Na legisla¸c˜ao brasileira, a responsabilidade por danos decorrentes de defeitos de fabrica¸c˜ao encontra respaldo no C´odigo de Defesa do Consumidor. Antes de avan¸car no tema deve-se frisar a aplicabilidade do CDC na rela¸c˜ao comprador e fornecedor de um carro autˆonomo. Sendo consumidor, nos termos do art. 2º da lei ”toda pessoa f´ısica ou ju- r´ıdica que adquire ou utiliza produto ou servi¸co como destinat´ario final”e fornecedor toda pessoa f´ısica ou jur´ıdica, p´ublica ou privada, nacional ou estrangeira, (...), que desenvol- vem atividade de produ¸c˜ao, montagem, cria¸c˜ao, constru¸c˜ao, transforma¸c˜ao, importa¸c˜ao, exporta¸c˜ao, distribui¸c˜ao ou comercializa¸c˜ao de produtos ou presta¸c˜ao de servi¸cos, temos que existe rela¸c˜ao de consumo entre os usu´arios de tais ve´ıculos com os fabricantes, bem como as concession´arias que os comercializem.
Ser´a atingido pela prote¸c˜ao de consumo n˜ao apenas o t´ıpico consumidor final, mas tamb´em o que utiliza o produto ou servi¸co como destinat´ario final. Assim, por exemplo, produto adquirido por algu´em e emprestado ou cedido a terceiro, este tamb´em recebe a prote¸c˜ao da lei do consumidor. Sendo assim, n˜ao s´o o propriet´ario do ve´ıculo est´a protegido nessa rela¸c˜ao mas tamb´em os demais passageiros que puderem utilizar o ve´ıculo.
A responsabilidade civil nas rela¸c˜oes de consumo se acha regulada exaustivamente em duas se¸c˜oes do C´odigo do Consumidor. Na primeira, compreensiva dos arts. 12 a 17, trata da responsabilidade pelo fato do produto e do servi¸co; na segunda, abrangente dos arts. 18 a 25, regula a responsabilidade por v´ıcio do produto e do servi¸co (NADER, 2016). O diploma consumerista consagrou a responsabilidade objetiva do fornecedor, tendo em vista especialmente o fato de vivermos, hoje, em uma sociedade de produ¸c˜ao e de con- sumo em massa, respons´avel pela despersonaliza¸c˜ao ou desindividualiza¸c˜ao das rela¸c˜oes entre produtores, comerciantes e prestadores de servi¸cos, em um polo, e compradores e
47 usu´arios do servi¸co, no outro. A responsabilidade ´e estendida, solidariamente, a todos os que comp˜oem o elo b´asico na coloca¸c˜ao de produtos no mercado, quando autores da ofensa (art. 7º , par´agrafo ´unico). Isso significa que o consumidor pode escolher a quem quer acionar: um ou todos. Como a solidariedade obriga a todos os respons´aveis simul- taneamente, todos respondem pelo total dos danos causados. Al´em disso, no caso de existˆencia de les˜oes ou problemas com bens, consideram-se equiparadas ao consumidor todas as v´ıtimas (GON ¸CALVES, 2017).
O seu art. 12 aponta que produto ´e defeituoso quando n˜ao oferece a seguran¸ca que dele legitimamente se espera. N˜ao se pode abusar na interpreta¸c˜ao deste dispositivo e imaginar de qualquer evento de acidente envolvendo o ve´ıculo leve a uma conclus˜ao de que ele ´e defeituoso. Como apresentado nos cap´ıtulos anteriores o grande chamariz da industria de carros autˆonomos ´e a redu¸c˜ao do risco de acidentes e n˜ao sua elimina¸c˜ao em absoluto. O perigo intr´ınseco acompanha certos produtos. Ou seja, ´e da natureza deles n˜ao cabendo por essa raz˜ao, postular repara¸c˜ao.
O defeito do produto, do qual resulta danos f´ısicos ou patrimoniais ao consumidor, pode estar ligado a diversos fatores. Entre estes, os de concep¸c˜ao, produ¸c˜ao ou comercia- liza¸c˜ao. Os defeitos resultantes de concep¸c˜ao possuem a maior gravidade, pois atingem a totalidade dos produtos. Se o projeto ´e defeituoso, consequˆencia natural ´e que o produto tamb´em o seja. O contr´ario n˜ao ´e verdadeiro, pois h´a produto cujo defeito n˜ao se localiza na cria¸c˜ao ou f´ormula, mas na execu¸c˜ao do projeto (NADER, 2016).
Um defeito do ponto de vista de uma inteligˆencia artificial seria a constata¸c˜ao de que o algoritmo toma seguidamente decis˜oes erradas, por exemplo n˜ao respeitar os limites de velocidade ou sinaliza¸c˜oes. Seria dif´ıcil afirmar, portanto, que uma decis˜ao ´unica por parte de um sistema de inteligˆencia artificial e considerada ruim constitui um erro ou defeito. Por outro lado, decis˜oes reiteradas sobre quest˜oes objetivas que sejam erradas s˜ao verifica¸c˜ao inconteste de erro por parte do fabricante no desenvolvimento do algoritmo que controla os ve´ıculos.
Defeito na comercializa¸c˜ao ocorre quando o fornecedor informa ou divulga erronea- mente o produto, induzindo o consumidor a erro, seria por exemplo n˜ao alertar os usu´arios de que num carro semiautˆonomo n˜ao se deve utilizar o ve´ıculo sem nenhum passageiro habilitado e em condi¸c˜oes de dirigir no banco do motorista.
Considera¸c˜oes finais
Nos ´ultimos anos diversas tecnologias recentes tˆem tido um papel relevante no desenvolvimento de novos neg´ocios por seu car´ater disruptivo. Essas tecnologias costumam puxar debates e gerar grandes impactos no mundo jur´ıdico.
Esse trabalho buscou fazer um apanhado geral das discuss˜oes relacionadas a ino- va¸c˜ao de carros autˆonomos. Para tal apresentamos uma evolu¸c˜ao hist´orica da tecnologia que nos permitiu situar como surgiram e qual o sentido por tr´as dos debates jur´ıdicos contemporˆaneos a cerca desta tecnologia.
Fora do Brasil esses estudos est˜ao bem mais adiantados em avaliar as legisla¸c˜oes locais e as mudan¸cas necess´arias em termos de regula¸c˜ao. Al´em disso existe uma pre- ocupa¸c˜ao sobre como lidar com os eventuais lit´ıgios decorrentes de danos causados por ve´ıculos sem um ser humano no seu controle direto.
Muitas das altera¸c˜oes regulat´orias giram em torno de criar o ambiente prop´ıcio a inova¸c˜ao onde o medo de puni¸c˜oes n˜ao gere inibi¸c˜ao ao desenvolvimento de novas tecno- logias. Se por um lado ´e de se lamentar que o Brasil n˜ao fa¸ca parte ativa desses esfor¸cos de avan¸co tecnol´ogico, por outro lado isso nos livra da necessidade de ter que, por hora, investir esfor¸cos em mudar as leis e regula¸c˜oes a fim de atender tais demandas.
Por outro lado, n˜ao precisamos e nem devemos nos furtar do debate dos impactos que a chegada de tais ve´ıculos ao mercado podem ter no campo do direito. Como mostrado ao longo do trabalho j´a existem carros assim circulando no Brasil e existe pouca produ¸c˜ao sobre o tema em territ´orio nacional.
Do ponto de vista dos marcos legais a conclus˜ao que podemos tirar ´e positiva. A legisla¸c˜ao de trˆansito parece ser o maior entrave e mesmo assim n˜ao nos parece de grande
49 complexidade o esfor¸co para sua adapta¸c˜ao. O art. 28 do CTB pode gerar algum conflito para carros totalmente autˆonomos e sem possibilidade de controle por um humano. Esse tipo de ve´ıculo ainda n˜ao existe. Nosso entendimento ´e que para os carros semiautonomos hoje dispon´ıveis - os quais possuem volantes e pedais que o condutor pode acionar a todo instante - n˜ao ferem a ordem expressa da lei.
Do ponto de vista de eventuais infra¸c˜oes de trˆansito por conta de caracter´ısticas espec´ıficas do ve´ıculo, como a do art. 252, V do CTB, entendemos que isto pode se resolver por simples mudan¸ca de regula¸c˜ao no CONTRAN criando uma classifica¸c˜ao nova para tal tipo de ve´ıculo.
Nos parece prudente continuar-se exigindo a habilita¸c˜ao para o usu´ario do ve´ıculo. Considerando que os carros vendidos ao p´ublico ainda possuem mecanismos de controle por parte de humanos que podem ser acionados a qualquer instante, n˜ao seria razo´avel permitir pessoal n˜ao habilitada para dire¸c˜ao dentro de tal ve´ıculo at´e por conta de eventual responsabiliza¸c˜ao nos termos do art. 186 do C´odigo Civil.
Partindo para o campo da responsabilidade civil, conclu´ımos 3 vertentes de apli- ca¸c˜ao: subjetiva do usu´ario, objetiva do usu´ario e objetiva do fornecedor.
Cabe responsabilidade subjetiva do usu´ario sempre que a¸c˜ao ou omiss˜ao do usu´ario for o elemento determinante do nexo causal do dano. Isto ´e, se um usu´ario de carro autˆo- nomos negligencia sua manuten¸c˜ao, ou ignora avisos de emergˆencia do ve´ıculo deixando de assumir controle do mesmo (caso de semiautonomo) ou causa dano ap´os tomar pra si controle do ve´ıculo, n˜ao h´a que se falar em outra responsabilidade se n˜ao por culpa.
No campo da responsabilidade objetiva por parte do usu´ario a aplica¸c˜ao da teoria da guarda da coisa cria uma responsabilidade pelos danos causados pelo ve´ıculo n˜ao decor- rentes de defeitos por parte do fabricante. Se um circuito, ou pe¸ca do carro quebra e este abalroa outro carro na via a responsabilidade ´e do propriet´ario do ve´ıculo. Entendemos que mesmo em perfeito estado de funcionamento do ve´ıculo, existe a possibilidade de que uma eventual decis˜ao tomada pelo algoritmo que o controla n˜ao seja a mais adequada, ainda que calculada como ´otima, e leve a um dano. Neste caso n˜ao h´a que se falar em culpa do fabricante e mesmo n˜ao havendo culpa do usu´ario, h´a que se indenizar pela teoria do risco.
Por fim verificamos a aplicabilidade do C´odigo de Defesa do Consumidor por se tratar de uma rela¸c˜ao de consumo a estabelecida por qualquer usu´ario de um carro autˆo-
nomo e seu fabricante e revendedores. Para tanto, haveria que se verificar que as decis˜oes tomadas pelo ve´ıculo s˜ao necessariamente erradas e que digam respeito a erros de concep- ¸c˜ao e projeto por parte dos desenvolvedores da inteligˆencia artificial por tr´as das a¸c˜oes dos ve´ıculos.
Como trabalhos futuros ficam indicados alguns pontos que n˜ao foram enfrentados neste trabalho. Por delimita¸c˜ao de escopo n˜ao abordou-se quest˜oes ligadas ao direito penal. Esse tema ´e bastante debatido fora do Brasil e possui diferentes teses sendo defen- didas.
Voltando a esfera do direito civil, questiona-se a possibilidade de imposi¸c˜ao de contratos de seguros a fim de criar um sistema de prote¸c˜ao para que eventuais v´ıtimas de acidentes tenham uma garantia de serem indenizadas ao passo que se estabelece press˜ao nos fabricantes por padr˜oes se seguran¸ca sem que os mesmos se sintam inibidos a testar novas tecnologias por medo de processos de danos punitivos. No Brasil temos a figura do DPVAT como seguro obrigat´orio para acidentes de trˆansito. Caberia exigir uma nova modalidade de seguro apenas para esses ve´ıculos? ´E mais um tema que n˜ao foi enfrentado neste trabalho que pode ser explorado em estudo futuro.
Referˆencias Bibliogr´aficas
BELLAMY, D.; PRAVICA, L. Assessing the impact of driverless haul trucks in Australian surface mining. Resources Policy, Elsevier, v. 36, n. 2, p. 149–158, jun 2011. ISSN 03014207. Dispon´ıvel em: <http://dx.doi.org/10.1016/j.resourpol.2010.09.002>. BENGLER, K. et al. Three Decades of Driver Assistance Systems: Review and Future Perspectives. IEEE Intelligent Transportation Systems Magazine, v. 6, n. 4, p. 6–22, 2014. ISSN 1939-1390. Dispon´ıvel em: <http://ieeexplore.ieee.org/document/6936444/>. BIMBRAW, K. Autonomous Cars: Past, Present and Future - A Review of the Developments in the Last Century, the Present Scenario and the Expected Future of Autonomous Vehicle Technology. In: Proceedings of the 12th International Conference on Informatics in Control, Automation and Robotics. SCITEPRESS - Science and and Technology Publications, 2015. p. 191–198. ISBN 978-989-758-122-9. Dispon´ıvel em: <http://www.scitepress.org/DigitalLibrary/Link.aspx?doi=10.5220/ 0005540501910198>.
BRENNER, S. W.; CARRIER, B.; HENNINGER, J. The Trojan Horse Defense in Cybercrime Cases. Santa Clara High Technology Law Journal, v. 21, n. 1, p. 1–53, 2004. ISSN 08823383. Dispon´ıvel em: <https://digitalcommons.law.scu.edu/chtlj/vol21/iss1/ 1>.
BROGGI, A.; BERTOZZI, M.; FASCIOLI, A. Architectural Issues on Vision-Based Automatic Vehicle Guidance: The Experience of the ARGO Project. Real-Time Imaging, v. 6, n. 4, p. 313–324, aug 2000. ISSN 10772014. Dispon´ıvel em: <https://linkinghub.elsevier.com/retrieve/pii/S1077201499901912>.
BROGGI, A. et al. Extensive Tests of Autonomous Driving Technologies. IEEE Transactions on Intelligent Transportation Systems, v. 14, n. 3, p. 1403–1415, sep 2013. ISSN 1524-9050. Dispon´ıvel em: <http://ieeexplore.ieee.org/lpdocs/epic03/wrapper. htm?arnumber=6522193>.
BROGGI, A. et al. Autonomous vehicles control in the VisLab Intercontinental
Autonomous Challenge. Annual Reviews in Control, Elsevier Ltd, v. 36, n. 1, p. 161–171, apr 2012. ISSN 13675788. Dispon´ıvel em: <http://dx.doi.org/10.1016/j.arcontrol.2012. 03.012>.
BRUYNE, J. D.; WERBROUCK, J. Merging self-driving cars with the law. Computer Law & Security Review, Elsevier Ltd, v. 34, n. 5, p. 1150–1153, oct 2018. ISSN 02673649. Dispon´ıvel em: <https://doi.org/10.1016/j.clsr.2018.02.008>.
CASTELL, S. The future decisions of RoboJudge HHJ Arthur Ian Blockchain: Dread, delight or derision? ,. Computer Law & Security Review, Elsevier Ltd,
v. 34, n. 4, p. 739–753, aug 2018. ISSN 02673649. Dispon´ıvel em: <https: //doi.org/10.1016/j.clsr.2018.05.011>.
ˇ
CERKA, P.; GRIGIENE, J.; SIRBIKYTE, G. Liability for damages caused by artificial intelligence. Computer Law & Security Review, v. 31, n. 3, p. 376–389, jun 2015. ISSN 02673649. Dispon´ıvel em: <https://linkinghub.elsevier.com/retrieve/pii/ S026736491500062X>.
ˇ
CERKA, P.; GRIGIENE, J.; SIRBIKYTE, G. Is it possible to grant legal personality to artificial intelligence software systems? Computer Law & Security Review, v. 33, n. 5, p. 685–699, oct 2017. ISSN 02673649. Dispon´ıvel em: <https://linkinghub.elsevier.com/retrieve/pii/S0267364916301777>.
CHRISTENSEN, C. M. The Innovator’s Dilemma: When New Technologies Cause Great Firms to Fail. [S.l.]: Harvard Business Review Press, 1997. 288 p. ISBN 0-87584-585-1. CHRISTENSEN, C. M. et al. What is disruptive innovation. Harvard Business Review, v. 93, n. 12, p. 44–53, 2015. ISSN 00178012. Dispon´ıvel em: <https: //hbr.org/2015/12/what-is-disruptive-innovation>.
CLARKE, R.; BENNETT, L. M. The regulation of civilian drones’ impacts on public safety. Computer Law & Security Review, Elsevier Ltd, v. 30, n. 3, p. 263–285, jun 2014. ISSN 02673649. Dispon´ıvel em: <http://dx.doi.org/10.1016/j.clsr.2014.03.007>.
DAVIES, C. R. An evolutionary step in intellectual property rights – Artificial intelligence and intellectual property. Computer Law & Security Review, Elsevier Ltd, v. 27, n. 6, p. 601–619, dec 2011. ISSN 02673649. Dispon´ıvel em: <http: //dx.doi.org/10.1016/j.clsr.2011.09.006>.
DOUMA, F.; PALODICHUK, S. A. Criminal Liability Issues Created by Autonomous Vehicles. Santa Clara Law Review, v. 52, n. 4, p. 1157–1170, 2012. ISSN 0146-0315. Dispon´ıvel em: <http://digitalcommons.law.scu.edu/lawreview/vol52/iss4/2>. FAGNANT, D. J.; KOCKELMAN, K. Preparing a nation for autonomous vehicles: opportunities, barriers and policy recommendations. Transportation Research Part A: Policy and Practice, Elsevier Ltd, v. 77, p. 167–181, jul 2015. ISSN 09658564. Dispon´ıvel em: <http://dx.doi.org/10.1016/j.tra.2015.04.003>.
FARIAS, C. C. de; ROSENVALD, N.; NETO, F. P. B. Curso de direito civil. 4. ed. Salvador: Jus Podivm, 2017. v. 4. Responsabilidade civil. 976 p. ISBN 9788544211014. GERSTNER, M. E. Liability issues with artificial intelligence software. Santa Clara Law Review, v. 33, n. 1, p. 239–270, 1993. Dispon´ıvel em: <http://digitalcommons.law.scu. edu/lawreview/vol33/iss1/7>.
GIL, A. C. M´etodos e t´ecnicas de pesquisa social. 6. ed. S˜ao Paulo: ATLAS, 2008. ISBN 978-85-224-5142-5.
GLESS, S.; SILVERMAN, E.; WEIGEND, T. If Robots Cause Harm, Who is to Blame? Self-Driving Cars and Criminal Liability. New Criminal Law Review, v. 19, n. 3, p. 412– 436, 2016. ISSN 1556-5068. Dispon´ıvel em: <http://www.ssrn.com/abstract=2724592>.
53 GON ¸CALVES, C. R. Cole¸c˜ao sinopses jur´ıdicas. 14. ed. S˜ao Paulo: Saraiva, 2017. v. 6. Direito das Obriga¸c˜oes, parte especial, responsabilidade civil. 189 p. ISBN 9788547217907.
GREENBLATT, N. A. Self-driving cars and the law. IEEE Spectrum, IEEE, v. 53, n. 2, p. 46–51, feb 2016. ISSN 0018-9235. Dispon´ıvel em: <http://ieeexplore.ieee.org/ document/7419800/>.
HALLEVY, G. The criminal liability of artificial intelligence entities. SSRN Electronic Journal, Elsevier BV, v. 273, p. 1–42, 2010. ISSN 1556-5068. Dispon´ıvel em:
<https://doi.org/10.2139/ssrn.1564096>.
KANADE, T.; THORPE, C.; WHITTAKER, W. Autonomous land vehicle project at cmu. In: Proceedings of the 1986 ACM Fourteenth Annual Conference on Computer Science. New York, NY, USA: ACM, 1986. (CSC ’86), p. 71–80. ISBN 0-89791-177-6. Dispon´ıvel em: <http://doi.acm.org/10.1145/324634.325197>.
KINGSTON, J. Artificial Intelligence and Legal Liability. Cham: Springer International Publishing, 2016. 269–279 p. ISBN 978-3-319-47174-7. Dispon´ıvel em: <http://link.springer.com/10.1007/978-3-319-47175-4>.
LOHMANN, M. F. Liability Issues Concerning Self-Driving Vehicles. European Journal of Risk Regulation, v. 7, n. 2, p. 335–340, jun 2016. ISSN 1867-299X. Dispon´ıvel em: <https://www.cambridge.org/core/product/identifier/S1867299X00005754/type/ journal article>.
MACKIE, T. Proving liability for highly and fully automated vehicle accidents in Australia. Computer Law & Security Review, Elsevier Ltd, v. 34, n. 6, p. 1314–1332, dec 2018. ISSN 02673649. Dispon´ıvel em: <https://doi.org/10.1016/j.clsr.2018.09.002>. MILLARD, C. Blockchain and law: Incompatible codes? Computer Law & Security Review, Elsevier Ltd, v. 34, n. 4, p. 843–846, aug 2018. ISSN 02673649. Dispon´ıvel em: <https://doi.org/10.1016/j.clsr.2018.06.006>.
NADER, P. Curso de direito civil. 6. ed. Rio de Janeiro: Forense, 2016. v. 7. Responsabilidade civil. 632 p. ISBN 9788530968717.
PEREIRA, C. M. d. S. Responsabilidade Civil. 12. ed. Rio de Janeiro: Forense, 2018. 464 p. ISBN 9788530980313.
Rio Tinto Media. Media Release. 2018. 1–2 p. Dispon´ıvel em: <https://www.riotinto. com/media/media-releases-237{\ }23991.a>.
SCHELLEKENS, M. Self-driving cars and the chilling effect of liability law. Computer Law & Security Review, Elsevier Ltd, v. 31, n. 4, p. 506–517, aug 2015. ISSN 02673649. Dispon´ıvel em: <http://dx.doi.org/10.1016/j.clsr.2015.05.012>.
SCHERER, M. U. Regulating Artificial Intelligence Systems: Risks, Challenges, Competencies, and Strategies. Harvard Journal of Law & Technology, v. 29, n. 2, p. 353– 400, 2015. ISSN 1556-5068. Dispon´ıvel em: <http://www.ssrn.com/abstract=2609777>.
THORPE, C. et al. Toward autonomous driving: the CMU Navlab. I. Perception. IEEE Expert, v. 6, n. 4, p. 31–42, aug 1991. ISSN 0885-9000. Dispon´ıvel em: <http://ieeexplore.ieee.org/document/85919/>.
THRUN, S. Toward robotic cars. Communications of the ACM, v. 53, n. 4, p. 99, apr 2010. ISSN 00010782. Dispon´ıvel em: <http://portal.acm.org/citation.cfm?doid= 1721654.1721679>.
U.S. Department of Transportation. Federal Automated Vehicles Policy - September 2016. Washington, DC, 2016. 116 p. Dispon´ıvel em: <www.transportation.gov/AV/ federal-automated-vehicles-policy-september-2016>.
VELLINGA, N. E. From the testing to the deployment of self-driving cars: Legal challenges to policymakers on the road ahead. Computer Law & Security Review, Elsevier Ltd, v. 33, n. 6, p. 847–863, dec 2017. ISSN 02673649. Dispon´ıvel em: <https://doi.org/10.1016/j.clsr.2017.05.006>.
VENOSA, S. d. S. Direito Civil. 17. ed. S˜ao Paulo: Atlas, 2016. v. 2. Obriga¸c˜oes e Responsabilidade Civil. 880 p. ISBN 9788597009200.
VOLOVELSKY, U. Civilian uses of unmanned aerial vehicles and the threat to the right to privacy – An Israeli case study. Computer Law & Security Review, Elsevier Ltd, v. 30, n. 3, p. 306–320, jun 2014. ISSN 02673649. Dispon´ıvel em: <http://dx.doi.org/10.1016/j.clsr.2014.03.008>.
WETMORE, J. M. Driving the Dream: The History and Motivations Behind 60 Years of Automated Highway Systems in America. Automotive History Review, v. 7, n. Summer 2003, p. 4–19, 2003. Dispon´ıvel em: <https://cspo.org/library/
driving-the-dream-the-history-and-motivations-behind-60-years-of-automated-highway-systems-in-america/ >.
ZOHN, J. R. When robots attack: How should the law handle self-driving cars that cause damages. Journal of Law, Technology & Policy, n. 2, p. 461–485, 2015. ISSN 15323242. Dispon´ıvel em: <http://illinoisjltp.com/journal/wp-content/uploads/2015/12/Zohn. pdf>.