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– DAS DISPOSIÇÕES GERAIS E TRANSITÓRIAS

No documento COM DEFICIÊNCIA (páginas 76-83)

Art. 31. Cabe ao Ministério Público zelar pelo efe-tivo respeito aos direitos estabelecidos nesta lei.

Art. 32. O Poder Executivo terá o prazo de 60 (ses-senta) dias, a partir da publicação desta Lei, obe-decidas as normas por ela instituídas, para elabo-rar e encaminhar projeto de lei dispondo sobre a extinção e reordenamento dos órgãos de assistên-cia soassistên-cial do Ministério do Bem-Estar Soassistên-cial.

§ 1º O projeto de que trata este artigo definirá formas de transferências de benefícios, serviços, programas, projetos, pessoal, bens móveis e imó-veis para a esfera municipal.

§ 2º O Ministro de Estado do Bem-Estar Social in-dicará Comissão encarregada de elaborar o proje-to de lei de que trata este artigo, que contará com a participação das organizações dos usuários, de trabalhadores do setor e de entidades e organiza-ções de assistência social.

Art. 33. Decorrido o prazo de 120 (cento e vinte) dias da promulgação desta Lei, fica extinto o Con-selho Nacional de Serviço Social (CNSS), revogan-do-se, em consequência, os Decretos-Lei nos 525, de 1º de julho de 1938, e 657, de 22 de julho de 1943.

§ 1º O Poder Executivo tomará as providências necessárias para a instalação do Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS) e a transferência das atividades que passarão à sua competência dentro do prazo estabelecido no caput, de forma a assegu-rar não haja solução de continuidade.

§ 2º O acervo do órgão de que trata o caput será transferido, no prazo de 60 (sessenta) dias, para o Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS), que promoverá, mediante critérios e prazos a

se-rem fixados, a revisão dos processos de registro e certificado de entidade de fins filantrópicos das entidades e organização de assistência social, ob-servado o disposto no art. 3º desta lei.

Art. 34. A União continuará exercendo papel su-pletivo nas ações de assistência social, por ela atualmente executadas diretamente no âmbito dos Estados, dos Municípios e do Distrito Federal, visando à implementação do disposto nesta Lei, por prazo máximo de 12 (doze) meses, contados a partir da data da publicação desta Lei.

Art. 35. Cabe ao órgão da Administração Pública Federal responsável pela coordenação da Políti-ca Nacional de Assistência Social operar os bene-fícios de prestação continuada de que trata esta lei, podendo, para tanto, contar com o concurso de outros órgãos do Governo Federal, na forma a ser estabelecida em regulamento.

Parágrafo único. O regulamento de que trata o caput definirá as formas de comprovação do direi-to ao benefício, as condições de sua suspensão, os procedimentos em casos de curatela e tutela e o órgão de credenciamento, de pagamento e de fis-calização, dentre outros aspectos.

Art. 36. As entidades e organizações de assistên-cia soassistên-cial que incorrerem em irregularidades na aplicação dos recursos que lhes foram repassados pelos poderes públicos terão a sua vinculação ao Suas cancelada, sem prejuízo de responsabilidade civil e penal. (Artigo com redação dada pela Lei nº 12.435, de 6/7/2011)

Art. 37. O benefício de prestação continuada será devido após o cumprimento, pelo requerente, de todos os requisitos legais e regulamentares exi-gidos para a sua concessão, inclusive apresenta-ção da documentaapresenta-ção necessária, devendo o seu pagamento ser efetuado em até quarenta e cinco dias após cumpridas as exigências de que trata este artigo. (Caput do artigo com redação dada pela Lei nº 9.720, de 30/11/1998)

Parágrafo único. No caso de o primeiro paga-mento ser feito após o prazo previsto no caput, aplicar-se-á na sua atualização o mesmo critério adotado pelo INSS na atualização do primeiro pa-gamento de benefício previdenciário em atraso.

(Parágrafo único acrescido pela Lei nº 9.720, de 30/11/1998) Art. 38. (Revogado pela Lei nº 12.435, de 6/7/2011) Art. 39. O Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS), por decisão da maioria absoluta de seus

membros, respeitados o orçamento da segurida-de social e a disponibilidasegurida-de do Fundo Nacional de Assistência Social (FNAS), poderá propor ao Poder Executivo a alteração dos limites de renda mensal per capita definidos no § 3º do art. 20 e caput do art. 22.

Art. 40. Com a implantação dos benefícios pre-vistos nos arts. 20 e 22 desta Lei, extinguem-se a renda mensal vitalícia, o auxílio-natalidade e o auxílio-funeral existentes no âmbito da Previdên-cia SoPrevidên-cial, conforme o disposto na Lei nº 8.213, de 24 de julho de 1991.

§ 1º A transferência dos beneficiários do siste-ma previdenciário para a assistência social deve ser estabelecida de forma que o atendimento à população não sofra solução de continuidade. (Pa-rágrafo único transformado em § 1º pela Lei nº 9.711, de 20/11/1998)

§ 2º É assegurado ao maior de setenta anos e ao inválido o direito de requerer a renda mensal vitalícia junto ao INSS até 31 de dezembro de 1995, desde que atenda, alternativamente, aos requisi-tos estabelecidos nos incisos I, II ou III do § 1º do art. 139 da Lei nº 8.213, de 24 de julho de 1991. (Pa-rágrafo acrescido pela Lei nº 9.711, de 20/11/1998) Art. 40-A. Os benefícios monetários decorrentes do disposto nos arts. 22, 24-C e 25 desta Lei serão pagos preferencialmente à mulher responsável pela unidade familiar, quando cabível. (Artigo acres-cido pela Lei nº 13.014, de 21/7/2014, publicada no DOU de 22/7/2014, em vigor 90 dias após a data de sua publicação) Art. 40-B. Enquanto não estiver regulamentado o instrumento de avaliação de que tratam os §§ 1º e 2º do art. 2º da Lei nº 13.146, de 6 de julho de 2015 (Estatuto da Pessoa com Deficiência), a concessão do benefício de prestação continuada à pessoa com deficiência ficará sujeita à avaliação do grau da deficiência e do impedimento de que trata o

§ 2º do art. 20 desta Lei, composta por avaliação médica e avaliação social realizadas, respectiva-mente, pela Perícia Médica Federal e pelo serviço social do INSS, com a utilização de instrumentos desenvolvidos especificamente para esse fim. (Ar-tigo acrescido pela Lei nº 14.176, de 22/6/2021)

Art. 40-C. Os eventuais débitos do beneficiário decorrentes de recebimento irregular do benefí-cio de prestação continuada ou do auxílio-inclu-são poderão ser consignados no valor mensal des-ses benefícios, nos termos do regulamento. (Artigo acrescido pela Lei nº 14.176, de 22/6/2021)

Art. 41. Esta lei entra em vigor na data da sua pu-blicação.

Art. 42. Revogam-se as disposições em contrário.

Brasília, 7 de dezembro de 1993; 172º da Independência e 105º da República.

ITAMAR FRANCO Jutahy Magalhães Júnior

LEI Nº 8.899, DE 29 DE JUNHO DE 1994

(LEI DO PASSE LIVRE INTERESTADUAL PARA PESSOA PORTADORA DE DEFICIÊNCIA)

(Publicada no DOU de 30/6/1994)

Concede passe livre às pessoas portadoras de deficiência no sistema de transporte coletivo interestadual.

O presidente da República

Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte lei:

Art. 1º É concedido passe livre às pessoas porta-doras de deficiência, comprovadamente carentes, no sistema de transporte coletivo interestadual.

Art. 2º O Poder Executivo regulamentará esta Lei no prazo de noventa dias a contar de sua publi-cação.

Art. 3º Esta Lei entra em vigor na data de sua pu-blicação.

Art. 4º Revogam-se as disposições em contrário.

Brasília, 29 de junho de 1994; 173º da Independência e 106º da República.

ITAMAR FRANCO Cláudio Ivanof Lucarevschi Leonor Barreto Franco

LEI Nº 8.989, DE 24 DE FEVEREIRO DE 1995

(LEI DE ISENÇÃO DO IPI PARA COMPRA DE AUTOMÓVEIS)

(Publicada no DOU de 25/2/1995) (Vide ADO nº 30/2015, cuja decisão foi publicada no DOU de 9/9/2020) Dispõe sobre a isenção do Imposto sobre Produtos Industria-lizados (IPI) na aquisição de automóveis para utilização no transporte autônomo de passageiros, bem como por pes-soas com deficiência. (Ementa com redação dada pela Lei nº 14.287, de 31/12/2021, produzindo efeitos a partir de 1º/1/2022)

Faço saber que o presidente da República ado-tou a Medida Provisória nº 856, de 1995, que o Congresso Nacional aprovou, e eu, José Sarney, Presidente do Senado Federal, para os efeitos do disposto no parágrafo único do art. 62 da Consti-tuição Federal, promulgo a seguinte Lei:

Art. 1º Ficam isentos do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) os automóveis de

passagei-ros de fabricação nacional, equipados com motor de cilindrada não superior a 2.000 cm³ (dois mil centímetros cúbicos), de, no mínimo, 4 (quatro) portas, inclusive a de acesso ao bagageiro, movi-dos a combustível de origem renovável, sistema reversível de combustão ou híbrido e elétricos, quando adquiridos por: (Caput do artigo com redação dada pela Lei nº 13.755, de 10/12/2018, vetado pelo presi-dente da República, mantido pelo Congresso Nacional e pu-blicado no DOU de 21/6/2019)

I – motoristas profissionais que exerçam, com-provadamente, em veículo de sua propriedade ati-vidade de condutor autônomo de passageiros, na condição de titular de autorização, permissão ou concessão do Poder Público e que destinam o au-tomóvel à utilização na categoria de aluguel (táxi);

(Inciso com redação dada pela Lei nº 9.317, de 5/12/1996) II – motoristas profissionais autônomos titula-res de autorização, permissão ou concessão para exploração do serviço de transporte individual de passageiros (táxi), impedidos de continuar exer-cendo essa atividade em virtude de destruição completa, furto ou roubo do veículo, desde que destinem o veículo adquirido à utilização na cate-goria de aluguel (táxi);

III – cooperativas de trabalho que sejam permis-sionárias ou concespermis-sionárias de transporte públi-co de passageiros, na categoria de aluguel (táxi), desde que tais veículos se destinem à utilização nessa atividade;

IV – pessoas com deficiência física, visual, audi-tiva e mental severa ou profunda e pessoas com transtorno do espectro autista, diretamente ou por intermédio de seu representante legal. (Inciso com redação dada pela Lei nº 14.287, de 31/12/2021, pro-duzindo efeitos a partir de 1º/1/2022)

V – (Vetado na Lei nº 10.690, de 16/6/2003)

§ 1º Considera-se pessoa com deficiência aque-la com impedimento de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial que, em in-teração com uma ou mais barreiras, pode obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de condições com as demais pessoas, conforme avaliação biopsicossocial prevista no

§ 1º do art. 2º da Lei nº 13.146, de 6 de julho de 2015 (Estatuto da Pessoa com Deficiência). (Pará-grafo acrescido pela Lei nº 10.690, de 16/6/2003, com re-dação dada pela Lei nº 14.287, de 31/12/2021, produzindo efeitos a partir de 1º/1/2022)

§ 1º-A. Enquanto o Poder Executivo não regula-mentar o § 1º do art. 2º da Lei nº 13.146, de 6 de

ju-lho de 2015 (Estatuto da Pessoa com Deficiência), não será exigida, para fins de concessão do bene-fício fiscal, a avaliação biopsicossocial referida no

§ 1º deste artigo. (Parágrafo acrescido pela Lei nº 14.287, de 31/12/2021, produzindo efeitos a partir de 1º/1/2022)

§ 2º (Parágrafo acrescido pela Lei nº 10.690, de 16/6/2003, e revogado pela Lei nº 14.287, de 31/12/2021, produzindo efeitos a partir de 1º/1/2022)

§ 3º Na hipótese do inciso IV, os automóveis de passageiros a que se refere o caput serão adquiri-dos diretamente pelas pessoas que tenham ple-na capacidade jurídica e, no caso dos interditos, pelos curadores. (Parágrafo acrescido pela Lei nº 10.690, de 16/6/2003)

§ 4º (Parágrafo acrescido pela Lei nº 10.690, de 16/6/2003, e revogado pela Lei nº 14.287, de 31/12/2021, produzindo efeitos a partir de 1º/1/2022)

§ 5º Os curadores respondem solidariamente quanto ao imposto que deixar de ser pago, em ra-zão da isenção de que trata este artigo. (Parágrafo acrescido pela Lei nº 10.690, de 16/6/2003)

§ 6º A exigência para aquisição de automóveis equipados com motor de cilindrada não supe-rior a dois mil centímetros cúbicos, de no mínimo quatro portas, inclusive a de acesso ao bagagei-ro, movidos a combustíveis de origem renovável ou sistema reversível de combustão não se aplica aos portadores de deficiência de que trata o inci-so IV do caput deste artigo. (Parágrafo acrescido pela Lei nº 10.690, de 16/6/2003, e com nova redação dada pela Lei nº 10.754, de 31/10/2003)

§ 7º Na hipótese prevista no inciso IV do caput deste artigo, a aquisição com isenção somente se aplica a veículo novo cujo preço de venda ao consumidor, incluídos os tributos incidentes, não seja superior a R$ 200.000,00 (duzentos mil reais).

(Parágrafo acrescido pela Medida Provisória nº 1.034, de 1º/3/2021, convertida na Lei nº 14.183, de 14/7/2021, com redação dada pela Lei nº 14.287, de 31/12/2021, produzindo efeitos a partir de 1º/1/2022)

Art. 2º A isenção do Imposto sobre Produtos In-dustrializados (IPI) de que trata o art. 1º desta Lei somente poderá ser utilizada uma vez, sal-vo se o veículo tiver sido adquirido há mais de 2 (dois) anos. (Caput do artigo com redação dada pela Lei nº 11.196, de 21/11/2005)

I – (Vetado na Lei nº 13.146, de 6/7/2015, publicada no DOU de 7/7/2015, em vigor 180 dias após sua publicação)

II – (Vetado na Lei nº 13.146, de 6/7/2015, publicada no DOU de 7/7/2015, em vigor 180 dias após sua publicação)

Parágrafo único. Na hipótese prevista no in-ciso IV do caput do art. 1º desta Lei, o prazo de que trata o caput deste artigo fica ampliado pa-ra 3 (três) anos. (Parágrafo único acrescido pela Lei nº 11.307, de 19/5/2006, e com redação dada pela Lei nº 14.183, de 14/7/2021)

Art. 3º A isenção será reconhecida pela Secreta-ria Especial da Receita Federal do Brasil, mediante prévia verificação de que o adquirente preenche os requisitos previstos nesta Lei. (Artigo com redação dada pela Medida Provisória nº 1.034, de 1º/3/2021, conver-tida na Lei nº 14.183, de 14/7/2021)

Art. 4º Fica assegurada a manutenção do crédito do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) relativo: (Caput do artigo com redação dada pela Lei nº 12.113, de 9/12/2009)

I – às matérias-primas, aos produtos interme-diários e ao material de embalagem efetivamente utilizados na industrialização dos produtos referi-dos nesta Lei; e (Inciso acrescido pela Lei nº 12.113, de 9/12/2009)

II – ao imposto pago no desembaraço aduaneiro referente a automóvel de passageiros originário e procedente de países integrantes do Mercado Co-mum do Sul (Mercosul), saído do estabelecimento importador de pessoa jurídica fabricante de auto-móveis da posição 87.03 da Tabela de Incidência do Imposto sobre Produtos Industrializados (Tipi) com a isenção de que trata o art. 1º. (Inciso acrescido pela Lei nº 12.113, de 9/12/2009)

Art. 5º O imposto incidirá normalmente sobre quaisquer acessórios opcionais que não sejam equipamentos originais do veículo adquirido.

Parágrafo único. (Vetado na Lei nº 14.287, de 31/12/2021)

Art. 6º A alienação do veículo adquirido nos ter-mos desta Lei que ocorrer no período de 2 (dois) anos, contado da data de sua aquisição, a pessoas que não satisfaçam as condições e os requisitos estabelecidos para a fruição da isenção acarreta-rá o pagamento pelo alienante do tributo dispen-sado, atualizado na forma prevista na legislação tributária. (Caput do artigo com redação dada pela Me-dida Provisória nº 1.034, de 1º/3/2021, convertida na Lei nº 14.183, de 14/7/2021)

Parágrafo único. A inobservância do disposto neste artigo sujeita ainda o alienante ao paga-mento de multa e juros moratórios previstos na

legislação em vigor para a hipótese de fraude ou falta de pagamento do imposto devido.

Art. 7º No caso de falecimento ou incapacitação do motorista profissional alcançado pelos incisos I e II do art. 1º desta lei, sem que tenha efetiva-mente adquirido veículo profissional, o direito será transferido ao cônjuge, ou ao herdeiro desig-nado por esse ou pelo juízo, desde que seja moto-rista profissional habilitado e destine o veículo ao serviço de táxi.

Art. 8º Ficam convalidados os atos praticados com base na Medida Provisória nº 790, de 29 de dezembro de 1994.

Art. 9º Esta Lei entra em vigor na data de sua pu-blicação e produzirá efeitos até 31 de dezembro de 2026. (Artigo com redação dada pela Lei nº 14.287, de 31/12/2021, produzindo efeitos a partir de 1º/1/2022) Art. 10. Revogam-se as Leis nos 8.199, de 1991, e 8.843, de 1994.

Senado Federal, 24 de fevereiro de 1995; 174º da Independência e 107º da República.

SENADOR JOSÉ SARNEY Presidente

LEI Nº 10.048, DE 8 DE NOVEMBRO DE 2000

(LEI DO ATENDIMENTO PRIORITÁRIO) (Publicada no DOU de 9/11/2000)

Dá prioridade de atendimento às pessoas que especifica, e dá outras providências.

O presidente da República

Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1º As pessoas com deficiência, os idosos com idade igual ou superior a 60 (sessenta) anos, as gestantes, as lactantes, as pessoas com crianças de colo e os obesos terão atendimento prioritário, nos termos desta Lei. (Artigo com redação dada pela Lei nº 13.146, de 6/7/2015, publicada no DOU de 7/7/2015, em vigor 180 dias após sua publicação)

Parágrafo único. Os acompanhantes ou aten-dentes pessoais das pessoas referidas no caput serão atendidos junta e acessoriamente aos titu-lares da prioridade de que trata esta Lei. (Parágrafo único acrescido pela Lei nº 14.364, de 1º/6/2022, publicada no DOU de 2/6/2022)

Art. 2º As repartições públicas e empresas con-cessionárias de serviços públicos estão obrigadas a dispensar atendimento prioritário, por meio de

serviços individualizados que assegurem trata-mento diferenciado e atenditrata-mento imediato às pessoas a que se refere o art. 1º.

Parágrafo único. É assegurada, em todas as ins-tituições financeiras, a prioridade de atendimento às pessoas mencionadas no art. 1º.

Art. 3º As empresas públicas de transporte e as concessionárias de transporte coletivo reservarão assentos, devidamente identificados, aos idosos, gestantes, lactantes, pessoas portadoras de defi-ciência e pessoas acompanhadas por crianças de colo.

Art. 4º Os logradouros e sanitários públicos, bem como os edifícios de uso público, terão normas de construção, para efeito de licenciamento da respectiva edificação, baixadas pela autoridade competente, destinada a facilitar o acesso e uso desses locais pelas pessoas portadoras de defi-ciência.

Art. 5º Os veículos de transporte coletivo a serem produzidos após doze meses da publicação desta Lei serão planejados de forma a facilitar o acesso a seu interior das pessoas portadoras de deficiência.

§ 1º (Vetado)

§ 2º Os proprietários de veículos de transpor-te coletivo em utilização transpor-terão o prazo de cento e oitenta dias, a contar da regulamentação des-ta Lei, para proceder às adapdes-tações necessárias ao acesso facilitado das pessoas portadoras de deficiência.

Art. 6º A infração ao disposto nesta Lei sujeitará os responsáveis:

I – no caso de servidor ou de chefia responsável pela repartição pública, às penalidades previstas na legislação específica;

II – no caso de empresas concessionárias de serviço público, a multa de R$ 500,00 (quinhentos reais) a R$ 2.500,00 (dois mil e quinhentos reais), por veículos sem as condições previstas nos arts.

3º e 5º;

III – no caso das instituições financeiras, às pe-nalidades previstas no art. 44, incisos I, II e III, da Lei nº 4.595, de 31 de dezembro de 1964.

Parágrafo único. As penalidades de que trata este artigo serão elevadas ao dobro, em caso de reincidência.

Art. 7º O Poder Executivo regulamentará esta Lei no prazo de sessenta dias, contado de sua publi-cação.

Art. 8º Esta Lei entra em vigor na data de sua pu-blicação.

Brasília, 8 de novembro de 2000; 179º da Independência e 112º da República.

FERNANDO HENRIQUE CARDOSO Alcides Lopes Tápias

Martus Tavares

LEI Nº 10.098, DE 19 DE DEZEMBRO DE 2000

(LEI DA ACESSIBILIDADE) (Publicada no DOU de 20/12/2000)

Estabelece normas gerais e critérios básicos para a promo-ção da acessibilidade das pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida, e dá outras providências.

O presidente da República

Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

CAPÍTULO I – DISPOSIÇÕES GERAIS Art. 1º Esta Lei estabelece normas gerais e crité-rios básicos para a promoção da acessibilidade das pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida, mediante a supressão de barreiras e de obstáculos nas vias e espaços pú-blicos, no mobiliário urbano, na construção e re-forma de edifícios e nos meios de transporte e de comunicação.

Art. 2º Para os fins desta Lei são estabelecidas as seguintes definições:

I – acessibilidade: possibilidade e condição de alcance para utilização, com segurança e auto-nomia, de espaços, mobiliários, equipamentos urbanos, edificações, transportes, informação e comunicação, inclusive seus sistemas e tecnolo-gias, bem como de outros serviços e instalações abertos ao público, de uso público ou privados de uso coletivo, tanto na zona urbana como na rural, por pessoa com deficiência ou com mobilidade re-duzida; (Inciso com redação dada pela Lei nº 13.146, de 6/7/2015, publicada no DOU de 7/7/2015, em vigor 180 dias após sua publicação)

II – barreiras: qualquer entrave, obstáculo, ati-tude ou comportamento que limite ou impeça a participação social da pessoa, bem como o gozo, a fruição e o exercício de seus direitos à acessibi-lidade, à liberdade de movimento e de expressão, à comunicação, ao acesso à informação, à com-preensão, à circulação com segurança, entre ou-tros, classificadas em:

a) barreiras urbanísticas: as existentes nas vias e nos espaços públicos e privados abertos ao pú-blico ou de uso coletivo;

b) barreiras arquitetônicas: as existentes nos edifícios públicos e privados;

c) barreiras nos transportes: as existentes nos sistemas e meios de transportes;

d) barreiras nas comunicações e na informação:

qualquer entrave, obstáculo, atitude ou compor-tamento que dificulte ou impossibilite a expres-são ou o recebimento de mensagens e de informa-ções por intermédio de sistemas de comunicação e de tecnologia da informação; (Inciso com redação dada pela Lei nº 13.146, de 6/7/2015, publicada no DOU de 7/7/2015, em vigor 180 dias após sua publicação)

III – pessoa com deficiência: aquela que tem impedimento de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial, o qual, em inte-ração com uma ou mais barreiras, pode obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de condições com as demais pessoas;

(Inciso com redação dada pela Lei nº 13.146, de 6/7/2015, publicada no DOU de 7/7/2015, em vigor 180 dias após sua publicação)

IV – pessoa com mobilidade reduzida: aquela que tenha, por qualquer motivo, dificuldade de movimentação, permanente ou temporária, ge-rando redução efetiva da mobilidade, da flexibi-lidade, da coordenação motora ou da percepção, incluindo idoso, gestante, lactante, pessoa com criança de colo e obeso; (Inciso com redação dada pe-la Lei nº 13.146, de 6/7/2015, publicada no DOU de 7/7/2015, em vigor 180 dias após sua publicação)

V – acompanhante: aquele que acompanha a pessoa com deficiência, podendo ou não desem-penhar as funções de atendente pessoal; (Inciso com redação dada pela Lei nº 13.146, de 6/7/2015, publi-cada no DOU de 7/7/2015, em vigor 180 dias após sua pu-blicação)

VI – elemento de urbanização: quaisquer com-ponentes de obras de urbanização, tais como os referentes a pavimentação, saneamento, encana-mento para esgotos, distribuição de energia elé-trica e de gás, iluminação pública, serviços de co-municação, abastecimento e distribuição de água, paisagismo e os que materializam as indicações do planejamento urbanístico; (Primitivo inciso IV renu-merado e com redação dada pela Lei nº 13.146, de 6/7/2015, publicada no DOU de 7/7/2015, em vigor 180 dias após sua publicação)

VII – mobiliário urbano: conjunto de objetos existentes nas vias e nos espaços públicos, super-postos ou adicionados aos elementos de urbani-zação ou de edificação, de forma que sua modi-ficação ou seu traslado não provoque alterações

substanciais nesses elementos, tais como semá-foros, postes de sinalização e similares, terminais e pontos de acesso coletivo às telecomunicações, fontes de água, lixeiras, toldos, marquises, ban-cos, quiosques e quaisquer outros de natureza análoga; (Primitivo inciso V renumerado e com redação dada pela Lei nº 13.146, de 6/7/2015, publicada no DOU de 7/7/2015, em vigor 180 dias após sua publicação)

VIII – tecnologia assistiva ou ajuda técnica: pro-dutos, equipamentos, dispositivos, recursos, me-todologias, estratégias, práticas e serviços que ob-jetivem promover a funcionalidade, relacionada à atividade e à participação da pessoa com defi-ciência ou com mobilidade reduzida, visando à sua autonomia, independência, qualidade de vi-da e inclusão social; (Inciso acrescido pela Lei nº 13.146, de 6/7/2015, publicada no DOU de 7/7/2015, em vigor 180 diasapós sua publicação)

IX – comunicação: forma de interação dos cida-dãos que abrange, entre outras opções, as línguas, inclusive a Língua Brasileira de Sinais (Libras), a visualização de textos, o Braille, o sistema de sina-lização ou de comunicação tátil, os caracteres am-pliados, os dispositivos multimídia, assim como a linguagem simples, escrita e oral, os sistemas au-ditivos e os meios de voz digitalizados e os modos, meios e formatos aumentativos e alternativos de comunicação, incluindo as tecnologias da infor-mação e das comunicações; (Inciso acrescido pela Lei nº 13.146, de 6/7/2015, publicada no DOU de 7/7/2015, em vigor 180 dias após sua publicação)

X – desenho universal: concepção de produtos, ambientes, programas e serviços a serem usados por todas as pessoas, sem necessidade de adap-tação ou de projeto específico, incluindo os recur-sos de tecnologia assistiva. (Inciso acrescido pela Lei nº 13.146, de 6/7/2015, publicada no DOU de 7/7/2015, em vigor 180 dias após sua publicação)

CAPÍTULO II – DOS ELEMENTOS DA URBANIZAÇÃO Art. 3º O planejamento e a urbanização das vias públicas, dos parques e dos demais espaços de uso público deverão ser concebidos e executados de forma a torná-los acessíveis para todas as pes-soas, inclusive para aquelas com deficiência ou com mobilidade reduzida. (Caput do artigo com reda-ção dada pela Lei nº 13.146, de 6/7/2015, publicada no DOU de 7/7/2015, em vigor 180 dias após sua publicação)

Parágrafo único. O passeio público, elemento obrigatório de urbanização e parte da via

públi-ca, normalmente segregado e em nível diferente, destina-se somente à circulação de pedestres e, quando possível, à implantação de mobiliário ur-bano e de vegetação. (Parágrafo único acrescido pela Lei nº 13.146, de 6/7/2015, publicada no DOU de 7/7/2015, em vigor 180 dias após sua publicação)

Art. 4º As vias públicas, os parques e os demais espaços de uso público existentes, assim como as respectivas instalações de serviços e mobiliários urbanos deverão ser adaptados, obedecendo-se ordem de prioridade que vise à maior eficiência das modificações, no sentido de promover mais ampla acessibilidade às pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida.

Parágrafo único. No mínimo 5% (cinco por cen-to) de cada brinquedo e equipamento de lazer existentes nos locais referidos no caput devem ser adaptados e identificados, tanto quanto tecnica-mente possível, para possibilitar sua utilização por pessoas com deficiência, inclusive visual, ou com mobilidade reduzida. (Parágrafo único acrescido pela Lei nº 11.982, de 16/7/2009, e com redação dada pela Lei nº 13.443, de 11/5/2017, publicada no DOU de 12/5/2017, em vigor 90 dias após a publicação)

Art. 5º O projeto e o traçado dos elementos de ur-banização públicos e privados de uso comunitário, nestes compreendidos os itinerários e as passa-gens de pedestres, os percursos de entrada e de saída de veículos, as escadas e rampas, deverão observar os parâmetros estabelecidos pelas nor-mas técnicas de acessibilidade da Associação Bra-sileira de Normas Técnicas (ABNT).

Art. 6º Os banheiros de uso público existentes ou a construir em parques, praças, jardins e espaços livres públicos deverão ser acessíveis e dispor, pelo menos, de um sanitário e um lavatório que atendam às especificações das normas técnicas da ABNT.

§ 1º Os eventos organizados em espaços públi-cos e privados em que haja instalação de banhei-ros químicos deverão contar com unidades acessí-veis a pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida. (Parágrafo acrescido pela Lei nº 13.825, de 13/5/2019)

§ 2º O número mínimo de banheiros químicos acessíveis corresponderá a 10% (dez por cento) do total, garantindo-se pelo menos 1 (uma) unidade acessível caso a aplicação do percentual resulte em fração inferior a 1 (um). (Parágrafo acrescido pela Lei nº 13.825, de 13/5/2019)

Art. 7º Em todas as áreas de estacionamento de veículos, localizadas em vias ou em espaços pú-blicos, deverão ser reservadas vagas próximas dos acessos de circulação de pedestres, devidamente sinalizadas, para veículos que transportem pes-soas portadoras de deficiência com dificuldade de locomoção.

Parágrafo único. As vagas a que se refere o caput deste artigo deverão ser em número equivalente a dois por cento do total, garantida, no mínimo, uma vaga, devidamente sinalizada e com as espe-cificações técnicas de desenho e traçado de acor-do com as normas técnicas vigentes.

CAPÍTULO III – DO DESENHO E DA

No documento COM DEFICIÊNCIA (páginas 76-83)