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102.1 Dimensionar partições de disco

No documento LP I-1 101 – 102 (páginas 42-45)

Swap e memória RAM

O espaço de swap é utilizado somente quando não há mais memória RAM dlsponrvet, evitando possfveis falhas e até travamentos de sistema. Quando a memória RAM é Insuficiente, o próprio sistema se encarrega de colocar na swap aqueles dados de memória que não estão

sendo utilizados no momento. Contudo, muitos dados em swap significam um sistema muito

lento, pois o tempo de leitura e escrita em disco é muito maior quando comparado à memória

RAM. Portanto, alocar mais espaço deswap num sistema com pouca memória RAM não será

A partição swap

Todos os programas em execução, bibliotecas e arquivos relacionados são mantidos na memória do sistema para tornar o acesso a eles muito mais rápido. Contudo, se esses dados alcançarem o tamanho máximo de memória disponível, todo o funcionamento ficará demasiado lento e o sistema poderá até travar. Por esse motivo, é possível alocar um espaço em disco que age como uma memória adicional, evitando a ocupação total da memória RAM e possíveis travamentos. No Linux, esse espaço em disco é chamado

Swap e deve ser criado numa partição separada das partições de dados convencionais.

Uma partição swap é identificada pelo código hexadecimal 82 (Ox82), atribuído na sua criação. Geralmente, o tamanho da partição swap corresponde ao dobro da quan­

tidade de memória RAM presente no sistema. Essa regra, apesar de não ser prejudicial,

não fará diferença em sistemas com vários gigabytes de memória RAM. Apesar de não

ser comum, é possível utilizar mais de uma partição de swap no mesmo sistema.

É recomendável criar partições de swap nos dispositivos mais velozes. Se possível, em dispositivos distintos daqueles cujos dados sejam frequentemente acessados pelo sistema. Também é possível criar grandes arquivos como área de swap, o que é geralmente feito em situações emergenciais, quando o sistema ameaça ficar sem memória disponível.

Diretórios em outras partições

Outros pontos de montagem

Tudo no sistema pode ficar alojado diretamente na partição raiz. Em certos casos, porém, é interessante criar uma partição distinta para alguns diretórios específicos, principalmente em servidores que sejam muito exigidos.

D i retório Finalidade

Esse diretório contém a s filas d e email, impressão e bancos d e dados,

dados que são muito manipulados. Ele abriga também os arquivos de

log, cujo conteúdo está em constante alteração e crescimento.

/ v a r

/tmp Espaço tem porário utilizado por programas. Uma partiçlo distinta para / t111p i mpedirá que dados temporários ocupem todo o�ço no

/ home

diretório raiz, o que pode causar travamento do sistema.

/boot

Contém os diretórios e arquivos pessoais dos usuários. Uma partição distinta ajuda a limitar o espaço disponível para usuários comuns e evita que ocupem todo o espaço disponível no dispositivo.

Ponto de montagem para a partição contendo o kemel e arquivos do booUoader Grub. A separação desse diretório é necessária apenas nos casos em que a arquitetura da máquina exija que o kemel esteja antes do cilindro 1 024 do d isco rígido. Também é necessária quando

obootloader não for capaz de trabalhar com o sistema de arquivos utizado na partição raiz.

Programas, códigos-fonte e documentação. O ciclo de alteração desses arquivos é longo, mas colocá-los em um dispositivo distinto reduz a i ntensidade de acesso num mesmo dispositivo e pode aumentar a performance.

Sugestões de diretórios que podem estar em outros dispositivos/partições são mos­ trados na tabela Diretórios em outras partições.

Alguns diretório e arquivos não devem estar fora da partição raiz, como é o caso do I etc, /bi n , / s b i n e os diretórios especiais, como /dev, / proc, / sy s . Esses diretórios e os arquivos que eles contêm são necessários para que o sistema inicie e possa montar os demais dispositivos.

lVM

O L VM -Logical Volume Management -é um método que permite interagir com os dispositivos de armazenamento de maneira integrada, sem lidar com peculiaridades inerentes ao hardware. Com o L VM, é possível redimensionar e incluir espaço sem necessidade de reparticionamento ou de mexer nos dados armazenados.

Um esquema LVM pode ser dividido em cinco elementos fundamentais:

VG: Volume Group. Nível mais alto de abstração do LVM. Reúne a coleção de volumes lógicos (L V) e volumes físicos (PV) em uma unidade administrativa.

PV: Phisical Volume. Tipicamente um disco rígido, uma partição do disco ou qualquer dispositivo de armazenamento de mesma natureza, como um dispositivo RAIO.

LV: Logical Volume. O equivalente a uma partição de disco tradicional. Tal qual uma partição tradicional, deve ser formatado com um sistema de arquivos.

PE: Physical Extent. Cada volume físico é dividido em pequenos "pedaços", chamados PE. Possuem o mesmo tamanho do LE (Logical Extent) .

LE: Logical Extent. Semelhante ao PE, cada volume lógico também é dividido em pequenos "pedaços", chamados LE. Seu tamanho é o mesmo para todos os volumes lógicos.

Criação de um Volume Group

O kernel mantém as informações de LVM em um cache, gerado pelo comando v g s ­ c a n . Este comando deve ser executado mesmo que ainda não existam partições LVM, circunstância em que será criado um cache vazio.

Em seguida, os PVs devem ser iniciados. É muito importante assegurar que as partições utilizadas estão vazias, para evitar qualquer perda acidental de dados. Por exemplo, para criar PV nas partições / d e v / sd b l e / d e v / s d b 2 :

# p v cr e a t e / d e v / s d b l

Phy si c a l v o lume " / d e v / s d b l " s uc c e s f u ll y c re ated # p v cr e a t e / d e v / s d b 2

Como os PV iniciados, um novo grupo de volumes pode se criado. Para criar um grupo de volumes chamado meulvm, como o comando v g c r e a t e :

Os PV são indicados em sequência, após o nome do VG. Diversas opções, como o tamanho de PE, podem ser indicadas. Na sua ausência, valores padrão são utilizados. Após a criação do VG, sua ativação para uso é feita com o comando v g c h a n g e :

Informações técnicas do VG recém criado - como tamanho e espaço disponível ­ são exibidas com o comando v g d i s p l ay, indicando como parâmetro o nome do VG em questão.

Inclusão de volumes

Os LV são criados dentro de um VG ativo que possua espaço livre disponível. O tamanho do L V pode ser especificado em número de extents com a opção -l ou em MB com a opção - L. Por exemplo, para criar um L V de 500 MB no VG meulvm:

Como não foi especificado um nome para o L V, um padrão numerado será utili­ zado. Caso seja o primeiro LV no VG, será nomeado como Ivo/O, se for o segundo, será nomeado lvoll e assim por diante. Sua localização no sistema de arquivos será dentro do diretório do VG em / d e v : / d e v / me u l vm/ l v o l O , / d e v / m e u l vm / l v o l l etc.

Com os L V prontos, os sistemas de arquivos podem ser criados com os comandos tradicionais como o mkfi.

Peso2

O gerenciador de inicialização - ou simplesmente bootloader -é o componente res­ ponsável por localizar e carregar o kernel Linux. Ele desempenha o estágio interme­ diário entre o fim dos procedimentos do BIOS e o início do sistema operacional.

Logo após finalizar os procedimentos básicos de diagnóstico da máquina, o BIOS carrega para a memória os dados presentes na MBR do disco definido como

dis-v g c h a n g e - a y me u lvm

v g c r e a t e me u lvm / d e v / s d b l / d e v /s d b 2

l v c re a t e - L 5 0 0 me u lvm

No documento LP I-1 101 – 102 (páginas 42-45)