Os resultados demonstram que a maioria dos participantes da pesquisa é do sexo feminino 59,6% e sendo do sexo masculino uma população de 40,4%, tendo as suas idades demonstradas neste estudo que a grande maioria 78,8% dos participantes compreende a faixa de idade entre 20 até 40 anos, sendo uma população relativamente jovem, com um vasto caminho a percorrer e desenvolver juntamente com o acúmulo de conhecimento e ganho de experiência.
Analisando as variáveis do questionário, fica evidenciado que dores de cabeça constituam o sintoma mais indicado como freqüente entre os médicos 34,6 %. Somando com os 26,9 % que relatam ter ocasionalmente dores de cabeça, um total acima de três quintos da população pesquisada se queixa deste tipo de sintoma. Considerando o quanto dores de cabeça podem ser debilitantes no exercício de uma profissão intelectual, que exige atenção e foco, estes dados pareçam preocupantes. 38,50% não sentiam dor de cabeça, 26,9% sente dores de
cabeça ocasionalmente e, 34,6% disseram sentir dores de cabeça freqüentemente. O problema com insônia, problema este que afeta o desempenho dos
profissionais, visto que causa cansaço físico e mental ocasionando baixa produtividade, mostrou que 44,2% não tinham insônia, 51,9% tinha insônia ocasionalmente e, 3,8% disseram ter insônia freqüentemente, sendo mais da metade dos indivíduos pesquisados. No que tange a questão comer em excesso, 53,8% não come em excesso, preocupando-se com os malefícios que uma má alimentação pode acarretar em problemas de saúde, 25,0% comem em excesso ocasionalmente e, 21,2% disseram comer em excesso freqüentemente, este gera um processo de ansiedade, ganho de peso, nervosismo culminando em futuras fontes de estresse. Dores na região lombar, ocasionando desconforto físico, irritação e consequentemente baixos desempenhos dos serviços prestados, ficam claro nos dados onde, 32,7% não sentem as dores, 55,8% sentem as dores ocasionalmente e, 11,5% disseram sentir as dores lombares freqüentemente, evidenciando que mais de 67% dos pesquisados tem este incômodo. O problema levantado a respeito ao nervosismo, evidência que 65% dos pesquisados admitem ter problemas com nervosismo, afetando-os de modo a dificultar o andamento dos trabalhos, os relacionamentos interpessoais, enfim todas as pessoas envolvidas no Hospital.
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O descanso mediante o sono, que reflete sobre o cotidiano dos individúos no sentido do trabalho desenvolvido, demonstra que os pesquisados tem uma boa relação com o sono sem muitas intercorrências, tais como pesadelos, mediante dados referentes as respostas onde 90,4% dos pesquisados dizem não ter pesadelos e somente 9,6% dos pesquisados confirmaram que ocasionalmente tem pesadelos.
Mais que um terço dos médicos 38,5 % relataram ter ocasionalmente problemas com pressão arterial e quase dez por cento relatou ter esses problemas frequentemente e, dentre os participantes pesquisados, 51,9% dizem não ter problemas com pressão arterial. Tomando esses dois grupos juntos, percebemos que quase a metade dos médicos sofre ao menos ocasionalmente de problemas com pressão arterial, um dado que chama atenção, visto que a pressão arterial é um indicio importante, não só de saúde, mas também de estilo de vida saudável. A taquicardia nos indivíduos pesquisados fica demonstrado com os dados referentes as respostas onde que mais da metade dos pesquisados não sofrem com este distúrbio, vivenciando desta maneira certo equilíbrio na execução de suas atividades e, mostra um sinal de alerta onde quase 40% dizem ter este problema ocasionalmente e ou frequentemente, necessitando assim observação. A falta de apetite não aflige os pesquisados, pois mais de 96% relatam não ter problemas. Neste contexto, onde os participantes dizem ter a respeito de dificuldades sexuais, a grande maioria, 92,3% não tem problemas desta natureza, 7,7% dizem ter o problema ocasionalmente e, nenhum participante diz ter o problema freqüentemente, isso mostra o bem estar dos pesquisados.
No cotidiano, percebe-se a correria da vida moderna, onde as pessoas são movidas pela necessidade de afirmação, de conquistas e de fato adaptações às modernidades da vida. Com isso, conforme demonstrado no questionário onde verifica a freqüência que os participantes dizem ter a respeito de preocupações excessivas, 21,2% não tem problemas e, que mais de três quartos dos pesquisados apresentam esta preocupação, principalmente no que se diz respeito às incertezas do futuro. A freqüência que os participantes dizem ter a respeito de problemas com irritabilidade, fato este que pode afetar o senso de humor, a sensibilidade, a calma e a concentração, requisitos essenciais para o desenvolvimento das tarefas destes profissionais, onde o trabalho intelectual necessita de condições favoráveis para o
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seu desempenho. Com isso, verificou-se que a maioria dos participantes diz ter o problema de irritabilidade, fator quantitativo preocupante para os gestores no sentido em saber conduzir as atividades destes profissionais, sem afetar o desempenho e o bom ambiente no trabalho. Dores musculares no pescoço e nos ombros podem ter causas de vários fatores inclusive o de estresse, que pode ser físico ou psicológico ocasionando muitas vezes danos irreparáveis ao indivíduo. Na pesquisa foi verificada a freqüência que os participantes dizem ter a respeito de dores musculares no pescoço, mostrando que mais de 70% dos pesquisados convivem com este problema, onde o mesmo pode levar a baixa produtividade e mal estar físico e ambiental nas atividades profissionais.
O problema de depressão observado, onde verifica a freqüência que os participantes dizem ter a respeito de períodos de depressão, mostram que entre os pesquisados 76,9% não tem problemas desta natureza, onde certificamos desta forma que os pesquisados sabem conduzir todos os problemas que os circundam, sendo, portanto uma população relativamente saudável. No que se refere a pequenos acidentes que ocorrem nas atividades laborais onde podem ocasionar danos muitas vezes irreversíveis principalmente na atividade da medicina que em muitos casos prevalece o viver ou morrer. Com isso, a freqüência que os participantes dizem ter a respeito de problemas com pequenos acidentes, 80,8% não tem problemas, evidenciando o cuidado que é dispensado na atividade da medicina,
O sentimento explosivo de raiva que muitas vezes são provenientes de causas diversas que afeta o humor, a sensibilidade e também o bom censo, é considerado como uma angustia ou sentimento negativo que pode levar indivíduos a perderem o seu estado de equilíbrio emocional. Foi observada entre os pesquisados a freqüência que dizem ter a respeito do sentimento de raiva, onde demonstra que, 32,7% não têm problemas desta natureza, 63,5% dizem ter o problema do sentimento da raiva ocasionalmente e, 3,8% dizem ter o problema de sentimento de raiva freqüentemente, sendo desta maneira que quase um terço dos pesquisados demonstram ter mesmo que esporádico o sentimento de raiva, fica um alerta aos poderes públicos e aos próprios pesquisados sobre esta temática e suas conseqüências que os mesmos podem trazer. Em relação ao estresse de todos os sujeitos entrevistados, constatou-se que 11,5% dos participantes estão sem
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estresse, trabalhando de forma saudável e, um grande número dos participantes 84,6% está com o grau de estresse chamado moderado, o que se pode perceber que os participantes estão na fase de resistência do estresse, também foi verificado que 3,8% dos participantes estão com um estresse intenso, chegando à exaustão. Sinalizando desta forma para a necessidade de acompanhamento da saúde desses profissionais, no intuito de preservar e prestar assistência aos pesquisados como também criar políticas de avaliação, prevenção à saúde dos profissionais de saúde.
Machado (1997), no seu estudo no qual aborda o fenômeno da crescente participação das mulheres no mundo do trabalho é fato observável em nível mundial, alterando definitivamente o quadro de trabalhadores em quase todos os setores da economia. A saúde acompanhou esse processo e tem experimentado uma das mais altas taxas de feminilização no mundo do trabalho. No Brasil, as escolas médicas refletem, no registro de novas matrículas, essa rápida ascensão das mulheres na profissão.
Se até pouco tempo o ofício da medicina era uma prática de homens, esta situação vem se alterando de modo progressivo e irreversível com a chegada das mulheres a um mundo até então hegemonicamente masculino. O crescimento da participação das mulheres na atividade médica é fato notório em vários segmentos da economia. A saúde assume lugar de destaque nesse processo de feminilização. Na década de 70, por exemplo, nas atividades da saúde, as mulheres representavam 41,5%, passando para 62,8% na década seguinte. No entanto, o incremento maior vai ocorrer com o contingente feminino universitário, que passa, no mesmo período, de 17,9% para 35,2%.
Dentre os participantes deste estudo 30,8% declararam que eram solteiros 63,46% eram casados, 1,9 % viúvos e 3,8 % eram divorciados, não revelando em si condição de se ter ou não estresse. Em relação à área ou setor onde os participantes desenvolvem as suas atividades, foram identificadas e percebidas a complexidade, o grau de importância e dedicação aos quais estes profissionais desenvolvem. Sendo assim, 28,85% atuam no setor de obstetrícia, 25,0 % atuam na UTI - Neonatal 15,4 % atuam no pronto atendimento pediátrico, 15,4 % atuam no ambulatório, ou seja, procedimentos eletivos, 3,8% atuam no serviço de anestesia e, 11,5 % atuam em outras áreas, mostrando com isso que cada profissional
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desenvolve as suas atividades e atuando de modo participativo para o melhor atendimento a população. A carga horária despendida por estes profissionais perfazem na sua grande maioria 63,5 % uma carga de trabalho compreendida entre 25 horas até acima de 60 horas semanais,
O relatório final da pesquisa “Perfil dos Médicos do Brasil” (Machado et al, 1996) realizado pela FIOCRUZ, em seus estudos, mostrou uma realidade preocupante onde um número de 80,4 % dos médicos brasileiros sente-se desgastados no desenvolvimento de suas atividades como médicos, sendo que o maior percentual foi encontrado na Região Centro Oeste, com 83% e, precisamente nesta região, Goiás apresentou um percentual de 84,7º% dos médicos desgastados com as suas atividades. Esses resultados podem ser comparados ou relacionados com os obtidos neste presente estudo onde observou que em relação ao estresse de todos os sujeitos entrevistados, constatou-se que um grande número dos participantes 69,2 % está com o grau de estresse chamado moderado, o que se pode perceber que os participantes estão na fase de resistência do estresse, também foi verificado que 1,5 % dos participantes estão com um estresse intenso, chegando à exaustão.
Um estudo feito na cidade de Goiânia pelo pesquisador (FRAGA, G. S. 2004), onde o objetivo foi investigar o estresse em 32 médicos lotados em três unidades da Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia /GO, buscando verificar se há presença de estresse, em que fase se encontra, se há prevalência de sintomas físicos ou psicológicos e as possíveis relações entre o estresse e o trabalho na instituição. Os resultados obtidos mostraram que 23 médicos (72%) apresentaram estresse, apresentando um número elevado de sintomas físicos e psicológicos constantes no instrumento de avaliação que os classificam como estressados. Dezoito médicos (78%) encontravam-se na fase de resistência e, cinco (22%), na fase de quase exaustão.
Uma pesquisa foi realizada pela pesquisadora CORDEIRO, A. A. (2009), no período de setembro a novembro de 2009, em uma instituição hospitalar da cidade de Sumaré, São Paulo, Brasil, nos vários setores: Centro Cirúrgico; Unidade de Terapia Intensiva Adulto; Unidade de Terapia Intensiva Neonatal; Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica; Centro Obstétrico; Clínica Cirúrgica; Clínica Médica; Clínica de Especialidades; Ambulatórios; Emergência Referenciada; Alojamento
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Conjunto. O hospital é geral, público, estadual, universitário, referencia para o Sistema Único de Saúde em Sumaré e região.
A população estudada foi constituída de 40 enfermeiros de um hospital escola, com atividades de enfermagem prestadas nas unidades. Observou-se que 62,5% dos enfermeiros apresentaram níveis de estresse e, 37,5% não apresentaram sintomas de estresse. Sendo destes 62,5% com sintomas de estresse distribuídos como se observou que 16% dos sujeitos estavam na Fase de Alerta, 72% demonstraram sintomas característicos da Fase de Resistência, 28% encontravam- se na Fase de Quase-exaustão e 32% na Fase de Exaustão. Assim 72% estavam na Fase de Resistência que se caracteriza pela adaptação do organismo ao agente estressor. Neste momento, ocorre a atuação do Sistema Nervoso Parassimpático, diminuindo o nível de alerta e, conseqüentemente, restaurando os sintomas apresentados na fase de Alerta. Esta fase pode evoluir tanto para o equilíbrio do organismo ou para a Fase de Quase - exaustão. LIPP (1994).
Magalhães & Glina (2006) em um estudo de prevalência de Burnout em médicos de um Hospital Público de São Paulo, onde o objetivo desse estudo foi verificar a prevalência de Burnout entre médicos plantonistas de um hospital público. O tipo de estresse crônico que consome o trabalhador física e emocionalmente, deixando-o agressivo e irritadiço e/ou desmotivado, desinteressado, causando um mal-estar interno, insatisfação ocupacional e uma insensibilidade com relação a quase tudo e todos são definidos como Síndrome de
Burnout. No estudo, foi encontrado um resultado de 11% dos médicos com a
Síndrome de Burnout. 89% não sem Burnout. Os achados deste estudo demonstraram que a maioria dos médicos avaliados se encontrava no período mais produtivo da vida que vai dos 26 aos 50 anos (totalizaram 89%). Sendo que 52% destes estavam na faixa etária que comumente já se encontra com a carreira definida, ou seja, dos 36 aos 50 anos. A quase totalidade dos médicos (97%) referiu alguma especialização, isto demonstra que se submeteram ao desgastante processo de residência médica antes de iniciarem suas carreiras, ficando mais expostos aos agentes estressores. A grande maioria dos médicos referiu altas cargas horárias de trabalho. O sobre - trabalho, caracterizado pelo excessivo número de horas trabalhadas pelos médicos, as jornadas longas com poucas pausas para descanso e sem um lugar apropriado para isto, os poucos períodos de
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lazer e convívio familiar e o desgaste com o público têm exposto os médicos a implacáveis agentes agressores e podem estar contribuindo para os resultados acima da média de Exaustão Emocional. Este estudo demonstrou que a grande maioria dos diagnósticos de Síndrome de Burnout e de Exaustão Emocional se encontra na faixa de carga horária de trabalho entre 61 e 90 horas semanal.
O estudo também mostrou que a maioria dos médicos com síndrome de Burnout estava abaixo dos 35 anos, atribuiu este fato a insegurança dos médicos ou do choque que sofrem diante a realidade do trabalho quando constatam que suas expectativas não possuem sustentação na realidade.
A presença de filhos tem sido apontada como um fator possibilitador de melhores estratégias de enfrentamento das situações conflito e dos agentes estressores.
Para (BARROS, 2008), na pesquisa, Médicos plantonistas de unidade de terapia intensiva: perfil sócio-demográfico, condições de trabalho e fatores associados à síndrome de burnout, onde foram avaliados 297 plantonistas, sendo 70% homens. A media de idade e de tempo de formado foi de 34,2 e 9 anos, respectivamente. Níveis elevados de exaustão emocional, despersonalização e ineficácia foram encontrados.
A prevalência da síndrome de Burnout, considerada como nível elevado em pelo menos uma dimensão, foi de 63,3%. Esta prevalência foi significativamente menor nos médicos que apresentaram algum hobby, relataram pratica regular de atividade física, e que possuíam titulo de especialista em medicina intensiva, com mais de nove anos de formado e que ainda pretendem trabalhar por mais de 10 anos em unidades de terapia intensiva. A prevalência foi maior nos médicos com mais de 24 horas de plantão ininterrupto em terapia intensiva por semana. Esta prevalência de Burnout foi elevada entre os médicos avaliados, sendo mais freqüente nos plantonistas mais jovens, com elevada carga de trabalho e sem especialização em medicina intensiva.
Para (GUIDO, 2003), na pesquisa stress e coping entre enfermeiros de centro cirúrgico e recuperação anestésica, onde há uma predominância do sexo feminino na população estudada. Os resultados foram identificados através dos testes não paramétricos, sendo assim, obteve-se pela avaliação subjetiva e individual dos enfermeiros que 70,59% dos entrevistados percebem-se estressados
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ao atuar no centro cirúrgico e recuperação anestésica. Pela identificação dos estressores no desempenho das atividades diárias dos enfermeiros, conclui-se que as condições de trabalho em centro cirúrgico correspondem à área de maior estresse para 41,8% dos enfermeiros independentemente do cargo ocupado.
Quanto às estratégias de coping mais utilizadas pelos enfermeiros, destaca- se a resolução de problemas. Detectou-se uma diferença significativa entre: estresse total e o estresse percebido por meio da avaliação individual e o subjetivo entre: estresse total e o estresse decorrente de possuir curso de pós – graduação: estresse total e o estresse referente ao relacionamento com equipe médica e de enfermagem: ao relacionamento com serviços diretamente ligados à assistência do paciente durante o ato anestésico cirúrgico: atividades relacionadas à administração de pessoal: e condições de trabalho para o desempenho das atividades do enfermeiro.
Para (SILVA & GOMES, 2009), no estudo estresse ocupacional em profissionais de saúde: um estudo com médicos e enfermeiros portugueses, no que se refere ao nível global de estresse vivenciado pelos profissionais na sua atividade, salienta se o fato de que 56% não descreveram problemas significativos neste nível (junção dos valores nenhum e pouco estresse da escala likert), enquanto 29% assinalaram níveis moderados. Para 15% dos participantes, a sua profissão foi sentida como muito estressante (junção dos valores bastante estresse e elevado
stress da escala likert). Em termos das principais fontes de estresse, os aspectos
relacionados com os erros cometidos, fazer apresentações em público, a falta de perspectivas de progressão na carreira e o mau relacionamento com os superiores foram os principais aspectos geradores de mal estar. Numa análise por fatores de estresse, verificou-se igualmente que as ações de formação, a instabilidade profissional, o excesso de trabalho e a possibilidade de cometer erros foram os domínios de trabalho mais estressantes. Em termos da satisfação e realização, dois aspectos merecem ser realçados. Por um lado, uma percentagem significativa de participantes assumiu níveis positivos nestas duas dimensões (valores a oscilar entre os 35% de satisfação profissional e os 53% de realização pessoal) (junção dos valores 5 e 6 da escala likert). No que se refere ao desejo de abandonar o local de trabalho e a profissão, existe um padrão de semelhança nos resultados alcançados. Assim, 69% e 83% dos participantes descreveram um baixo desejo de abandonar o
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local de trabalho e a profissão, respectivamente (junção dos valores 1 e 2 da escala
likert). Estes valores foram muito elevados para uma percentagem reduzida da
amostra (13% afirmou um acentuado desejo de abandonar o local de trabalho e 7% manifestou uma elevada vontade de deixar a profissão) (junção dos valores 5 e 6 da escala likert). Com relação aos níveis de esgotamento (burnout) obtidos no IBM- PSH, o principal aspecto, a saber, é o fato de não terem sido registrados valores acentuados em nenhuma das dimensões (6% na exaustão emocional, 2% na realização pessoal e quase 1% na despersonalização). Nesta etapa do estudo foram observadas eventuais diferenças nas dimensões analisadas pelos instrumentos de avaliação (variáveis dependentes) em função de algumas características demográficas e profissionais da nossa amostra (variáveis independentes). Para tal, foram constituídos os seguintes grupos de comparação: sexo, idade, estado civil, atividade profissional, contexto de trabalho, experiência profissional, situação contratual e horário de trabalho. Os testes univariados sugeriram seis dimensões do instrumento a distinguir ambos os sexos, observando-se pelos valores médios dos grupos que as mulheres experimentaram maiores problemas nos seguintes domínios: a) ambiente de trabalho e relações profissionais; b) excesso de trabalho e envolvimento profissional; c) instabilidade profissional e na carreira; d) remuneração auferida e estatuto sócio-profissional; e) falta de reconhecimento e poder; e f) problemas familiares.
Segundo SANTOS (2011), em estudo realizado com 391 profissionais médicos, dos quais 220 (56,3%) eram do sexo masculino e 171 (43,7%) do sexo feminino. Os entrevistados encontram-se na faixa etária entre 23 e 45 anos, com idade média de 43,9. O tempo médio de formatura é de 20,06 anos e o tempo de trabalho médio é de 56,47 horas semanais. Os indivíduos entrevistados apresentam uma heterogeneidade evidenciada pelos altos valores do desvio padrão para o tempo de formado, a idade e para a carga horária semanal. Foi possível identificar oito fatores associados ao surgimento do estresse dentre os profissionais médicos da cidade de João Pessoa (PB), o que reforça a possível existência de variáveis que contribuem fortemente para o estresse no exercício da atividade médica. Dentre as variáveis que demonstram grande impacto estão: relacionamento com a equipe exercer atividades com instalações físicas inadequadas, restrição da autonomia profissional, exercer diversas funções no mesmo ambiente hospitalar, o esforço
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físico para cumprir a tarefa e trabalhar em horário noturno. Esses resultados corroboram o que existe na literatura sobre o assunto. De forma semelhante, na atual pesquisa, o trabalho em horário noturno e aspectos relacionados à autonomia do profissional apresentaram fortes impactos, trabalharem em horário noturno, restrição da autonomia, indefinição do papel do médico e interferência de políticas