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104.5 Controlar pennissões e propriedades de arquivos

No documento LP I-1 101 – 102 (páginas 106-111)

Para incluir permissão de escrita para o grupo do arquivo texto_s i mp 1 es . txt:

Apesar de possuírem o mesmo modelo de permissões, arquivos e diretórios reagem de maneiras diferentes. Em diretórios, a permissão r possibilita acessar o conteúdo do diretório, a permissão w permite criar arquivos dentro do diretório e x permite listar o conteúdo do diretório.

Permissões octais

Permissões podem ser manejadas mais eficientemente através de um formato numé­ rico, chamado octal. O número octal consiste em uma sequência de dígitos, cada um representando as permissões para o usuário, grupo e outros, nessa ordem. Veja

Permissões octais.

Dessa forma, o comando c hmod 0664 texto_s i mp 1 es . txt mudará as permissões do

arquivo texto_s i mp 1 es . txt para - rw - rw - r - - , ou seja, leitura e escrita para o usuário,

leitura e escrita para o grupo e somente leitura para outros.

Para mudar recursivamente todos os arquivos dentro de um diretório especificado, utiliza-se o chmod com a opção - R.

umask

O umask é o filtro de permissões para criação de arquivos. As permissões para novos arquivos criados são determinadas a partir dele. Toda vez que um novo arquivo é criado por um usuário ou programa, suas permissões serão calculadas subtraindo as permissões padrão pelo valor de umask. As permissões padrão do sistema para arqui­ vos é 0666 e para diretórios, 0777.

O comando uma s k, sem argumentos, mostra a máscara atual de criação de arqui­ vos. Para mudar, basta fornecer a nova máscara como argumento. Em sistemas em que os grupos iniciais dos usuários são particulares, a máscara poderá ser 002, o que subtrairá das permissões padrão do sistema a permissão 2 (w, escrita) , na categoria outros (o). Dessa forma, os arquivos serão criados com as permissões 0664.

Em sistemas em que o grupo inicial de todos os usuários é o grupo users, a máscara poderá ser 0022, o que subtrairá das permissões padrão do sistema a permissão 2 (w,

escrita), nas categorias grupo (g) e outros (o) . Dessa forma, os arquivos serão criados com as permissões 0644, limitando a permissão de escrita apenas ao usuário dono do arquivo.

suid e sgid

Todos os processos são vinculados ao usuário que os iniciou. Dessa forma, o pro­ grama terá as mesmas permissões de leitura e escrita do usuário que o executou. Al­ gumas tarefas, no entanto, exigem que um usuário altere ou acesse arquivos para os quais não tem a permissão necessária. Por exemplo, alterar a própria senha exige que o arquivo /etc/pa s swd seja alterado, mas as permissões de /etc/pas swd só permitem escrita ao usuário dono deste arquivo (root):

Para contornar essa condição, existe um tipo de permissão especial, chamado

s u i d . Arquivos executáveis que possuam a permissão suid serão executados com as mesmas permissões do dono do arquivo e não com as permissões de quem os executou. A permissão suid é representada pela letra s, no campo referente ao dono do arquivo (u):

Para incluir o modo suid em um arquivo executável, utiliza-se:

# 1 s - 1 / e t c / p a sswd

- rw- r - - r - - 1 root root 1400 Mai 7 1 6: 1 0 / e t c / p a sswd

11 1 s - 1 / u s r / b in/ p a sswd

- rws r - x r - x 1 root root 3 1640 Nov 22 1 4: 0 1 / u s r / b in/ p a sswd

Pennissões octais e seus significados

Dígito leitura (valor 4) Escrita (valor 2) Execução (valor 1)

o 2 Sim 3 Sim Sim 4 Sim 5 Sim Sim 6 Sim Sim

7 Sim Sim Sim

1 Sim

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__

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_

_

_

_

_

_

_

De maneira semelhante, a permissão sgi d atua em diretórios. Ela é uma permissão de grupo, portanto aparece no campo de permissões referente ao grupo.

Num diretório com a permissão s g i d, todos os arquivos criados pertencerão ao grupo do diretório em questão, o que é especialmente útil em diretórios com o qual trabalham usuários pertencentes ao mesmo grupo.

Quando ativadas, as permissões s u i d e s g i d fazem aparecer a letra s no lugar da letra x nas permissões de dono do arquivo e grupo do arquivo, respectivamente. Se a permissão de execução também existir, aparecerá a letra s minúscula. Se apenas as permissões suid e sgid existirem, aparecerá a letra S maiúscula.

A pennissão sticky(aderência)

O inconveniente em usar diretórios compartilhados é que um usuário poderia apagar algum ou todo o conteúdo inadvertidamente. Para evitar que isso aconteça, existe o modo de permissão sticky, que impede que usuários apaguem arquivos não criados por eles mesmos. É o caso do diretório / tmp:

A letra t nas permissões para demais usuários demonstra o uso da permissão sticky. Se apenas a permissão sticky existir, aparecerá a letra T maiúscula.

Por exemplo, atribuir a permissão sticky no diretório chamado wo rkgroup:

Pennissões especiais em fonnato octal

Como as opções convencionais, as permissões especiais também podem ser mani­ puladas em formato octal (numérico) . A permissão especial é o primeiro dos quatro dígitos da opção no formato octal. A tabela Permissões especiais em formato octal

detalha essa correspondência.

$ c hmod u+s meu_programa

11 l s -l d I tmp

d rwxrwxrwt 8 root root 24576 Mai 8 1 7: 58 / tmp

chmod o+t workgroup $

Modificar donos e grupos de arquivos

Para alterar dono e grupo de arquivos e diretórios, utiliza-se os comandos c h own e

c h g r p . O primeiro argumento é um nome válido de usuário ou grupo e o segundo é o arquivo ou diretório a ser alterado. Apenas o root pode usar o comando c h own, mas qualquer usuário pode usar chgrp em seus arquivos e diretórios.

Mudar dono de arquivo usando o c h own:

Mudar grupo de arquivo:

Para alterar usuário e grupo simultaneamente:

ou

Tanto chown quanto chgrp possuem a opção - R para alterar conteúdos de diretó­ rios recursivamente. $ chown l u c ia n o texto_s i mples.txt c h g r p u s e r s texto_s i mpl es . txt $ c h own l u c i a n o : u s e r s texto_s i mpl es . txt $ c h own l u c ia n o.u s e r s texto_s i mp les. txt $

Pennissões especiais em fonnato octal

Dígito suid (valor 4) sgid (valor 2)

o 1 Sim 2 Sim 3 Sim Sim 4 Sim 5 Sim Sim 6 Sim Sim

7 Sim Sim Sim

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sticky (valor 1)

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Peso 2

Links são arquivos especiais que têm finalidade de atalho para outros arquivos, faci­ litando a maneira como são acessados. Existem dois tipos de links: o link simbólico e o hardlink (ou link físico) .

Hardlinks (links físicos)

Hardlinks são um ou mais nomes que um inode do sistema de arquivos pode ter. Todo arquivo criado é, necessariamente, um hardlink para seu inode correspondente.

Novos hardlinks são criados usando o comando l n :

A opção - i do comando l s mostra o número dos inodes dos arquivos:

Ambos texto_s i mpl es . txt e outro_texto_s i mpl es . txt são hardlinks para o mesmo inode 55412. Hardlinks para o mesmo inode possuem mesma permissão, donos, tamanho e data, pois esses atributos são registrados diretamente nos inodes .

O número 2 na segunda coluna de informações demonstra que há dois hardlinks para o inode correspondente ao arquivo texto_s i mp l es . txt. Um arquivo só é de fato apagado do sistema de arquivos quando o último hardlink remanescente é excluído. Hardlinks só podem ser criados dentro de um mesmo sistema de arquivos. Não é possível criar hardlinks para diretórios. Os arquivos especiais . e . . são hardlinks para diretório criados exclusivamente pelo próprio sistema.

No documento LP I-1 101 – 102 (páginas 106-111)