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DO RELUZIR DO OURO BRANCO AO “ZIGZAG” DAS MÁQUINAS DE

2. COMPORTAMENTO DA INDÚSTRIA TÊXTIL NO SERIDÓ

2.1. DO RELUZIR DO OURO BRANCO AO “ZIGZAG” DAS MÁQUINAS DE

O Seridó ganhou notoriedade, economicamente, com os sistemas de cultivo de algodoeiro mocó, que passou a ocupar um papel de destaque na cadeia produtiva potiguar, a partir do início do século XIX. O algodoeiro mocó é uma planta perene, arbórea e com alta adaptabilidade à seca, podendo resistir a longos períodos de estiagem ou regimes pluviométricos baixos, entre 200 e 250 mm anuais. Este tipo de planta é cultivado tradicionalmente no sertão do semiárido nordestino, região em que estão presentes o Seridó Potiguar e Paraibano, habitat naturais do algodoeiro. Sobre a relevância do algodão mocó para o Seridó, Takeya (1985) cita:

O algodão não seguiu a mesma trajetória que o açúcar, pois o fim da fase áurea da exportação para o mercado externo, da década de 1860, não significou sua estagnação ou retrocesso; pelo contrário, foi em anos

69.919 55.099 96.308 34.054 84.344 39.103 44.366 6.721 2.537 392 1940 1950 1960 1970 1975 1980 1985 1995 2006 2013

posteriores a essa fase que se expandiu o cultivo pelo sertão norte-rio- grandense, de uma variedade de algodão característica do meio - o algodão mocó ou algodão seridoense (TAKEYA, 1985, p.33).

É importante notar as características particulares do algodão mocó, produzido na região seridoense na época, que o diferenciava dos demais algodões produzidos no Estado (herbáceo), o algodão mocó produzia fibras longas, finas e resistentes, com capacidade de atender as demandas impostas pelas indústrias têxteis que absorviam a produção algodoeira.

O algodão mocó, a princípio, era uma variedade doméstica usada na subsistência das famílias produtoras. No início do século XX, o produto passou a ser trabalhado com o direcionamento para o mercado, a princípio para o mercado externo, principalmente para indústria têxtil inglesa e, posteriormente, para a recente indústria têxtil do sul do país. O algodão seridoense possuía uma qualidade inquestionável, o que lhe proporcionou a conquista do Prêmio de Exposição Nacional de 1908, no Rio de Janeiro. Como relatado pelo Dicionário Geográfico e Etnográfico do Brasil (1922): “O produto é de ótima qualidade. Na exposição Nacional de 1908 o algodão da zona do Seridó obteve o grande prêmio e o de toda a região sertaneja alcança sempre cotações superiores nos mercados internos e externos”.

Sendo um território marcado pela prática da pecuária, o Seridó teve como característica o atrelamento da prática à produção algodoeira, que ganhava protagonismo como uma atividade geradora de renda dos pecuaristas, que, em diversos momentos, enfrentavam problemas ocasionados pela estiagem. Além de gerar renda, o cultivo algodoeiro se tornava viável aos pecuaristas por terem baixos custos de produção e ainda servirem de pastagens nativas para o gado na estação seca. Fazia parte da cultura produtiva seridoense o cultivo do algodão consorciado ao milho. Juntos, os plantios geravam ocupações (precárias) diretos e indiretos na região, tanto no cultivo dos consórcios, quanto nas atividades de beneficiamento de algodão para as indústrias têxteis.

Os bons ventos da indústria algodoeira seridoense fizeram com que, ainda em 1910, a região já dispusesse de 171 máquinas de beneficiamento de algodão, subdivididas em dois tipos: bolandeiras (tração animal) e locomóveis (a vapor). Em 1920, o Seridó passou a produzir cerca de 40% do algodão exportado para o mercado externo e brasileiro, com destaque para as cidades de Caicó e Jardim do Seridó. As altas nos lucros de produtividade atraíram mais demanda de força de trabalho, capital e aparatos tecnológicos que estivessem disponíveis na região, que eram convertidos na “produção, beneficiamento e comercialização” do algodão (FEMENICK, 2010).

Como já citado anteriormente, a produção algodoeira norte-rio-grandense declinou e o Seridó foi um dos maiores atingidos por esse processo, tendo em vista que a base de sustentação econômica do território dependia direta e indiretamente da cotonicultura. Alguns motivos podem ser elencados como ocasionadores da debacle seridoense, tais quais: o surgimento de fibras sintéticas no eixo sul-sudeste, as secas prolongadas, as taxas de juros altas para a produção de algodão e, o mais conhecido dos motivos, o surgimento da “praga do bicudo”.

Nos anos que sucederam a “praga do bicudo” o cultivo de algodoeiros herbáceos e arbóreos foi quase que totalmente abandonados pelos agricultores. O efeito social ocasionado pelo declínio da cotonicultura, de modo paralelo, está expresso no êxodo rural de grande parte da população da região. É neste contexto que há uma mudança nos eixos produtivos seridoenses, sem que seja preciso abandonar a tradição algodoeira, que se tornou marca registrada do território. É observado o processo de reprodução do território, com o advento de novas atividades econômicas, como cita Santos (2005):

Na década de 80 foram desencadeadas importantes transformações na base produtiva e na estrutura social do Estado do Rio Grande do Norte e, particularmente, no Seridó Potiguar. Tais transformações permitiram, no contexto estadual e regional, a transformação de novas territorialidades, fruto de novos processos econômicos, políticos e sociais (SANTOS, 2005, p. 123).

Interessa notar, neste processo de reestruturação socioespacial e de bases produtivas do território do Seridó, a implantação de diversas atividades econômicas em seus municípios, principalmente ligadas ao segmento têxtil e de confecções, inseridas cronologicamente, de tal forma: bonelarias, facções de artigos de vestuários (pequena escala) e, artigos de cama, mesa e banho. Em alguns casos, foram aproveitadas as estruturas de beneficiamento e armazenamento da antiga produção algodoeira para a instalação do segmento têxtil. Por mais que houvesse vínculos com a antiga atividade desempenhada no território, os novos segmentos representam novas formas produtivas e fortalecem a economia regional que entrou em colapso (SANTOS, V. 2005). Em linhas gerais, diante de todos os problemas que perpassaram no território, foram criadas estratégias que diminuíssem os efeitos causados pela crise, paralelamente redimensionando as atividades já desempenhadas e implementando novos segmentos produtivos (MORAIS, 2005), induzindo a criação de um novo eixo de produção, com um novo modo de estabelecimento para o território, de base rural para urbana.

Algumas atividades ganham notoriedade no território em 1980, período que sucedeu o declínio da cotonicultura. Estas atividades tiveram protagonismo em alguns municípios, como descritos a seguir: São José do Seridó e Serra Negra do Norte com as bonelarias e facções de costura e, Caicó com bonelarias, facções de costuras e bordados, além de, se constituir como um centro comercial do polo seridoense (SANTOS, 2005).

É necessário pautar a participação das bonelarias na inserção das facções de costuras, a princípio, de modo parcial, no território, e em seguida, havendo a migração de parte do segmento boneleiro para o sistema de facções. Os então empresários donos de bonelarias se movimentam para o segmento faccionista em expansão, que demandava baixos custos de investimentos, e poderia absorver a mão de obra já qualificada para as atividades anteriormente desenvolvidas. A atividade se tornou mais rentável pelo fato de receber as demandas das indústrias bases (centrais) para realizarem apenas uma das etapas de fabricação de determinadas peças de roupas, sejam elas: calças, camisas ou bermudas.

O setor de facções consiste em pequenos e médios empreendimentos que funcionam como montadoras de roupas para grandes marcas de confecções com renomes nacionais e internacionais, podendo ser citadas: Hering, Zoomp e Riachuelo. Segundo Santos (2005, p. 125) “essa realidade vem condicionando o aumento desse ramo pelo Seridó, de tal modo que já correspondem a mais uma das alternativas econômicas emergidas nessa região pós 1980”. Para que sejam realizadas as costuras de acordo com as demandas dos padrões das marcas, como explica Lins (2011), são necessários de 30 a 50 funcionários por unidade de produção, que são responsáveis pela costura de um total de 5.000 a 15.000 peças ao mês.

O que antes estava refinado apenas aos municípios de Serra Negra do Norte, São José do Seridó e Caicó, atualmente, passa por um processo expansivo que descentraliza a produção para demais municípios do território, nos demais “seridós”: Ocidental, Oriental e Serra de Santana. Atualmente, a atividade faccionista gera emprego e renda para municípios como: Acari, Cruzeta, Caicó, São José do Seridó, Serra Negra do Norte e Jardim do Seridó.

2.2. O Pró-Sertão como Política de Desenvolvimento Territorial

O Pró-Sertão (Programa de Interiorização da Indústria Têxtil) é um programa desenvolvido pelo Governo do Estado do Rio Grande do Norte em articulação com a Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte (FIERN) e o Serviço Brasileiro de Apoio à

micro e pequenas Empresas (SEBRAE). O programa tem como objetivo descentralizar a produção têxtil da Região Metropolitana de Natal para outras microrregiões do interior do Estado, principalmente, em regiões com baixos índices de desenvolvimento econômico.

O Pró-Sertão, apesar de ter o peso de uma política de incentivo econômico, é tido como um Programa de Governo, porém, o conceito de Programa acaba se confundindo com demais conceitos, tais quais os de: plano4 e projeto5, que na administração pública são

correlatos. A distinção entre os termos: plano, programa e projeto está no nível de decisões e detalhamento dos mesmos diante de suas execuções. O plano agrega mais decisões que o programa e, consequentemente, este possui mais decisões que o projeto. Em contraponto, o projeto possui maior detalhamento de ações que o programa e o plano. Programa, como expresso por Teixeira (2009, p. 4) se trata de “um documento que indica um conjunto de projetos cujos resultados permitem alcançar o objetivo maior de uma política pública”. Neste sentido é interessante invocar Weber (1991) e seu conceito de ação racional para o definir o Pró-Sertão, tais como: a) a expressão de um objetivo claro e consistente e; b) a existência de instrumentos adequados para atingir os objetivos propostos.

Implementado no ano de 2013, na gestão de Rosalba Ciarline, sob o comando do então Secretário de Desenvolvimento Econômico Rogério Marinho, o Pró-Sertão foi planejado pelo Governo do Estado junto às demais entidades citadas anteriormente e a cadeia têxtil estadual, com o intuito de instalar 210 novas facções de costura até o ano de 2018 com a criação de 8.400 postos de trabalho diretos, sem agrupar demais empregos indiretos que vieram a ser criados no decorrer dos anos, de acordo com oferta e demanda, com uma produção almejada em 126 mil peças de vestuário diárias. As facções são “empreendimentos industriais de confecções e vestuário que prestam serviços exclusivamente para outras empresas de confecção, comerciais e industriais” (MEDEIROS, 2014), não possuindo marcas próprias, estilistas, desenhistas e lojas próprias.

No escopo do Pró-Sertão existe, por parte do Governo Estadual, a prioridade ao atendimento das grandes indústrias com sedes fixadas no Estado, que tem impacto notório na economia e buscam mais espaços consolidados de mercado atrelados às vantagens competitivas que podem vir a surgir com os novos mecanismos desempenhados pelo programa. Ainda é objetivo do Governo do Estado, a ampliação do segmento têxtil com vistas

4É um tipo de documento mais abrangente, que contém estudos, diagnósticos imprescindíveis na identificação

dos problemas que devem ser sanados, com programas e projetos que possam necessários para o desenvolvimento das ações. No caso do Pró-Sertão, o Plano de Desenvolvimento Econômico do Estado do Rio Grande do Norte.

5Como descrito por Teixeira (2009, p.4) “é um instrumento técnico-administrativo de execução de

ao atrelamento entre grandes empresas (âncoras do programa) e suas fornecedoras, em sua maioria, caracterizadas por serem micros e pequenas empresas, localizadas nas microrregiões do Estado que pudessem vir a desenvolver vínculos de negócios.

Como descrito pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado do Rio Grande do Norte, o Pró-Sertão possuía um arcabouço que traria vantagens a quem fizesse parte do programa, dentre elas: a contribuição para a ampliação e fortalecimento das relações econômicas entre grandes empresas e pequenas e micros empresas locais, presentes apenas em determinados territórios. Com isso, a produção, a oferta de empregos e geração de renda funcionaria como uma locomotiva para a economia dos interiores.

Para a implementação plena do programa, alguns cenários deveriam estar devidamente favoráveis para o crescimento econômico do segmento têxtil, dentre eles, os mais prioritários seriam: a) concretização dos investimentos acordados com as empresas do setor têxtil, que viria a configurar o cenário econômico, tornando-o favorável a ampliação mercadológica do segmento de vestuário no estado do Rio Grande do Norte; por outro lado, era necessário que, b) As prefeituras tivessem interesse na implantação das facções de costura em seus municípios, dando como contrapartida, estruturas físicas em que pudessem ser realizados os programas de capacitação profissional e instalação das unidades de produção; finalmente, o mais importante para a efetivação desse programa; c) Interesse da população no processo de qualificação profissional nos municípios contemplados com o Pró-Sertão.

Os efeitos esperados pela concretização de uma guinada industrial têxtil para o Seridó Potiguar gerariam um efeito positivo, do ponto de vista operacional, pois levava consigo a necessidade de capacitação, tanto por parte das empresas fornecedoras, no que tange às melhorias na capacidade gerencial empresarial e industrial, como pelo viés dos recursos humanos, com as qualificações profissionais para atuarem no ramo de vestuário. Assim, seriam necessários esforços por parte do Estado para o fortalecimento das instituições existentes e para a criação de novas instituições que pudessem atender às demandas existentes pelas empresas. O exemplo mais nítido deste processo de fortalecimento institucional foi a criação do curso de Vestuário no Instituto Federal do Rio Grande do Norte, no município de Caicó, visando a formação técnica de estudantes para se inserirem no mercado de trabalho faccionista da região6.

6 As facções de costura têm a missão de produzirem, melhor dizendo, concluírem as peças de roupas/vestuário

requisitadas por grandes empresas do segmento têxtil. A Guararapes tem sede própria na Região Metropolitana de Natal, com uma participação considerável na geração de emprego e renda no Estado do Rio Grande do Norte. No caso da Hering, a empresa tem origens sulistas, especificamente no município de Blumenau em Santa Catarina, tendo como uma das notórias características, o pioneirismo da terceirização da produção, que

O Pró-Sertão tem como característica, o que a literatura denomina de arranjo institucional, que em linhas gerais, são mecanismos importantes para a formulação de políticas de desenvolvimento, em especial, políticas cooperativas entre agentes públicos e privados.

Para isso, precisamos entender o que são instituições, ambiente institucional e arranjo institucional, para que aplicados, sejam devidamente entendidos no âmbito do Pró-Sertão. Instituições, segundo Fiani (2013, p. 8) “são as regras, formais e informais, que regulam as interações sociais”. O conceito de ambiente institucional parte das definições clássicas de Davis e North (1971, p. 6) em que o ambiente “é constituído pelas regras, políticas, sociais e legais mais básicas e gerais que estabelecem o fundamento para o funcionamento do sistema econômico.

Em suma, essas regras gerais e básicas são importantes, pois definem o sistema político e econômico de desenvolvimento, transcendendo às regras que os agentes privados estabeleceriam em suas transações econômicas ou relações sociopolíticas, que acabam por se caracterizarem como arranjos institucionais. Bastos et al. (2015) conclui que arranjo institucional:

Conjunto de marcos legais e de atores coletivos, com papéis e representações definidos, que, em parceria, discutem, organizam e concebem um processo de intervenção num momento e espaço social determinado (BASTOS et al. (2015).

Como ressaltado em entrevista, do Interlocutor de Inovação no Sistema FIERN, a cargo da FIERN, através do SESI, SENAI e do SEBRAE, foram desenvolvidas oficinas que preparavam os novos proprietários de facções a lidar com o modelo de gerenciamento empresarial, contábil, de estruturação de indústrias de confecções, sobre os equipamentos e quais as funções de cada funcionário que ingressaria nas facções.

registrou níveis de gigantescas proporções. O fato de a empresa ter como característica a terceirização da produção, se dá por as “estratégias competitivas estarem mais diretamente ligadas à valorização das marcas da indústria e do varejo dos produtos” (JINKINGS & AMORIM, 2006, p. 343), em linhas gerais, a Hering se distancia do núcleo de produção e se aproxima do consumidor.

Ilustração 1: Arranjo Institucional do Programa de Interiorização da Produção Têxtil (Pró-Sertão).

Fonte: Elaboração própria (2017).

Um tipo de arranjo institucional, talvez o mais aplicável à atuação das facções de costura no Seridó Potiguar, é o de Arranjo Produtivo Local (APL), que deriva da ideia de que pequenas empresas aglomeradas em pequenos territórios podem gerar competitividade e protagonismo no desenvolvimento econômico local. A tipologia pode ser aplicada a territórios com predominância de pequenas empresas e com aumento expressivo de produção e ocupações formais (NORONHA & TURCHI, 2005).

Arranjos Produtivos Locais (APL) são tomados no Brasil como a tradução do termo cluster, essencialmente por: possuir especialidade de produção em delimitação espacial. Em suma, pautando-se por estes critérios básicos, toda concentração de determinado tipo de produção seja em ruas, bairros, municípios ou regiões, do micro ao macro, podem ser considerados APL. Em um conceito mais elaborado, Arranjos Produtivos Locais (APL) tratam-se de:

Aglomerações territoriais de agentes econômicos, políticos e sociais, com foco em um conjunto específico de atividades econômicas e que apresentam vínculos mesmo que incipientes. Geralmente, envolvem a participação e a interação de empresas – que podem ser desde produtores de bens e serviços finais até fornecedoras de insumos e equipamentos, prestadoras de consultoria e serviços, comercializadoras, clientes, entre outros – e suas

variadas formas de representação e associação. Incluem, também, diversas outras instituições públicas e privadas voltadas para: formação e capacitação de recursos humanos, como escolas técnicas e universidades; pesquisa, desenvolvimento e engenharia; política, promoção e financiamento (CASSIOLATO & LASTRES, 2003, p. 27).

No âmbito da Política Industrial Brasileira, os Arranjos Produtivos se inspiram em casos de sucesso de crescimento a partir de pequenos empreendimentos, que atuavam através do cooperativismo, em regiões do Centro e Nordeste da Itália (NORONHA & TURCHI, 2005), se assemelhando aos casos brasileiros com regiões marcadas por problemáticas econômicas, déficits, conflitos políticos e ambientais. Com o fortalecimento dos Arranjos Produtivos, é abandonada a visão assistencialista a qual os empreendimentos, micro e pequenos, deveriam possuir subsídios e isenção fiscal, em detrimento da perspectiva de potencialidade agregada aos pequenos empreendimentos.

A identidade de um Arranjo Produtivo Local pode ser de origem interna aos empreendimentos do setor (os empresários participam de algum tipo de ação em comum) ou de forma externa, que independe de suas vontades (as empresas se constituem um mercado reconhecido por seus clientes, fornecedores e mercado de trabalho).

Ilustração 2: Arranjo Institucional do Programa de Interiorização da Produção Têxtil (Pró-Sertão). Fonte: Elaboração própria (2017).

3. O SERIDÓ POTIGUAR (RN): CARACTERIZAÇÃO DO ESPAÇO DE