O FRUTO DO ESPIRITO SANTO
AS BÊNÇÃOS DA JUSTIFICAÇÃO Introdução
C. O crente espiritual – que vive e anda segundo o Espírito (1 Co 2.15; 3.1).
Nos vs.14-25 o apóstolo descreve o segundo tipo de pessoa, isto é, aquele que tenta viver uma vida boa, mas pela sua própria força, isto seria ou um judeu que conhece a lei e procura viver de acordo com ela, ou um crente carnal, que conhece o bem e que faze-lo, mas não consegue; odeia o pecado, mas é dominado por ele. No crente carnal, a sua natureza não pode pecar (1 Jo. 3.9); daí o conflito (vs. 15,19). O reconhecimento do seu estado desesperador o leva a exclamar: “Desaventurado o homem que eu sou” (v.24).
Devemos notar que ele não pergunta “O que me livrará?”, mas sim, “Quem me livrará?”. O libertador só pode ser uma pessoa. A liberdade do pecado é alcançada pelo Senhor Jesus, portanto: “Graças a Deus por Jesus Cristo Nosso Senhor” (v.25), por Quem, e unicamente por Quem, alcançaremos a vitória que é tão gloriosamente possível aos que estão em Cristo Jesus.
Pastor, Capelão e Juiz de Paz Eclesiástico: Odilon Gonzaga de Campos Treinamento de Obreiro pág: 126
Introdução:
Este capítulo que começa com “Nenhuma condenação” e termina com “nenhuma separação” é não só o centro lógico da epístola, mas o âmago da carta. O seu assunto é “A Vida Vitoriosa no poder do Espírito Santo”; em outras palavras: “A Santificação”.
Devemos de início distinguir os dois sentidos da palavra “santificar”.
1. O seu sentido primitivo foi “separar para Deus”, e refere-se portanto à POSIÇÃO ... separação.
2. O seu sentido secundária é “tornar puro, santo, limpo”, e portanto refere-se à CONDIÇÃO ... procedimento.
O dois sentidos da palavra são intimamente ligados, porque separação para Deus implica separação do pecado, mas os sentimentos são diferentes e daí a divergência que se nota muitas vezes entre a posição e procedimento do crente.
Agora podemos compreender melhor o ensino de Romanos 6 a 8:
1. O cap. 6 nos ensina o princípio da santificação que é a nossa identidade com Cristo na Sua morte, sepultamento e ressurreição. Trata- se da nossa POSIÇÃO diante de Deus, que é perfeita e completa.
2. O cap. 7 nos mostra a prática da santificação, com a tentativa do homem para alcançar a santificação pelos seus próprios esforços e a derrota inevitável do esforço humano.
3. O cap. 8 ensina o segredo da santificação, viver a vida vitoriosa pela Pessoa e presença do Espírito Santo, experimentar o Seu poder em nossas vidas.
I – A vida em Cristo (Rm. 8.1-4)
Nestes primeiros versículos, Paulo resume o que já ensinou nos capítulos 5 a 7 e o que ainda ensinará no capítulo 8. Vejamos:
1. Verso 1 é um sumário do ensino do capítulo 5
A condenação do pecador é completamente removida em Cristo, pois somos justificados pela fé. A palavra “condenação” usada aqui não é somente um termo referente ao criminoso, mas também um termo civil e legal usado quando um terreno não está completamente livre, mas em hipoteca ou alguma outra coisa do passado que pesa no presente. “Em Cristo” estamos seguros, a mão morta do passado não nos pode alcançar; os “documentos” da nossa herança espiritual estão em ordem. Aleluia!
2. Verso 2 é um sumário do ensino do capítulo 6 – “Em Cristo”
NEle somos libertos da lei do pecado e da morte. A lei do Espírito é o novo princípio que governa o crente.
3. Verso 3 é um sumário do ensino do capítulo 7
Vemos aqui a triste situação descrita, a impossibilidade da lei em conseguir a nossa salvação, pois ela exige obediência absoluta, mas homem é carnal, não pode obedecê-la; portanto a lei é “enferma pela carne”.
4. Verso 4 é um sumário do ensino do capítulo 8
Mostra a possibilidade da santificação quando se anda “segundo o Espírito”, isto é, no poder do Espírito Santo. Este é o alvo de Deus para nós (Cl. 1.22; Ef. 2.10). Deus mandou Seu filho para que a Sua justiça possa se tornar uma experiência “em nós” na medida em que rejeitamos a carne e aceitamos andar “segundo o Espírito”. Esta é a “Vida em Cristo”.
Pastor, Capelão e Juiz de Paz Eclesiástico: Odilon Gonzaga de Campos Treinamento de Obreiro pág: 127
II – A vida vitoriosa pelo Espírito (Rm. 8.5-11)
Falando da vida vitoriosa pelo Espírito, Paulo compara o “homem em Cristo” com o homem do cap. 7.14-25, dando-nos quatro contrastes:
1. Os dois Princípios (v.5)
No cap. 7 o combate é entre o “eu” e a “carne”, enquanto no capítulo temos outro combate: o “eu” nem mais aparece, pois o combate é agora entre “as coisas da carne” e as “coisa do Espírito”. Agora é o Espírito que resiste e derrota o pecado. Há ainda duas naturezas adâmica e a nova natureza que recebemos ao aceitar a Cristo, mas o “eu” não precisa estar envolvido nesta luta e portanto há paz.
Nota: Enquanto o “eu” aparece 30 vezes no capítulo 7, o Espírito Santo é mencionado 20 vezes no capítulo 8.
2. As duas tendências (v.5), ou para a “carne” ou para o Espírito.
“Carne” é a natureza pecaminosa e o seu pendor é sempre contra Deus (v.7). Cabe a nós escolher qual vai ser a tendência dominante da nossa vida, e qual destes dois princípios vai nos dirigir.
3. Os dois resultados (vs.6-8), ou “morte” ou “vida e paz”.
Que diferença! O v.7 nos dá uma definição de “morte” como “inimizade contra Deus”, pois ela não se sujeita à lei de Deus, mas vive em rebeldia contra Ele. O “velho homem” pode ser educado e treinado, e mesmo tornar-se religioso, mas é ainda incapaz de viver uma vida santa (v.8). Por isso “é necessário nascer de novo” (Jo. 3.7).
4. As duas esferas de ação (vs.9-11)
Devemos notar a mudança nos termos: de “segunda a carne” (v.4), que se refere a um padrão de vida, para “na carne” (vs.8,9), que fala da esfera de ação. “Vós, porém...” – que contraste! Que privilégio! Chegamos a esta condição, não pelos esforços, mas pela virtude do Espírito Santo que habita em nós. Cristo, havendo ganho a batalha por nós, agora habitando em nós pelo Seu Espírito, ganha a batalha em nós. Pela Sua presença, o pecado e a morte cedem lugar à justiça e à vida.
Notemos o auxilio do Espírito Santo ensinado aqui:
A. Em Cristo Ele nos liberta da condenação do pecado (vs.1-2);