Limite da Macrozona Urbana
ÁREAS CATEGORIA DE USO CONFORME LEI MUNICIPAL Nº 2.507 / 81 TIPOS DE EMPREENDIMENTOS OU ATIVIDADES
5. Questionário : As questões seguintes procuram enfocar os aspectos considerados mais
6.7. Seleção de Objetivos ou Usos Consensuados – 3.º Ciclo
6.7.2. Discussão dos Conceitos e Causas dos Conflitos 1.ª Reunião 08/08/
A reunião, realizada com o propósito de explicar os documentos que consolidaram os resultados do questionário estruturado, avaliar a necessidade de discussão, ainda uma vez, dos conceitos e/ou causas dos principais conflitos, e de se definir um calendário das reuniões seguintes em dias e horários que melhor satisfizessem as condições de disponibilidade dos participantes, teve início às 18 horas nas dependências da Secretaria Municipal de Planejamento e Meio Ambiente e contou com a presença de 28 representantes de 20 grupos sociais. Nesta reunião não estiveram presentes os representantes da vertente técnico-científica. Da vertente institucional não compareceu o representante da CETESB e, da vertente comunitária esteve ausente apenas o representante do Instituto Serra do Japi. Verifica-se, portanto, que 78 % dos grupos sociais que responderam o questionário participaram da reunião. Além disso, compareceram representantes de grupos sociais que não haviam participado diretamente dos ciclos anteriores, mas tomaram conhecimento do trabalho e da reunião, a partir de outros atores, membros do CONDEMA ou integrantes de ONGs e sindicatos. Esse foi o caso do Partido Verde, do NEDAJ – Núcleo de Estudos de Direito Ambiental de Jundiaí e da Sociedade Brasileira de Direito Internacional sobre o Meio Ambiente.
Com a finalidade de orientar o desenvolvimento dos trabalhos e iniciar o processo de discussão, a reunião foi aberta com uma breve exposição sobre os resultados alcançados até aquela data e sobre as etapas seguintes previstas. Desta forma, a exposição consistiu, basicamente, do seguinte :
• Apresentação dos resultados obtidos com o questionário estruturado, consolidados em uma tabela para cada vertente, em um quadro com a síntese das sugestões, observações e preocupações apresentadas ou manifestadas e em uma matriz de congruências e conflitos para cada uma das áreas que constituem o território da
Serra do Japi. Durante a apresentação foram prestados esclarecimentos quanto à forma de leitura das informações contidas nas matrizes de congruências e conflitos. Cada participante recebeu uma cópia dos documentos descritos, facilitando o acompanhamento da exposição durante a reunião e, posteriormente, contribuindo para a divulgação dos resultados obtidos no 2.º Ciclo. Vários atores sociais presentes solicitaram, reiteradas vezes, explicações sobre a leitura das informações contidas nos documentos que haviam recebido, principalmente em relação às tabelas que consolidaram os resultados do questionário estruturado.
• Breve relato das etapas realizadas anteriormente, lembrando as reuniões havidas no 1.º Ciclo de Participação Pública, de identificação preliminar dos conflitos e preocupações, que determinaram o conteúdo do questionário elaborado, a realização do inventário fotográfico e a necessidade de explicitação da legislação incidente sobre o território. Da mesma forma, foram lembradas as reuniões realizadas no 2.º Ciclo, de exposição dos documentos elaborados e entrega dos questionários estruturados. Assim, as atividades do 3.º Ciclo de participação foram devidamente situadas no processo de planejamento pretendido.
• Finalmente, foi abordada a necessidade do estabelecimento de um calendário de reuniões de acordo com a disponibilidade de tempo dos participantes, com o propósito de assegurar a assiduidade requerida pelo processo pretendido. Com a preocupação de manter a credibilidade do processo e assim contribuir para a aquisição do senso de poder por parte dos participantes, foi enfatizado que a participação continuaria aberta a todos os interessados, mas que a presença dos atores envolvidos desde o início era de importância fundamental.
Após a exposição foram solicitados esclarecimentos sobre o produto final pretendido, ou sobre até onde iriam as ações daquele grupo de participantes. As indagações feitas revelaram que ainda persistiam dúvidas quanto aos objetivos que deveriam ser alcançados naquele momento. Diante dessas manifestações foi esclarecido que daquele ciclo, isto é, do conjunto de reuniões pretendidas, deveria resultar um documento com a consolidação dos anseios e expectativas da comunidade quanto ao futuro das áreas da Serra do Japi, a ser encaminhado às autoridades municipais competentes. As propostas contidas nesse documento seriam, na medida do possível, espacializadas e deveriam orientar o detalhamento de informações sobre o território, isto é, a partir do cenário legal já explicitado na análise da legislação incidente sobre o território e do cenário das expectativas da comunidade, que se pretendia explicitar, os órgãos públicos competentes deveriam realizar os levantamentos complementares necessários para a identificação de alternativas capazes de atender aos anseios manifestados, isto é, com todas essas informações convenientemente espacializadas seria possível identificar, em uma ou mais alternativas, sob quais condições as expectativas da comunidade poderiam integrar o cenário futuro desejado para as áreas da Serra do Japi. Ainda, a avaliação dessas alternativas poderia se constituir em um 4.º Ciclo de participação
pública. No entanto, diante das indagações que persistiam, os esclarecimentos prestados mostraram-se insuficientes para alguns atores. O representante de uma entidade ambientalista, o COATI, sugeriu a realização de um “workshop” para a exposição do trabalho e dos objetivos a todos os interessados e a representante das SABs de Santa Clara, Paiol Velho e Caaguassu sugeriu consultas a especialistas. Tais propostas foram contestadas pelos demais presentes que entendiam que o processo de participação esteve e continuava aberto a todos os interessados e que as propostas feitas representavam um retrocesso no desenvolvimento do trabalho. A representante do NEDAJ – Núcleo de Estudos de Direito Ambiental de Jundiaí, indagou se a relação entre o número de participantes e a população do município era suficiente para garantir que o cenário a ser identificado representaria, efetivamente, os anseios e as expectativas da comunidade. A questão colocada mereceu resposta do representante da Comissão do Plano Diretor e novos esclarecimentos sobre como o processo havia sido conduzido até aquela data, a partir da Comissão do Plano Diretor, do Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente e do Colegiado Gestor das APAs de Jundiaí e Cabreuva. Além do fato desses Conselhos contarem com representantes de todos os segmentos da sociedade organizada, inclusive dos principais bairros de moradores da Serra do Japi, haviam sido realizadas reuniões públicas nas Escolas SENAC e no Museu Ferroviário de Jundiaí, encaminhadas solicitações para participação a diversas universidades e faculdades e aos órgãos públicos competentes, como o CONDEPHAAT, Secretaria de Estado do Meio Ambiente, CETESB, DEPRN e Guarda Municipal, e mantidos contatos com proprietários não representados nos conselhos citados. Os interessados participaram comparecendo a eventos, respondendo o questionário, apresentando oralmente sugestões e preocupações e indicando representantes. Toda informação recebida, fosse proposta, fosse simples manifestação de preocupação, havia sido considerada e, na medida do possível, incorporada ao processo. Diante desses fatos parecia, portanto, plausível admitir que o cenário resultante daquele 3.º Ciclo de Participação representaria, de fato, os anseios e as expectativas da comunidade. O representante do COATI manifestou-se questionando a importância de identificação desse cenário, uma vez que todos sabem o que é necessário para a Serra do Japi, e indagou porque as áreas da Reserva Biológica não são desapropriadas. Reiterou a proposta do “Workshop” e manifestou a disposição de participar qualquer que fosse a deliberação da maioria, esclarecendo, inclusive, que no COATI haviam sido realizadas diversas reuniões, nos fins de semana, para que o questionário fosse cuidadosamente respondido. Diante dessas considerações surgiram, finalmente, os argumentos capazes de satisfazer as dúvidas dos presentes. Neste sentido foi esclarecido que o processo pretendido não representava o conjunto de ações possíveis para proteger as áreas da Serra do Japi, mas de uma ação com um objetivo específico, que se justificava em virtude da necessidade e conveniência de se estabelecer um horizonte comum para todas as expectativas, de todos os agentes. Outras ações, voltadas para outros objetivos, como por exemplo a educação ambiental ou a desapropriação das áreas da Reserva Biológica, poderiam ser conduzidas independentemente daquele ciclo de reuniões ou do desenvolvimento de todo o processo. Da discussão resultou, ainda, a percepção de
que a importância da explicitação de um cenário futuro para as áreas da Serra do Japi deveria ser melhor demonstrada na reunião seguinte.
Após o debate relatado a maioria dos presentes manifestou-se pela continuidade do processo tal como inicialmente previsto, sem a realização do “workshop”, sugerindo que a questão fosse resolvida mediante votação. No entanto, tratando-se de um processo que busca todo o consenso possível, a questão representou uma oportunidade para o exercício da conciliação que se faria cada vez mais necessária. Desta forma, foi apresentada a proposta, acolhida por todos os presentes, de realização de ambas as alternativas, isto é, de continuidade do trabalho conforme previsto inicialmente e de organização de um “workshop”, em um fim de semana, com a finalidade de ampliar as possibilidades de participação. O representante do COATI prontificou-se em organizar o “workshop”. Antes do encerramento, os presentes escolheram a segunda feira como o dia da semana mais apropriado para a realização das reuniões. Desta forma, a segunda reunião foi marcada para o dia 12/08/02.
Já encerrada a reunião, o representante do COATI levantou a possibilidade e conveniência de realização do “workshop” após aquele ciclo de reuniões, permitindo que os resultados alcançados fossem amplamente divulgados e debatidos. A proposta foi acolhida por representar mais uma possibilidade de ampliar a participação e o debate.