3 ABORDAGENS METODOLÓGICAS
3.3 Construção dos dados
Conforme destacamos na seção de apresentação do arcabouço metodológico por nós privilegiado, compusemos o nosso corpus a partir da coleta das materialidades
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discursivas, os memes, por meio das quais estabeleceremos suas similaridades e buscamos descrever os processos empreendidos em sua composição mediante a análise dos recursos aparentes na superfície dos textos. Na seção de fundamentação teórica, apresentamos os aspectos que elegemos importantes para efetivação dos objetivos apresentados na introdução do presente trabalho. As categorias que elegemos serviram como instrumentos para a observação dos caracteres que foram analisados e apresentados discursivamente no capítulo de análise, o qual situa-se logo após o presente capítulo.
A coleta das amostras se deu por meio das técnicas que a própria tecnologia informática presente nos aparelhos eletrônicos nos propicia, descritas no próximo tópico.
O print screen é uma tecla comum nos teclados de computador. No Windows, quando a tecla é pressionada, captura em forma de imagem tudo o que está presente na tela (exceto o ponteiro do mouse e vídeos) e copia para a Área de Transferência[1]. Para salvar seu conteúdo, basta abrir algum programa que suporte imagens e pressionar "Ctrl + V"(colar) (PRINT..., 2019, p. 1).
O verbete citado explicita a funcionalidade da tecla print screen, por meio da qual o computador é capaz de capturar a tela como tudo que está nela em exibição. Yuan (2003) e Araújo (2006) referem-se ao recurso como imprescindível aos estudos de artefatos digitais, dada a volatilidade do ambiente, por meio dele captura-se com exatidão o que está sendo mostrado na tela, uma vez que tal página pode ser removida, substituída por uma nova, entre outras possibilidades. Tal recurso nos importa por conta das várias informações que podem servir de material para a análise, tais como os números das interações ao redor das postagens que analisamos. Além disso, no processo de reconstrução dos possíveis procedimentos adotados pelos produtores de memes, recorremos a esse recurso para ilustrar os usos de programas usados para a composição desses textos imagéticos. A seguir, mostramos um exemplo de print:
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Figura 9 – Exemplo de print screen da página Artes Depressão
Fonte: Artes Depressão (FOTOS, 2019).20
Ao utilizarmos a imagem como uma figura única, sem a necessidade das informações ao seu redor, recorremos aos recursos próprios do site que hospeda a imagem. No caso do Facebook, utilizamos a função que é comum quando um usuário quer salvar uma imagem que esteja disposta em uma das páginas desse site, que consiste em clicar com o botão direito do mouse ou do mousepad sobre a imagem desejada, ao passo que aparece uma lista de possíveis tarefas entre as quais “salvar imagem como”, conforme mostramos na captura de tela a seguir:
20Disponível em: https://www.facebook.com/ArtesDepressao/photos/a.196281473834625/2285416144921137 /? type=3&theater.
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Figura 10 – Exemplo do uso do recurso “Salvar como” no Facebook
Fonte: Artes Depressão (FOTOS, 2019).21
Ao clicar na tarefa “salvar imagem como…”, abre-se uma janela por meio da qual é possível salvar a imagem em uma página de preferência do usuário. A imagem é salva no formato JPEG que é suportado por diversos programas presentes nos sistemas operacionais mais comuns, tais como Windows, iOS e sistemas abertos como as variantes do Linux. Em nosso caso, para a realização da análise, transportamos as imagens para o programa de processamento de texto disponibilizado pelo complexo de serviços do Gmail, o Google Docs22 que utilizamos para a escrita do presente trabalho.
Nem todos os sites de redes sociais apresentam tal recurso de salvamento de imagens por meio do clique do botão direito no mouse ou mousepad, a exemplo do Instagram, por isso recorremos a um serviço prestado pelo site Instaload: download de fotos e vídeos do Instagram (https://www.instawload.com/), o qual possibilita que o usuário copie o
21Disponível em: https://www.facebook.com/ArtesDepressao/photos/a.196281473834625/2285416144921137/? type=3&theater.
22O Google Docs é um pacote de aplicativos do Google baseado em AJAX. As ferramentas do Google Docs funcionam de forma síncrona e assíncrona, portanto, on-line para acessar dados em nuvens e off-line por meio de aplicativos de extensão instaladas diretamente do Google, onde há bancos de dados criados por essa extensão para posterior sincronização por meio de upload instantâneo ao acessá-los online, diretamente no browser de desktops ou aplicativos de dispositivos móveis do Android e Mec. Os aplicativos são compatíveis com o OpenOffice.org/BrOffice.org, KOffice e Microsoft Office, e atualmente compõem-se de um processador de texto, um editor de apresentações, um editor de planilhas e um editor de formulários. (GOOLGE..., 2019).
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link da foto ou vídeo postado no Instagram e o cole na caixa de texto disposta no centro da página principal do site Instaload. Após esse procedimento, o arquivo aparece na página com a possibilidade de download por meio do clique do botão direito e acionando a tarefa “salvar imagem como…”, seguindo o mesmo procedimento detalhado anteriormente no caso do Facebook.
Figura 11 – Print screen do site Instaload
Fonte: Instawload (2019).23
Além dos recursos já citados, também recorremos à cópia de informações quando dispostas em simples formato textual por meio do recurso de acionamento da tecla de comando control e da tecla alfabética C, quando copiamos a informação e control + V quando colamos a informação no programa de processamento de texto. Usamos esse recurso para reproduzir as informações que foram encontradas a respeito de programas informáticos comumente usados para a composição das materialidades que analisamos no presente trabalho.