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14 CONSELHOS PRÁTICOS

No documento Recupere_e_conserve_os_SEUS_OLHOS (páginas 32-36)

1 — Não use óculos 2 — Não force os olhos 3 — Não esfregue os olhos 4 — Alimentação correta 5— Iluminação correta

6 — Postura correta 7 — Relaxe seus nervos 8 — Exercícios ao Sol 9 — Aprenda a Piscar

10 — O descanso dos olhos 11 — O controle mental

12 — Jardinagem, horticultura, pingue-pongue, eic.

13 — Ensine a seus amigos 14 — Recapitulando e resumindo

1 — Não use óculos

Para que os olhos tenham que exercitar- seao natural, uma vez que seu ajuste é automáti- co, a primeira medida lógica é treinar sem óculos. Se estamos com uma lente deformando os raios luminosos e já temos um erro de iluminação, estes óculos vão acentuar o defeito! E é isso mesmo que costuma ocorrer com as receitas de óculos — cada vez aumenta mais o grau de miopia, por exemplo, a cada exame. Isto acorre porque foi mantida a causa do defeito, ou seja, o mau uso dos olhos.

O óculo só pode confirmar e aumentar o defeito.

Não use, pois, óculos! Menos ainda óculos escuros!

Procure corrigir o erro que o levou ao defeito.

2 — Não force os olhos

Se V. não consegue ver corretamente, a tendência natural é abrir mais os olhos, apertar o globo, contraindo as pálpebras e olhando fixo sem piscar para o objeto ou ser que queremos ver melhor.

Isso tudo é errado. Forçando os olhos, V. não lhes está permitindo o ajuste automático do fo- co.

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O certo é olhar para outro lado, piscar suavemente, relaxar os músculos e respirar pro- fundamente, descontrair as pálpebras, dar um des- canso aos olhos em coisas repousantes e depois fi- xar bruscamente, sem forçar, a figura a observar.

Aí a visão voltará ao normal. 3 — Não esfregue os olhos

Quando os movimentos imperceptíveis dos olhos levam ao aquecimento da região ocular, das pálpebras e da testa, tendemos a esfregar os olhos na suposição de que coçando a região, passa o problema.

Ao contrário, porém, estamos esquentan- do mais, dilatando mais os vasos sanguíneos, infla- mando a região!

O certo é passar água fria, à temperatura normal, deixando úmido o rosto ao redor dos olhos, repetindo a operação se da primeira vez não bas- tar. Com isto, ocorre a contração dos vasos sanguí- neo, desobstruindo a região e fazendo o sangue le- var as impurezas, sendo substituído por sangue- novo.

Os músculos, em paralelo, relaxam e ajustam de novo o foco dos olhos automaticamente. 4 — Alimentos corretos

Pensamos que comendo muito estamos «comendo Bem».

Porém, mesmo comendo certo, o exces- so fará mal. Devemos entender que a falta de vita-

mina «A» enfraquece a vista porque é ela que permite aos cones e bastonetes fixar o fosfato de cálcio com que se emite a onda do nervo ótico para o cérebro. Porém a vitamina «A» em excesso acarreta cálcio no cristalino, ou seja,'«catarata».

O certo é usar somente frutas, sucos e hortaliças cruas, mel, ar, água e luz puros, naturais, ao ar livre, deixando carnes, ovos, leite e todos os produtos químicos, tóxicos, conservas, açúcar branco e demais venenos da «civilização». (V. nosso «Saúde pela Alimentação Correta»).

Com esse regime puro de alimentos qualquer defeito visual se corrige. 5—Iluminação correta.

Nunca trabalhe com luz fraca nem com brilhos ofuscantes de frente para seus olhos.

Quando tiver que dirigir carro contra faróis acesos, procure não fixar os olhos neles e pisque prolongadamente enquanto a luz se aproxima.

Se trabalha em interior de casas ou salas mal iluminadas, procure iluminar bem o ambiente, pois caso contrário os olhos trabalham forçados e a posição de aperto muscular orbicular tenderá a firmar- se e V. acaba com miopia e/ou astigmatismo.

A luz em escritórios deve ser forte, de cima para baixo, da esquerda e de trás, nunca de frente ou de baixo.

6 — Postura correta.

O corpo tem posições em que funciona melhor.

Os olhos fazem parte do corpo. A postura afeta também os olhos. Cultive, pois, posturas eretas, de coluna reta, sem inclinações ou torsões desnecessárias, olhe de frente e calmamente.

Os exercícios citados nesta obra são de fundamento yogue. Se forem feitos conjugados com postura e respiração yogue, concentração mental inclusive, os efeitos serão mais rápidos.

7 — Relaxe seus nervos.

«Ficar cego de raiva» não é simples me- táfora. É fato!

Com os nervos tensos, há uma sobrecarga do sistema nervoso todo, desviando as energias para as tensões. A vista sozinha gasta em seu circuito 1 /3 das energias do nosso sistema dos sentidos. Logo,

as +ensões nervosas perturbam a visão.

Sente-se tranquilamente, respire pro- fundamente, distenda seus músculos, relaxe o sistema nervoso e seus olhos voltarão ao normal.

Às vezes, o simples repouso, ou o sono noturno, ou um passeio pelo jardim bastam para melhorar a visão.

Cultive o hábito de relaxar os nervos e assim conservar a visão.

8 — Exercícios ao Sol

Não é somente para ativar os olhos que devemos praticar exercícios sob a luz solar.

O sol é também nossa fonte de energia vital. Ele ativa em nossa pele e em nosso sangue a produção de vitaminas, a circulação, o equilíbrio térmico, a eliminação de mucos, as defesas contra micróbios, etc.

É evidente que os olhos só terão a ganhar com esse hábito.

Pelo menos uma vez por semana devemos caminhar, correr, exercitar o corpo sob a luz solar,

sem óculos escuros,*perfeito?

9 — Aprender a piscar.

Os olhos gastam energia para emitir im- pulsos registrando objetos à frente de nosso foco. A cada abaixar de pálpebra, você está economizando seu «filme visual». . . Pisque sempre, nos intervalos entre páginas de leitura, na mudança de linha, na virada para olhar a porta, no intervalo entre gestos, no serviço, ao volante, nos jogos, etc. . .

Cada vez que a pálpebra se fecha V. está dando tempo de recuperação da retina. Piscar economiza a vista. O olho doente pisca menos.

10 — O descanso dos olhos.

Descansar os olhos não é fechá-los ou colocar óculos escuros, ou olhar parede escura.

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Descansar os olhos é dirigi-los a paisa- gens sem movimento, batidas de luz , ou então cobri- los sem aperto, com a concha da mão de modo a causar o mínimo de tensões e exigir menos ajustes.

O descanso noturno com luzes no quarto não permite recuperação total. Durma realmente no escuro. A boa visão resulta da alternância de luz e sombra, do descanso e do exercício.

Equilíbrio, eis a lei da ação e descanso. 11—0 controle mental.

Quem enxerga não é o olho. Nem é o cérebro.

Quem realmente vê é a mente. Se tudo está perfeito no corpo biológico, ainda assim a visão pode falhar. Aquilo que não nos interessa, nós não vemos.

Boa visão depende de rapidez mental, depende de bons pensamentos, depende da mente sadia também.

Cultive bons pensamentos, exercite-se

no equilíbrio e controle de sua mente para que |

sua vista funcione bem.

12 — Jardinagem, horticultura e pingue-pongue. Os exercícios para os olhos podem ser conjugados com qualquer atividade ao ar livre Para crianças, um dos melhores é o pingue-pongue.

Para senhoras e moças, a jardinagem, os vasinhos de flores que se leva a tomar sol.

Para toda a família, o cultivo de uma horta dá a oportunidade de exercício ao ar livre, ação e observação e também. . . vitaminas mais fresquinhas para sua saúde e economia!

13 — Ensinea seus amigos

0 egoísmo também causa cegueira. Portanto, não guarde este método só para você.

Se seus amigos aparecem com óculos, avise-lhes que há meio de livrar-se dessas muletas oculares.

E com isso V. melhorará também a sua vista, pois terá quem lhe cobre os exercícios e os resultados, o estímulo a repetir os exercícios sempre que necessário.

Quem ajuda, recebe em dobro o que deu! 14 — Recapitulando

Reler conselhos e informações é útil para recolher o que escapou da primeira leitura.

Este livreto, entretanto, terá dois novos motivos para reler:

1 — Reler. . . sem óculos!

2 — Reler para ir praticando todos os exercícios.

Vamos pois ao começo dos exercícios. Recapitulando linha por linha, olhando melhor, ao final veremos que nossos olhos, como tudo em nosso corpo, aceita recuperação, conservação e exercícios para melhorar:

NOSSO DESTINO ESTA EM

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