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Construção Transitiva de dois complementos – 'T2'

2. Etiquetas principais e secundárias

2.6. Construção Transitiva de dois complementos – 'T2'

A etiqueta 'T2' é atribuída aos verbos que apresentam dois complementos mas que não são "ditransitivos", no sentido adotado neste trabalho, conforme se exemplifica de seguida:

(136) sentar v. INAC, INAC|T, T, T2 T2

4. fazer tomar assento. [SN/Acus] [em+SN]

A pequena, assentámo-la numa cadeira, C-GRJ23; E então, nessa altura, sentou o cu no chão, vai para a matança. S-SRP33

[a+SN] [+SN]

Aquilo são as pessoas que sentam ali à mesa, às vezes, cento e cinquenta e a duzentas crianças – não é? A-TRC0666

(137) ler v. T, I, T2 T2

65 Estas autoras elencam quatro tipos distintos de dativos não argumentais em português:

(i) Dativo de posse:

a. Caíram as folhas das / às árvores. b. Caíram-lhes as folhas.

(ii) Dativo benefativo:

a. O Pedro preparou um jantar fantástico aos / para os pais. b. O Pedro preparou-lhes um jantar fantástico.

(iii) Dativo ético:

a. Não me subas a essa árvore! b. Come-me a sopa!

(iv) Dativo pessoal:

a. Já bebi a minha cervejinha. b. Lá dormiste a tua sesta.

66 Quando aparecem dois complementos locativos, um sob a forma de advérbio e outro como um

A INFORMAÇÃO SINTÁTICA NO GLODIP 71

5. percorrer com a vista e conhecer letras, reunindo-as em palavras. [em+SN] [que+ind]

Eu até já li num livro que aquilo quando elas estão na água, faz-se um barómetro com elas. A- STE44

(138) guardar v. T, T2, MP T2

11. esconder. [+SN] [em+SN]

Guardava o cuco na algibeira do casaco. S-LUZ49 [+Acus] [a+SN]

Quando eu vim de fora, trazia um macinho de cigarros na algibeira e fui o guardar ao pé da trave, em cima, que fazia uma ameiazinha. A-CRV49

(139) mandar v. T2, T, I, DIT, T3, MP T2

2. dizer ou ordenar que (alguém) vá (a algum lugar ou até alguém). [+Acus] [+QU]

"Somos amigas dele e ele mandou-nos onde a ti". N-CTL30

Uma vez mais, a ordem dos complementos indica a ordem de ocorrência dos mesmos na frase, como em (136) acima.

Alguns verbos em algumas aceções ocorrem apenas com a forma pronominalizada lhe/lhes, não havendo evidência para assegurar qual a preposição envolvida na construção se não houver pronominalização do complemento. Nesses casos, classificam-se esses verbos como 'T2'. É o caso de tapar no exemplo seguinte:

(140) tapar v. T, T2, T3 T2

10. tornar estreito, sem passagem. [+Cl-dat] [+SN]

Mesmo o São Brás é que é mais maroto, que nos tapa a garganta. N-STA28 11. vendar.

[+Cl-dat] [+SN]

E é para que amanhã ou outro dia, não venha algum que lhe queira tapar os olhos e vossemecês abrem-nos. C-MTV06

Da mesma forma, se o verbo ocorre com mais do que uma preposição, sempre que o complemento aparece pronominalizado usa-se a etiqueta secundária '[+Cl-Dat]' e o verbo é classificado como 'T2'. É, por exemplo, o caso do verbo deitar:

(141) deitar v. T2, T, T.PRED, DIT, T3, INAC, INAC|T T2

3. colocar em cima de; depositar sobre. [+SN] [em+SN]

E depois é que se deitava a terra em cima daquilo e produziam. A-CRV61 [+SN] [para+SN]

E aquelas pessoas trazem flores nuns pires – não é? – e deitam para cima das coroas. A- TRC18

[+Cl-Dat] [+SN]

punham a roupa em camadinha num cesto de vergas, e deitavam-lhe cinza, deitavam-lhe sabão, e depois botavam aquela água a ferver em cima dela. N-STA34

[+SN] [de+SN]

faz aquela plantação, deita a terra de cima – raiz escangalhada! C-UNS39 [+SN] [por+SN]

72 CAPÍTULO 2

E deitava-se então um paninho por cima com o seu salinho. A-GRC26

Alguns verbos de elevação67 (cf. Duarte 2003c: 632-634) e alguns outros verbos que selecionam completivas não finitas (causativos e percetivos, por exemplo – cf. Gonçalves 1999, 2001) são anotados neste trabalho como verbos 'T2'. As etiquetas secundárias que antecedem os exemplos de uso descrevem cada um dos complementos que ocorre com o verbo nas atestações do corpus, fornecendo alguma informação sintática e especificando o tipo de construção. Vejam-se alguns exemplos com verbos percetivos e causativos68:

(142) ouvir v. T, I, T2, DIT T2

5. escutar, sentir por meio da audição. [+Acus] [+INF]

E um rapaz que era muito manhoso, e gostava de as ouvir falar… A-STE13 [+SN] [+INF]

A senhora já ouviu algum carro de bois cantar? A-CLH19; Ah, mas eu ouvia os meus antigos dizer vou dizer também. M-PST18

(143) ver v. T, T2, T.PRED, I, MP T2

12. observar, avistar. [+Acus] [+INF]

Eles, coitadinhos, a gente cria-os e depois vê-os assim morrer à violência; N-PFT13 [+SN] [+INF]

Eu vi os homens fazer aquilo, e depois tinha cegueira naquele trabalho. S-MLD13; Ele era com as próprias mãos é que eles tiravam, que eu vi ele tirar o mel. S-EXB34

(144) deixar v. T2, T, T.PRED, INF, DIT, T3, MP T2

1. dar permissão a; permitir. [+INF] [a+SN]

Deixa lá agora contar ao pai. C-UNS45 (145) mandar v. T2, T, I, DIT, T3, MP

67 Nas construções com verbos de elevação, o argumento externo do verbo da oração completiva não

finita pode ocorrer na posição de sujeito do domínio superior e estabelecer concordância com o verbo principal. Veja-se o contraste ilustrado em Duarte (2003c: 634):

(i) Parece [que os organizadores adiaram o congresso]. (ii) [Os organizadores]i parecem [[v]i ter adiado o congresso].

O último exemplo representa uma construção de elevação. Estas estruturas são muito pouco frequentes no CORDIAL-SIN.

68 No caso dos verbos percetivos e causativos, os exemplos com complementos acusativos são

separados dos complementos com sintagmas nominais plenos, na medida em que a construção envolvida é diferente em cada um dos casos. Os exemplos com complementos introduzidos pela preposição a e com o pronome dativo não são separados uma vez que se trata sempre da construção de União de Orações (cf. capítulo 4 adiante). Com estes verbos, quando há exemplos que têm redobro do pronome, a etiqueta secundária é '[SN/Acus]' com marca de dialetal, como se exemplifica com o verbo deixar:

(i) deixar v. T2, T, T.PRED, INF, DIT, T3, MP T2

1. dar permissão a; permitir. [SN/Acus] [+INF] <☻>

Agora do meu avô eu não gostava muito, que ele um dia não me deixou eu lá ficar. A- STE16; Vá lá, deixa-me cá eu fazer aqui. S-LVR35

A INFORMAÇÃO SINTÁTICA NO GLODIP 73

T2

1. dar ordem de; exigir que se faça; ordenar. [+INF] [a+SN]

eles a palha mandavam-na comer ao dono. C-MTM11 [a+SN/Dat] [+INF]

Mandaram-lhe arrumar a camioneta ali ao lado. S-AAL34

Com esta codificação, é possível identificar facilmente algumas estruturas que têm sido descritas para o português. Assim, o verbo ouvir, em (142), apresenta no primeiro grupo um exemplo que é ambíguo entre a construção de ECM (do inglês, Exceptional Case Marking69) e a construção de União de Orações70; no segundo grupo de exemplos, o primeiro é um caso ambíguo entre a construção de infinitivo flexionado ambígua e a construção de ECM e, o segundo exemplo ilustra a construção de ECM. O verbo ver em (143) descreve, no primeiro exemplo, uma frase que é ambígua entre a construção de ECM e a construção de União de Orações; no segundo grupo, o primeiro exemplo ilustra a construção de ECM e o segundo exemplo a construção de infinitivo flexionado. O verbo deixar em (144) e o verbo mandar em (145) remetem- nos para a construção de União de Orações.

Também a construção de infinitivo flexionado com flexão visível no infinitivo é aqui anotada como 'T2':

(146) ver v. T, T2, T.PRED, I, MP 12. observar, avistar.

[+SN] [+INF_flex]

A gente via os padeiros peneirarem, amassarem, enfornarem e com o dinheirinho dentro do saco, a querer quatro e cinco pães e… S-EXB06; Eu, às vezes, ia para o pé deles a ver eles trabalharem; S-MLD20

Note-se que a codificação apresentada para estes verbos não é comprometida teoricamente.Esta opção tem várias vantagens: por um lado, permite que os dados das construções ECM, União de Orações e infinitivo flexionado apareçam contíguos na

69 Os verbos causativos e percetivos podem selecionar uma completiva não finita cujo verbo ocorre no

infinitivo não flexionado. Pelo facto de o sujeito da infinitiva receber caso acusativo, ela é denominada de ECM (Marcação Excecional de Caso). Vejam-se os exemplos extraídos de Duarte (2003c: 641- 642):

(i) A testemunha viu [os ladrões ameaçar o gerente do banco]. (ii) A testemunha viu-[os ameaçar o gerente do banco].

Veja-se o capítulo 4 para a descrição destas construções nos dados do CORDIAL-SIN.

70 União de Orações, ou fazer-Inf (cf. Kayne, 1975), é o nome dado à construção em que um verbo

causativo ou percetivo se combina com o verbo encaixado (que se encontra no Infinitivo não flexionado) formando um predicado complexo (cf. Duarte 2003c: 647-651).

(i) O professor mandou concluir o trabalho aos alunos na próxima semana. (ii) O professor mandou entrar os alunos.

Para mais detalhes sobre a construção em português, veja-se Raposo (1981), Gonçalves (1999), Gonçalves & Duarte (2001), e.o..

No capítulo 4 desta dissertação serão descritas mais detalhadamente estas construções a partir dos dados do corpus.

74 CAPÍTULO 2

entrada lexical; por outro, é compatível com a existência, no corpus, de casos ambíguos entre a construção de ECM e a de União de Orações e entre a construção de infinitivo flexionado e a de ECM.

Conforme se referiu anteriormente a propósito dos exemplos (142) e (143), algumas frases podem ser ambíguas entre a construção de ECM e a construção de União de Orações: caso o verbo seja monoargumental, quando o sujeito da oração infinitiva é pronominalizado assume a forma de um pronome acusativo. Assim, as construções em que o causado está sob a forma de um pronome acusativo são ambíguas, como em (147), entre a construção ECM (na frase a, com um SN pleno) e a construção de União de Orações (na frase b, com um SN pleno). Da mesma forma, se o causado ocorre sob a forma de um pronome de primeira e segunda pessoa (cf. (148) e (149) respetivamente), uma vez que este não apresenta formas diferenciadas para marcar o acusativo e o dativo não é possível saber se se trata de uma construção de ECM (com o pronome acusativo) ou de União de Orações (com o pronome dativo):

(147) A Beatriz fê-las sorrir.

a. A Beatriz fez as pessoas sorrir. [ECM]

b. A Beatriz fez sorrir as pessoas. [União de Orações] (148) A Beatriz fez-me / fez-nos sorrir.

(149) A Beatriz fez-te / fez-vos sorrir.

Por outro lado, há frases que são ambíguas entre a construção de infinitivo flexionado e a construção de ECM. É o caso das frases em que o causado é um SN no singular: nunca há flexão visível no verbo infinitivo e não é possível saber se esse SN recebe caso nominativo (construção de infinitivo flexionado) ou caso acusativo (construção de ECM). Veja-se um exemplo:

(150) A mãe mandou o filho comer a sopa.

a. A mãe mandou ele comer a sopa. [Construção de Infinitivo Flexionado] b. A mãe mandou-o comer a sopa. [ECM]

Veja-se a anotação dos verbos deixar e ver como 'T2' com complementos não finitos e de que forma é que as etiquetas secundárias descrevem as várias construções possíveis:

(151) deixar v. T2, T, T.PRED, INF, DIT, T3, MP 1. dar permissão a; permitir.

[+INF] [+SN] <---Construção União de Orações

Porque, sabe, a gente se deixar descansar assim uma terra, ela cria outras mondas juntamente. A-FLF30; Não deixou mais ir a filha. C-GRJ31; Não deixa germinar nada. N-GIA26; E então deixa-se sarar as feridas primeiro e depois é que se limpa". S-MLD09

A INFORMAÇÃO SINTÁTICA NO GLODIP 75

Deixa lá agora contar ao pai. C-UNS45; Deixei apanhar os cadilhos do xaile ali a uma coisa que tinha ali, uma roda da máquina. S-STJ27

[a+SN/Dat] [+INF] <---Construção União de Orações

"E não lhe deixo pôr os olhos"… N-STA19

[+Acus] [+INF] <---Construção União de Orações e ECM

Mas tinham que os deixar enxugar, porque eles alagados conforme vinham de lá, escorregavam muito. A-CLH37; A fiscalização não mo deixa vender". C-MTV18; O meu Epaminondas não a deixou mais ir. C-GRJ31; E se viesse limpo, deixavam-no ficar. C- VPC07; A gente depois está dois dias ou três e deixa-o acalmar; N-OUT57; Nunca o deixávamos lá ficar. S-MLD33Então e eu deixo-o estragar? S-LVR24

[+SN] [+INF] <---Construção de ECM e Infinitivo flexionado

Fez um dia que ia caminhar de casa mas deixou-se estar em casa. A-CLH16; Deixa esta vara crescer, este olho, por exemplo, rebenta, deita uma vara comprida, sobe para cima o que a gente quiser. M-PST01; Porque essa luz estava em frente, não deixava a gente ver as ondas. S- MLD33

[SN/Acus] [+INF] <☻>

Agora do meu avô eu não gostava muito, que ele um dia não me deixou eu lá ficar. A-STE16; Vá lá, deixa-me cá eu fazer aqui. S-LVR35

(152) ver v. T, T2, T.PRED, I, MP 12. observar, avistar.

[+INF] [+SN] <---Construção União de Orações

Não se via passar nada. A-CRV43; O que mais gostei foi de vir o navio, ali ver passar aquelas pessoas, e então aquelas tropas. C-GRJ09; Olha que hoje bem vi vir aquela e ainda foram para a capela passear. N-PFT22; Vi de lá vir algumas assim! S-STJ11

[a+SN/Dat] [+INF] <☻> <---Construção União Orações

Ele tinha um engenho – vi-lho fazer – que tinha assim era umas rodas, umas rodas de botar a água. N-MIN36; Que a um viajante, há dois meses, vi eu levar anzóis para vender a vinte e seis… S-ALV03

[+INF] [a+SN] <☻> <---Construção União Orações

Eu ainda vi fazer carvão ao meu pai também. C-UNS42 [+Acus] [+INF] <---Construção de ECM e União de Orações

e lá vem o meu pai e meu irmão, e vimo-lo escapar aí, aqui por este lado do nascente. C- UNS08; Que eu vi-a vir por lá pela coisa abaixo. C-MTV59; Eles, coitadinhos, a gente cria-os e depois vê-os assim morrer à violência; N-PFT13; Aqui ao pé das termas há uma outra – que essa ainda a eu vi trabalhar, ainda comi lá a farinha que foi lá fabricada. S-CBV36

[+SN] [+INF] <---Construção de ECM e Infinitivo Flexionado

Ele vejo alguns cortar com tesoura. A-CRV75; Mas eu nunca vi mulheres lavrar aqui. A- CRV65; Foi verdade que eu vi ele dizer a umas quantas e nenhuma quis ir com ele, como ele já tinha uma coisa de bebida. A-CLH14; Que a gente a visse ela fazer assim – torcia o rabo, esgarrou para ali –, a gente já via que ela estava mudando. M-CLC32; Porque eu até já tenho visto estudantes ser mais malcriados do que os pescadores. N-VPA15; Eu via os meus sogros fazer. C-UNS31; Eu vi os homens fazer aquilo, e depois tinha cegueira naquele trabalho. S- MLD13; E não se vê já um homem aqui perto fazer um forno de carvão – mesmo dentro da charneca. S-ALC20; Ele era com as próprias mãos é que eles tiravam, que eu vi ele tirar o mel. S-EXB34; Não vi ele tirar o mel com mais nada. S-EXB34; E a mãe viu ele despir-se nu. S- ALV50

[+SN] [+INF_flex] <---Construção Infinitivo Flexionado

Quando dá um foguete grande, eu já vejo os vizinhos sairem e virem para ajudar porque já sabem que eu que cheguei. A-TRC13; Eu via eles fazerem. N-GIA10; Eu, às vezes, ia para o pé deles a ver eles trabalharem; S-MLD20

[+SN] [+INF] <flex> <☻>

Já vimos elas ir daqui para ali – assim cinco seguidas! A-TRC40; Eu vi ela e ele estar ali, que eu fui lá aos anos. S-STJ29

Os verbos de controlo (de objeto direto e indireto) recebem também a etiqueta 'T2', como os verbos ajudar e pedir ilustram:

76 CAPÍTULO 2

T2

7. prestar socorro, assistência; dar ajuda; auxiliar. [+Acus] [a+INF] <flex>

Se eu tinha o meu povo todo assim a ajudar-nos a esbandalharmos aquilo tudo, tudo ali, e tiram-nos as mangas dali para fora?! N-STA09

(154) pedir v. DIT, T2, T, I, MP T2

5. solicitar alguma coisa a alguém. [a+SN/Dat] [para+INF]

Pediu ao peixe para encher a lanchinha de peixe, o peixe encheu, veio-se embora. A-PIC20 [+SN] [para+INF] <☻>

E ele foi pedir umas quantas pessoas, umas quantas raparigas para ir bailar e ninguém quis ir com ele. A-CLH14

Os verbos que selecionam uma oração pequena e outro complemento são igualmente classificados de 'T2', sendo que um dos argumentos é a predicação ('[+OP]'), como se verifica com os verbos achar, dar e botar:

(155) achar v. T, T.PRED, T2, DIT, MP T2

11. sentir. [+OP] [em+SN]

É os que se acham mal num lado, é os que se acham mal noutro e voltam e aos depois lá trazem as suas criações diferentes. S-SRP01

(156) dar v. DIT, T, T2, T.PRED, T3, INF, IMP|T, IMP|T2, IMP, I, MP T2

64. apresentar, oferecer. [+OP] [a+SN]

E ele deu o vinho a provar até ali a uns tipos, ali de Rio de Moinhos, a uns tipos de nota, e tal, que compravam muita porção para engarrafar. C-MTV18

[a+SN/Dat] [+OP]

Cheguei ao pé dele ajoelhei-me, ele deu-me o anel a beijar, eu beijei-me e eu persignei-me à mesma, e tudo. C-MTV59

(157) botar v. T2, T, T.PRED, DIT, T3, INF, MP T2

14. fazer alterar um estado, condição ou situação. [+OP] [em+SN]

Na adega, depois, tiram-se e botam-se num lagar a espremer. N-OUT57

Nestes casos, e contrariamente ao que se passa com a construção Transitiva Predicativa (cf. secção 2.9.), os elementos constitutivos da oração pequena não são marcados.