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7. DISCUSSÃO

Os esforços para desenvolver uma vacina mais eficaz do que a BCG se fazem necessários devido à facilidade de disseminação do bacilo e cronicidade da doença. Muitos estudos que buscam uma vacina que seja mais eficaz do que a BCG baseiam-se em achados obtidos em avaliações da resposta imune em experimentos com animais. Modelos murinos e primatas são os mais utilizados, porém não refletem a ação imunológica gerada após a infecção pela micobactéria tuberculosa como ocorre em humanos (Acosta et al. 2011; Chen et al. 2009, 8; Cooper et al. 1993). No nosso estudo, foram avaliadas a produção de citocinas e a proliferação celular em indivíduos revacinados com BCG. A seleção de voluntários PPD negativos para participar do estudo foi determinante para a análise da resposta gerada pela vacina, já que este grupo não apresentou contato prévio com micobactérias e desta forma, a avaliação da resposta imune gerada foi direcionada à exposição à cepa vacinal oferecida como segunda dose. A idade dos indivíduos também foi um diferencial neste trabalho, pois a população jovem é a mais atingida pela tuberculose pulmonar e nesta faixa etária, a primo-vacinação oferecida após o nascimento já não protege mais o indivíduo. Entender as modificações do sistema imune pós-vacinação e a resposta celular que leva a proteção auxilia no desenho de novas vacinas, especialmente aquelas idealizadas para serem utilizadas como

prime-booster mantendo a vacina BCG neonatal.

É importante ressaltar que a população alvo do estudo já foi bem caracterizada em estudos epidemiológicos (Barreto et al. 2011; Rodrigues et al. 2005; Dantas et al. 2006). Neste trabalho controlamos fatores importantes potencialmente confundidores para a avaliação da resposta vacinal, tais como a exposição prévia a micobactérias ambientais e infecção latente através da avaliação do teste tuberculínico e exclusão dos voluntários positivos, status sócio-econômico (que reflete o estado nutricional e grau de exposição a micobactéria tuberculosa), idade, gênero, cepa vacinal utilizada na primeira e segunda doses (cepa BCG Moreau-RJ). A cepa vacinal BCG Moreau-RJ já foi previamente avaliada quanto a vários aspectos relevantes: perfil proteômico (Berrêdo-Pinho et al. 2011), sua utilização na imunização em massa no Brasil (Antas et al. 2008) e comparação com outras cepas quanto a inserção e deleções do genoma (Hayashi et al. 2009).

Este trabalho foi realizado em seguimento a estudo anterior do grupo (Barbosa et al. 2003), que avaliou a produção de citocinas em 136 crianças que foram revacinadas com BCG no contexto de um ensaio clínico realizado para avaliar a eficácia desta intervenção em duas capitais brasileiras (Barreto et al. 2002). Demonstrou-se importante participação do IFN-γ na resposta pós-vacinação e caracterizou-se dois grupos: indivíduos que antes da intervenção apresentavam baixa produção de IFN-γ tiveram aumento dos níveis pós revacinação e aqueles que apresentavam produção elevada antes mesmo da revacinação não apresentaram modificação na produção de IFN-γ após a revacinação. Também Black et al. mostraram o aumento da produção de IFN-γ pós vacinação com BCG em indivíduos previamente baixo produtores da citocina (Black et al. 2002).

Neste estudo, a proposta foi avaliar o grupo mais afetado pela doença pulmonar: jovens adultos. Nesta faixa etária não há mais proteção oferecida pela primo-vacinação e por isso o alvo de novas estratégias vacinais abrange a população adulta. Por ser um biomarcador em potencial, a produção de IFN-γ foi novamente avaliada e pudemos confirmar com os dados anteriores do grupo a relação entre baixa produção de IFN-γ antes da revacinação e aumento após intervenção. Os voluntários que apresentaram resposta de IFN-γ mais elevada no tempo de avaliação de 2 meses tenderam a manter uma resposta mais elevada 12 meses após a revacinação. Esta relação ficou clara a partir da avaliação da curva roc, que mostra que um aumento da produção de IFN-γ após a revacinação em pelo menos 3,3 vezes neste ponto de avaliação é capaz de prever que voluntários teriam produção de IFN-γ em doze meses entre as maiores do grupo revacinado e significativamente mais altas do que as do grupo controle. A dicotomia encontrada na resposta entre os voluntários revacinados reflete a atenção que deve ser observada nas pesquisas que envolvem o desenvolvimento de vacinas tornando-se fundamental compreender a ação das vacinas no organismo humano. Outro parâmetro avaliado nestes indivíduos foi a expansão de populações celulares que têm funções importantes na proteção contra a doença tuberculosa em trabalhos experimentais por desafio in vitro com micobactérias vacinais vivas.

A validação de biomarcadores para a avaliação de novos modelos vacinais é de suma importância para redução de custos e rapidez dos resultados. Testes que utilizam liberação do IFN-γ são baratos, fáceis de reproduzir e aplicar em larga

escala tanto no estudo de novas vacinas quanto na continuidade das avaliações, como no diagnóstico da TB e predição dos resultados clínicos.

A caracterização dos voluntários revacinados com alta resposta após a intervenção gerou a possibilidade de estudarmos proteínas selecionadas do bacilo vacinal, cujo reconhecimento estava associado especificamente a esta resposta, como candidatos em potencial para o desenvolvimento de vacinas contra tuberculose. As informações obtidas podem ser utilizadas na comunidade científica para modelo, caracterização e identificação de potenciais vacinas e testes diagnósticos, bem como para compreender a interação patógeno – hospedeiro (Vita et al. 2010). Buscamos identificar in silico o reconhecimento dessas estruturas proteicas através do complexo principal de histocompatibilidade, moléculas ligantes responsáveis por desencadear uma resposta imune protetora associada à produção de IFN-γ. Os epítopos avaliados no estudo são potencialmente reconhecidos por moléculas HLA-II humanas frequentes tanto na população brasileira quanto em outras populações endêmicas para tuberculose, podendo ser utilizados para confecção de vacinas profiláticas em combinação com vários peptídeos ou separadamente.

A nossa proposta não é utilizar as proteínas micobacterianas que foram reconhecidas pelos anticorpos dos voluntários com alta resposta, mas epítopos imunogênicos. A utilização desses epítopos imunogênicos ao invés de proteínas micobacterianas inteiras pode ser um diferencial importante. Pode-se pensar no desenvolvimento de uma vacina de fusão composta por diversos epítopos capazes de ativar a resposta imune celular e/ou humoral. Para uma boa resposta imune celular é essencial um eficiente processamento e apresentação de antígenos vacinais pelo MHC classe I e II. As vacinas utilizando fusão de proteínas poderão ser confeccionadas a partir da composição de um ou mais epítopos e se apresentarem combinadas com adjuvantes ou carreadores (micropartículas, nanopartículas ou esferas). A vacina de fusão com epítopos imunogênicos pode permitir melhor eficácia ao permitir estimular a resposta imune em maior proporção da população.

A associação entre o reconhecimento de proteínas específicas e a produção de mediadores no modelo humano de proteção conhecida contra o patógeno é uma estratégia diferenciada para a prospecção de candidatos para uma nova vacina contra a tuberculose. Esta proposta se encaixa no conceito de prospecção de candidatos de nova geração para vacinas contra a tuberculose baseadas na indução

de anticorpos, para a qual existe atualmente uma ausência de racional conforme explicitado na literatura (Brennan et al. 2012). Já existem discussões sobre o desenvolvimento de vacinas de forma inversa utilizando informações imunológicas e genômicas na identificação de proteínas ou peptídeos relevantes em propostas vacinais (Lemaire et al. 2012). Nossas perspectivas nesta linha estão voltadas para a validação da associação entre a produção de IFN-γ e eficácia vacinal, a validação das proteínas analisadas como imunogênicas frente às moléculas HLA identificadas em nova coorte de indivíduos revacinados, e a realização de testes de imunogenicidade dos epítopos obtidos em ensaios de produção de IFN-γ.

8. CONCLUSÕES

1. A razão da resposta de IFN-γ antes e após vacinação pode ser um importante parâmetro para avaliar a eficácia da resposta à vacina em modelos de vacinas em desenvolvimento.

2. A partir da identificação de voluntários com boa resposta vacinal é possível propor sequências proteicas micobacterianas que poderão ser utilizadas no desenvolvimento de vacinas de fusão contra tuberculose.

9. REFERÊNCIAS

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