CAPÍTULO 2. FUNDAMENTAÇÃO CONCEITUAL
2.5 DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL: DIRETRIZES ESPECÍFICAS PARA A
Os recursos minerais são, indubitavelmente, o exemplo mais claro de recurso natural não- renovável, visto que após o consumo não podem ser renovados, assim, portanto, a principal característica dos recursos não-renováveis é a possibilidade de exaustão ou esgotamento, isto é, são recursos finitos. Neste ínterim, Fonseca (1995, p. 178 e 179) expressa seu descrédito sobre as políticas de uso mais racional dos minerais escassos:
“Até uns quinze anos atrás, diante da perspectiva do crescimento acelerado do consumo, existia no mundo uma preocupação com a limitação das reservas de alguns minerais. A diminuição do ritmo de crescimento econômico (depois da crise do petróleo) e o aparecimento de outros problemas ecológicos mais imediatos relegou a preocupação com as reservas minerais para um segundo plano. De qualquer forma, é evidente que as gerações futuras terão que aprender a viver sem muitos dos minerais que hoje se desperdiçam com facilidade (...). Atualmente, nenhum país ou sociedade está no caminho de perseguir uma política de racionalização do uso dos minerais escassos, e o assunto às vezes é até descartado como utópico pelos antiecologistas. No futuro não muito distante, entretanto, a racionalização do uso será imposta ao homem pela natureza em condições mais difíceis do que as atuais, pois as jazidas mais fáceis já não existirão”.
Como o desenvolvimento sustentável11 é aquele que procura assegurar a satisfação das necessidades atuais, ou presentes, sem, contudo, impedir as gerações futuras de atenderem às suas
11 O conceito de desenvolvimento sustentável carrega consigo um ingrediente inovador, uma vez que trata as gerações futuras como titulares do direito a um meio ambiente equilibrado e de um desenvolvimento saudável (MACHADO, 1998).
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próprias necessidades. Surge um questionamento, se é possível assegurar a sustentabilidade a partir da utilização de bens que podem ser quantitativamente limitados. De fato, o elemento que acarreta a valorização dos recursos minerais, juntamente com a possibilidade de exploração econômica, é, justamente, a maior ou menor abundância e disponibilidade. Neste contexto, inserem os fundamentos sobre o uso sustentável dos recursos escassos ou exauríveis e a evolução da tecnologia para o reaproveitamento dos bens minerais, por exemplo do alumínio e do ferro. Assim como a tecnologia aumenta o aproveitamento das reservas minerais, ampliando a possibilidade de uso.
A manutenção e/ou a expansão da qualidade de vida humana, da produção e do consumo são inimagináveis sem a exploração dos recursos minerais. O desenvolvimento depende substancialmente da mineração.
Conforme assinala Machado (1989, p. 23), para atingir o alto padrão de vida dos Estados Unidos da América no início da década de 70, foram usados mais minerais e combustíveis durante os 30 anos que precederam aquela época, do que toda a população mundial usara antes. Este consumo enorme terá de dobrar somente para atender às necessidades da população dos EUA através do resto de suas vidas, para não dizer das necessidades das gerações futuras, ou o consumo crescente que terá lugar nos países menos desenvolvidos, se eles vierem a elevar o seu padrão de vida. Apesar de todas as discussões sobre o que deve ser realmente um desenvolvimento sustentável, vê-se que a questão se mostra ainda mais complexa quando pensa-se na escassez dos recursos minerais e de outros recursos naturais. Portanto, na exploração, beneficiamento e utilização dos recursos minerais, tem-se que ter em vista o princípio da exploração sustentável (SILVA, 1995), ou produção sustentável.
Milaré (2001, p. 50), nesse sentido, adverte que é oportuno recordar que os recursos limitados e finitos da natureza não podem atender à demanda das necessidades ilimitadas e infinitas, tanto as sentidas naturalmente quanto aquelas geradas artificialmente pela sociedade humana em sua evolução histórica. A composição das legítimas necessidades da espécie humana com as legítimas necessidades do planeta Terra efetiva-se no âmago do processo de desenvolvimento sustentável. Este, por sua vez, tem como pressupostos a produção sustentável e o consumo sustentável.
Além da exploração sustentável, ou produção sustentável, a sustentabilidade deve atingir da mesma forma o consumo. O consumo sustentável também é uma carência imperiosa na
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caminhada rumo a um desenvolvimento sustentável. É certo que o consumo está vinculado à produção, entretanto, a participação do consumidor, exigindo e cobrando produtos ambientalmente saudáveis é de suma relevância no exercício da cidadania ambiental.
As atividades de extração mineral sempre foram tidas como a grande força motriz de dinamização das economias nacionais e locais, sob perspectivas diversas - infra-estrutura, emprego, elevação das receitas públicas, etc. Por outro lado, o debate sobre essa questão sempre esteve concentrado nos efeitos macroeconômico dessas atividades ou nos chamados impactos ou passivos sociais e ambientais com o esgotamento da mina e encerramento dessas atividades (GONZÁLEZ, 2004; ENRÍQUEZ, 2007, SANTOS e FARIAS FILHO, 2010).
As preocupações têm convergido na tentativa de inserir o setor da mineração no marco global de entendimento da relação meio ambiente/desenvolvimento e, em consequência, no estabelecimento de marco regulatório para este setor da economia (COMISSÃO MUNDIAL SOBRE MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO, 1988, p.46).
A crescente mobilização desse debate tem envolvido não só a presença de diversas esferas dos movimentos sociais, dos segmentos ambientalistas e governamentais, mas, também, do próprio setor de mineração com demonstração de forte liderança na condução desse processo.
O Conselho Internacional de Metais e Meio Ambiente (ICME), uma associação de 30 empresas internacionais do setor de mineração e metais, no intuito de revisar sua Carta Ambiental e criar uma Carta de Desenvolvimento Sustentável, mobilizou, em 1998, pela primeira vez, um importante conjunto de atores externos, incluindo ONGs e representantes de movimentos sociais (CONNEY, 2004). Ainda em 1988, o Centro Internacional de Pesquisas para o Desenvolvimento (IDRC) criou a iniciativa de Pesquisa sobre Políticas Minerais (IIPM) para apoiar a pesquisa aplicada e participativa em questões de mineração e desenvolvimento sustentável, com ênfase na cooperação entre múltiplos atores.
Na Cúpula da Terra (ECO-92), a Agenda 21 não trouxe qualquer menção direta aos recursos minerais. Somente na Cúpula da Terra II ou Rio+10, após calorosas discussões, os insumos minerais foram considerados primordiais para o desenvolvimento econômico e social de muitos países, tendo em vista que os minerais são essenciais para a vida moderna (VILLAS BOAS, 2011, p. 36).
A Agenda 21 é um documento que se ocupa de temas atuais e objetiva “preparar o mundo para os desafios do próximo século”, segundo consta no parágrafo 1.3. de seu preâmbulo e estabelece
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diretrizes que devem ser seguidas pelos Estados ao longo do século XXI (CONFERÊNCIA DAS NAÇÕES UNIDAS SOBRE MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO, 1997, p. 9).
De acordo com Soares (2001, p. 83), a Agenda 21:
“(...) caracteriza-se como documento complexo de cerca de 800 páginas, no qual se estabelece um programa global de política de desenvolvimento e de política ambiental, elaborado por países industrializados e pelos em vias de desenvolvimento, com seus princípios válidos para ambos os conjuntos, embora com exigências distintas para cada qual. Constituída de 40 capítulos, distribuídos em quatro seções, estipula as diretrizes que deverão servir de base para a cooperação bilateral e multilateral quanto a políticas de desenvolvimento, inclusive de financiamentos de órgãos internacionais, relativas ao combate à pobreza, política demográfica, educação, saúde, abastecimento de água potável, saneamento, tratamento de esgotos e detritos, agricultura e desenvolvimento rural, bem como ao gerenciamento sustentável dos recursos hídricos e de solo, inclusive florestas”.
No Plano de implementação da Agenda 21 aprovado na Cúpula Mundial sobre Desenvolvimento Sustentável (CMDS) o parágrafo 46 ressalta que a mineração, os minerais e os metais são importantes para o desenvolvimento econômico e social de muitos países. Os minerais são essenciais para a vida moderna e para potencializar sua contribuição ao desenvolvimento sustentável, é necessário que sejam adotadas medidas em todos os níveis a fim de
(CONFERÊNCIA DAS NAÇÕES UNIDAS SOBRE MEIO AMBIENTE E
DESENVOLVIMENTO, 1997):
(a) apoiar os esforços envidados para tratar dos impactos e benefícios ambientais, econômicos, sociais e da saúde advindos da mineração, dos minerais e metais durante o seu ciclo de vida, incluindo a saúde e segurança dos trabalhadores, e fazer uso de diversas parcerias, aumentando as atividades existentes em âmbito nacional e internacional entre Governos, organizações intergovernamentais, empresas de mineração e mineiros, bem como outros grupos de interesse, a fim de promover transparência e responsabilidade (Accountability) para alcançar a sustentabilidade da mineração e o desenvolvimento sustentável dos minerais;
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(b) aumentar a participação dos grupos de interesse, inclusive as comunidades locais e indígenas e as mulheres, para que desempenhem um papel ativo no desenvolvimento sustentável dos minerais, metais e mineração durante todo o ciclo de vida das operações de mineração, inclusive após o encerramento de suas atividades para fins de reabilitação, em conformidade com as normas nacionais e levando em conta os impactos transfronteiriços significativos;
(c) fomentar práticas de mineração sustentáveis prestando apoio financeiro, técnico e de capacitação aos países em desenvolvimento e aos países com economias em transição, a fim de aperfeiçoar a mineração e o beneficiamento de minerais, inclusive a exploração em pequena escala e, quando possível e adequado, melhorar o beneficiamento que agregue valor, atualizar as informações científicas e tecnológicas e recuperar e reabilitar os locais degradados.
Pereira (2011, p. 72) explana que por ser um documento referendado internacionalmente, a Agenda 21 abriu caminho para a construção política de um plano de ação e de planejamento global com o objetivo de formatar um novo paradigma para a economia e a civilização. Ela foi concebida como um plano de ação para ser adotado nos níveis internacional, nacional e local, envolvendo diversos tipos de atores sociais (governos, empresas, organismos internacionais e Organizações Não Governamentais, dentre outros atores sociais) que podem cooperar para a solução dos problemas socioambientais.
Em 1999, o Banco Mundial convocou uma reunião com os membros do ICME (Conselho Internacional de Metais e Meio Ambiente) e as principais partes interessadas com o intuito de identificar os princípios a serem incluídos na Carta de Desenvolvimento Sustentável do ICME, aprovada em outubro de 2000. A indústria mineradora foi o primeiro setor industrial que proclamou coletivamente seu compromisso com o desenvolvimento sustentável, com objetivos e compromissos específicos (VILLAS BOAS, 2011, p. 41).
Em dezembro de 2000, a Organização das Nações Unidas (ONU) resolveu que a CDS12 (Comissão de Desenvolvimento Sustentável) serviria de Órgão Central organizador da Cúpula Mundial sobre o Desenvolvimento Sustentável (CMDS), conhecida como Rio+10 ou Cúpula da Terra II, que ocorreria em Johannesburgo em 2002 e que teria como objetivo avaliar a situação do meio ambiente global em função das medidas adotadas na Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento, conhecida também como ECO-92, Rio-92, Cúpula ou Cimeira da Terra.
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CDS – Comissão de Desenvolvimento Sustentável. O seu objetivo é acompanhar e cooperar com os países na elaboração e implementação das agendas nacionais para políticas de meio-ambiente.
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Os participantes da Cúpula Mundial sobre o Desenvolvimento Sustentável (CMDS) reconheceram que não foram alcançados os objetivos fixados na Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (CNUMAD), e reiteraram que os três pilares inseparáveis de um desenvolvimento sustentável estabelecidos naquela ocasião continuavam sendo a proteção do meio ambiente, o desenvolvimento social e o desenvolvimento econômico. Pereira (2011, p. 72) destaca que um aspecto central, enfatizado é o planejamento de sistemas de produção e de consumo sustentáveis contra a cultura do desperdício. Ela propõe, então, uma reformulação do conceito de progresso, normalmente entendido como a capacidade de produção e de consumo de um país. Entretanto, faltam assim como aos demais instrumentos internacionais que visam à proteção ambiental, meios viabilizadores para garantir a sua implementação, principalmente recursos financeiros. Os recursos financeiros teriam necessariamente que partir dos países desenvolvidos, que ainda não se sentem realmente compromissados com os propósitos desta Agenda (VIOLA e LEIS, 1998).
Vigevani (1998,p. 52) aponta que a execução da Agenda 21 pressupunha, de 1993 a 2000, recursos de aproximadamente US$ 561 bilhões, distribuídos entre inúmeras atividades necessárias à proteção ambiental (pobreza, assentamentos, deflorestação, água, resíduos sólidos, agricultura, educação, etc.).
Em relação ao setor mineral, Villas Bôas (2011, p. 49) esclarece que cada estado, município ou região precisará construir um conjunto próprio de indicadores de sustentabilidade levando em conta as suas especificidades, potencialidades e vulnerabilidades.
Depois da elaboração de diferentes estudos globais, (MMSD - a Mining. Minerals and
Sustainable Development – Mineração, Minerais e Desenvolvimento Sustentável), em maio de
2002 no Canadá, a GMI (Iniciativa de Mineração Global), concluiu na conferência Resourcing
the Future, com a Declaração de Toronto, um conjunto de compromissos assumidos pelas
empresas líderes que mudaria sua forma de encarar a mineração no futuro (VILLAS BÔAS, 2011, p. 42).
O Conselho Internacional de Mineração e Metais (ICMM), sucessor do ICME (Conselho Internacional de Metais e Meio Ambiente), depois da reunião de Toronto e após as recomendações do projeto MMSD (Mineração, Minerais e Desenvolvimento Sustentável), assumiu missão de promover, a participação da indústria nos assuntos da sustentabilidade em cooperação com entidades como a União Mundial para a Natureza (UICN), a Iniciativa Global
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para Apresentação de relatórios (GRI), O Banco Mundial, organismos da ONU e diferentes organizações não governamentais. (VILLAS BÔAS, 2011, p. 42)
Como salienta VILLAS BÔAS (2001, p. 39), em 2003 foi realizada a I Conferência Nacional do Meio Ambiente, e em seu Relatório final foram levantados os seguintes tópicos selecionados a indústria mineral:
Políticas e Práticas - promover políticas de controle ambiental e de recomposição do meio físico e biótico de áreas impactadas pela mineração, estimulando a reutilização, a reciclagem e o aproveitamento de resíduos e rejeitos de mineração na construção civil, na produção de artesanato mineral e de materiais agro geológicos.
Fiscalização, Monitoramento, Licenciamento e Certificação - articular o recebimento e o acompanhamento dos licenciamentos ambientais e de seus relatórios com os relatórios obrigatórios para a outorga dos direitos minerários. Realizar levantamento dos passivos ambientais gerados pela mineração, em especial nas minas abandonadas, e implementar políticas voltadas para a sua recuperação.
Legislação e Aplicação da Lei - definir critérios, condicionantes e compensações para extração mineral em unidades de conservação e no seu entorno, em especial nas áreas de preservação permanente.
Transversalidade no Governo - implementar agenda comum entre o Ministério de Minas e Energia e o Ministério do Meio Ambiente; estimular e promover amplo debate sobre como efetuar o zoneamento ecológico econômico com inventário do patrimônio mineral e outros bens de capital natural previamente à definição de áreas de desenvolvimento da produção mineral, de forma a preservar os outros recursos naturais associados e as populações vizinhas; uniformizar, entre os órgãos reguladores e licenciadores das atividades de energia e mineração, as bases cartográficas utilizadas nos processos de licenciamento ambiental que definem as zonas de exclusão, dentre outros.
Há princípios internacionais e diretrizes setoriais utilizados para a construção dos relatórios de sustentabilidade para as empresas. Esses relatórios são fundamentais para a atuação de qualquer empresa ou empreendimento. Isso ocorre pelo crescente conceito da responsabilidade social. VILLAS BÔAS (2011, p. 12) explana que a ideia de desenvolvimento sustentável, fortalece a criação dos instrumentos legais e institucionais de defesa do meio ambiente. A criação dos
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mecanismos legais constitui um marco para que a atividade extrativa mineral atue com responsabilidade e minimize seus impactos tanto ambientais como sociais.
A motivação da legislação, do mercado e da sociedade constitui um marco para que a sociedade se comprometa com a gestão ambiental e com a responsabilidade para com as gerações futuras: a proteção do meio ambiente13 referente à minimização dos impactos, melhoramento contínuo de processos, proteção da biodiversidade e educação ambiental para a comunidade, são aspectos prioritários as quais destinam enormes recursos.
VILLAS BÔAS (2011, p. 12) salienta que o desenvolvimento sustentável das atividades de exploração, a explotação de minerais e o cuidado intensivo com o meio ambiente, permitirá a aprovação da comunidade, o que pode-se denominar de: Licença Social.
Licença Social é aquela que vem da própria sociedade, do conjunto dos cidadãos, e não apenas dos órgãos públicos normatizadores e fiscalizadores. Fundamentada em confiança através da transparência em relação aos impactos do empreendimento, tanto negativos quanto positivos. É imprescindível que a população conheça os riscos, impactos e, mais ainda, os benefícios do processo de instalação dos empreendimentos. E diante disso, a licença social é um dos novos desafios para mineração, a partir da percepção de que o uso dos recursos minerais é fundamental para o bem-estar da sociedade e contribui para melhorar a sua qualidade de vida.
A licença social é baseada em três princípios: legitimidade, credibilidade e confiança.
Os relatórios de sustentabilidade que são apresentados pelas empresas contêm uma série de indicadores que apontam como aquela empresa está agindo qualitativamente ou quantitativamente dentro das dimensões ambiental, social e econômica.
No caso da indústria mineral, as profundas diferenças de porte, substâncias extraídas e impactos econômicos, sociais e ambientais dificultam a escolha de um conjunto único de indicadores de sustentabilidade, bem como sua construção para acompanhar todas as fases da atividade extrativa mineral. (VILLAS BÔAS, 2011, p. 47).
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Para Silva (1995, p. 2) o “meio ambiente é, assim, a interação do conjunto de elementos naturais, artificiais e culturais que propiciem o desenvolvimento equilibrado da vida em todas as suas formas”. O autor, partindo desse conceito, trabalha com a existência de três aspectos do meio ambiente: o meio ambiente artificial (espaço urbano); o meio ambiente cultural (patrimônio histórico, artístico, arqueológico, paisagístico, turístico); e o meio ambiente natural ou físico (constituído pela interação dos seres vivos com seu meio).
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