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CONTROLE DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

No documento 0505 Topicos DirAdm (páginas 42-60)

269.

Controle é o poder/dever de fiscalização, controle, acompanhamento,

revisão, correção da atuação administrativa, feita por si mesma ou por outro Poder com legitimidade para tal, com vistas à sua confirmação ou desfazimento.

270.

O controle da Administração Pública está embasado no princípio da

legalidade.

271.

Classificação:

272.

Quanto à origem do controle: a. interno;

b. externo; c. popular.

273.

Quanto ao momento em que se realiza: a. prévio;

b. concomitante; c. posterior.

274.

Com relação ao órgão que o exerce: a. administrativo;

b. legislativo, ou parlamentar; c. judiciário.

275.

Chama-se controle interno o exercido no âmbito interno do mesmo

Poder, por órgãos presentes em sua estrutura. Dá-se sobre a legalidade, eficiência e mérito dos seus atos.

276.

Diz-se controle externo o exercido de um Poder sobre outro, relativamente a atos administrativos. Para a Professora Maria Sylvia Z. Di Pietro, também é externo “o controle da Administração Direta sobre a Indireta”.

277.

Além do controle efetivado pelos Poderes da República, cabe também o controle popular, posto que a finalidade de todo ato administrativo é o atendimento às necessidades públicas. Então, defere-se à coletividade a possibilidade de fiscalizar a Administração Pública.

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278.

Se é efetivado antes do início ou da conclusão do ato, chama-se

preventivo, prévio, ou “a priori”.

279.

O controle durante a realização do ato é o denominado concomitante, como o realizado durante a execução do orçamento ou das

fases de uma licitação, ou do cumprimento de um contrato de gestão.

280.

O chamado controle posterior, subseqüente ou corretivo, tem lugar após a finalização do ato. Seu objetivo é desfazê-lo, se ilegal, inconveniente ou inoportuno, corrigi-lo ou, ainda, confirmá-lo.

281.

Cada um dos Poderes, no exercício de suas atribuições administrativas, exerce sobre seus próprios atos o chamado controle

administrativo, com relação a aspectos de legalidade e de mérito, de

forma provocada ou por iniciativa própria (“ex officio”).

282.

No âmbito da Administração Pública Direta, tal controle é baseado no poder de autotutela, que possibilita a anulação dos atos ilegais, e a revogação dos inoportunos e inconvenientes, por iniciativa própria.

283.

A Administração pode anular seus próprios atos, quando eivados de vícios que os tornam ilegais, porque deles não se originam direitos; ou revogá-los, por motivo de conveniência ou oportunidade, respeitados os direitos adquiridos, e ressalvada, em todos os casos, a apreciação judicial.

284.

O controle sobre a Administração Indireta é fruto do poder de tutela, exercido nos limites da lei, respeitada a autonomia de cada entidade.

285.

Controle administrativo – espécies:

a. hierárquico próprio: realizado pelos órgãos superiores, sobre os inferiores, ou dos chefes sobre os subordinados.

b. hierárquico impróprio: realizado entre órgãos onde não há hierarquia direta, mas sim competências diversas atribuídas a cada um deles, de forma que a um compete julgar recursos relativos a atos realizados por outro.

c. finalístico: é a chamada supervisão ministerial, baseada na vinculação entre a Administração Pública Direta e a Indireta (autarquias, fundações públicas, empresas públicas e sociedades de economia mista). Não há subordinação, mas sim controle finalístico, dentro dos limites legais, como já citado, em face da autonomia que essas pessoas jurídicas têm.

286.

Chama-se controle parlamentar, ou legislativo, aquele realizado pelo Poder Legislativo sobre alguns atos da Administração Pública, com observância obrigatória das previsões constitucionais, em face da separação dos Poderes, não cabendo à legislação ordinária a ampliação dessas situações. Exercido sob os aspectos político e financeiro.

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287.

Meios de controle legislativo:

a. Comissão Parlamentar de Inquérito: tem por objetivo apurar fato certo ocorrido no âmbito administrativo, com poderes de investigação próprios das autoridades judiciais, além de outros previstos nos regimentos das respectivas Casas. A CPI não tem poder sancionatório, mas apenas investigatório, e seus atos são suscetíveis de revisão judicial. Pode a CPI, mediante decisão fundamentada:

I. convocar testemunhas e investigados para depor;

II. quebrar o sigilo bancário, fiscal e telefônico de pessoa – física ou jurídica – sob a sua investigação;

III. requisitar informações e documentos de repartições públicas. É defeso à CPI:

I. editar leis;

II. decretar: busca e apreensão domiciliar de documentos, interceptação telefônica (escuta), proibição de o investigado se ausentar do país, proibição de o investigado se comunicar com o seu advogado durante a sua inquirição, seqüestro ou indisponibilidade de bens, prisão, exceto em flagrante delito;

III. exigir de testemunha que responda a pergunta que não tenha pertinência com o objeto da CPI ou que envolva assunto protegido pelo sigilo profissional;

IV. convocar magistrados para manifestação acerca de sua atividade juridicional.

b. convocação de autoridades e pedido de informação: a Câmara dos Deputados e o Senado Federal, ou qualquer de suas Comissões, poderão convocar Ministro de Estado ou quaisquer titulares de órgãos diretamente subordinados à Presidência da República para prestarem, pessoalmente, informações sobre assunto previamente determinado. c. participação na função administrativa: apesar de essa atividade ser típica do Executivo, por vezes a Constituição cita a necessidade de aprovação ou autorização pelo Legislativo, de atos praticados por aquele Poder.

d. função jurisdicional: em casos específicos, foi prevista a competência do Poder Legislativo para fazer alguns julgamentos, como é o caso das contas presidenciais pelo Congresso Nacional; do Presidente e do Vice-Presidente da República, dos Ministros do Supremo Tribunal Federal, dos membros do Conselho Nacional de Justiça e do Conselho Nacional do Ministério Público, do Procurador-

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Geral da República e do Advogado-Geral da União nos crimes de responsabilidade.

e. fiscalização contábil, financeira e orçamentária: ao Congresso Nacional, com o auxílio do Tribunal de Contas da União, cabe exercer a fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial da União e das entidades da administração direta e indireta. O controle é de legalidade, legitimidade, economicidade e quanto à aplicação das subvenções e renúncia de receitas.

f. sustação de atos normativos: cabe aos chefes do Poder Executivo federal, municipal e estadual a edição de normas gerais e abstratas que, em complemento da lei, a explicam, dando sua correta aplicabilidade. O ato emitido com base no Poder Regulamentar visa garantir a fiel execução da lei, não podendo ser contra tal lei, tampouco cuidar de assunto não tratado por ela. Em sendo ultrapassados os limites legais, cabe sustação desse ato normativo pelo Poder Legislativo. Relembre-se que, sobre determinadas matérias, a CF/88, após a EC nº 32/2001, possibilitou a expedição de Decretos autônomos, não submetidos a essas limitações legais.

288.

O controle judicial é aquele exercido pelo Judiciário sobre atos

administrativos emanados de qualquer dos Poderes, inclusive dele mesmo,

quando no exercício de suas atividades administrativas, verificando a

legalidade dos mesmos, de forma a preservar os direitos das pessoas.

289.

Quando a Administração Pública faz parte de uma ação judicial, tem uma série de privilégios próprios, advindos do regime jurídico administrativo. Citem-se alguns deles:

a. juízo privativo: a Administração Pública Federal tem um foro próprio, especializado nas causas em que seja autora, ré, assistente ou oponente. Inclui União, entidade autárquica ou empresa pública federal, mas exclui as sociedades de economia mista e fundações públicas de direito privado. Exclui também as ações relativas à falência, acidentes de trabalho e as sujeitas à Justiça Eleitoral e à Justiça do Trabalho.

b. prazos ampliados: “computar-se-á em quádruplo o prazo para contestar e em dobro para recorrer quando a parte for a Fazenda Pública ou o Ministério Público”. As autarquias e as fundações públicas receberam idêntico tratamento.

c. duplo grau de jurisdição obrigatório: a sentença está sujeita ao duplo grau de jurisdição, não produzindo efeito senão depois de confirmada pelo tribunal, quando proferida contra a União, o Estado, o Distrito Federal, o Município, e as respectivas autarquias e fundações de direito público ou julgar procedentes, no todo ou em parte, os embargos à execução de dívida ativa da Fazenda Pública. Por outro lado, “não

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estão sujeitas ao duplo grau de jurisdição obrigatório as sentenças proferidas contra a União, suas autarquias e fundações públicas, quando, a respeito da controvérsia, o Advogado-Geral da União ou outro órgão administrativo competente houver editado súmula ou instrução normativa determinando a não-interposição de recurso voluntário”.

d. processo de execução próprio: com exceção dos créditos de natureza alimentícia e daqueles definidos como de pequeno valor, os pagamentos devidos pela Fazenda Federal, Estadual ou Municipal, em virtude de sentença judiciária, far-se-ão exclusivamente na ordem cronológica de apresentação dos precatórios e à conta dos créditos respectivos.

e. restrições à concessão de liminar, à tutela antecipada e à

execução provisória: em alguns casos específicos previstos na

legislação, não é possível ao juiz conceder liminar ou antecipação de tutela contrária à Administração Pública.

290.

Os meios de controle judicial são conhecidos como “remédios constitucionais”.

291.

O “Habeas Corpus” tem por escopo proteger a liberdade individual de locomoção (direito de ir, vir, ficar, permanecer).

292.

Espécies de HC:

a. preventivo: também dito salvo conduto, utilizado quando alguém estiver sendo ameaçado de sofrer violência ou coação em sua liberdade de locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder;

b. liberatório: ou repressivo, ajuizado quando já tiver sofrido violência ou coação em sua liberdade de locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder, de forma a fazer cessar essa limitação irregular à liberdade de locomoção.

293.

O “Habeas Data” é ação constitucional gratuita, destinada a assegurar o conhecimento de informações relativas à pessoa do impetrante, constantes de registros ou bancos de dados de entidades governamentais ou de caráter público, retificação de dados e, nos termos do art. 7º, III, da Lei nº 9.507/97, anotação nos assentamentos do interessado, de contestação ou explicação sobre dado verdadeiro, mas justificável, e que esteja sob pendência judicial ou amigável.

294.

Não cabe o “habeas data” se não houve recusa de informações por parte da autoridade administrativa (CF, art. 5º, LXXII, letra ‘a’).

295.

O Mandado de Segurança visa à proteção de direito líquido e certo em face de ilegalidade ou abuso de poder, quando o responsável é

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autoridade pública ou agente de pessoa jurídica no exercício de atribuições do Poder Público.

296.

Direito líquido e certo é aquele verificável de plano, com

documentação inequívoca, apresentada logo na impetração da ação, ou seja, as provas devem ser pré-constituídas. Deve ser manifesto na sua existência, delimitado na sua extensão e exercitável quando do ajuizamento.

297.

Ilegalidade e abuso de poder designam, respectivamente, a violação

da norma jurídica no ato vinculado e o transbordamento dos limites da discricionariedade, nos atos que admitem certa liberdade da autoridade quanto ao exame de sua conveniência e/ou oportunidade (mérito administrativo).

298.

Autoridade é a pessoa que praticou o ato ou o ordenou. Podem ser

‘autoridade’, para o fim de ser parte passiva, não só aqueles que exerçam funções nos entes federados (União, Estados, Municípios, Distrito Federal), mas também os administradores ou representantes de autarquias, paraestatais e pessoas naturais ou jurídicas com funções delegadas, nos termos do texto constitucional.

299.

São espécies de MS:

a. preventivo: utilizado quando houver ameaça ao direito líquido e certo do impetrante, por ato ainda não praticado, como, por exemplo, para impedir que autoridade tributária venha a exigir tributo indevido; b. repressivo: ajuizado quando se faça necessário reverter ato ilegal ou com abuso de poder, já cometido.

300.

O prazo para interposição do Mandado de Segurança é decadencial de 120 (cento e vinte) dias, contados do dia em que o interessado tem conhecimento do ato violador de seu direito líquido e certo.

301.

É possível a concessão de liminar em Mandado de Segurança, a pedido, suspendendo o ato que deu motivo à impetração, quando for relevante o fundamento e do ato impugnado puder resultar a ineficácia da medida, caso seja deferida. Dois são os requisitos:

a. “fummus boni iuris” (fumaça do bom direito): indícios de direito, é dizer, relevância do fundamento e plausibilidade do pedido;

b. “periculum in mora” (perigo na demora): possibilidade de a lesão tornar-se irreversível ou ineficácia da medida em face da demora.

302.

Não cabe Mandado de Segurança, entre outros:

a. lei em tese;

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c. atos legislativos interna corporis; d. atos jurisdicionais do STF;

e. extensão de vantagens pecuniárias concedidas a uma categoria para outra;

f. ato de que caiba recurso administrativo com efeito suspensivo; g. ato judicial passível de recurso, desde que com efeito suspensivo; h. ato disciplinar, exceto se praticado por autoridade incompetente ou com inobservância de formalidade essencial.

303.

O mandado de segurança coletivo pode ser impetrado por: a. partido político com representação no Congresso Nacional;

b. organização sindical, entidade de classe ou associação legalmente constituída e em funcionamento há pelo menos um ano, em defesa dos interesses de seus membros ou associados.

304.

O Mandado de Injunção surgiu para impedir que a falta de norma regulamentadora tornasse inviável o exercício dos direitos e liberdades constitucionais e das prerrogativas inerentes à nacionalidade, à soberania e à cidadania, sendo possível a concessão de liminar.

305.

A Ação Popular, que segue o rito ordinário, pode ser impetrada por qualquer cidadão para anular ato lesivo ao patrimônio público ou entidade de que o Estado participe, à moralidade administrativa, ao meio ambiente ou ao patrimônio histórico e cultural.

306.

Requisitos da Ação Popular:

a. interposta por cidadão: é aquele titular de direitos políticos, inclusive o maior de 16 anos, que pode votar, e o português equiparado, que também goze de seus direitos políticos. Justifica-se essa limitação através do princípio da simetria, uma vez que só o cidadão pode eleger seus representantes, só ele pode fiscalizar seus atos por meio desse tipo de ação;

b. existência de ato ilegal ou ilegítimo, independente de haver prejuízo financeiro. A ilegalidade do comportamento, por si só, causa o dano. Dispensável a existência de lesão. É possível a concessão de medida

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CAPÍTULO IX

LICITAÇÕES

307.

Licitação é um procedimento administrativo que objetiva a seleção da

melhor proposta entre aquelas apresentadas, seguindo as regras objetivas do certame, respeitada a isonomia entre os participantes.

308.

Todos os entes da federação foram abarcados pelas “normas gerais” fixadas pela Lei nº 8.666/1.993.

309.

A licitação destina-se a garantir a observância do princípio

constitucional da isonomia e a selecionar a proposta mais vantajosa

para a Administração.

310.

Princípios: a. legalidade; b. impessoalidade; c. moralidade; d. igualdade; e. publicidade; f. probidade administrativa;

g. vinculação ao instrumento convocatório; h. julgamento objetivo.

311.

Outros princípios doutrinários:

a. padronização; b. competitividade;

c. adjudicação obrigatória ao vencedor; d. fiscalização da licitação.

312.

É obrigatória a licitação para os contratos de obras, serviços,

compras e alienações, além de concessão e permissão de serviços públicos.

313.

Em resumo, temos o seguinte:

a. como regra, é obrigatória a licitação;

b. por exceção pode haver inexigibilidade e dispensa. Esta é dividida em: dispensável e dispensada. Os atos administrativos deverão ser

50 motivados sempre que se dispense ou declare a inexigibilidade de

processo licitatório:

I. inexigível: é a licitação quando não é possível a competição.

A Lei enumera alguns exemplos, deixando tal rol em aberto (art. 25: fornecedor único, serviços técnicos profissionais, exceto nos casos de serviços de publicidade e divulgação, contratação de artistas consagrados). Três são os requisitos: serviço elencado no art. 13 (estudos, projetos, pareceres, perícias, avaliações, assessorias, consultorias, auditorias, fiscalização, supervisão ou gerenciamento de obras ou serviços, patrocínio ou defesa de causas judiciais ou administrativas, treinamento, restauração de obras de arte ...), ter natureza singular e ser realizado por profissional ou empresa de notória especialização;

II. dispensa: há possibilidade de licitação, mas a Lei libera a Administração desse dever. O rol é taxativo, exaustivo, não

podendo ser ampliado pela Administração;

III. dispensável: a Lei autoriza a dispensa, ficando a critério do

responsável (art. 24: pequeno valor, situações emergenciais, intervenção da União no domínio econômico, gêneros perecíveis ...);

IV. dispensada: a Lei diretamente a dispensa, não cabendo outro

caminho (art. 17). art. 17, “numerus clausus”, e se referem a bens,

móveis e imóveis.

314.

Modalidades de licitação: a. concorrência; b. tomada de preços; c. convite; d. concurso; e. leilão; f. pregão; g. consulta.

315.

Tipos de licitação (regra geral):

a. menor preço; b. melhor técnica; c. técnica e preço;

51

316.

Limites tendo em vista o valor estimado da contratação:

a. obras e serviços de engenharia: I. convite - até R$ 150.000,00;

II. tomada de preços - até R$ 1.500.000,00; III. concorrência - acima de R$ 1.500.000,00. b. compras e serviços não referidos no item anterior:

I. convite - até R$ 80.000,00;

II. tomada de preços - até R$ 650.000,00; III. concorrência - acima de R$ 650.000,00

317.

Onde cabe convite, pode-se usar a tomada de preços ou a concorrência; onde cabe a tomada de preços, pode-se usar a concorrência.

318.

Concorrência é a modalidade de licitação entre quaisquer

interessados que, na fase inicial de habilitação preliminar, comprovem possuir os requisitos mínimos de qualificação exigidos no edital para execução de seu objeto; é a modalidade mais solene.

319.

Características:

a. destina-se a contratos de grande vulto, registro de preços, alienações imobiliárias, concessões de uso, de serviço e obra pública;

b. ampla publicidade;

c. participação de qualquer interessado; d. habilitação no início do procedimento.

320.

Tomada de preços é a modalidade de licitação entre interessados

devidamente cadastrados ou que atenderem a todas as condições exigidas para cadastramento até o terceiro dia anterior à data do recebimento das propostas, observada a necessária qualificação.

321.

Características:

a. destina-se a contratos de vulto médio;

b. participação exclusiva de interessados previamente cadastrados ou habilitados até o terceiro dia anterior à data do recebimento das propostas, preenchidas todas as condições exigidas para cadastramento;

c. ampla publicidade;

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322.

Convite é a modalidade de licitação entre interessados do ramo

pertinente ao seu objeto, cadastrados ou não, escolhidos e convidados em número mínimo de 3 (três) pela unidade administrativa, a qual afixará, em local apropriado, cópia do instrumento convocatório e o estenderá aos demais cadastrados na correspondente especialidade que manifestarem seu interesse com antecedência de até 24 (vinte e quatro) horas da apresentação das propostas. É a modalidade mais simples, criada para fazer face aos

contratos de menor valor, podendo ser substituída pela tomada de preço

ou pela concorrência, se assim desejar a autoridade competente (art. 23, § 4º).

323.

Características:

a. destina-se a contratos de pequeno valor;

b. presença de três licitantes, no mínimo, escolhidos pela Administração;

c. possível a participação de qualquer interessado cadastrado na correspondente especialidade, desde que manifeste seu interesse com antecedência de até 24 (vinte e quatro) horas da apresentação das propostas;

d. a habilitação é presumida;

e. dispensada publicidade em diário oficial.

324.

Concurso é a modalidade de licitação entre quaisquer interessados

para escolha de trabalho técnico, científico ou artístico, mediante a instituição de prêmios ou remuneração aos vencedores, conforme critérios constantes de edital publicado na imprensa oficial com antecedência mínima de 45 (quarenta e cinco) dias.

325.

Características:

a. destina-se à escolha de trabalho técnico, científico ou artístico; b. participação de qualquer interessado;

c. outorga de prêmios ou remuneração aos vencedores; d. ampla publicidade;

e. exige regulamento próprio e comissão de julgamento especial.

326.

Leilão é a modalidade de licitação entre quaisquer interessados para a

venda de bens móveis inservíveis para a Administração ou de produtos

legalmente apreendidos ou penhorados, ou para a alienação de bens imóveis da Administração Pública, cuja aquisição haja derivado de procedimentos judiciais ou de dação em pagamento, a quem oferecer o maior lance, igual ou superior ao valor da avaliação.

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327.

Características:

a. destina-se à venda de bens móveis inservíveis, produtos legalmente apreendidos ou penhorados, alienação de bens imóveis cuja aquisição haja derivado de procedimentos judiciais ou de dação em pagamento; b. participação de qualquer interessado;

c. ampla publicidade;

d. em regra, dispensada a habilitação.

328.

Pregão é a modalidade de licitação em que a disputa pelo

fornecimento de bens ou serviços comuns é feita em sessão pública, por meio de propostas de preços escritas e lances verbais.

329.

Características:

a. para aquisição de bens e execução de serviços comuns; b. critério de menor preço;

c. inversão da ordem de abertura dos envelopes: primeiro das ofertas, depois da habilitação;

d. existência de propostas escritas e lances verbais.

330.

Consulta:

a. modalidade criada para atender às peculiaridades das Agências

Reguladoras;

b. objeto: fornecimento de bens e serviços não compreendidos entre os casos de pregão previsto na Lei.

331.

Quanto às exigências gerais nas licitações, são vedadas: a. garantia de proposta;

b. aquisição do edital pelos licitantes, como condição para participação no certame;

c. pagamento de taxas e emolumentos, salvo os referentes a fornecimento do edital, que não serão superiores ao custo de sua reprodução gráfica, e aos custos de utilização de recursos de tecnologia da informação, quando for o caso.

332.

Procedimento é a seqüência de atos preparatórios para atingir um

objetivo final, um ato administrativo. A licitação consiste num procedimento composto de uma série de atos e fatos, tanto da Administração quanto do licitante.

333.

Comissão permanente ou especial: composta de, no mínimo, 3

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