4.2 Descrição dos principais riscos de mercado
A Companhia está sujeita aos riscos de mercado no curso normal de suas atividades. Tais riscos estão relacionados principalmente às alterações adversas em taxas de juros e câmbio, à indústria em geral, às atividades e à regulamentação do setor de atuação, bem como às licenças ambientais necessárias para o desenvolvimento das atividades.
A instabilidade cambial pode prejudicar a economia brasileira, bem como a Companhia.
Em decorrência de diversas pressões, a moeda brasileira tem sofrido oscilações recorrentes com relação ao Dólar, Euro e outras moedas fortes ao longo dos últimos anos. Durante os três últimos anos podemos verificar a seguinte variação de taxa de câmbio (venda):
Câmbio 2018 2017 2016 2018/2017 2017/2016
R$/US$ R$/US$ R$/US$ % %
Dólar Médio 3,66 3,19 3,48 15% -8%
Dólar Final 3,87 3,31 3,26 17% 2%
A valorização do real, frente ao dólar e outras moedas, afeta positivamente o endividamento da Companhia em moeda estrangeira, porém impacta negativamente as receitas de exportação assim como o resultado operacional.
A análise de sensibilidade da variação cambial demonstrada abaixo está sendo calculada sobre a exposição cambial líquida (basicamente por empréstimos e financiamentos, contas a receber de clientes e fornecedores a pagar em moeda estrangeira) e não foi considerado o efeito nos cenários sobre a projeção de vendas de exportação que de certa forma, fará frente a eventual perda cambial futura quando realizados.
É importante salientar que os vencimentos dos financiamentos não ocorrerão substancialmente em 2018, sendo assim, a variação cambial não terá efeito no caixa decorrente desta análise. Em contrapartida, as exportações da Companhia, deverão ter o impacto da variação cambial no caixa já substancialmente durante o ano, dessa forma a Companhia protege seu caixa das referidas variações.
Para fins de análise de sensibilidade, adotou como cenário I a taxa de mercado futuro vigente no período de elaboração destas demonstrações financeiras de 31 de dezembro de 2018, para o cenário II esta taxa foi corrigida em 25% e para o cenário III em 50%.
Desta forma, mantidas as demais variáveis constantes, o quadro abaixo demonstra simulação do efeito da variação cambial no resultado futuro de 12 meses:
Sa ldo
31/12/2018 Cen á r io I Cen á r io II Cen á r io III US$ T a xa R$ ga n h o(perda ) T a xa R$ ga n h o(per da ) T a xa R$ ga n h o(per da ) A t iv os Ca ix a e ca ix a equ iv a len t es 1 3 9 .5 8 3 3 ,7 2 (2 1 .7 3 3 ) 4 ,6 5 1 08 .2 0 4 5 ,5 8 2 3 8 .01 6 Con t a s a r eceber , líqu ido de
PECLD 1 9 1 .0 0 6 3 ,7 2 (2 9 .7 4 0 ) 4 ,6 5 1 4 8 .06 8 5 ,5 8 3 2 5 .7 04 Ou t r os a t iv os e pa ssiv os (5 .6 7 8 ) 3 ,7 2 8 8 4 4 ,6 5 (4 .4 0 1 ) 5 ,5 8 (9 .6 8 2 ) Fin a n cia m en tos (3 .1 6 0 .8 0 6 ) 3 ,7 2 4 9 2 .1 3 7 4 ,6 5 (2 .4 5 0.2 5 7 ) 5 ,5 8 (5 .3 8 9 .8 0 6 ) Efeit o l íqu ido n o r esu l t a do fi n a n cei ro 441.548 (2.198.386) (4.835.768)
O declínio no nível de atividade econômica e a consequente estagnação ou desaceleração do crescimento do PIB brasileiro e mundial pode reduzir a demanda por produtos da Companhia.
4.2 - Descrição dos principais riscos de mercado
Os resultados operacionais da Companhia são afetados pelo nível de atividade econômica no Brasil e no mundo. Uma diminuição da atividade econômica brasileira e mundial tipicamente resulta em redução da produção industrial que, por sua vez, implica redução do consumo dos produtos da Companhia. Caso ocorra desaceleração do crescimento do PIB brasileiro e mundial, os resultados operacionais da Companhia podem vir a ser afetados adversamente.
A queda ou a manutenção das taxas de juros reais pode causar um efeito adverso à economia brasileira e à Companhia.
A Companhia está exposta ao risco de taxa de juros, uma vez que a maior parte de suas obrigações financeiras está atrelada a taxas flutuantes (Taxa de Juros de Longo Prazo, definida pelo Banco Central do Brasil e a Taxa DI). A elevação das taxas de juros pode afetar negativamente a demanda interna dos produtos da Klabin, assim como seu custo de financiamento.
Em 31 de dezembro de 2018, 2017 e 2016, as taxas de juros Selic foram 6,43%, 7% e 13,75% ao ano, respectivamente.
Caso o Governo Federal aumente as taxas de juros, incluindo a Taxa de Juros a Longo Prazo ou adote outras medidas com relação à política monetária que resultem em um aumento significativo das taxas de juros, as despesas financeiras da Companhia poderão aumentar significativamente por conta da indexação desses índices as taxas aplicáveis, afetando adversamente a sua condição econômico-financeira.
As aplicações financeiras e os financiamentos são atrelados à taxa de juros pós-fixada do CDI, exceto aqueles atrelados à TJLP. Para efeito de análise de sensibilidade demonstrada abaixo, a Companhia adotou taxas vigentes em datas próximas a da apresentação das demonstrações financeiras de 31 de dezembro de 2018, utilizando para Selic, IPCA e CDI a mesma taxa em decorrência da proximidade das mesmas, na projeção do cenário I, para o cenário II estas taxas foram corrigidas em 25% e para o cenário III em 50%.
Desta forma, mantidas as demais variáveis constantes, o quadro a seguir demonstra simulação do efeito da variação das taxas de juros no resultado futuro de 12 meses:
Sa ldo
31/12/2018 Cen á r io I Cen á r io II Cen á r io III R$ T a xa R$ ga n h o(perda ) T a xa R$ ga n h o(per da ) T a xa R$ ga n h o(per da ) A plica ções fin a n ceir a s
CDB's CDI 5 .1 1 2 .2 5 7 6 ,4 2 % (1 .02 2 ) 8 ,0 0 % 8 0.7 7 4 9 ,6 0% 1 6 2 .5 7 0 LFT's Selic 8 5 2 .7 7 8 6 ,4 3 % (2 5 6 ) 8 ,0 0 % 1 3 .3 8 9 9 ,6 0% 2 7 .03 3 NTN - B IPCA 4 5 2 .6 2 3 3 ,6 9 % 1 .4 4 8 5 ,0 1 % 5 .9 8 6 6 ,0 2 % 1 0 .5 2 3 Fin a n cia m en t os
NCE (R$) e CRA CDI (4 .7 4 0 .5 1 3 ) 6 ,4 2 % 9 4 8 8 ,0 0 % (7 4 .9 00 ) 9 ,6 0% (1 5 0 .7 4 8 ) BNDES TJLP (1 .8 7 3 .1 4 2 ) 6 ,9 8 % (9 3 7 ) 8 ,7 9 % (3 3 .8 5 7 ) 1 0 ,5 5 % (6 6 .7 7 8 ) Debên t u r es IPCA (6 6 2 .6 7 6 ) 3 ,6 9 % (2 .1 2 1 ) 5 ,0 1 % (8 .7 6 4 ) 6 ,0 2 % (1 5 .4 0 7 ) Pr é-pa g a m en to de ex p., BID e
Fin n v er a Libor (7 .1 0 1 .7 1 9 ) 3 ,01 % 2 .8 8 0 3 ,7 1 % (4 9 .7 5 9 ) 4 ,4 5 % (1 0 2 .3 9 8 ) Efeit o l íqu ido n o r esu l t a do fi n a n cei ro 940 (67.131) (135.205)
A Administração da Companhia gerencia o risco aplicando uma estratégia de aplicação de recursos de forma diferenciada e aprovada em Políticas.
O governo brasileiro exerceu e continua a exercer influência significativa sobre a economia brasileira. Essa influência, bem como a conjuntura econômica e política brasileira, podem afetar adversamente a Companhia.
4.2 - Descrição dos principais riscos de mercado
A Companhia não tem controle sobre quais medidas ou políticas o governo brasileiro poderá adotar no futuro, e não pode prevê-las. Os negócios da Companhia, sua situação financeira, o resultado de suas operações e suas perspectivas poderão ser prejudicados por modificações relevantes nas políticas ou normas que envolvam ou afetem fatores, tais como:
● expansão ou contração da economia global ou brasileira; ● controles cambiais e restrições a remessas para o exterior; ● controle sobre importação e exportação;
● flutuações cambiais relevantes; ● alterações no regime fiscal e tributário; ● alterações nas normas trabalhistas;
● liquidez dos mercados financeiros e de capitais domésticos; ● taxas de juros;
● inflação;
● política monetária;
● ambiente regulatório pertinente às atividades da Companhia; ● política fiscal; e
● outros acontecimentos políticos, diplomáticos, sociais e econômicos que venham a ocorrer no Brasil ou que o afetem.
A incerteza quanto à implementação de mudanças por parte do governo brasileiro nas políticas ou normas que venham a afetar esses ou outros fatores no futuro pode contribuir para a incerteza econômica no Brasil e para aumentar a volatilidade do mercado brasileiro de valores mobiliários e dos valores mobiliários emitidos no exterior por companhias brasileiras. Tais incertezas e outros acontecimentos futuros na economia brasileira poderão afetar a Companhia.
A inflação e os esforços do governo brasileiro de controle da inflação podem contribuir significativamente para a incerteza econômica no Brasil, o que pode afetar adversamente a Companhia, suas atividades e sua capacidade de pagamento.
As medidas do governo brasileiro para controle da inflação frequentemente têm incluído a manutenção de política monetária restritiva com altas taxas de juros, restringindo assim a disponibilidade de crédito e reduzindo o crescimento econômico. Como consequência, as taxas de juros têm flutuado de maneira significativa.
Eventuais futuras medidas do governo brasileiro, inclusive redução das taxas de juros, intervenção no mercado de câmbio e ações para ajustar ou fixar o valor do Real poderão desencadear aumento de inflação. Na hipótese de o Brasil sofrer aumento de inflação no futuro, o governo brasileiro poderá optar por elevar as taxas de juros oficiais.
A alta na taxa de juros pode ter um efeito adverso nas atividades, e capacidade de pagamento da Companhia, pelos seguintes motivos: (i) a Companhia pode não ser capaz de reajustar os preços que cobra de seus clientes e pagadores para compensar os efeitos da inflação sobre a sua estrutura de custos; (ii) a alta das taxas de inflação poderá gerar um aumento na taxa de juros interna impactando diretamente no custo de captação de recursos da Companhia, bem como no seu custo de financiamento, de modo a elevar o custo de serviço de dívidas da Companhia expressas em reais, acarretando, deste modo, um lucro líquido menor para a Companhia; e (iii) a elevação da taxa de inflação e seu efeito sobre a taxa de juros interna poderão acarretar redução da liquidez da Companhia nos mercados internos de capitais e de crédito, o que afetaria diretamente a sua capacidade para refinanciar seus endividamentos. Qualquer redução na receita líquida ou no lucro líquido e qualquer deterioração da situação econômico-financeira da Companhia poderão afetar a capacidade de pagamento da Companhia.
4.2 - Descrição dos principais riscos de mercado
Acontecimentos políticos, econômicos e sociais e a percepção de riscos em outros países, podem prejudicar o preço de mercado dos valores mobiliários brasileiros, inclusive o preço de mercado dos valores mobiliários da Companhia.
O valor de mercado de valores mobiliários de emissão de companhias brasileiras é influenciado, em diferentes graus, pelas condições econômicas e de mercado de outros países. A reação dos investidores aos acontecimentos em outros países pode causar um efeito adverso sobre o valor de mercado dos valores mobiliários emitidos por companhias brasileiras. Crises nesses países podem reduzir o interesse dos investidores nos valores mobiliários das companhias brasileiras, inclusive os valores mobiliários de emissão da Companhia.
No passado, o desenvolvimento de condições econômicas adversas em outros países do mercado emergente resultou, em geral, na saída de investimentos e, consequentemente, na redução de recursos externos investidos no Brasil. A crise financeira originada nos Estados Unidos no terceiro trimestre de 2008 resultou em um cenário recessivo em escala global, com diversos reflexos, que, direta ou indiretamente, afetaram de forma negativa o mercado acionário e a economia do Brasil, tais como oscilações nas cotações de valores mobiliários de companhias abertas, falta de disponibilidade de crédito, redução de gastos, desaceleração generalizada da economia mundial, instabilidade cambial e pressão inflacionária. Além disso, as instituições financeiras podem estar impossibilitadas, por condições adversas de mercado, de renovar, estender, conceder novas linhas de crédito em condições economicamente favoráveis ou de honrar seus compromissos.
Isso poderia dificultar o acesso da Companhia ao mercado de capitais e ao financiamento das suas operações no futuro, em termos aceitáveis ou absolutos. Quaisquer desses acontecimentos poderão afetar adversamente os negócios da Companhia.
Risco de crédito de clientes no pagamento dos títulos em aberto da Companhia
Os clientes da Companhia podem não honrar suas obrigações gerando perdas financeiras, devido a não realização do saldo de vendas efetuadas por conta de dificuldade financeiras. A carteira de clientes da Companhia é diversificada entre clientes do mercado interno e mercado externo.
A qualidade do risco de crédito nas atividades operacionais da Companhia é administrada por normas específicas de aceitação de clientes, análise de crédito e estabelecimento de limites de exposição por cliente, os quais são revisados periodicamente, avaliando a saúde financeira dos clientes e capacidade de pagamento. O monitoramento de duplicatas vencidas é realizado prontamente para buscar o seu recebimento, sendo registradas as perdas estimadas com crédito de liquidação duvidosa para itens com risco de não recebimento. A partir de abril de 2017 a Companhia mantém apólice de seguro para os recebíveis nos mercados interno e externo para todas as unidades de negócio, exceto para os clientes de madeira da unidade Florestal, além de determinados clientes que não atendam às exigências específicas de risco, tais como continuidade e liquidez, analisadas pela seguradora para serem incorporados na apólice. A apólice vigente tem vencimento em julho de 2020.
Em 31 de dezembro de 2018, o valor máximo exposto pela Companhia ao risco de crédito das contas a receber de clientes equivale a R$ 2.040.931 mil. O valor de Perdas com Crédito de Liquidação Duvidosa sobre o saldo representa o montante de R$ 45.394 mil.