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DELINEAMENTO DAS POLÍTICAS PÚBLICAS DE EMPREGO E RENDA:

No documento FERNANDA ALMEIDA DA SILVA ROSA (páginas 56-65)

Visando compreender quais órgãos estão por trás do desenvolvimento e prática das políticas públicas de emprego e renda na cidade de Ponta Grossa, foram selecionadas para entrevista instituições públicas ligadas diretamente às políticas públicas de emprego e renda, especialmente as voltadas para a qualificação profissional. Além de identificar esses órgãos, a pesquisa também permitiu conhecer as políticas ou projetos existentes na cidade para a população. O quadro 8 apresenta o perfil dos entrevistados que trabalham nos órgãos que fizeram parte desta pesquisa.

Quadro 8: Perfil dos respondentes dos órgãos intermediadores Entrevistados Sexo Tempo de

trabalho (anos) Formação Função

A Masculino 3 Graduação em direito Diretor

B Feminino 2 Pós-graduação em gestão empresarial Diretora C Feminino 13 Graduação em Serviço Social Assistente Social D Masculino 2 Formação em pedagogia, cursando

engenharia mecânica

Presidente/ Empresário Fonte: dados da pesquisa (2018).

Analisando o perfil dos entrevistados, percebe-se que 3 dos 4 estão a menos de 4 anos nos órgãos intermediadores, ou seja, ingressaram na última gestão da prefeitura. Apesar de ocuparem cargos de liderança, nenhum dos entrevistados tem formação em administração, todos possuem ensino superior em diversas áreas das ciências sociais e humanas, inclusive na área da saúde; a entrevistada B, por exemplo, embora seja pós-graduada em Gestão, possui graduação em Nutrição.

No quadro 9 são apresentados os órgãos que foram pesquisados, um resumo das políticas ou projeto que cada um é responsável, bem como a responsabilidade de cada um perante a sociedade. Esse quadro é parte da avaliação das políticas, conforme a explicação de Souza (2002). A avaliação das políticas públicas pode considerar os processos ou impactos. A primeira tem como objetivo a aferição da eficácia, que engloba a análise das diretrizes concebidas em relação ao alcance das metas desejadas. Já a segunda tem uma ambição mais ampla e complexa, pois se refere aos efeitos da legislação/plano/programa/projeto sobre seu público-alvo. Na última, é preciso ter: a) definições claras dos objetivos da política que se desdobrou em legislação/plano/programa/projeto; b) especificação dos critérios de "sucesso"; e c) medidas de aferição do "sucesso" ou "fracasso" da política pública (SOUZA, 2002).

Quadro 9: Síntese das categorias de análise por órgão público pesquisado. Categorias Órgãos Pesquisados Agência do trabalhador (SINE) Sala da qualificação (SQ) Serviços de Obras Sociais (SOS) Conselho Municipal do trabalho (CMT- PG) Políticas Públicas de emprego renda -Intermediar mão de obra; -Atender solicitantes do Seguro Desemprego; -Emitir carteira de identidade e carteira de trabalho; -Encaminhar pessoas com deficiência com o apoio de um Departamento do Serviço Social; -Elaborar e imprimir currículos gratuitamente para a população; -Prestar serviços em locais mais retirados;

-Oferecer cursos de qualificação profissional gratuitos para toda a população; -Oferecer vagas de estágio para a prefeitura e qualificação para eles. -Oferecer cursos de qualificação profissional gratuitos para a população vulnerável. Por si só já é fruto de uma política de emprego. Responsabilidade

Ser o elo entre o empresário e o trabalhador, com o objetivo de colocar o maior número de trabalhadores no mercado de trabalho formal. Entender a necessidade da população em termos de qualificação profissional e oferecer os cursos conforme essa necessidade. Entender a necessidade da população vulnerável em termos de qualificação profissional e oferecer os cursos conforme essa necessidade. Apoiar, incentivar e ajudar a dar andamento, junto ao legislativo, das demandas existentes. E ainda, cobrar o legislativo para fazer leis que beneficiem o trabalhador. Fonte: dados da pesquisa (2018).

O primeiro órgão pesquisado foi a Agência SINE, ou agência do trabalhador. O entrevistado foi o diretor da agência, o qual mostrou-se muito receptivo e disposto a participar da pesquisa (Diário de campo da pesquisadora). Durante a entrevista, ele entregou a pesquisadora um folder que resume todos os serviços oferecidos pela agência, basicamente uma propaganda, enfatizando a gratuidade, com o objetivo de atrair as empresas com suas vagas e as pessoas que estão à procura de recolocação no mercado de trabalho. Foi entregue também um documento que mostra os indicadores da agência de janeiro de 2017 a julho de 2018. Nele constam informações do número de pessoas inscritas, encaminhadas e colocadas nas vagas oferecidas, além de mostrar o número de vagas ofertadas e o número de requerentes do seguro desemprego.

De acordo com o diretor da agência (Entrevistado A), o Ministério do trabalho (MT), atual Secretaria do Trabalho (ST), determina que a agência execute a intermediação de mão de obra e o atendimento do seguro desemprego. O primeiro tem como objetivo colocar

trabalhadores no mercado de trabalho, promovendo o encontro de ofertantes e demandantes de trabalho. O segundo, inicialmente, visa oferecer assistência financeira temporária ao trabalhador desempregado, dispensado sem justa causa ou que sofreu rescisão indireta.

As duas principais atividades da agência são frutos de uma única política chamada Programa Seguro Desemprego, que inclui o benefício do seguro desemprego, a intermediação de mão de obra e a qualificação social e profissional (MARINHO; BALESTRO; WALTER, 2010). Neste sentido, essa política pode ser considerada a base da existência das agências SINE, as quais têm o papel de auxiliar o trabalhador na manutenção e busca de emprego por meio de ações integradas de orientação, recolocação e qualificação profissional (PORTAL EMPREGA BRASIL, 2019).

Além das determinações básicas do ST,

[...]a agência aqui de Ponta Grossa está sempre buscando novas práticas, novas coisas boas de gestão para oferecer à população, desta forma, na agência, oferecemos serviços de emissão da carteira de identidade, da carteira de trabalho da previdência social, além disso, a agência tem um departamento de encaminhamento para a pessoa com deficiência, de serviço social que nenhuma agência do Paraná tem. (Entrevistado A)

Os serviços da agência incluem ainda: elaboração, impressão e entrega de currículos de forma gratuita para quem precisa; e, uma vez por mês, o deslocamento da equipe até um bairro distante da cidade para levar todos os serviços para a população mais carente (Entrevistado A).

Sobre as práticas relacionadas à qualificação profissional, o Entrevistado A relatou que a agência tem cursos do ST que são oferecidos via Educação a Distância (EAD), mas eles são separados da agência. Outra modalidade de curso oferecido na agência são os do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico (PRONATEC), eles são oferecidos para alguns beneficiários do programa seguro desemprego. De acordo com o diretor, esses cursos aparecem raramente no sistema de cadastramento do seguro, conforme o perfil da pessoa, quando aparece ela é encaminhada para as instituições onde são ministrados os cursos, por exemplo SEST/SENAT. Neste caso, o beneficiário é obrigado a fazer o curso pré-determinado pelo sistema pra conseguir receber o seguro desemprego.

O Entrevistado A afirma que é de extrema importância a qualificação profissional na vida do trabalhador. Conforme diário de campo da pesquisadora, há uma indignação por parte do entrevistado em relação à falta de vontade da população em geral, em estudar ou se qualificar para conseguir se colocar no mercado de trabalho. De acordo com ele, em média 300 pessoas por dia passam na agência, e mesmo com essa quantidade, as vagas não são fechadas devido à falta de escolaridade ou qualificação dos candidatos. É notável a determinação do diretor para

que a agência funcione satisfatoriamente como um elo entre os trabalhadores e o emprego (Diário de campo da pesquisadora).

Essa situação de falta de mão de obra qualificada para atender às vagas ofertadas se repete em vários discursos, conforme argumenta Coutinho (2014, p. 129): “[...] é recorrente o argumento lançado de que há oferta de emprego, o que não há é trabalhador qualificado para ocupar tais postos de trabalho”. No entanto, ao fazer essa afirmação o autor entende que a qualificação tem sua importância na empregabilidade, mas não pode ser vista como a solução única do desemprego. Isso porque o fenômeno do desemprego é afetado também pelos ciclos econômicos que podem levar a abertura mas também ao fechamento de vagas de emprego.

Além das qualificações oferecidas pelo SINE, o Entrevistado A citou que a prefeitura de Ponta Grossa “[...] disponibiliza um departamento de qualificação profissional que tem encaminhado diversos profissionais e tem dado chance de primeiro emprego pra muita gente na cidade”. Com base em Marinho, Balestro e Walter (2010), entende-se que a qualificação oferecida pela prefeitura faz parte do PNQ, mais especificamente do PlanTeQs, o qual é um convênio com as Secretarias Estaduais de Trabalho ou de Arranjos Institucionais Municipais.

Seguindo a sugestão do diretor da agência, a pesquisa foi direcionada para a prefeitura de Ponta Grossa, onde existe uma secretaria chamada Secretaria Municipal de Indústria, Comércio e Qualificação Profissional (SMICQP), e vinculada a ela está a Sala de Qualificação (SQ), que oferece qualificação profissional gratuita a toda a população acima de 18 anos e com o ensino fundamental completo. “De acordo com uma das funcionárias, o setor existe desde 2006, por ele já passaram três diretores, e agora tem uma diretora. É clara a empolgação e a satisfação dos funcionários envolvidos com a oferta dos cursos de qualificação” (Diário de campo da pesquisadora).

Para representar a SQ foi entrevistada a diretora do setor (Entrevistada B), que ocupa o cargo há seis meses. Ela explicou que o órgão trabalha em duas frentes, na contratação e qualificação de estagiários, e também com os cursos de qualificação para a população em geral. Para alcançar o objetivo principal, que é a geração de renda por meio da qualificação profissional, a equipe do setor trabalha primeiramente buscando as necessidades do mercado de trabalho, quais vagas não estão preenchidas por falta de profissionais qualificados, e também quais as dificuldades da população que não encontra colocação no mercado (Entrevistada B).

Duas estratégias são traçadas para levantar as necessidades: inicialmente, em conjunto com a agência SINE, são realizadas ações nos bairros e contato direto com a população, a fim de levantar as necessidades que envolvem o mercado de trabalho. Também, por meio da agência, é possível verificar a relação de vagas que não são preenchidas. O segundo parceiro

do órgão é a Associação Comercial, Industrial e Empresarial de Ponta Grossa (ACIPG), que repassa a necessidade de mão de obra qualificada das indústrias, do comércio, das empresas privadas, para que o órgão ofereça qualificação dentro dessas necessidades (Entrevistada B).

Além das estratégias de busca, a SQ está aberta ao contato direto para as empresas ou órgãos públicos que possuam alguma demanda específica de cursos. Neste caso, são elaborados projetos para atender à demanda específica da empresa ou do órgão; é claro que isso tem um custo para o contratante e depende da parceria da SQ com as entidades que podem oferecer a qualificação requisitada (Entrevistada B).

A sala da qualificação tem uma parceria forte com o Serviço de Obras Sociais (SOS) no que diz respeito à oferta de cursos de qualificação profissional (Diário de campo da pesquisadora). Este órgão é ligado à prefeitura e tem um setor específico chamado Cursos. Neste setor, duas assistentes sociais são responsáveis por administrar os cursos ofertados. De acordo com uma das assistentes sociais (Entrevistada C), o setor recebe verba da prefeitura, que antes era pelo Conselho da Assistência Social, e agora, mais recentemente, por meio da SMICQP.

A SQ e o Cursos do SOS trabalham em parceria e têm o mesmo objetivo de qualificação profissional; no entanto, o público do SOS é mais seletivo, ou seja, os cursos são oferecidos para pessoas entre 18 e 59 anos, e a prioridade são as pessoas inseridas no programa bolsa família, depois os moradores de rua, após, os cursos são abertos para a demanda espontânea (na maioria das vezes desempregados), por fim, algumas vagas são reservadas para o público que procura a SQ (Entrevistada C).

O público do SOS pode ser caracterizado por qualquer pessoa que vá até as instalações do órgão, conforme evidenciado no diário de campo da pesquisadora, “[...] ao chegar no SOS, lugar combinado para a entrevista, foi possível caracterizá-lo como uma construção antiga, necessitando de reforma e reparos, frequentado por pessoas de vestes humildes; logo na entrada, ao lado direito, havia uma bazar” (Diário de campo da pesquisadora).

O projeto atual do Cursos do SOS tem como objetivo qualificar anualmente 1.090 pessoas, divididas nos cursos de cabeleireiro, manicure, depilação, design de sobrancelhas, corte e costura, eletricista industrial e informática básica. Os cursos são ministrados por profissionais da cidade e acontecem no próprio espaço do SOS, o qual possui salas equipadas para que sejam realizados os cursos. No entanto, é muito difícil alcançar o percentual de 100% de pessoas formadas nos cursos, pois sempre há desistentes, que na maioria das vezes são aqueles que arrumam um trabalho e não conseguem mais ter tempo para frequentar o curso (Entrevistada C).

O quarto e último órgão pesquisado foi o Conselho Municipal do Emprego e Relações do Trabalho de Ponta Grossa (CMT-PG), representado pelo seu presidente na pesquisa. O Entrevistado D é empregador, inclusive a entrevista ocorreu na sua empresa. O CMT-PG foi criado pela Lei 5400/1996 e revogado pela Lei 11930/2014, a qual o torna de “caráter permanente e deliberativo, com a finalidade de estabelecer diretrizes e prioridades para as políticas de emprego e relações do trabalho no município” (PONTA GROSSA, Lei Ordinária 5400/96, p. 01).

De acordo com o atual diretor (Entrevistado D), o CMT-PG é aquela equipe que sempre vai cobrar o resultado da agência do trabalhador e, em consequência, da prefeitura, e além disso, intermedeia e cobra o legislativo para fazer leis que beneficiem o trabalhador (Entrevistado D). O conselho é composto de maneira tripartite com representantes dos sindicatos dos empregadores, dos empregados e do setor público, além de empregadores, de entidades, de faculdades, toda representatividade organizada da cidade tem um membro titular. A presidência é trocada anualmente e alterna entre representantes dos empregadores e empregados (Entrevistado D).

Tratando-se das políticas públicas de emprego e renda, alguns pontos foram levantados aos órgãos, a fim de caracterizar de forma mais específica qual a visão deles diante do que eles proporcionam para a população. Um ponto bem específico e importante que foi questionado é: considerando as atribuições do órgão, o objetivo é oferecer política de geração de emprego ou de renda? As respostas foram bem condizentes com o que cada termo significa. O Entrevistado A, da agência SINE, deixou claro que todas as políticas pelas quais é responsável têm por objetivo a geração de emprego; assim como o Entrevistado D. Já para as entrevistadas B e C, existe a questão do emprego, no entanto o objetivo maior é inserir ou reinserir as pessoas no mundo do trabalho.

O que a gente preza, desde o princípio, o pessoal vem pra tá aprendendo, então ela sai daqui apta a fazer aquilo que ela se propôs a aprender. Então, pra nós, pro SOS, essa questão é superimportante, porque a pessoa está indo pra um mercado, mundo do trabalho, que a gente chama também, que é mais amplo que o mercado de trabalho, que a pessoa pode tá trabalhando na sua casa, não somente com a carteira assinada. Então pra nós é superimportante, pro município também, que é uma pessoa a mais que vai estar tendo renda, tá melhorando a renda da sua família (Entrevistada C).

Esses dois órgãos responsáveis pela qualificação podem ser encaixados na perspectiva de Bridges (1995), na qual é ilusório acreditar que os empregos podem ser recuperados ou recriados. Apesar de ser uma visão que vai contra os objetivos das políticas públicas. Bridges (1995) afirma ainda que todas as instituições precisam ajudar as pessoas no desenvolvimento de habilidades, para que, com elas, consigam competir, não por um emprego, mas pelo trabalho

que precisa ser feito. Essa é a perspectiva dos órgãos de qualificação pesquisados: ensinar as pessoas novas habilidades que abram tanto o caminho do emprego quanto do mundo do trabalho.

No que diz respeito ao plano escrito das políticas desenvolvidas pelos órgãos, todos os entrevistados afirmaram ter por escrito a política e, sempre que necessário, ajustam ou criam novas políticas; a exceção é o CMT-PG, que já é uma política da prefeitura, instituída pela Lei Municipal 5400/1996. Como há o plano escrito, há também indicadores, com exceção do CMT- PG. Na agência SINE, há indicadores de vagas preenchidas, de requerimento de seguro- desemprego, etc., os quais servem de parâmetro para as metas cobradas pela ST. Na SQ, e também no SOS, são planilhados os cursos oferecidos, o número de vagas ofertadas, preenchidas e desistentes.

Quanto às políticas direcionadas a minorias (entendidos aqui como gênero feminino, deficientes, homossexuais, jovens e idosos), é possível afirmar que apenas dois órgãos conseguem atender algum público específico desses, sendo: a agência SINE, que tem um departamento específico de encaminhamento para a pessoa com deficiência; e a prefeitura na SQ, onde destaca-se a colocação de estagiários, os quais, na maioria das vezes, são jovens em busca de experiência e colocação no mercado de trabalho.

As políticas direcionadas às minorias são ações de extrema importância no combate à exclusão social. O governo, por meio das políticas de emprego e renda, tem o papel de inserir, manter e reinserir trabalhadores excluídos. Tal exclusão é caracterizada por Bento e Castelar (2001, p 65) como:

A exclusão econômica e social, um dos mais dramáticos e irredutíveis retratos dos processos de mudanças que atingem o mundo do trabalho, não impacta uniformemente os diferentes segmentos sociais. Amiúde, atributos da pessoa, a exemplo da idade, gênero, parte de deficiências, orientação sexual e, destacadamente, a cor e etnia, são associados a fatores econômicos, agravando ainda mais as condições de trabalho e de vida dos membros dos grupos socialmente estigmatizados.

Para finalizar a apresentação dos resultados da pesquisa com os órgãos, o quadro 10 mostra uma síntese das políticas encontradas, denominadas categorias de pesquisa, juntamente com a sua origem, objetivo e critério de sucesso, chamadas de subcategorias da pesquisa.

Quadro 10: Síntese dos resultados das categorias e subcategorias das políticas públicas encontradas. Categorias (Políticas) Subcategorias

Intermediação de mão de obra

Origem: federal

Objetivo: ajudar o trabalhador a se recolocar no mercado de trabalho de forma mais rápida.

Critério de Sucesso: número de vagas preenchidas versus vagas oferecidas Atendimento do seguro

desemprego

Origem: federal

Objetivo: dar apoio monetário temporário ao trabalhador desempregado. Critério de Sucesso: durar o menor tempo possível ou nem ser utilizada. Emissão da carteira de

identidade e da carteira de trabalho

Origem: municipal

Objetivo: facilitar o acesso das pessoas ao serviço.

Critério de Sucesso: manter a população economicamente ativa com a documentação correta

Departamento do serviço social no SINE

Origem: municipal

Objetivo: facilitar a colocação de mão de obra de pessoas com deficiência no mercado de trabalho.

Critério de Sucesso: inserir o maior número de pessoas com deficiência no mercado de trabalho.

Elaborar e imprimir currículos gratuitamente para a

população

Origem: municipal

Objetivo: ajudar as pessoas a se colocar no mercado de trabalho. Critério de Sucesso: conseguir que as pessoas encontrem um emprego.

Prestar serviços em locais mais retirados

Origem: municipal

Objetivo: levar os serviços para a população que mora em bairros mais afastados da região central.

Critério de Sucesso: suprir as necessidades das pessoas, de documentação, qualificação, além do acesso às vagas de emprego.

Cursos de qualificação profissional gratuitos para toda a população

Origem: Municipal

Objetivo: oferecer qualificação profissional gratuita para toda a população. Critério de Sucesso: preencher todas as vagas dos cursos e inserir, ou reinserir, as pessoas no mercado de trabalho.

Programa de estágio para a prefeitura e qualificação para os estagiários

Origem: municipal

Objetivo: dar oportunidade aos estudantes de colocar em prática o que eles aprendem no ambiente escolar.

Critério de Sucesso: colocar mão de obra qualificada e com alguma experiência no mercado de trabalho.

Cursos de qualificação profissional gratuitos para a população vulnerável

Origem: municipal

Objetivo: qualificar a população carente para se colocar no mundo do trabalho.

Critério de Sucesso: Devolver a dignidade para as pessoas colocando-as no mundo trabalho.

Conselho Municipal do Trabalho

Origem: municipal

Objetivo: cobrar os órgãos públicos eficiência nas políticas públicas de emprego e renda para a população e para as empresas.

Critério de Sucesso: melhorar as políticas públicas de emprego e renda beneficiando a população e as empresas.

Fonte: dados da pesquisa (2018).

O quadro 10 resume todas as políticas identificadas durante a pesquisa, juntamente com sua origem, objetivos e critérios de sucesso. Essas categorias foram definidas no início da pesquisa e estão descritas detalhadamente na metodologia deste estudo.

No documento FERNANDA ALMEIDA DA SILVA ROSA (páginas 56-65)