• Nenhum resultado encontrado

PLAYGROUND NAS ESCOLAS E CONDOMÍNIOS

No documento DESENHO DE BRINQUEDOS PARA PLAYGROUND (páginas 44-51)

2. BRINQUEDOS PARA PLAYGROUND

2.2 PLAYGROUND NAS ESCOLAS E CONDOMÍNIOS

“A sociedade moderna prepara tristes dias aos deserdados da fortuna e aos filhos dos trabalhadores. O terreno livre torna-se cada vez mais exíguo e o ar cada vez mais raro. As cidades modernas são como os monstros que crescem sob con-dições patológicas onde o cérebro e os músculos (que são os escritórios e ateliês) sufocam os órgãos da respiração (que são as praças e os jardins)”. (MARINHO, 1962, p47 apud GAELZER, 1979, p.34)

Playground, palavra de origem inglesa que significa terreno para recreação.

Geralmente ao ar livre, são áreas dedicadas especialmente às crianças. Eles são especialmente planejados para o entretenimento de crianças. Seu principal

objetivo é estimular a atividade física e interação entre crianças.

Hoje, muitos dos condomínios tem a preocupação em oferecer aos mora-dores, áreas de lazer para crianças. Segundo o ógão que regulamenta as esco-las maternais, todas precisam oferecer aos alunos, uma área de lazer. Em Porto Alegre, o órgão responsável por regulamentar as escolas de educação infantil é o SEREEI – Setor de Regularização dos Estabelecimentos de Educ. Infantil.

Atualmente, praticamente todas as escolas em países desenvolvidos pos-suem playgrounds, bem como a maioria das escolas localizadas em qualquer país industrializado, podendo ser usada apenas pelos alunos da escola.

Hoje a iniciativa privada vê o lazer como uma forma nova de lucro. Inves-timentos em áreas de lazer infantil instaladas em shopping centers é cada vez mais comum. Esses locais que surgem, passam a atrair um público de classe média de alto poder aquisitivo.

Outros fatores que favorecem a implantanção de playgrounds em condo-mínios residenciais, são: a violência urbana, a falta de segurança nos próprios equipamentos de locais públicos e também a falta de tempo para o deslocamento até um parque.

A criança privada de um espaço livre para brincar acaba sem a oportuni-dade de estar em contato com a natureza e o convívio social. Ela acaba usando como subterfúgio para sua energia o uso da televisão, videogames e recursos do computador, como internet ou jogos.

Na infância, o lazer tem um papel fundamental, não só porque é a fase onde a criança adquire habilidades, mas também porque ela dispõe de muito tempo livre. O lazer em grupo auxilia na formação de hábitos de convívio social.

Nessa fase, as crianças precisam de aventura. O lazer proporciona

felicida-de, através de uma sucessão de atividades que normalmente estão relacionadas ao ato de brincar.

Para Gaelzer, a rotina e a monotonia são as causas principais de tristeza e de aborrecimento. A alegria renovada com diversas brincadeiras é fértil em fantasia, irradia o ambiente de invenção e de criatividade, importantes para o desenvolvimento intelectual da criança.

Tornan-se mais interessantes as brincadeiras, quando desenvolvidas em grupo. Ao compartilhar com colegas da mesma faixa etária, as crianças ampliam os contatos sociais, aprendem normas práticas de conduta e valores morais.

Playgrounds ao ar livre são mais atrativos as crianças. Eles não oferecem apenas brinquedos, propiciam as crianças, interação em harmonia com a nature-za, além de mais divertimento e infinitas oportunidades de criar e imaginar.

O ar livre oferece a sensação de liberdade para correr, pular, saltar, etc.

Diante disso, os espaços de lazer precisam ser capazes de atrair a criança por seus aspectos de segurança, forma, cor e ludicidade.

2.3 SEGURANÇA

“Todos os modelos de brinquedos possibilitam a percepção da realidade, no entanto o playground exige habilidades e capacidades físicas, além de men-tais e cognitivas, através de esforços musculares. Considerando que seus usu-ários são crianças, as ações desenvolvidas nas interfaces deste produto são imprevisíveis, o que frequentemente ocasiona acidentes.” (DAHROUJ; PAS-CHOARELLI, 2007, p26).

Diversos estudos demonstram acidentes relacionados ao playground, os

quais poderiam ser evitados se o design destes equipamentos fosse baseado em parâmetros normativos e antropométricos. Os parques infantis e seus brin-quedos podem representar um perigo para as crianças quando não se encon-tram adequadamente estruturados.

“Os acidentes na infância são a principal causa de mortalidade e morbidade em crianças menores de 18 anos. O alto índice de mortes prematuras e seqüelas é acompanhado de elevado custo econômico, sendo estimado que a perda em geração de produtividade é maior do que a ocasionada pelo câncer e doenças cardíacas. Entretanto, apesar de estatísticas fornecidas pela comunidade cien-tífica e da divulgação em veículos de comunicação como TV, rádio, jornais e revistas, ao se analisar esse problema sob o prisma da prevenção, observa-se pouca valorização, quando se considera o grave problema social que acarreta”

(Filocomo FRF, Harada MJCS, Silva CV, Pedreira MLG. Estudo dos acidentes na infância em um pronto socorro pediátrico. Rev Latino-am Enfermagem 2002;

10(1):41-7).

De todos atendimentos médicos de quedas de equipamentos, 60% a 80%

são em playgrounds:

• 32% em brinquedos de escalada;

• 46% brinquedos para pendurar;

• 13% escorregador;

• 10% balanço.

O estrangulamento é responsável por 58% das mortes, sendo que sua ocor-rência se dá quando a roupa da criança fica presa e enroscada no brinquedo, ou quando a própria criança fica presa. (DAHROUJ; PASCHOARELLI, 2007, p.28)

“Quanto aos tipos de ferimentos ocorridos durante as atividades

desen-volvidas nos playgrounds, observa-se que as escoriações são mais frenquen-tes, destacando-se também as fraturas e cortes.” (DAHROUJ; PASCHOARELLI, 2007, p.33)

Figura 23 - tabela acidentes

Com relação a acidentes provocados por sonda, o estudo realizado por Dahrouj, destaca-se a simulação de dados abaixo:

Figura 24 - tabela acidentes provocados por sonda

31,58%

Gangorra

17,24%

Escorregador

13,33%

Balanço

Ocorrência de ferimentos

Escoreações Cortes Fraturas Luxações Outros Não presenciou

93.55%

77.42%

74.19%

45.16%

3.23% 3.23%

Em 1999 foi realizada uma pesquisa em parques infantis do País de Gales e foram observados os acidentes com crianças e suas possíveis causas. Pos-teriormente, implantaram-se algumas medidas simples de segurança como a instalação de superfícies de borracha sob e ao redor dos equipamentos. Após as modificações nos brinquedos, os pesquisadores observaram uma redução de aproximadamente 2,5 vezes no número de acidentes nos parques. Este estudo foi apresentado no encarte científico do Informe Criança, do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas de São Paulo, destacando a importância da prevenção de acidentes em parques infantis.

3 METODOLOGIA

“Um designer pode projetar um brinquedo que comunique à criança, ao indivíduo em formação, o máximo de informações compatíveis com ela, sendo, ao mesmo tempo, um instrumento para o desenvolvimento de uma mentalidade elástica e dinâmica - não estática, repetitiva, fossilizada.” (MUNARI, Bruno. De Onde Nascem as Coisas,1998, p.240)

O trabalho tem como base as metodologias projetuais de Gui Bonsiepe e Dualibili e Simonsen. A metodologia do Bonsiepe é bastante rica, especialmente no que diz respeito aos processos de análises e pesquisa em desenho industrial.

Com o objetivo de formalizar as análises no projeto, este trabalho contará com a utilização das técnicas analíticas do autor. São estas as análises quanto a:

• Diacronia;

• Sincronia;

• Funcionalidade;

• Estrutura;

• Morfologia

Quanto a metodologia de Dualibili e Simonsen tem características bastante gerais e compõe uma rotina completa para o processo criativo, desde o seu iní-cio, na etapa de preparação, até a verificação. Este processo será utilizado como condutor do projeto.

3.1. INDENTIFICAÇÃO

Segundo Gui Bonsiepe esta etapa consiste em três partes: “o que?”, “por que?” e “como?”.

“O que?” Desenvolver um brinquedo para playground para ser utilizado

1. IDENTIFICAÇÃO

2. PREPARAÇÃO

No documento DESENHO DE BRINQUEDOS PARA PLAYGROUND (páginas 44-51)

Documentos relacionados