• Nenhum resultado encontrado

2 OBJETIVO

4.4 DADOS DO PERÍODO PÓS-NATAL: primíparas e RNs

Período pós-natal, pós-parto ou puerpério é o intervalo entre a dequitação e o retorno dos órgãos reprodutores da mulher ao seu estado não gravídico. Embora a duração deste período seja de seis semanas, este tempo varia entre as mulheres. É aceitável dividir este período que sucede ao parto em: pós-parto imediato, do primeiro ao 10º dia; pós-parto tardio, do 11º ao 45º dia e pós-parto remoto, além do 45º dia (MONTENEGRO et al., 2013).

Para o RN, este período corresponde ao período neonatal e inclui o tempo que vai do nascimento até o 28° dia de vida, quando o neonato atravessa uma fase de adaptações fisiológicas e comportamentais à vida extrauterina. Os

RNs a termo (acima de 37 semanas de gestação) realizam tais adaptações c om pouca ou nenhuma dificuldade (LOWDERMILK, 2013).

No presente estudo, este período foi considerado a partir o oitavo dia até 28 dias de vida.

Pelos dados apresentados no Quadro 4, foi constatado que uma mulher, que já tinha o diagnóstico de tromboembolismo, após nove dias de alta da maternidade evoluiu para embolia pulmonar. Nesse caso, foi necessário internação por 10 dias no centro de terapia intensiva e encaminhamento posterior para outra especialidade, para dar continuidade ao tratamento iniciado anteriormente. A alimentação do Rn com leite materno foi feita por quatro mulheres, seno que para outras quatro a alimentação foi mista (leite materno+artificial), e somente artificial para as demais.

Em relação aos RNs constatou-se que dois mesmo já tendo recebido alta do alojamento conjunto, precisaram ser internados novamente devido a complicações após a alta, como infecção urinária, desidratação, diarreia, alergia à lactose. Um mesmo RN pôde apresentar mais de uma complicação. Nos dois casos, os RNs foram internados por dois a quatro dias.

Quadro 4 – Dados do período pós- natal das primíparas e dos RNs. Variáveis Número Referentes às primíparas Complicações Não 9 Sim 1 Necessidade de Encaminhamentos Não 9 Sim 1 Alimentação do RN

Leite materno Exclusivo 4

Leite artificial 2 Mista 4 Referentes aos RNS Complicações Não 8 2 Sim Internação (N = 2) Dois dias 1 Quatro dias 1 Número de participantes 10

Para Dresang et al. (2008), o tromboembolismo é a principal causa de morte materna nos Estados Unidos. A gravidez é um fator de risco para trombose venosa profunda e o risco é ainda maior com uma história pessoal ou familiar de trombose ou trombofilia. Os sintomas clínicos de trombose venosa profunda podem ser sutis e, portanto, difíceis de serem distinguidos do edema gestacional. Os fatores de risco incluem idade superior a 35 anos, obesidade, multiparidade, história pessoal ou familiar, repouso prolongado no leito, imobilidade por problemas médicos (por exemplo, infecção grave, insuficiência cardíaca congestiva, síndrome nefrótica), pré-eclâmpsia, varizes graves, cirurgia, trauma e cesariana.

No Brasil, a prática do aleitamento materno tem ficado aquém das recomendações da OMS, que preconiza o uso exclusivo do leite materno durante os primeiros seis meses de vida. Depois deste período, deve ser complementado com outros alimentos, até dois anos de idade ou mais (WHO, 2002).

A prevalência de amamentação exclusiva em crianças brasileiras com menos de seis meses foi 41% em 2008, de acordo com a pesquisa de Prevalência de Aleitamento Materno nas Capitais Brasileiras e Distrito Federal. A situação foi similar em São Paulo – SP (39,1%), valores considerados "razoáveis", segundo a OMS (BRASIL, 2009).

Em estudo realizado em Londrina-PR, através de entrevistas com as mães, revelou que na primeira hora de vida, 72,5% dos RNs foram amamentados. Permaneceram em aleitamento materno exclusivo 33,8% dos RNs de zero a seis meses, 53,7% dos de quatro meses e 7,8% dos de seis meses. As mulheres que mais amamentaram tinham idade igual ou superior a 35 anos, escolaridade de terceiro grau, mais de um filho e estavam em licença-maternidade (SOUZA et al., 2012).

Na tentativa de se avaliar as causas do desmame precoce, foi desenvolvido estudo sobre aleitamento materno no Hospital Universitário de Brasília. Assim como o encontrado nas capitais brasileiras e Distrito Federal, verificou-se incremento no que diz respeito à duração do aleitamento, associado positivamente ao nível educacional materno mais elevado. Convém ressaltar, porém, que a duração observada no estudo ainda se encontra abaixo dos 180 dias recomendados pela OMS (BEZERRA et al., 2012).

reforçar e incentivar a promoção do aleitamento materno e da alimentação saudável para crianças menores de dois anos, a exemplo da “Amamenta e Alimenta Brasil”, lançada em 2012, como o objetivo de qualificar o processo de trabalho dos profissionais da atenção básica. Para efetivação da estratégia, os estados e municípios deverão se organizar para formar os profissionais da atenção básica por meio de duas ações: formação de tutores e oficinas de trabalho na UBS (BRASIL, 2013).

Sousa et aI. (2013) realizaram estudo na tentativa de identificar e sintetizar as práticas familiares relacionadas à manutenção da amamentação, que foram agrupadas em cinco categorias: 1) apoio emocional; 2) apoio instrumental; 3) apoio informativo; 4) apoio presencial; e 5) auto-apoio. Os resultados evidenciam que as práticas referidas como apoio, realizadas durante a amamentação, favorecem a manutenção da mesma por um período maior. Tais achados reforçam a necessidade da ampliação do cuidado da mulher, da criança e da família para que questões relacionadas às interações interpessoais possam ser mais enfocadas.

Considerando a presença de complicações em dois RNs, vale ressaltar que resultados de um estudo observacional transversal, realizado em cinco diferentes regiões geográficas do Brasil, com o objetivo de descrever a apresentação clínica e o estado nutricional de 9.478 crianças para detecção de sintomas sugestivos de alergia ao leite de vaca, destacaram que a alergia ao leite de vaca é o tipo de alergia alimentar mais comum em crianças, que geralmente se manifesta durante os primeiros meses de vida, com diagnóstico difícil. Os sintomas podem ser agudos, tais como vômitos, diarreia, sangue nas fezes e retardo do desenvolvimento da criança, levando à anemia (VIEIRA et al., 2010).

4.5 EXPERIÊNCIA DAS PRIMÍPARAS DIANTE DO FATO DE TEREM SIDO

Documentos relacionados