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Construção conjunta do conhecimento e as dinâmicas

No documento PROF. MS. JOÃO LUIZ DERKOSKI (páginas 52-55)

O conhecimento é uma sinfonia. Para a sua execução é necessária a presença de muitos elementos: os instrumentos, as partituras, os músicos, o maestro, o ambiente, a platéia, os aparelhos eletrônicos etc.... Também na construção do conhecimento a integração das muitas ciências não garante a sua perfeita execução. A interdisciplinaridade surge, assim, como possibilidade de enriquecer e ultrapassar a integração dos elementos do conhecimento. (FAZENDA, 1991). As dinâmicas de grupos podem contribuir nesta interdisciplinaridade.

A aplicação de dinâmicas de grupos incorporada à psicopedagogia surge como uma nova competência e um novo saber em auxílio à construção de outros saberes. É preciso saber que os professores não possuem apenas saberes, mas também competências profissionais que não se reduzem ao domínio dos conteúdos a serem ensinados, e aceitar a idéia de que a evolução exige que todos os professores possuam competências antes reservadas aos inovadores ou aqueles que precisavam lidar com públicos difíceis. (PERRENOUD, 2000)

Procurando dar uma conceituação (Beauclair, 2010):

A dinâmica de grupo na psicopedagogia é uma técnica de caráter vivencial, em que os elementos envolvidos, conseguem pela habilidade do animador energias para atingirem sentimentos, emoções, conhecimentos sobre si e sobre o grupo raramente conseguidos em suas individualidades.

Justificando afirma: A partir das reflexões aqui estabelecidas, percebo que as dinâmicas de grupo contribuem significativamente para a modificação de atitudes e comportamentos individuais e grupais. O que se torna necessário é a construção de estudos metodológicos que possibilitem um entender com mais clareza e movimento teórico sobre sua prática, pois é necessário vincular teoria e prática para dar significado e sentido ao seu fazer, ou seja, dinâmica de grupo tem que ter objetivo, não é só fazer por fazer. (BEAUCLAIR, 2010)

Segundo Mrech (2010): “A intervenção psicopedagógica veio introduzir uma contribuição mais rica no enfoque pedagógico. O processo de aprendizagem da criança é compreendido como um processo pluricausal, abrangente, implicando componentes de vários eixos de estruturação: afetivos, cognitivos, motores, sociais, econômicos, políticos etc.”, podendo-se acrescentar que as dinâmicas de grupos podem contribuir muito com todo este processo.

Prof. MS. JOÃO LUIZ DERKOSKI

Reforça esta posição quando a causa do processo de aprendizagem, bem como das dificuldades de aprendizagem, deixa de ser localizada somente no estudante e no professor e passa a ser vista como um processo maior com inúmeras variáveis que precisam ser apreendidas com bastante cuidado pelo professor e psicopedagogo. (MRECH, 2010)

Resistências à ludicidade e às dinâmicas: aplicações

Um dos aspectos mais importantes a ser levado em conta pelo professor e pelo psicopedagogo é o reconhecimento das estruturas prévias de alienação no saber que o professor e o estudante apresentam em relação ao uso de brinquedos, jogos e materiais pedagógicos (dinâmicas em geral).

São elas que impedem seu emprego em uma variedade mais rica de utilização: • A concepção e capacidade lúdica do professor. Um professor que não sabe e/ou

não gosta de brincar dificilmente desenvolverá a capacidade lúdica dos seus estudantes.

• Ele parte do princípio de 'que o brincar é bobagem, perda de tempo. Assim, antes de lidar com a ludicidade do estudante, é preciso que o professor desenvolva a sua própria.

• O professor que, não gostando de brincar, esforça-se por fazê-lo, normalmente assume postura artificial, facilmente identificada pelos estudantes. A atividade proposta não anda.

• Em decorrência, muitas vezes os professores deduzem que brincar é uma bobagem mesmo, e que nunca deveriam ter dado essa atividade em sala de aula.

• Diante de um material novo, é bastante comum o professor estabelecer, uma atitude distanciada em relação a este objeto, colocando-se como especialista e não como quem! Brinca com o material.

• O seu olhar é técnico, basicamente olhar de professor ou do psicopedagogo sobre o objeto, isto é, um olhar adulto.

Acontece que quem vai utilizar o objeto geralmente é uma criança ou um adolescente. Muitas vezes aí se estabelece uma incompatibilidade entre esses dois olhares. (Educação On-Line - www.educacaoonline.pro.br - O site da Educação)

Passos das dinâmicas

Como vimos escolher as dinâmicas faz parte do plano de aula e, portanto, devem ser escolhidas, antes ligadas aos objetivos do ensino, durante a aplicação sofrer a avaliação formativa, observar se está sendo realizada com animação e proveito, e depois a avaliação somativa, discussão com todos os integrantes do que se aprendeu com ela. Sem estes três quesitos básicos as dinâmicas pouco o nada representam para a aprendizagem.

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Outro ponto importante é saber fazer a escolha das dinâmicas. A idade, desenvolvimento intelectual, habilidades, momento histórico, dificuldades e distúrbios, temas geradores devem ser levados em conta. A dinâmica jamais deve ter apenas cunho de passa-tempo.

Exemplifica-se com alguns exemplos

1. Tema: Naturalismo

• O que os estudantes gostam: Passar o tempo ao ar livre, observar, colecionar plantas, pedras, animais, perceber a natureza...

• O que o professor pode fazer: Utilizar o espaço fora da sala de aula, ter plantas e animais na sala, conduzir experiências de ciências,... Andar a cavalo, animais de estimação...

A floresta animada Procedimentos:

• Antes

1. O animador orienta a importância da conservação da biodiversidade da floresta.

2. Cada estudante escolhe o que quer representar: Planta ou animal. 3. Espalham-se no centro da sala.

4. São escolhidos 04 observadores - fotógrafos • Durante:

1. Cada um deve representar o ser que escolheu, se movimentando e fazendo o som apropriado do ser.

2. Os observadores observam e fotografam. 3. A apresentação deve durar 15 minutos. • Depois:

1. Cada um relata o que sentiu.

2. Os observadores contam as coisas interessantes que viram e o que sentiram.

3. Exposição de fotografia 4. Redação: A floresta viva. 2. Tema: Lingüística

• Os estudantes gostam de: Ouvir histórias, Casos profissionais, trocadilhos, adivinhações, comentários, jogos de palavras, criarem poemas...

• Os professores podem fazer: Projetos de leitura e escrita, despertar debates, análise de casos, relatórios...

Fazer versinhos e rimas Procedimentos

• Antes:

1. O animador explica a importância da lingüística e da prática das apresentações em público.

Prof. MS. JOÃO LUIZ DERKOSKI

3. Estabelecer as tarefas sobre falar sobre um tema, ou cantar uma música usando uma palavra da ficha sorteada.

4. Solicita a cada estudante que retire a sua tarefa. 5. Dar 10 minutos para preparar a apresentação. • Durante:

1. O animador chama pelo número e o estudante faz a representação. 2. Prossegue estudante por estudante, até o último.

• Depois:

1. Cada um relata o que sentiu.

2. O animador elogia, encoraja e motiva todos para se apresentarem nas oportunidades que vierem surgir.

3. Redação de pequeno texto: escrever verso ou a canção. 3. Tema: Musical

• Os estudantes gostam de: Escutar músicas, cantar, tocar instrumentos, batucar, criar sons...

• Os professores podem fazer: Escolher músicas apropriadas, Karaoque, apresentar música popular e clássica, fazer paródias...

Planeta azul • Antes:

1. O animador explica a importância do meio ambiente. 2. Fala sobre as condições ambientais atuais.

3. Distribui a letra da música. 4. Baixar o vídeo.

Planeta Azul

No documento PROF. MS. JOÃO LUIZ DERKOSKI (páginas 52-55)

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