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DAS DISPOSIÇÕES FINAIS

No documento ESTATUTO DACRIANÇA E DOADOLESCENTE (páginas 158-162)

Art. 66. Aos beneficiários e executores dos Pro-gramas disciplinados na Lei nº 10.748, de 22 de outubro de 2003, na Lei nº 11.129, de 2005, e na Lei nº 11.180, de 23 de setembro de 2005, ficam assegurados, no âmbito do Projovem, os seus di-reitos, bem como o cumprimento dos seus deveres, de acordo com os convênios, acordos ou instru-mentos congêneres firmados até 31 de dezembro de 2007.

Art. 67. As turmas do Projovem Adolescente – Serviço Socioeducativo iniciadas em 2008 serão finalizadas em 31 de dezembro de 2009.

Art. 68. O CadÚnico será a ferramenta de busca e identificação de jovens que possuam o perfil de cada modalidade do Projovem.

Parágrafo único. As famílias dos jovens benefi-ciários do Projovem poderão ser cadastradas no CadÚnico.

Art. 69. Os valores destinados à execução do Pro-jovem seguirão cronograma com prazos definidos pelos órgãos repassadores aos Estados, Distrito Federal, Municípios e entidades públicas e priva-das, após anuência do órgão coordenador da mo-dalidade.

Art. 70. Às transferências de recursos realizadas na forma do art. 4º da Lei nº 11.692, de 2008, não se aplicam as regras do Decreto nº 6.170, de 2007.

Art. 71. Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.

Art. 72. Ficam revogados o Decreto nº 5.557, de 5 de outubro de 2005, e o Decreto nº 5.199, de 30 de agosto de 2004.

Brasília, 4 de novembro de 2008; 187º da Independência e 120º da República.

LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA Tarso Genro Guido Mantega Fernando Haddad Carlos Lupi Paulo Bernardo Silva Patrus Ananias

DECRETO Nº 8�736, DE 3 DE MAIO DE 2016

(Publicado no DOU de 4/5/2016)

Institui o Plano Nacional de Juventude e Sucessão Rural.

A presidenta da República, no uso das atribui-ções que lhe confere o art. 84, caput, incisos IV e VI, alínea a, da Constituição, e tendo em vista o disposto na Lei nº 12.852, de 5 de agosto de 2013, e na Lei nº 11.326, de 24 de julho de 2006, decreta:

Art. 1º Fica instituído, no âmbito do Ministério do Desenvolvimento Agrário, o Plano Nacional de Juventude e Sucessão Rural, com o objetivo de integrar e articular políticas, programas e ações para a promoção da sucessão rural e a garantia dos direitos da juventude do campo, nos termos do Anexo.

Parágrafo único. O Plano Nacional de Juven-tude e Sucessão Rural será executado pela União

em regime de cooperação, por adesão, com Es-tados, Distrito Federal, Municípios, organizações da sociedade civil e entidades privadas.

Art. 2º O Plano Nacional de Juventude e Suces-são Rural destina-se à população jovem rural da agricultura familiar e de comunidades remanes-centes de quilombos rurais e demais povos e co-munidades tradicionais, nos termos do art. 3º, § 2º, inciso VI, da Lei nº 11.326, de 24 de julho de 2006.

Parágrafo único. O Cadastro Único para Progra-mas Sociais (CadÚnico) do Governo federal e a De-claração de Aptidão ao Programa Nacional de For-talecimento de Agricultura Familiar (Pronaf) serão utilizados para identificação do público-alvo do Plano Nacional de Juventude e Sucessão Rural.

Art. 3º Os princípios do Estatuto da Juventude, previstos no art. 2º da Lei nº 12.852, de 5 de agosto de 2013, orientarão a implementação do Plano Nacional de Juventude e Sucessão Rural.

Art. 4º São diretrizes do Plano Nacional de Juven-tude e Sucessão Rural:

I – garantia dos direitos sociais e da juventude;

II – garantia de acesso a serviços públicos;

III – garantia de acesso às atividades produtivas com geração de renda e promoção do desenvolvi-mento sustentável e solidário;

IV – estímulo e fortalecimento das redes da ju-ventude nos territórios rurais;

V – valorização das identidades e das diversi-dades individual e coletiva da juventude rural; e

VI – atuação transparente, democrática, partici-pativa e integrada.

Art. 5º São objetivos do Plano Nacional de Juven-tude e Sucessão Rural:

I – ampliar o acesso da juventude do campo aos serviços públicos;

II – propiciar o acesso à terra e às oportunidades de trabalho e renda; e

III – ampliar e qualificar a participação da juven-tude rural nos espaços decisórios.

Art. 6º São eixos de atuação do Plano Nacional de Juventude e Sucessão Rural:

I – acesso à terra e ao território;

II – garantia de trabalho e renda;

III – acesso à educação do campo;

IV – promoção da qualidade de vida; e V – ampliação e qualificação da participação.

Art. 7º Fica instituído o Comitê Gestor do Plano Na-cional de Juventude e Sucessão Rural, instância de caráter deliberativo, com a finalidade de orientar a formulação, a implementação, o monitoramento e a avaliação do Plano.

§ 1º O Comitê Gestor do Plano Nacional de Ju-ventude e Sucessão Rural será composto pelos seguintes órgãos:

I – Ministério do Desenvolvimento Agrário, que o coordenará;

II – Ministério da Educação;

III – Ministério da Cultura;

IV – Ministério do Trabalho e Previdência Social;

V – Ministério da Saúde;

VI – Ministério das Comunicações;

VII – Ministério do Meio Ambiente;

VIII – Ministério das Mulheres, da Igualdade Ra-cial, da Juventude e dos Direitos Humanos;

IX – Conselho Nacional de Juventude do Minis-tério das Mulheres, da Igualdade Racial, da Juven-tude e dos Direitos Humanos; e

X – Conselho Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável do Ministério do Desenvolvi-mento Agrário.

§ 2º Os representantes, titular e suplente, serão indicados pelo respectivo Ministro de Estado e de-signados em ato do Ministro de Estado do Desen-volvimento Agrário.

§ 3º A Secretaria-Executiva do Comitê Gestor do Plano Nacional de Juventude e Sucessão Rural e o apoio administrativo necessário ao funciona-mento do Comitê serão prestados pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário.

§ 4º Poderão ser convidados para contribuir com os trabalhos do Comitê Gestor do Plano Na-cional de Juventude e Sucessão Rural represen-tantes de órgãos e entidades públicos, de insti-tuições privadas, da sociedade civil, dos Poderes Legislativo e Judiciário e do Ministério Público.

§ 5º Poderão ser constituídos, no âmbito do Comitê Gestor do Plano Nacional de Juventude e Sucessão Rural, grupos de trabalho temáticos destinados ao estudo e à elaboração de propostas sobre temas específicos.

Art. 8º A participação no Comitê Gestor do Plano Nacional de Juventude e Sucessão Rural será con-siderada prestação de serviço público relevante, não remunerada.

Art. 9º O Plano Nacional de Juventude e Sucessão Rural será revisado e atualizado por ocasião da ela-boração do Plano Plurianual.

Art. 10. Para a execução do Plano Nacional de Juventude e Sucessão Rural poderão ser firma-dos convênios, acorfirma-dos de cooperação, ajustes ou outros instrumentos congêneres, com órgãos e entidades da administração pública federal, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, com consórcios públicos e com entidades privadas.

Art. 11. As despesas necessárias ao funciona-mento do Comitê Gestor e à execução das ações do Plano Nacional de Juventude e Sucessão Rural observarão as dotações orçamentárias próprias consignadas anualmente nos orçamentos dos ór-gãos e entidades envolvidos, observados os limites de movimentação, de empenho e de pagamento da programação orçamentária e financeira anual.

Art. 12. Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.

Brasília, 3 de maio de 2016; 195º da Independência e 128º da República.

DILMA ROUSSEFF Patrus Ananias

ANEXO

(Vide http://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/2016/

decreto-8736-3-maio-2016-782992-anexo-pe.pdf)

DECRETO Nº 9�306, DE 15 DE MARÇO DE 2018

(Publicado no DOU de 16/3/2018)

Dispõe sobre o Sistema Nacional de Juventude, instituído pela Lei nº 12.852, de 5 de agosto de 2013.

O presidente da República, no uso das atribuições que lhe conferem o art. 84, caput, incisos IV e VI, alínea a, da Constituição, e tendo em vista o dis-posto no Título II da Lei nº 12.852, de 5 de agosto de 2013, e na Lei nº 11.129, de 30 de junho de 2005, decreta:

Art. 1º O Sistema Nacional de Juventude (Sina-juve), instituído pela Lei nº 12.852, de 5 de agosto de 2013, constitui forma de articulação e organiza-ção da União, dos Estados, do Distrito Federal, dos Municípios e da sociedade civil para a promoção de políticas públicas de juventude.

Art. 2º Os Estados, o Distrito Federal e os Municí-pios poderão aderir ao Sinajuve mediante assina-tura de termo de adesão.

Parágrafo único. São requisitos mínimos para a formalização de termo de adesão:

I – a instituição de conselho estadual, distrital ou municipal de juventude;

II – a elaboração, ou a adaptação, de plano es-tadual, distrital ou municipal de juventude com participação da sociedade civil;

III – a previsão orçamentária para a implemen-tação do plano estadual, distrital ou municipal de juventude; e

IV – a existência de órgão estadual, distrital ou municipal responsável pelas políticas públicas de juventude.

Art. 3º Integram a estrutura do Sinajuve:

I – o Conselho Nacional de Juventude;

II – o Comitê Interministerial da Política de Ju-ventude;

III – a Secretaria Nacional de Juventude da Se-cretaria de Governo da Presidência da República;

IV – os órgãos estaduais, distrital e municipais responsáveis pelas políticas públicas de juven-tude que aderirem ao sistema na forma prevista no art. 2º; e

V – os conselhos estaduais, distrital e munici-pais de juventude.

§ 1º As ações realizadas pelo Governo federal no âmbito do Sinajuve observarão os princípios estabelecidos na Lei nº 12.852, de 2013.

§ 2º A Secretaria Nacional de Juventude da Se-cretaria de Governo da Presidência da República coordenará o Sinajuve, com o apoio do Conselho Nacional de Juventude.

Art. 4º São diretrizes do Sinajuve:

I – a descentralização das ações e a cooperação entre a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios;

II – a promoção da participação social, especial-mente dos jovens, na formulação, na implementa-ção, no acompanhamento, na avaliação e no con-trole social das políticas públicas de juventude;

III – o respeito à diversidade regional e territorial;

IV – a atuação em rede e a articulação entre o Poder Público e a sociedade civil; e

V – a transparência e a ampla divulgação dos programas, das ações e dos recursos das políticas públicas de juventude.

Art. 5º São objetivos do Sinajuve:

I – promover a intersetorialidade e a transver-salidade das políticas, dos programas e das ações destinadas à população jovem;

II – estimular o intercâmbio de boas práticas, de programas e de ações que promovam os direitos dos jovens previstos no Estatuto da Juventude;

III – integrar as políticas públicas de juventude ao ciclo de planejamento e orçamento públicos anual e plurianual;

IV – ampliar a produção de conhecimento sobre a juventude;

V – incentivar a cooperação entre os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, o Ministério Público e as Defensorias Públicas da União, dos Estados e do Distrito Federal para a observância do Estatuto da Juventude; e

VI – estimular e articular a elaboração e a im-plementação dos planos de juventude dos entes federativos.

Art. 6º São instrumentos para a implementação do Sinajuve:

I – o Plano Nacional de Juventude;

II – a Plataforma virtual interativa;

III – o Cadastro Nacional das Unidades de Ju-ventude; e

IV – o Subsistema de Informação, Monitora-mento e Avaliação.

Art. 7º O Plano Nacional de Juventude (PNJ) é o instrumento de planejamento das políticas públi-cas de juventude, elaborado a partir das diretrizes definidas na Conferência Nacional de Juventude.

Parágrafo único. O PNJ será precedido de diag-nóstico realizado pelo Comitê Interministerial da Política de Juventude, conforme estabelecido no art. 2º, caput, inciso IV, do Decreto nº 9.025, de 5 de abril de 2017, e conterá a descrição dos objetivos, das metas e das ações a serem implementados.

Art. 8º O PNJ será organizado a partir dos seguin-tes eixos prioritários:

I – cidadania, participação social e política e re-presentação juvenil;

II – educação;

III – profissionalização, trabalho e renda;

IV – diversidade e igualdade;

V – saúde;

VI – cultura;

VII – comunicação e liberdade de expressão;

VIII – desporto e lazer;

IX – território e mobilidade;

X – sustentabilidade e meio ambiente; e

XI – segurança pública e acesso à justiça.

Art. 9º A Conferência Nacional de Juventude será realizada a cada quatro anos e observará as dire-trizes previstas na Lei nº 12.852, de 2013.

Parágrafo único. A Conferência Nacional de Ju-ventude será coordenada pela Secretaria Nacional de Juventude da Secretaria de Governo da Presi-dência da República em conjunto com o Conselho Nacional de Juventude e seu regulamento será elaborado com a participação da sociedade civil.

Art. 10. São etapas da Conferência Nacional de Juventude:

I – conferências municipais e regionais;

II – conferências estaduais e distrital; e III – consulta nacional aos povos e às comuni-dades tradicionais.

§ 1º As etapas a que se refere o caput são obri-gatórias para eleição de delegados e aprovação de propostas em proporção definida em regula-mento da Conferência Nacional de Juventude.

§ 2º A consulta nacional aos povos e às comu-nidades tradicionais tem por finalidade eleger os delegados que participarão da Conferência Nacio-nal da Juventude, de acordo com o regulamento, de forma a garantir a representação e a atuação dessas populações na referida Conferência.

Art. 11. O Conselho Nacional de Juventude, de acordo com o art. 9º da Lei nº 11.129, de 30 de junho de 2005, é a instância de participação e con-trole social das políticas públicas de juventude, e realizará, a cada dois anos, o Encontro Nacional de Conselhos de Juventude com o objetivo de pro-mover o intercâmbio de boas práticas e o acompa-nhamento da implementação do Sinajuve.

Art. 12. A Plataforma virtual interativa é um ins-trumento de tecnologia da informação, e tem por objetivos:

I – a promoção da participação dos jovens no Sinajuve, por meio da internet;

II – a mobilização social dos jovens; e

III – a produção e a divulgação de conhecimento sobre a juventude na internet.

Art. 13. Fica criado o Cadastro Nacional das Uni-dades de Juventude, instrumento responsável pelo registro de entidades que desenvolvam ações de promoção das políticas públicas de juventude reconhecidas pela coordenação do Sinajuve.

§ 1º Para se cadastrarem como unidades de ju-ventude do Sinajuve, as entidades deverão cum-prir os seguintes requisitos:

I – possuir instância de gestão, preferencial-mente com a participação dos jovens e da comu-nidade; e

II – possuir metas de atendimento e parâmetros de qualidade dos serviços oferecidos que conside-rem as especificidades da juventude, garantidos a acessibilidade e o ambiente livre de preconceitos e intolerância.

§ 2º Ato da Secretaria Nacional de Juventude da Secretaria de Governo da Presidência da Repú-blica definirá as condições para atendimento dos requisitos mencionados no § 1º e para a submis-são de cadastro.

Art. 14. Fica instituído, no âmbito do Sinajuve, o Subsistema de Informação, Monitoramento e Ava-liação (Sima), com a finalidade de gerir a informa-ção, o monitoramento e a avaliação das políticas públicas de juventude.

Parágrafo único. Serão desenvolvidos, no âm-bito do Sima, indicadores relativos à população jovem, à institucionalidade da política pública de juventude e ao monitoramento do PNJ.

Art. 15. A Secretaria Nacional de Juventude da Secretaria de Governo da Presidência da Repú-blica fornecerá os recursos humanos, tecnoló-gicos e orçamentários para a implementação, a manutenção e a operacionalização da Plataforma virtual interativa, do Subsistema de Informação, Monitoramento e Avaliação e do Cadastro Nacio-nal de Unidades de Juventude, observada a dispo-nibilidade orçamentária e financeira.

Parágrafo único. Para os fins do disposto no caput, a Secretaria Nacional de Juventude da Se-cretaria de Governo da Presidência da República poderá firmar parcerias com outros órgãos públi-cos e com entidades da sociedade civil.

Art. 16. As transferências voluntárias de recursos públicos federais, no âmbito da dotação orçamen-tária da Secretaria Nacional de Juventude da Se-cretaria de Governo da Presidência da República, para apoio à promoção das políticas públicas de juventude, priorizarão os entes federativos que aderirem ao Sinajuve.

Art. 17. Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.

Brasília, 15 de março de 2018; 197º da Independência e 130º da República.

MICHEL TEMER Carlos Marun

DECRETO Nº 9�603, DE 10 DE DEZEMBRO DE 2018

(Publicado no DOU de 11/12/2018)

Regulamenta a Lei nº 13.431, de 4 de abril de 2017, que estabelece o sistema de garantia de direitos da criança e do adolescente vítima ou testemunha de violência.

O presidente da República, no uso das atribuições que lhe confere o art. 84, caput, incisos IV e VI, alí-nea a, da Constituição, e tendo em vista o disposto na Lei nº 13.431, de 4 de abril de 2017, decreta:

CAPÍTULO I

No documento ESTATUTO DACRIANÇA E DOADOLESCENTE (páginas 158-162)