Swap e memória RAM
O espaço de swap é utilizado somente quando não há mais memória RAM dlsponrvet, evitando possfveis falhas e até travamentos de sistema. Quando a memória RAM é Insuficiente, o próprio sistema se encarrega de colocar na swap aqueles dados de memória que não estão
sendo utilizados no momento. Contudo, muitos dados em swap significam um sistema muito
lento, pois o tempo de leitura e escrita em disco é muito maior quando comparado à memória
RAM. Portanto, alocar mais espaço deswap num sistema com pouca memória RAM não será
A partição swap
Todos os programas em execução, bibliotecas e arquivos relacionados são mantidos na memória do sistema para tornar o acesso a eles muito mais rápido. Contudo, se esses dados alcançarem o tamanho máximo de memória disponível, todo o funcionamento ficará demasiado lento e o sistema poderá até travar. Por esse motivo, é possível alocar um espaço em disco que age como uma memória adicional, evitando a ocupação total da memória RAM e possíveis travamentos. No Linux, esse espaço em disco é chamado
Swap e deve ser criado numa partição separada das partições de dados convencionais.
Uma partição swap é identificada pelo código hexadecimal 82 (Ox82), atribuído na sua criação. Geralmente, o tamanho da partição swap corresponde ao dobro da quan
tidade de memória RAM presente no sistema. Essa regra, apesar de não ser prejudicial,
não fará diferença em sistemas com vários gigabytes de memória RAM. Apesar de não
ser comum, é possível utilizar mais de uma partição de swap no mesmo sistema.
É recomendável criar partições de swap nos dispositivos mais velozes. Se possível, em dispositivos distintos daqueles cujos dados sejam frequentemente acessados pelo sistema. Também é possível criar grandes arquivos como área de swap, o que é geralmente feito em situações emergenciais, quando o sistema ameaça ficar sem memória disponível.
Diretórios em outras partições
Outros pontos de montagem
Tudo no sistema pode ficar alojado diretamente na partição raiz. Em certos casos, porém, é interessante criar uma partição distinta para alguns diretórios específicos, principalmente em servidores que sejam muito exigidos.
D i retório Finalidade
Esse diretório contém a s filas d e email, impressão e bancos d e dados,
dados que são muito manipulados. Ele abriga também os arquivos de
log, cujo conteúdo está em constante alteração e crescimento.
/ v a r
/tmp Espaço tem porário utilizado por programas. Uma partiçlo distinta para / t111p i mpedirá que dados temporários ocupem todo o�ço no
/ home
diretório raiz, o que pode causar travamento do sistema.
/boot
Contém os diretórios e arquivos pessoais dos usuários. Uma partição distinta ajuda a limitar o espaço disponível para usuários comuns e evita que ocupem todo o espaço disponível no dispositivo.
Ponto de montagem para a partição contendo o kemel e arquivos do booUoader Grub. A separação desse diretório é necessária apenas nos casos em que a arquitetura da máquina exija que o kemel esteja antes do cilindro 1 024 do d isco rígido. Também é necessária quando
obootloader não for capaz de trabalhar com o sistema de arquivos utizado na partição raiz.
Programas, códigos-fonte e documentação. O ciclo de alteração desses arquivos é longo, mas colocá-los em um dispositivo distinto reduz a i ntensidade de acesso num mesmo dispositivo e pode aumentar a performance.
Sugestões de diretórios que podem estar em outros dispositivos/partições são mos trados na tabela Diretórios em outras partições.
Alguns diretório e arquivos não devem estar fora da partição raiz, como é o caso do I etc, /bi n , / s b i n e os diretórios especiais, como /dev, / proc, / sy s . Esses diretórios e os arquivos que eles contêm são necessários para que o sistema inicie e possa montar os demais dispositivos.
lVM
O L VM -Logical Volume Management -é um método que permite interagir com os dispositivos de armazenamento de maneira integrada, sem lidar com peculiaridades inerentes ao hardware. Com o L VM, é possível redimensionar e incluir espaço sem necessidade de reparticionamento ou de mexer nos dados armazenados.
Um esquema LVM pode ser dividido em cinco elementos fundamentais:
• VG: Volume Group. Nível mais alto de abstração do LVM. Reúne a coleção de volumes lógicos (L V) e volumes físicos (PV) em uma unidade administrativa.
• PV: Phisical Volume. Tipicamente um disco rígido, uma partição do disco ou qualquer dispositivo de armazenamento de mesma natureza, como um dispositivo RAIO.
• LV: Logical Volume. O equivalente a uma partição de disco tradicional. Tal qual uma partição tradicional, deve ser formatado com um sistema de arquivos.
• PE: Physical Extent. Cada volume físico é dividido em pequenos "pedaços", chamados PE. Possuem o mesmo tamanho do LE (Logical Extent) .
• LE: Logical Extent. Semelhante ao PE, cada volume lógico também é dividido em pequenos "pedaços", chamados LE. Seu tamanho é o mesmo para todos os volumes lógicos.
Criação de um Volume Group
O kernel mantém as informações de LVM em um cache, gerado pelo comando v g s c a n . Este comando deve ser executado mesmo que ainda não existam partições LVM, circunstância em que será criado um cache vazio.
Em seguida, os PVs devem ser iniciados. É muito importante assegurar que as partições utilizadas estão vazias, para evitar qualquer perda acidental de dados. Por exemplo, para criar PV nas partições / d e v / sd b l e / d e v / s d b 2 :
# p v cr e a t e / d e v / s d b l
Phy si c a l v o lume " / d e v / s d b l " s uc c e s f u ll y c re ated # p v cr e a t e / d e v / s d b 2
Como os PV iniciados, um novo grupo de volumes pode se criado. Para criar um grupo de volumes chamado meulvm, como o comando v g c r e a t e :
Os PV são indicados em sequência, após o nome do VG. Diversas opções, como o tamanho de PE, podem ser indicadas. Na sua ausência, valores padrão são utilizados. Após a criação do VG, sua ativação para uso é feita com o comando v g c h a n g e :
Informações técnicas do VG recém criado - como tamanho e espaço disponível são exibidas com o comando v g d i s p l ay, indicando como parâmetro o nome do VG em questão.
Inclusão de volumes
Os LV são criados dentro de um VG ativo que possua espaço livre disponível. O tamanho do L V pode ser especificado em número de extents com a opção -l ou em MB com a opção - L. Por exemplo, para criar um L V de 500 MB no VG meulvm:
Como não foi especificado um nome para o L V, um padrão numerado será utili zado. Caso seja o primeiro LV no VG, será nomeado como Ivo/O, se for o segundo, será nomeado lvoll e assim por diante. Sua localização no sistema de arquivos será dentro do diretório do VG em / d e v : / d e v / me u l vm/ l v o l O , / d e v / m e u l vm / l v o l l etc.
Com os L V prontos, os sistemas de arquivos podem ser criados com os comandos tradicionais como o mkfi. •
Peso2
O gerenciador de inicialização - ou simplesmente bootloader -é o componente res ponsável por localizar e carregar o kernel Linux. Ele desempenha o estágio interme diário entre o fim dos procedimentos do BIOS e o início do sistema operacional.
Logo após finalizar os procedimentos básicos de diagnóstico da máquina, o BIOS carrega para a memória os dados presentes na MBR do disco definido como
dis-v g c h a n g e - a y me u lvm
v g c r e a t e me u lvm / d e v / s d b l / d e v /s d b 2
l v c re a t e - L 5 0 0 me u lvm