2. BRINQUEDOS PARA PLAYGROUND
2.1 NORMA NBR14.350
2.1.2 Construção dos brinquedos
Grade de proteção
Barra ou barreira projetada para prevenir a queda da criança de uma pla-taforma ou rampa. A altura das grades de proteção acima do nível da plapla-taforma ou rampa depende da altura do nível do chão. Em plataformas ou rampas, que ficam 1,5m acima do nível do chão, a altura da grade de proteção não deve ser inferior a 0,9m.
Figura 15 - altura da grade de proteção
Acessos
Todas as superfícies destinadas a entrar em contato com os pés devem ser horizontais e uniformes. Os degraus devem ser substituíveis. No uso de rampas, sua inclinação não deve ultrapassar 38º. Para ângulos de 15º e superiores, a superfície deve ter apoio para os pés.
Tanto em escadas como em rampas, os espaçamentos entre degraus de-vem ser iguais.
Figura 16 - Dimensões de alcance permitido para escadas e rampas espirais e helicoidais
Corrimão
Barra projetada para ajudar uma criança a equilibrar-se ao usar os meios de acessos existentes no equipamento. A altura do corrimão não deve ser inferior a 50cm e nem superior a 90cm. As barras lateriais devem respeitar o intervalo de no máximo 7,5cm.
Figura 17 - altura e afastamento lateral do corrimão
Fixadores
Os fixadores em qualquer parte acessível devem ser do tipo cabeça arre-dondada ou hexagonal com cantos chanfrados.
As roscas de parafusos salientes e acessíveis devem ter acabamentos de proteção.
Porcas, pinos e parafusos devem ser resguardados contra afrouxamento com o uso.
Figura 18 - parafuso
Perfis, superfícies e partes expostas
Cantos, bordas e partes projetadas em qualquer área acessível do equi-pamento que se projete mais de 8mm, e que não esteja protegida, devem ser arredondados. O raio de curvatura mínimo deve ser de 3mm.
Os componentes não devem ter cantos afiados, agudos ou pretuberâncias.
Acabamentos
As superfícies de todas as partes, devem ser protegidos por revestimentos ou impregnações superficiais. Este revestimento não deve conter substâncias tóxicas.
No caso de madeiras, o sistema de tratamento deve ser selecionado entre sistemas alternativos, isentos de toxicidade. As superfícies de madeira não de-vem conter farpas ou rebarbas.
Corrosões
Em um projeto, deve-se considerar vários aspectos, a fim de prevenir a corrosão ou deteriorização das partes que compõe um equipamento. Seções ocas ou juntas podem reter água, danificando as partes. É necessário evitar ao máximo conexões entre metais para prevenir corrosões.
Entende-se por corrosão bimetálica ou galvânica, quando dois metais dissi-milares são unidos eletricamente e submetidos a um mesmo eletrólito, uma cor-rente elétrica flui entre os metais e o processo de corrosão é acentuado no metal anódico, isto é, no menos nobre. Alguns metais e suas ligas o cobre e os aços inoxidáveis promovem a corrosão dos aços estruturais, enquanto que outros o magnésio e o zinco protegem o aço da corrosão.
Corrosão por frestas ou aeração diferenciada, são, de modo geral, criadas no detalhamento do projeto e na operação de soldagem. O oxigênio disponível dentro da fresta é rapidamente consumido pelo processo de corrosão e devido à dificuldade de reposição não é reposto. O lado externo da fresta, em contato com o oxigênio atmosférico, torna-se um grande catodo e a parte interior da fresta se torna um anodo localizado, onde a corrosão acontece com velocidade elevada.
Geralmente ocorre dentro das frestas onde não pode ser visto. O único indício é a ferrugem que começa a escorrer das frestas.
As soldas devem ser livres de imperfeições como: asperezas, reentrâncias, saliências, protuberâncias, orifícios, crateras e respingos, os quais dificultam a
perfeita aplicação das tintas e a eficiência dos sistemas de proteção das pintu-ras. A superfície da solda deve ser adequadamente alisada com ferramentas mecânicas como discos abrasivos.
Nas configurações de superfícies nas quais a água pode ficar retida de-vem-se usar drenos.
A pintura das partes mais baixas das estruturas metálicas deve ser feita com tintas mais resistentes à umidade ou com reforço da pintura até à altura de aproximadamente 50cm (pelo menos duas demãos da tinta usada no restante da estrutura). Após as chuvas, a água desce por gravidade e os ventos secam as camadas de água mais finas. Os respingos de água no chão carregam areia que permitem mais contato da água com a superfície pintada, aumentando a chance de permeação e conseqüente corrosão.
2.1.3 Escorregador
A figura 19 fornece as recomendações sobre altura de queda e outras con-siderações sobre o projeto, conforme Norma 14.350..
Figura 19 - escorregador
Espaçamentos iguais
No início do segmento de partida um trecho curto de superfície horizontal para sentar antes de deslizar.
A partir de 1,5m acima do nível do chão, laterais detentoras
Superfície de escorregamento em metal pode causar queimadura com a incidência sol.
A figura 20 demonstra os arranjos típicos para acessos, corrimãos e grades de proteção para escorregadores.
Figura 20 - arranjos típicos para acessos, corrimãos e grades de proteção para escorregadores
2.1.4 Balanço
A figura 21 fornece as recomendações sobre altura de queda e outras con-siderações sobre o projeto, conforme Norma 14.350 da ABNT.
Figura 21 - recomendações do escorregador.
2.1.5 Gangorra
A figura 22 fornece as recomendações sobre altura de queda e outras con-siderações sobre o projeto, conforme Norma 14.350 da ABNT.
Figura 22 - recomendações da gangorra
Distância entre assento e o solo:
• assento aberto máx. 630mm e min. 450mm
• assento berço máx. 520mm e min. 350mm Espaço livre min. 100mm acima da superfície superior dos assentos. assento deve ter uma altura min. de 200mm