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D EUTSCHE G ESELLSCHAFT FÜR N ACHHALTIGES B AUEN – DGNB

3. MÉTODOS DE AVALIAÇÃO DA SUSTENTABILIDADE

3.8. D EUTSCHE G ESELLSCHAFT FÜR N ACHHALTIGES B AUEN – DGNB

Na Alemanha, em 2007, foi criada a organização não governamental e sem fins lucrativos Deutsche

Gesellschaft für Nachhaltiges Bauen (DGNB e.V.), em português, Conselho Alemão para Edifícios

Sustentáveis. Esta entidade propôs promover a sustentabilidade, economia e eficiência dos edifícios, salvaguardando e equilibrando o ambiente e as mais-valias socioeconómicas. Neste âmbito, em 2009, divulgou o MASC com o mesmo nome, DGNB. Este sistema de avaliação e certificação ambiental voluntária foca-se em zonas urbanas e edifícios, públicos ou privados, tanto para construção nova como existente, analisando os respetivos ciclos de vida. É bastante flexível, podendo-se adaptar facilmente a diversos contextos internacionais. Assim, o DGNB conta, hoje em dia, com uma boa aceitação internacional, possuindo mais de 1200 membros por todo mundo e associando-se a mais de 100 organizações de apoio à sustentabilidade (DGNB, 2013).

Esta certificação ambiental para construções acarreta vários benefícios ambientais, sociais e económicos como (DGNB, 2013):

Melhorias na qualidade de vida dos utilizadores; Maior valorização no mercado;

Planeamento mais eficiente, com menores dispêndios de esforço e tempo nas operações; Informação explícita de produtos utilizados na construção, com vantagens para fornecedores; Otimização do desenvolvimento da construção, sob a perspetiva da sustentabilidade.

3.8.2.PROCEDIMENTOS DE APLICAÇÃO

Este MASC incorpora diversas categorias ambientais associadas a vários critérios com mais de 30 subcritérios para verificação. A metodologia para a classificação dos desempenhos ambientais adota princípios de análise e quantificação muito semelhantes ao sistema BREEAM e CASBEE. A cada

subcritério são atribuídos 10 pontos máximos correspondentes ao respetivo desempenho ambiental. A cada subcritério está associada uma percentagem de significância global, ou seja, um fator de ponderação que advém das importâncias percentuais atribuídas a cada categoria ambiental e respetivos critérios. Isto significa que o somatório das percentagens de relevância dos subcritérios de uma categoria é igual à relevância percentual que a mesma possui para o sistema de avaliação. Com isto, é possível a determinação do desempenho global das construções, sendo atribuída uma classificação que incide em três níveis distintos: Bronze, Prata ou Ouro (DGNB, 2013).

A certificação ambiental DGNB pode executar-se tanto nas fases de construção e operação, como na fase de conceção, admitindo-se, assim, uma pré-certificação. Todo o processo é elaborado de forma independente por profissionais DGNB altamente qualificados. Os auditores efetuam as avaliações DGNB mas não estão vinculados à organização com o mesmo nome. Esta última apenas verifica as análises dos auditores e aprova ou não as certificações ambientais. Outros intervenientes neste sistema são os consultores. Estes adequam-se ao contexto internacional, aconselhando proprietários e promotores sobre as melhores políticas e medidas a implementar para obter a certificação DGNB (DGNB, 2013).

O sistema DGNB, como já foi referido, demonstra uma enorme flexibilidade de aplicação. Esta característica está patente na grande diversidade de subsistemas DGNB, existentes e em desenvolvimento, que se diferencia pelo edificado existente ou construção nova e, mais detalhadamente, pela funcionalidade das construções. A estrutura deste método alemão ainda se encontra em construção, com muitos subsistemas em desenvolvimento. Todavia já existem vários concebidos, estruturando-se da seguinte forma (DGNB, 2013):

Parque Existente;

o Escritórios e Edifícios Administrativos. Construção Nova.

o Instalações de Ensino;

o Escritórios e Edifícios Administrativos; o Unidades Hoteleiras;

o Unidades Industriais; o Hospitais;

o Instalações Laboratoriais;

o Interior de Edifícios Habitacionais; o Conjunto de Edifícios Públicos; o Zonas Urbanas.

3.8.3.CATEGORIAS,PONDERAÇÕES E CLASSIFICAÇÃO

A existência de tamanha variedade de subsistemas DGNB implica que, para cada tipologia de edificado, exista um subsistema específico que se pode diferenciar dos outros ao nível dos fatores de ponderação de subcritérios ou mesmo, no caso da avaliação de zonas urbanas, possuir subcritérios próprios. Assim, são dados dois exemplos de subsistemas DGNB: Construção Nova de Escritórios e Edifícios Administrativos, e Construção Nova de Zonas Urbanas.

O subsistema DGNB Construção Nova de Escritórios e Edifícios Administrativos, além das vertentes ambientais e económicas, enquadra-se, significativamente, no conforto dos espaços, visto considerar este último fator como primordial para a motivação dos trabalhadores. A última versão deste subsistema está em vigor desde 2012 e apresenta 5 categorias constituídas por 10 critérios, estes

últimos constituídos por um total de 37 subcritérios (DGNB, 2012a). A sua visualização é possível no Anexo 1 (Tabela A1.14).

É necessário dar relevo aos subcritérios que não possuem nenhum peso na classificação em questão. A sua função é meramente valorativa para as categorias onde se inserem. A última categoria Qualidade do Local é, precisamente, um destes casos em que, o seu cumprimento visa apenas a valorização no mercado, sendo, no entanto, em alguns subsistemas, incluída no processo de classificação com importâncias específicas.

Para a atribuição da classificação final, são necessários cálculos com base nos fatores de ponderação percentuais de cada subcritério que passam numa primeira fase pela:

Divisão da pontuação atribuída pela pontuação máxima possível de cada subcritério, colocando o valor resultante em modo percentual;

Multiplicação deste valor percentual pelo seu respetivo fator de ponderação também percentual;

Somatório dos resultados anteriores dos subcritérios de cada categoria;

Divisão do valor determinado no último passo pelo somatório dos fatores de ponderação percentuais dos subcritérios de cada categoria.

O valor resultante desta primeira fase de cálculo indica o desempenho quantificado de cada categoria, designando-se por Índice de Desempenho Nominal. Este indicador é importante na classificação final DGNB, definindo requisitos mínimos que estão mais à frente demonstrados (Tabela 3.12).

Numa segunda fase, é, então, concluído o processo de cálculo, determinando-se o valor do indicador que estabelece a classificação final DGNB. O indicador denomina-se Índice de Desempenho Total e os procedimentos para a sua quantificação passam pela:

Multiplicação do Índice de Desempenho Nominal de cada categoria pelos respetivos fatores de ponderação, desta feita, não percentuais;

Após a operação anterior, são somados todos os valores determinados de cada categoria, quantificando-se, finalmente, o Índice de Desempenho Total.

A classificação final do DGNB é semelhante em todos os subsistemas e tem base nestes dois referidos indicadores, sendo que o Índice de Desempenho Total define a classificação final que terá de cumprir valores mínimos de Índice de Desempenho Nominal para as 5 primeiras categorias tratadas no sistema de avaliação respetivo (Tabela 3.12).

Tabela 3.12 – Níveis de classificação e respetivos requisitos exigenciais do sistema de avaliação DGNB (DGNB, 2013; DGNB, 2012a)

Índice de Desempenho Total Mínimo

Índice de Desempenho Nominal Mínimo das 5

Primeiras Categorias

Classificação DGNB

50% 35% Bronze

65% 50% Prata

80% 65% Ouro

O subsistema DGNB Construção Nova de Zonas Urbanas abrange tanto os espaços construídos privados como os espaços públicos, considerando diversas componentes como a flexibilidade de ocupação, ciclos de vida, mobilidade e questões de manutenção, conservação e limpeza. A última

versão deste subsistema está em vigor desde 2012 e apresenta 5 categorias constituídas por 14 critérios, estes últimos constituídos por um total de 45 subcritérios. A sua visualização é possível no Anexo 1 (Tabela A1.15).

As restantes características para quantificação de desempenhos e classificação final DGNB deste subsistema são em tudo semelhantes ao subsistema referido anteriormente para Construção Nova de Escritórios e Edifícios Administrativos.

3.9.SUSTAINABLE BUILDING TOOL PORTUGAL –SBTOOLPT