Como já visto para se criar uma simples peça de moda muitos recursos naturais são utilizados, ou seja, a pegada ecológica está presente.
Além do impacto gerado na produção das peças, outra forma de se deixar uma grande pegada ecológica no mundo da moda é a partir do desperdício. Este pode ser considerado sobre dois pontos de vista, sendo o primeiro as peças que foram produzidas e nunca vendidas sob o aspecto da sua real destinação e em
23 FRINGS, Gini Stephens. Parte II – As Matérias-Primas da Moda. In: MODA: do conceito ao consumidor. Trad. Mariana Belloli; Revisão técnica: Eloize Navalon, Luiz Carlos Robnson. 9. ed. Porto Alegre: Bookman, 2012. p. 121
segundo a peça vendida ao consumidor final e o seu real fim quando esta não mais lhe ser útil (seja porque não está mais moda ou danificou ou ficou pequena).
Conforme dito no começo do trabalho a moda é um meio de expressar um comportamento, de querer estar e de sentir aceita dentro de uma sociedade, no entanto a moda não pode ser apenas isso.
Como Carvalhal aborda em seu livro Moda com Propósito, devemos repensar o meio de produção das peças que compramos, se concordamos com a imagem que aquela marca traz quando a usamos. Não apenas comprar por estar na moda.
Muitas empresas nacionais e multinacionais já estão buscando trabalhar com fibras reutilizáveis, ou então buscando o plástico que é destinado ao lixão para a criação de fibras sintéticas para misturar com fibras naturais e assim ter um impacto menos no ambiente.
Contudo não basta apenas as empresas trabalharem e evoluírem tecnologias para a diminuição da pegada ecológica que ela deixa, é necessário também a cada consumidor repensar o que se faz com a roupa, sua origem e a sua destinação.
O comprar para estar na moda criou a chamada indústria do “fast fashion”, ou seja, moda rápida. Praticamente no mesmo instante que uma grande marca de vestuário lança uma estampa, um corte ou modelo diferente de roupa todas as outras marcas, sejam elas de alto ou baixo custo, vão querer desenvolver aquele modelo para que os seus clientes o consumam de sua marca, e não da outra.
No entanto, se por um lado é interessante a facilidade em que pode se usar uma roupa a pouco tempo vista em um grande desfile, devemos também pensar no quanto dessas peças foram confeccionadas e quem chegarão a ser vendidas, pois todas as marcas estão a vender o mesmo tipo de produto.
No direito ambiental, dentre seus vários princípios, destaco o princípio do poluidor- pagador, que consiste simplesmente em quem polui o meio ambiente deve pagar pelo dano que fora ocasionado, visto que o meio ambiente não é algo personalíssimo, mas sim um direito coletivo, em sentindo mundial. Nesta linha, destaco o parágrafo 3° do artigo 225 da Constituição Federal
§ 3º As condutas e atividades consideradas lesivas ao meio ambiente sujeitarão os infratores, pessoas físicas ou jurídicas, a sanções penais e administrativas, independentemente da obrigação de reparar os danos causados.24 (Grifo meu) Ora a própria Constituição prevê a possibilidade de se punir tanto em âmbito de matéria penal quanto em âmbito administrativo pessoas físicas ou jurídicas que causarem dano ao meio ambiente, contudo quando se trata de moda apenas as empresas estão buscando evitar estes impactos.
5 CONCLUSÃO
Em uma sociedade de descartáveis, até a moda já se tornou um item de interesse por pouco tempo, pois logo nasce uma nova tendência que você “deve” seguir, assim rapidamente descartando aquelas roupas que não se encaixam mais na moda.
A produção de bens que a sociedade tem produzido é maior do que de fato necessita consumir, o que acaba por acarretar em um excesso que ninguém irá utilizar, e este excesso terá como destino os lixões. Estas ações têm serias consequências em nosso planeta, pois para a produção destes materiais recursos naturais foram utilizados, e muito destes necessários para a existência humana, como a água.
Assim para que se possa ser possível ter um futuro com meio ambiente equilibrado é necessário repensar todas as formas de consumos que temos em um mundo globalizado. Novas tecnologias estão sendo criadas e devemos aliar a isso nossa consciência de consumo além de não poluir, não degradar, não desmatar.
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Gisele Strogulski Vargas1
RESUMO
O presente artigo tem como proposta a análise do direito ao meio ambiente de trabalho sustentável enquanto princípio constitucional. Realiza um retrospecto sobre o contexto histórico em que tal direito foi criado, bem como a forma que está descrito na Constituição Brasileira em alguns de seus artigos. É demonstrado também, como o meio ambiente de trabalho sustentável passou a ser considerado na Constituição Federal de 1988, e a jurisprudência nos casos em concreto. Por fim, é realizada a análise do conceito jurídico sobre o que vem a ver o direito ao meio ambiente de trabalho sustentável para as gerações futuras. A explicação sobre o conceito de meio ambiente de trabalho sustentável em conjunto com a análise de casos em concreto demonstra e expõe de forma clara e precisa sobre o que vem a ser o direito ao meio ambiente de trabalho sustentável e como preservar esse direito para as futuras gerações de trabalhadores brasileiros.
Palavras-chaves: Meio ambiente de trabalho sustentável. Constituição. Gerações futuras. Preservação.
ABSTRACT
This article proposes the analysis of the right to the sustainable working environment as a constitutional principle. It gives a retrospective on the historical context in which this right was created, as well as the form that is described in the Brazilian Constitution in some of its articles. It is also shown how the sustainable working environment began to be considered in the Federal Constitution of 1988, and the jurisprudence in the concrete cases. Finally, an analysis of the legal concept on what the right to the sustainable working environment for future generations is
1 Servidora Pública do Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região e aluna de pós-graduação lato sensu no curso “Direito do Trabalho e Previdenciário”, no Centro Universitário de Brasília (UniCEUB/ICPD). Artigo para a matéria “Novas tendências do Direito Ambiental”. Professora Lilian Rose Lemos Rocha.