000 com uma célula de carga 500Kgf e velocidade de carregamento de 0,5mm / min (Figura 10). A Figura 11 ilustra representação esquemática das tensões desenvolvidas num corpo de prova submetido à tensão de compressão, em uma vista de seção transversal do cilindro.

Figura 10- Corpo de prova posicionado para o teste de resistência à

Figura 11- Representação esquemática das tensões do corpo de prova submetido à tensão de compressão (adaptado de KOHN 40, 2004).

3.1.3.2.4 Análise estatística dos resultados

Os dados foram tabulados e analisados estatisticamente por ANOVA e teste de SNK (p < 0,005). Tensões de compressão Tensões de tração Tensões de cizalhamento Tensões de cizalhamento Tensões de compressão

3.1.3.3 Resistência flexural

Foi realizado o teste resistência flexão em três pontos que seguiu a norma no 4049 da ISO 36 de 2000.

3.1.3.3.1Confecção dos corpos de prova

Foram confeccionados 40 corpos de prova e distribuídos nos grupos 9, 10, 11 e 12 formados por 10 elementos, conforme o Quadro 1.

Os corpos de prova foram confeccionados em uma matriz de teflon branco bipartida planejada com 25,0mm de comprimento, 2,0mm de altura, e 2,0mm de largura (Figura 12- A e B).

A matriz foi colocada sobre uma placa de vidro de 2,0mm e o material restaurador inserido em incremento único. Em seguida, uma matriz de poliéster e uma lamínula de vidro com 0,2mm de espessura foram colocadas sobre a matriz de teflon. A fotoativação foi efetuada em três ciclos de 40 s. nos grupos polimerizados pela luz halógena e três ciclos de 10 s. ativados pelo LED. O primeiro ciclo de polimerização foi efetivado na extremidade direita, em seguida, no centro e por último, na extremidade esquerda de cada corpo de prova (Figura 12- C, D, E, F).

Figura 12- Confecção do corpo de prova: A e B- Matriz bipartida de teflon branco; C- Compósito inserido na matriz de teflon; D- Tira de poliéster e lamínula de vidro posicionada sobre o compósito inserido na matriz de teflon; E- Fotopolimerização do compósito na extremidade direita; F- Matriz bipartida aberta com o corpo de prova fotopolimerizado.

3.1.3.3.2 Armazenamento dos corpos de prova

Logo após a confecção dos corpos de prova, os mesmos foram armazenados em um recipiente plástico com tampa de cor preta com água destilada em estufa biológica modelo 480ES (Olidef), regulada a 37 ± 2 º C e aferida por um termômetro, durante 24 horas.

3.1.3.3.3 Determinação da resistência à flexão em três pontos

Em seguida, os corpos de prova foram levados a um dispositivo de alumínio com um vão de 20mm apoiado na mesa da máquina universal de ensaios Emic DL 10.000 com uma célula de carga de 50Kgf e velocidade de carregamento de 0,5mm / min. incidindo no centro do corpo de prova (Figura 13- A e B). A representação esquemática das tensões do corpo de prova submetido à força de flexão em três pontos pode ser observada na Figura 14.

Figura 13- Teste de resistência à flexão em três pontos: A- Posicionamento da haste metálica no corpo de prova na máquina de ensaio; B-Corpo de prova fraturado.

Figura 14- Representação esquemática das tensões do corpo de prova submetido à força de flexão em três pontos (adaptado de ANUSAVICE 4 2005).

Os valores de fratura foram utilizados para o cálculo de resistência flexão, utilizando a fórmula descrita pela norma ISO 404936: 3Wl.

2bd2

Onde: S é a resistência à flexão (MPa); W é a carga máxima antes da fratura (N); l é a distância entre os apoios (mm); b e a largura da amostra (mm); d é a profundidade ou espessura do corpo de prova (mm).

3.1.3.3.4 Análise estatística dos resultados

Os resultados foram tabulados e analisados estatisticamente por ANOVA e teste de contraste SNK (p<0,05). Força de flexão Tensões de compressão Tensões de tração Tensões de cisalhamento Tensões de cisalhamento