• Nenhum resultado encontrado

F R A N C H I S I N G (Franquia) O Franchising (franquia) autoriza e obriga o que o recebe (franqueado) a usar, sob condição de constante suporte técnico e econômico do franqueador:

• Serviços da marca e outras propriedades industriais, bem como o seu know-how;

• O franqueado é autorizado a aplicar, durante o período especificado no contrato, os métodos técnicos e tecnológicos do franqueador, contra pagamento direto ou indireto. Tem de proteger os interesses coletivos, assim como o bom nome da rede de franchise (franquia).

Especificações do Franchising

1

O franqueador é o originador da rede de franchise (franquia), que consiste no franqueador e de vários franqueados, e é seu líder de longo prazo. O franqueador providencia treinamentos ao franqueado.

2

As obrigações do franqueador são de desenvolver um conceito baseado ao menos em uma empresa construída

por ele. O franqueado é um usuário legal do nome

de uma empresa e de seus detalhes organizacionais.

3

O franqueado tem a obrigação de trabalhar no desenvolvimento da sua organização franqueada.

P

ág

in

a

59

Escalando através de relações formais com outros fornecedores 1. Afiliação com outros stakeholders

Novas organizações podem aumentar seu impacto social e crescer se formarem parcerias exclusivas com outras organizações. Essas parcerias podem definir várias formas e modelos de colaboração. Por exemplo, no caso de afiliação, a organização originadora mantém quase inteiramente suas características, enquanto as afiliadas mantêm sua autonomia apenas em termos de trabalho interno e recrutamento.

2. Adoção pelo governo

Adoção pelo governo é outra forma de levar um empreendimento social bem sucedido e aplicá-lo em uma escala muito maior. A organização independente pode demonstrar as melhores práticas em determinada área. O governo pode facilitar a adoção dessas práticas e inovações para uma ampla implementação.

3. Advocacy e formulação de políticas

Influenciar a forma como as coisas são feitas fora do seu empreendimento pode ser visto como uma etapa final de escalar seu impacto. Isso inclui definir novas tendências e mudanças de comportamento e mudar o comportamento de utilizadores e outros stakeholders e criar uma plataforma de defesa (advocacy) para induzir mais mudanças, até mesmo ao nível legislativo. Você pode unir forças com outros stakeholders para fazer lobby por mudanças nas políticas, ou para alocação de recursos em um nível social mais amplo. Criar e disseminar conhecimento é outra forma de propagar informação, ideias e know-how.

Acesso aberto e disseminação de boas práticas Treinamento e cursos acreditados

Novas organizações sociais podem aumentar seu impacto na comunidade através do treinamento de outras organizações e melhorando a qualidade do produto. Isso pode fazer parte de cursos oficialmente credenciados, ou de cursos mais específicos oferecidos para um tópico específico pela própria equipe da organização social.

Networks desenhados para compartilhar boas práticas

A troca de conhecimentos através de networks pode ser informal, ou formalizada. Isso inclui organizar fóruns que reúnam decisores e outros stakeholders e publicar constatações, resultados e pontos de vista. É também uma forma de compartilhar boas práticas.

P

ág

in

a

60

As organizações sociais podem usar seus recursos e experiência para fornecer materiais de fonte-aberta - manuais, guias, visualizações e outros materiais de treinamento. Isso pode alcançar um grande número de organizações.

Ameaças de expansão

O crescimento do empreendimento social representa uma oportunidade, mas também um conjunto de ameaças e nem sempre é a melhor decisão. Na verdade, crescer muito rápido pode levá-lo para fora dos trilhos, apresentando riscos de burocracia, ineficiências e maior distância entre a gerência e a linha da frente (empregados, comunidade, voluntários e utilizadores finais). Às vezes, a expansão também coloca a qualidade do trabalho em risco, resultando em reduções a longo- prazo. O crescimento também pode sobrecarregar os recursos e comprometer a viabilidade da organização e assim diminuir a sua chance de sucesso. É de extrema importância distinguir se o momento é bom para o crescimento, ou se a consolidação pode constituir uma melhor tática.

Finalmente, crescimento não significa maior impacto. Por exemplo, alcançar mais pessoas ou conseguir um maior volume de produção não significa necessariamente que suas metas sejam mais bem alcançadas, ou que as mudanças na sociedade foram para o melhor.

of Guidelines and Checklists

Informação necessária antes de escalar as operações:

✓ Sua organização é financeiramente viável? Os dados indicam que custos e receitas estão fluindo de acordo com suas projeções financeiras iniciais?

✓ Seu impacto social foi demonstrado? Os resultados do seu monitoramento inicial atingiram as metas de impacto social que você definiu antes do lançamento? ✓ O que o feedback coletado de seus clientes iniciais indica? Existe demanda e

satisfação com o produto ou serviço que você está oferecendo?

✓ Quais serão os requisitos técnicos e administrativos necessários para escalar? Que recursos físicos e financeiros são necessários? Você dispõe desses recursos? ✓ Que tensões isso colocará em seu empreendimento e que investimentos você precisa fazer antecipadamente para garantir que sua organização possa lidar com essas tensões?

✓ Já considerou os riscos da expansão? Existem diferentes considerações PESTEL em seu mercado? Que passos pode tomar para abordar estas ameaças mitigar risco?

✓ Considere também quais novos ativos podem se encontrar disponíveis para você em seus novos sites operacionais. Revisite, continue e construa sobre seu processo inicial de cocriação a cada passo da expansão. Esse é o investimento número 1 que pode fazer e o ajudará a garantir o seu sucesso.

P

ág

in

a

61

Guia “Jovem Empreendedor Social – Orientações e Checklists”

Atividades para os leitores

Assista o vídeo

Christine Clifford: Selling the Invisible: Four Keys To Selling

Services (Vendendo O Invisível: Quatro Chaves Para Vender Serviços

https://www.youtube.com/watch?v=4HdA924aqbM

Responda às perguntas

Quais são as 3 razões pelas quais as pessoas compram/incluem/usam o seu produto ou serviço?

Inicie uma pesquisa

Que tipo de grupos você incluirá na sua pesquisa para entender a atitude dos clientes ao seu produto/serviço? Descreva os grupos e motive a escolha.

Assista o vídeo

Jenifer Willing: How Can "Traditional" Business Use Partnerships to Scale and Create Social Impact? (Como Podem Os Negócios ``Tradicionais´´ Usar Parcerias Para Escalar e Criar Impacto Social)://youtu.be/fOprCKDHPks

Responda as questões

O que/Quem o inspira? Descreva esse fenômeno / personalidade Que qualidades você tem? Faça uma lista.

Inicie uma pesquisa

Pesquise que outros empreendedores e empresas se encontram trabalhando no mesmo ramo que você escolheu. Examine os seus produtos e serviços. Faça listas dos componentes mais e menos úteis dos produtos / serviços.

1

4 2

P

ág

in

a

62

Teste de autoavaliação: “Escalando uma Organização Empresarial Social” 1. O que o termo ``escalar a ES Startup´´ significa?

a) Escalar é uma situação de expansão de pesquisa do produto da empresa. b) Escalar é um período inicial de melhores vendas.

c) Escalar é um processo de crescimento interno e externo da empresa. d) Escalar é um programa para desenvolvimento interno da equipe. 2. Como usar o “know-how” para escalar a ES Startup?

a) A ES usa o know-how para criar recurso de acesso aberto para treinamento. b) A ES usa o know-how para aumentar o impacto social para mudança social. c) A ES usa o know-how para tomar decisões baseadas em evidências.

d) A ES usa o know-how para formalizar relacionamentos com a concorrência. 3. Diversificação é:

a) Processo de variação de atividades e recursos. b) Situação de transferência de conhecimento. c) Redistribuição de recursos.

d) Desenvolvimento de um plano de cinco anos.

4. Podemos usar franchising e abrir recursos ao mesmo tempo em que fazemos crescer a empresa?

a) Sim, ambas as abordagens se complementam e todos podem usar a metodologia especial da ES.

b) Sim, fontes abertas podem ser usadas em treinamentos.

c) Não, se a equipe da ES gerenciar empresas de franchising para crescer, os recursos abertos revelarão o know-how da ES.

d) Não, em situações de franchise os recursos abertos e treinamento aberto aumentarão a concorrência. Chave Questão Resposta 1. c 2. b 3. a 5. c

P

ág

in

a

P

ág

in

a

64

Referências e recursos de autoestudo

Ahlert, D., Ahlert, M., Duon Dinh, H.V., Fleisch, H., Heußler, T., Kilee, L. & Meuter, J., 2008. Social Franchising: A Way of Systematic Replication to Increase Social Impact (franchising Social: Uma Forma de Replicação Sistemática para Aumentar o Impacto Social), Bundesverband Deutscher Stiftungen, Berlin.

Bradach, J., 2003. Going to Scale The Challenge of Replicating Social Programs (Escalando o Desafio de Replicar Programas Sociais), Stanford Social Innovation Review, vol. 1, pp. 19–25. Capacity (2008) Social Enterprise: A childcare solution for London? Available at (Empresa Social: uma solução de acolhimento de crianças para Londres? Disponível em: http://www.capacityltd.org.uk/docs/Social_Enterprise_Report.pdf - acessado em 4 Janeiro 2012.

Dees, J.G., B.B. Anderson & J. Wei-Skillern, 2004. Scaling social impact (Escalando Impacto Social), in Stanford Social Innovation Review, vol. 1, pp. 24–32

Hoogendoorn, B., E.Pennings & A. Thurik, 2010. What do we know about social

entrepreneurship; an analysis of empirical research (O que sabemos de empreendedorismo

social; uma análise de pesquisa empírica), in International Review of Entrepreneurship, vol. 8, no. 2, pp. 71–112

Lyon, Fergus and Fernandez, Heather, 2012. Strategies for Scaling Up Social Enterprise:

Lessons from Early Years Providers (Estratégias para Escalar uma Empresa Social: Lições dos

Provedores dos Primeiros Anos), Social Enterprise Journal, vol.8, doi 10.1108/17508611211226593

http://www.esiiproject.eu/moduli/modulo-5/unit-1/?lang=bg

Martin, R.L. and Osberg, S. (2007), "Social entrepreneurship: The case for definition" (Empreendedorismo Social: o caso da definição), in Stanford Social Innovation Review, vol. 5, no. 2, pp. 27–39. Google Scholar

Nicholls, A. (2006) ‘Playing the Field; A New Approach to the Meaning of Social

Entrepreneurship (Uma Nova Abordagem para o Sentido de Empreendedorismo Social), Social

Enterprise Journal, Vol. 2, No. 1, pp. 1-5.

Pirson, M.& G.Bloom, 2011, Dancing with Wolves? Social Entrepreneurship Between Promise

and Challenge for the Business School and the 21st Century University (Dançando com Lobos?

Empreendedorismo Social Entre Promessa e Desafio para a Faculdade de Administração de Empresas e a Universidade do Século 21), SSRN: http://ssrn.com/abstract=1925868. Santos, F., 2009, A Positive Theory of Social Entrepreneurship (Uma Teoria Positiva de Empreendedorismo Social), INSEAD, Barcelona.

Tracey, P. and Jarvis, O. (2007) Toward a Theory of Social Venture Franchising,

Entrepreneurship: Theory & Practice (Em Direção a Uma Teoria do Franchising the

Empreendimentos Sociais: Teoria e Prática), Vol. 31, No. 5, pp. 667-685.

Waitzer, J.M.P. & R. Paul, 2011. Scaling Social Impact: When Everybody Contributes,

Everybody Wins (Escalando Impacto Social: Quando Todos Contribuem, Todos Ganham),

in Innovations: Technology, Governance, Globalization, vol. 6, no. 2, pp. 143–155.

SE-HUB projeto foi financiado com apoio da Comissão Europeia. Esta publicação reflete apenas a opinião do autor e a Comissão não deve ser responsabilizada por qualquer uso que possa ser feito da informação aqui contida.

Guia “Jovem Empreendedor Social – Orientações e Checklists”