01/03/2011, tendo sido constatada a inexecução de 100% dos serviços dessa natureza realizados nesse período.
Em relação à BR-262/ES, constatou-se um desvio de recursos no montante de R$ 69.810,24, que correspondeu ao percentual de 94,29% do valor pago pela prestação dos serviços de “Roçada de capim colonião” e “Limpeza de sarjeta e meio fio”, cujo valor montou a R$ 74.041,08. Somente foram objeto de análise os serviços de “Roçada de capim colonião” e de “Limpeza de sarjeta e meio fio” executados no período de até 15 dias anteriores à data da verificação física, realizada nos dias 17/02/2011 e 04/03/2011.
Quanto à BR-342/ES, constatou-se um desvio de recursos no montante de R$ 22.567,34, que correspondeu ao percentual de 60,19% do valor pago pela prestação dos serviços de “Roçada de capim colonião”, “Limpeza de sarjeta e meio fio”, “Tapa buraco”, “recomposição manual de aterro” e “capina manual”, cujo valor montou a R$ 37.489,91. Somente foram objeto de análise os serviços de: “Roçada de capim colonião”, “Roçada Manual”, “Limpeza de sarjeta e meio fio”
e “capina manual”, executados no período de até 10 dias anteriores à data da verificação física; e serviços de “Tapa buraco” e “recomposição manual de aterro”, executados no período de até 30 dias anteriores à data da verificação física, realizada nos dias 03, 29 e 30 de março de 2011.
Por fim, faz-se necessário salientar que a situação relativa à estruturação de processos com fotografias idênticas, para comprovação de serviços executados em mais de uma medição, foi detectada no âmbito da Superintendência Regional do DNIT no Estado da Bahia, relacionada aos serviços de manutenção na BR-242/BA objeto do Contrato nº SR-05/0033/2007 , devendo-se atentar para a possibilidade de tal prática estar ocorrendo em diversos outros Estados da Federação, em outras Superintendências Regionais da Autarquia, relacionando-se sao pagamento desse ou outros tipos de serviços.
Obras de Revitalização - CREMA 1ª Etapa (Recuperação, Restauração e Manutenção) Rodoviária, conforme informado pela SR/DNIT/RS foram as seguintes:
Quadro I: Empresas participantes x Lotes
EMPRESAS LOTE 1 LOTE 2 LOTE 3 LOTE 4 LOTE 5 LOTE 6 LOTE 7
BRASÍLIA GUAÍBA 39.529.047,14 36.577.418,37 19.278.023,30 17.740.663,79 25.115.734,63 CONSÓRCIO
ECB/CONSTRUBRÁS/TORC 38.788.780,33
PEDRASUL 39.248.729,53 37.107.239,37 19.507.765,95 45.848.919,08 17.767.150,03 25.208.027,04 CBEMI 36.945.126,07 19.556.383,22 27.118.693,76 17.415.869,71
CSL - SACCHI 27.116.389,34 24.798.612,20
CONSÓRCIO EMPA/TESCON 19.553.333,81
PAVIA 26.710.052,0645.793.286,60 17.755.191,73
TORC 26.965.397,3945.330.550,48 17.630.263,69
ATERPA 45.673.790,12
MAC ENGENHARIA 25.083.448,14
Fonte: Processo Licitatório nº 485/2008
As mesmas propostas, como percentuais dos orçamentos:
Quadro II: Empresas participantes x Lotes em percentuais
EMPRESA LOTE 1 LOTE 2 LOTE 3 LOTE 4 LOTE 5 LOTE 6 LOTE 7
ATERPA 99,54%
BRASÍLIA GUAÍBA 100,36% 98,52% 98,51% 99,82% 99,53%
CBEMI 99,51% 99,93% 99,76% 97,99%
CONSÓRCIO
ECB/CONSTRUBRÁS/TORC 98,48%
CONSÓRCIO EMPA/TESCON 99,92%
CSL - SACCHI 138,56% 98,27%
MAC ENGENHARIA 99,40%
PAVIA 98,26% 99,80% 99,90%
PEDRASUL 99,65% 99,95% 99,68% 99,92% 99,97% 99,89%
TORC 99,20% 98,79% 99,20%
Fonte: Processo Licitatório nº 485/2008
Em reais:
Quadro III: Valores das propostas x valor orçado
ORÇAMENTO/PROPOSTA LOTE 1 LOTE 2 LOTE 3 LOTE 4 LOTE 5 LOTE 6 LOTE 7 VALOR ORÇADO 39.385.956,48 37.127.500,57 19.569.763,49 27.182.861,47 45.884.946,34 17.772.444,15 25.235.537,90 PROPOSTA VENCEDORA 38.788.780,33 36.577.418,37 19.278.023,30 26.710.052,06 45.330.550,48 17.415.869,71 24.798.612,20 2ª COLOCADA 39.248.729,53 36.945.126,07 19.507.765,95 26.965.397,39 45.673.790,12 17.630.263,69 25.083.448,14 3ª COLOCADA 39.529.047,14 37.107.239,37 19.553.333,81 27.118.693,76 45.793.286,60 17.740.663,79 25.115.734,63 4ª COLOCADA 19.556.383,22 45.848.919,08 17.755.191,73 25.208.027,04
5ª COLOCADA 27.116.389,34 17.767.150,03
Fonte: Processo Licitatório nº 485/2008
Em percentuais em relação ao orçamento:
Quadro IV: Valores das propostas x valor orçado em percentuais
LOTE 1 LOTE 2 LOTE 3 LOTE 4 LOTE 5 LOTE 6 LOTE 7 VALOR ORÇADO 100,00% 100,00% 100,00% 100,00% 100,00% 100,00% 100,00%
PROPOSTA VENCEDORA 98,48% 98,52% 98,51% 98,26% 98,79% 97,99% 98,27%
2ª COLOCADA 99,65% 99,51% 99,68% 99,20% 99,54% 99,20% 99,40%
3ª COLOCADA 100,36% 99,95% 99,92% 99,76% 99,80% 99,82% 99,53%
4ª COLOCADA 99,93% 99,92% 99,90% 99,89%
5ª COLOCADA 138,56% 99,97%
Fonte: Processo Licitatório nº 485/2008
Percentuais em termos estatísticos em relação ao orçamento (apenas a proposta vencedora, segunda e terceiras colocadas):
Quadro V: Percentuais em termos estatísticos em relação ao orçamento
VENCEDORA 2ª COLOCADA 3ª COLOCADA
MÉDIA 0,9840 0,9945 0,9990
DESVIO PADRÃO 0,0024 0,0018 0,0025
MEDIANA 0,9848 0,9951 0,9987 Fonte: CGU
As propostas apresentadas no Processo Licitatório 485/2008 seguiram um padrão evidente: a primeira proposta ficou em torno de 98,5% do orçamento, a segunda proposta em torno de 99,5% e a terceira em torno do valor orçado.
Em todos os sete lotes, apenas o Lote 6 teve seu resultado ligeiramente diferente do padrão aduzido.
Além disto, resta evidente que as próprias empresas alteraram seus percentuais em relação ao orçamento, em várias propostas, sagrando-se vencedoras justamente ao apresentarem propostas condizentes com o padrão deduzido.
Além dos fatos expostos, cabe registrar os seguintes relacionamentos empresariais identificados dentre algumas das empresas licitantes.
Os relacionamentos societários entre SULTEPA, PEDRASUL e BRASÍLIA GUAÍBA identificados foram os seguintes:
A METROVIAS (CNPJ 02.393.266/0001-77) tem como participantes de seu quadro societário como conselheiros diretores RICARDO LINS PORTELLA NUNES (presidente da CONSTRUTORA SULTEPA e diretor da PEDRASUL) e ANDRÉ LOIFERMANN (CPF 354.259.200-59/sócio administrador da BRASÍLIA GUAÍBA).
A COPARCO (CNPJ 08.702.891/0001-30) tem participação no seu quadro societário da CONSTRUTORA SULTEPA, de SÉRGIO COELHO DA SILVA (CPF 265.609.840-87), diretor de operações da BRASÍLIA GUAÍBA, da BGPAR (CNPJ 04.987.555/0001-20), cujos sócios são ABRÃO LOIFERMAN (CPF 000.651.100-72), ANDRÉ LOIFERMAN e a BRASÍLIA GUAÍBA.
Participam dos quadros societários da CONVIAS (CNPJ 02.414.599/0001-35) e da SULVIAS (CNPJ 02.419.175/0001-63) RICARDO LINS PORTELLA NUNES (presidente da CONSTRUTORA SULTEPA e diretor da PEDRASUL), RONALDO SCHWAMBACH (sócio da CONSTRUTORA SULTEPA e diretor da PEDRASUL) e SERGIO COELHO DA SILVA que, embora não conste no Sistema CNPJ como integrante dos quadros societários da BRASÍLIA GUAÍBA, é nominado no site da mesma como Diretor de Operações (www.brasiliaguiaba.com.br/, consulta em 12 de agosto de 2011). Além disto, o mesmo consta como administrador responsável pelo CONSÓRCIO BRASILIA GUAIBA CARPENEDO (CNPJ 12.936.297/0001-80).
A CP CONSTRUÇÕES E PARTICIPAÇÕES (CNPJ 07.177.497/0001-67) tem participação no seu quadro societário de RICARDO LINS PORTELLA NUNES (presidente da SULTEPA e diretor da PEDRASUL), ÂNGELO LÚCIO VILLARINHO DA SILVA (diretor da SULTEPA e da PEDRASUL), da SULTEPA, da PORTELLA NUNES PARTICIPAÇÕES (cujo sócio ROBERTO LINS PORTELLA NUNES é sócio da STE – SERVIÇOS TÉCNICOS DE ENGENHARIA e irmão de RICARDO LINS PORTELLA NUNES, como já explanado), de ABRÃO LOIFERMAN, sócio da BRASÍLIA GUAÍBA, de SÉRGIO COELHO DA SILVA, diretor de operações da BRASÍLIA GUAÍBA, e da BGPAR, cujos sócios são ABRÃO LOIFERMAN, ANDRÉ LOIFERMAN e a BRASÍLIA GUAÍBA.
Como registrado, as empresas PEDRASUL e BRASÍLIA GUAÍBA foram licitantes nos lotes 1, 2 e 6 da presente licitação. Além disto, quanto ao Lote 1, a TORC participa de consórcio juntamente com a BRASÍLIA GUAÍBA, dentre outras empresas (CONSÓRCIO IVAI/TORC/CONSTRAN/BRASILIA GUAIBA, CNPJ 12.234.978/0001-05).
No tocante ao Lote 6, também foi identificado relacionamento indireto dentre a Brasília Guaíba e a CSL, a saber: ANDRÉ LOIFERMANN, sócio da BRASIÍLIA GUAÍBA e SÉRGIO COELHO DA SILVA, diretor de operações da BRASÍLIA GUAÍBA participam do quadro societário da UNIVIAS (08.035.833/0001-08), que também conta com a participação de MARIO ROBERTO AMORIM BALTAR (CPF 285.365.090-15), sócio da BALTAR & MENEZES CONSULTORES ASSOCIADOS (CNPJ 03.312.919/0001-09), cujo quadro societário também é composto por ODILON ALBERTO MENEZES (CPF 290.610.919-34), sócio da CSL – CONSTRUTORA SACCHI LTDA.
CONSTATAÇÃO 027:
INDÍCIOS DE DIRECIONAMENTO E POSSÍVEL ALINHAMENTO DE PREÇOS PRATICADOS EM LOTES DO PROCESSO LICITATÓRIO N.º 489/2008.
As propostas apresentadas por licitantes para os lotes do Processo Licitatório nº 489/2008, referente à execução, sob regime de empreitada a preços unitários, dos serviços necessários a realização das Obras de Revitalização - CREMA 1ª Etapa (Recuperação Restauração e Manutenção) Rodoviária conforme informado pela SR/DNIT/RS foram as seguintes:
Quadro I: Empresas participantes x Lotes
EMPRESAS LOTE 1 LOTE 2 LOTE 3 LOTE 4 LOTE 5
Brasília Guaíba 35.609.771,45 40.161.367,61 16.276.514,64
Cbemi INABILITADA Toniolo Busnello 35.772.995,35 30.800.024,35
Consórcio Sultepa/Pedrasul 35.427.326,49 31.086.174,93
Sanches Tripoloni - 30.884.259,45 14.716.947,92 40.235.499,28 16.243.260,46 Consórcio Cc/Brasília Guaíba - 30.544.224,50
Consórcio Sbs/Tv - 14.769.911,86
Conpasul - 14.752.259,79
Consórcio Cotrel/Della Pasqua - 14.392.928,69
Consórcio Empa/Tescon - 39.132.621,28
Consórcio Traçado/Construbrás/Iguatemi - 39.187.093,86 16.103.119,01
Consórcio Pavicon/Csl - INABILITADA
Fonte: Processo Licitatório nº 489/2008
Tais propostas como percentual em relação ao orçamento:
Quadro II: Empresas participantes x Lotes em percentuais
EMPRESA LOTE 1 LOTE 2 LOTE 3 LOTE 4 LOTE 5
Brasília Guaíba 99,01% 102,62% 94,14%
Conpasul 99,40%
Consórcio Cc/Brasília Guaíba 98,18%
Consórcio Cotrel/Della Pasqua 96,98%
Consórcio Sbs/Tv 99,52%
Consórcio Sultepa/Pedrasul 98,50% 99,92%
Consórcio Traçado/Construbrás/Iguatemi 100,14% 93,14%
Consório Empa/Tescon 100,00%
Sanches Tripoloni 99,27% 99,16% 102,81% 93,95%
Toniolo Busnello 99,46% 99,00%
Fonte: Processo Licitatório nº 489/2008
Quadro III: Valores (R$) das propostas x valor orçado
LOTE 1 LOTE 2 LOTE 3 LOTE 4 LOTE 5
VALOR ORÇADO 35.966.929,50 31.111.732,83 14.841.544,86 39.134.171,39 17.288.837,16 PROPOSTA VENCEDORA 35.427.326,49 30.544.224,50 14.392.928,69 39.132.621,28 16.103.119,01 2ª COLOCADA 35.609.771,45 30.800.024,35 14.716.947,92 39.187.093,86 16.243.260,46 3ª COLOCADA 35.772.995,35 30.884.259,45 14.752.259,79 40.161.367,61 16.276.514,64 4ª COLOCADA 31.086.174,93 14.769.911,86 40.235.499,28
Fonte: Processo Licitatório nº 489/2008
Quadro IV: Valores (%) das propostas x valor orçado em percentuais
LOTE 1 LOTE 2 LOTE 3 LOTE 4 LOTE 5
ORÇAMENTO 100,00% 100,00% 100,00% 100,00% 100,00%
PROPOSTA VENCEDORA 98,50% 98,18% 96,98% 100,00% 93,14%
2ª COLOCADA 99,01% 99,00% 99,16% 100,14% 93,95%
3ª COLOCADA 99,46% 99,27% 99,40% 102,62% 94,14%
4ª COLOCADA 99,92% 99,52% 102,81%
Fonte: Processo Licitatório nº 489/2008
Percentuais em termos estatísticos em relação ao orçamento (apenas a proposta vencedora, segunda e terceiras colocadas):
Quadro V: Percentuais em termos estatísticos em relação ao orçamento
VENCEDORA 2ª COLOCADA 3ª COLOCADA
MÉDIA 0,9736 0,9825 0,9911
DESVIO PADRÃO 0,0232 0,0219 0,0275
MEDIANA 0,9818 0,9901 0,9946 Fonte: CGU
No Processo Licitatório 489/2008 houve uma maior diferença em termos percentuais das propostas primeira e segunda colocadas em relação aos orçamentos.
De igual forma, as propostas apresentadas pelos licitantes, em relação ao orçamento, se mostraram bastante próximas, quando apresentadas em mais de um lote, à exceção da CONPASUL.
CONSTATAÇÃO 028:
INDÍCIOS DE DIRECIONAMENTO E POSSÍVEL ALINHAMENTO DE PREÇOS PRATICADOS NO PROCESSO LICITATÓRIO N.º 490/2008.
As propostas apresentadas por licitantes relativas aos lotes do Processo Licitatório nº 490/2008, relacionadas à execução, sob regime de empreitada a preços unitários, dos serviços necessários à realização das Obras de Revitalização - CREMA 1ª Etapa (Recuperação, Restauração e Manutenção) Rodoviária foram as seguintes:
Quadro I: Empresas participantes x Lotes
EMPRESAS LOTE 1 LOTE 2 LOTE 3 LOTE 4
Consórcio Traçado/Construbrás/Iguatemi 13.176.388,46 28.896.638,62
Sbs 10.400.971,45 28.750.321,11
Consórcio Iccila/Dobil 13.342.415,35 47.672.430,90 Consórcio Cotrel/Pavia 13.373.544,15 29.039.349,63 49.018.195,10
Mac Engenharia 29.040.687,14 48.658.149,73
Torc 48.881.580,62
Consórcio Sultepa/Pedrasul 21.831.936,51
Brasília Guaíba 22.494.358,82
Consórcio Conterra/Csl 22.585.414,87
Cbemi 22.594.119,37
Brasil
Fonte: Processo Licitatório nº 490/2008
Quadro II: Empresas participantes x Lotes
EMPRESAS LOTE 5 LOTE 6 LOTE 7 LOTE 8
CONSÓRCIO
TRAÇADO/CONSTRUBRÁS/IGUATEMI
SBS 44.413.776,55 20.020.706,05 35.599.056,87
CONSÓRCIO ICCILA/DOBIL 44.472.702,00 19.427.027,12
CONSÓRCIO COTREL/PAVIA 43.256.802,35
MAC ENGENHARIA 19.941.467,90 35.526.368,22
TORC 35.779.387,17
CONSÓRCIO SULTEPA/PEDRASUL 37.063.084,54 BRASÍLIA GUAÍBA
CONSÓRCIO CONTERRA/CSL 36.084.125,13 CBEMI
BRASIL 36.364.226,01 Fonte: Processo Licitatório nº 490/2008
Propostas apresentadas por licitantes - percentual em relação ao orçamento.
Quadro III: Empresas participantes x Lotes em percentuais
EMPRESAS LOTE 1 LOTE 2 LOTE 3 LOTE 4 LOTE 5 LOTE 6 LOTE 7 LOTE 8
BRASIL 98,11%
BRASÍLIA GUAÍBA 99,52%
CBEMI 99,96%
CONSÓRCIO CONTERRA/CSL 99,92% 97,36%
CONSÓRCIO COTREL/PAVIA 99,75% 99,00% 99,78% 96,96%
CONSÓRCIO ICCILA/DOBIL 99,52% 97,04% 99,69% 96,64%
CONSÓRCIO SULTEPA/PEDRASUL 96,59% 100,00%
CONSÓRCIO
TRAÇADO/CONSTRUBRÁS/IGUATEMI 98,28% 98,51%
MAC ENGENHARIA 99,00% 99,05% 99,20% 98,50%
SBS 77,58% 98,01% 99,56% 99,59% 98,70%
TORC 99,50% 99,20%
Fonte: Processo Licitatório nº 490/2008
Quadro IV: Valores (R$) das propostas x valor orçado
LOTE 1 LOTE 2 LOTE 3 LOTE 4
VALOR ORÇADO 13.407.335,58 29.333.603,58 49.127.190,69 22.603.230,41 PROPOSTA VENCEDORA 10.400.971,45 28.750.321,11 47.672.430,90 21.831.936,51 2ª COLOCADA 13.176.388,46 28.896.638,62 48.658.149,73 22.494.358,82 3ª COLOCADA 13.342.415,35 29.039.349,63 48.881.580,62 22.585.414,87 4ª COLOCADA 13.373.544,15 29.040.687,14 49.018.195,10 22.594.119,37 Fonte: Processo Licitatório nº 490/2008
Quadro V: Valores (R$) das propostas x valor orçado
LOTE 5 LOTE 6 LOTE 7 LOTE 8
VALOR ORÇADO 37.064.407,13 44.611.740,63 20.103.229,01 36.067.931,45 PROPOSTA VENCEDORA 36.084.125,13 43.256.802,35 19.427.027,12 35.526.368,22 2ª COLOCADA 36.364.226,01 44.413.776,55 19.941.467,90 35.599.056,87 3ª COLOCADA 37.063.084,54 44.472.702,00 20.020.706,05 35.779.387,17 4ª COLOCADA
Fonte: Processo Licitatório nº 490/2008
Em percentuais em relação ao orçamento:
Quadro VI: Valores das propostas x valor orçado em percentuais
LOTE 1 LOTE 2 LOTE 3 LOTE 4 LOTE 5 LOTE 6 LOTE 7 LOTE 8 VALOR ORÇADO 100,00% 100,00% 100,00% 100,00% 100,00% 100,00% 100,00% 100,00%
PROPOSTA VENCEDORA 77,58% 98,01% 97,04% 96,59% 97,35% 96,96% 96,64% 98,50%
2ª COLOCADA 98,28% 98,51% 99,04% 99,52% 98,11% 99,56% 99,19% 98,70%
3ª COLOCADA 99,52% 99,00% 99,50% 99,92% 100,00% 99,69% 99,59% 99,20%
4ª COLOCADA 99,75% 99,00% 99,78% 99,96%
Fonte: Processo Licitatório nº 490/2008
Percentuais em termos estatísticos em relação ao orçamento (apenas a proposta vencedora, segunda e terceiras colocadas):
Quadro VII: Percentuais em termos estatísticos em relação ao orçamento VENCEDORA 2ª COLOCADA 3ª COLOCADA
MÉDIA 0,9483 0,9886 0,9955 DESVIO PADRÃO 0,0655 0,0051 0,0031
MEDIANA 0,9700 0,9887 0,9955 Fonte: CGU
Se não restou tão evidente a padronização das propostas em relação ao orçamento quanto no Processo Licitatório 485/2008, ainda assim é possível dizer que, à exceção dos lotes 1 e 5, bastava a empresa apresentar proposta igual ou inferior a 98,5% para ser a vencedora do certame.
Além disto, resta evidente que as próprias empresas alteraram seus percentuais em relação ao orçamento, em várias propostas, sagrando-se vencedoras justamente ao apresentarem propostas condizentes com o padrão deduzido.
No que tange ao Lote 7, registre-se que foi identificado relacionamento da MAC ENGENHARIA (CNPJ 80.083.454/0001-02 com a DOBIL (CNPJ 02.077.639/0001-09).
MARCO ANTÔNIO CAMINO (CPF 293.831.290-34) é sócio administrador responsável da MAC ENGENHARIA e da CAPO ENGENHARIA (04.438.483/0001-61), juntamente com os sócios administradores DARCI JOSÉ GIOVANELLA e BILL BOF REIS (CPF 158.357.070-53), ambos sócios da DOBIL ENGENHARIA.
Além disto, a MAC ENGENHARIA e a DOBIL ENGENHARIA são sócias da BRITAGEM RIO BONITO (CNPJ 05.270.831/0001-05).
CONSTATAÇÃO 029:
INDÍCIOS DE DIRECIONAMENTO E POSSÍVEL ALINHAMENTO DE PREÇOS PRATICADOS NO PROCESSO LICITATÓRIO Nº 491/2008.
Conforme informado pela SR/DNIT/RS as propostas dos lotes do Processo Licitatório nº 491/2008, referentes à execução, sob regime de empreitada a preços unitários, dos serviços necessários a realização das Obras de Revitalização - CREMA 1ª Etapa (recuperação, Restauração e Manutenção) Rodoviária foram as seguintes:
Quadro I: Empresas participantes x Lotes
EMPRESAS LOTE 1 LOTE 2 LOTE 3 LOTE 4 LOTE 5
CONSÓRCIO SBS/TV 23.399.179,26 42.507.283,22
CONPASUL 23.401.805,44 17.623.792,86 40.825.453,83 SANCHES TRIPOLONI 26.359.530,88 17.259.904,56 20.906.775,77
CBEMI 17.044.020,28 24.153.832,54
CONSÓRCIO
PELOTENSE/PEDRASUL 17.215.204,91 20.881.029,60
MAC ENGENHARIA 17.257.390,81 23.487.515,67
BRASÍLIA GUAÍBA 17.384.395,38 20.982.236,20
CONSÓRCIO EMPA/TESCON 21.084.500,43
CONSÓRCIO ICCILA/DOBIL 42.398.135,69
ATERPA 24.202.577,07
Fonte: Processo Licitatório nº 491/2008
Os percentuais das propostas em relação ao orçamento foram os seguintes:
Quadro II: Empresas participantes x Lotes em percentuais
EMPRESA LOTE 1 LOTE 2 LOTE 3 LOTE 4 LOTE 5
ATERPA 99,96%
BRASÍLIA GUAÍBA 99,93% 99,50%
CBEMI 97,97% 99,76%
CONPASUL 87,93% 101,31% 95,86%
CONSÓRCIO EMPA/TESCON 99,99%
CONSÓRCIO ICCILA/DOBIL 99,55%
CONSÓRCIO
PELOTENSE/PEDRASUL 98,96% 99,02%
CONSÓRCIO SBS/TV 87,92% 99,81%
MAC ENGENHARIA 99,20% 97,00%
SANCHES TRIPOLINI 99,04% 99,21% 99,15%
Fonte: Processo Licitatório nº 491/2008
Em reais:
Quadro III: Valores das propostas x valor orçado
LOTE 1 LOTE 2 LOTE 3 LOTE 4 LOTE 5
VALOR ORÇADO 26.614.357,51 17.396.583,57 21.087.063,62 42.589.032,42 24.213.008,13 PROPOSTA VENCEDORA 23.399.179,26 17.044.020,28 20.881.029,60 40.825.453,83 23.487.515,67 2ª COLOCADA 23.401.805,44 17.215.204,91 20.906.775,77 42.398.135,69 24.153.832,54 3ª COLOCADA 26.359.530,88 17.257.390,81 20.982.236,20 42.507.283,22 24.202.577,07 4ª COLOCADA 17.259.904,56 21.084.500,43
5ª COLOCADA 17.384.395,38
6ª COLOCADA 17.623.792,86
Fonte: Processo Licitatório nº 491/2008
Em percentuais em relação ao orçamento:
Quadro IV: Valores das propostas x valor orçado em percentuais
LOTE 1 LOTE 2 LOTE 3 LOTE 4 LOTE 5
VALOR ORÇADO 100,00% 100,00% 100,00% 100,00% 100,00%
PROPOSTA VENCEDORA 87,92% 97,97% 99,02% 95,86% 97,00%
2ª COLOCADA 87,93% 98,96% 99,15% 99,55% 99,76%
3ª COLOCADA 99,04% 99,20% 99,50% 99,81% 99,96%
4ª COLOCADA 99,21% 99,99%
5ª COLOCADA 99,93%
6ª COLOCADA 101,31%
Fonte: Processo Licitatório nº 491/2008
Percentuais em termos estatísticos em relação ao orçamento (apenas a proposta vencedora, segunda e terceiras colocadas):
Quadro V: Percentuais em termos estatísticos em relação ao orçamento
VENCEDORA 2ª COLOCADA 3ª COLOCADA
MÉDIA 0,9556 0,9707 0,9950
DESVIO PADRÃO 0,0396 0,0458 0,0035
MEDIANA 0,9700 0,9915 0,9950 Fonte: CGU
Se não restou tão evidente a padronização das propostas em relação ao orçamento quanto no Processo Licitatório 485/2008, ainda assim é possível dizer que, à exceção dos lotes 1 e 2, bastava a empresa apresentar proposta igual ou inferior a 99% do valor orçado para ser a vencedora do certame.
De igual forma, as propostas apresentadas pelos licitantes, em relação ao orçamento, se mostraram bastante próximas, quando apresentadas em mais de um lote, à exceção da CONPASUL e do CONSÓRCIO SBS/PELOTENSE.
IMPROPRIEDADES/IRREGULARIDADES VERIFICADAS PELO CONTROLE INTERNO NO ÂMBITO DO CREMA/RS.
Quando da realização de ações do Controle Interno voltados à execução do Programa CREMA no RS, em especial aos lotes contratados mediante o Processo Licitatório n.º 490/2008, foram identificadas as seguintes impropriedades/irregularidades:
RELATÓRIO DE FISCALIZAÇÃO 236200
LOTE 2 – Consórcio CC PAVIMENTADORA/BRASÍLIA GUAÍBA Projeto falho elaborado pela STE - Dynatest
Prejuízo apurado: R$ 475.372,72.
CONSTATAÇÃO 030:
DIVERGÊNCIAS ENTRE OS VALORES DE DMTS PREVISTOS NO PROJETO LICITADO E OS VALORES OBSERVADOS "IN LOCO", ACARRETANDO PAGAMENTO INDEVIDO DE TRANSPORTE NO VALOR DE R$ 475.372,75.
Identificamos que as DMTs (distâncias médias de transporte) utilizadas no projeto licitado para orçar os preços unitários de serviços, que envolvem em sua composição o emprego de massa asfáltica e brita graduada, apresentam divergências em relação aos valores observados em campo, conforme demonstrado no Quadro a seguir:
Quadro I: Divergências das DMT
Material DMT (km)
Projeto Identificada “in loco” (1) Massa asfáltica (distância entre usina e pista) 30,9 13,6
Pedra Britada (distância entre pedreira e usina) 0,8 10,0
(1) Valor obtido com base na localização das fontes de materiais “in loco”, a saber: a) pedreira comercial (900 metros do km 414,5 da BR-386/RS - lado direito); e b) usina de CBUQ (km 423,6 da BR-386/RS - lado direito).
Conforme pode ser observado no quadro acima, o projeto licitado utilizou uma DMT de material pétreo (pedreira-usina) inferior e, por sua vez, uma DMT da massa asfáltica superior à identificada em campo.
Em relação à DMT da massa asfáltica, foi solicitada ao DNIT manifestação sobre o assunto (SF nº 236199/03/CGU-R/RS). Em resposta, o DNIT apresentou, por meio do Ofício nº 01954/2010/SR/RS, o cálculo da DMT do concreto asfáltico fornecido pela empresa projetista. A memória de cálculo apresentada consiste em um e-mail do Engenheiro de Planejamento (PROARTE/PROCREMA) do Consórcio STE/Dynatest/CGMRR/DIR/DNIT encaminhado ao Coordenador do Programa Crema do DNIT, datado de 27/10/2010. Neste documento, o Engenheiro de Planejamento apresenta as seguintes informações:
"Segue memória de cálculo das DMTs.
Para cálculo foi considerado além da extensão do trecho as distâncias da fonte de materiais betuminosos e da usina até a pista, conforme:
Origem da fonte de material betuminoso = 4 km Distância da Usina até a pista = 3 km
Extensão do trecho = 54,2 km Total = 61,2 km
DMT ≈ 30,6 km"
O cálculo apresentado, na resposta encaminhada pelo DNIT, referente à DMT de transporte da massa asfáltica, encontra-se equivocado, não representando as condições identificadas por equipe de fiscalização da CGU no que tange às fontes de materiais e localização das instalações industriais.
Analisando a composição da DMT da massa asfáltica (CBUQ) apresentada pelo DNIT, tecemos os seguintes comentários:
a) Origem da fonte de material betuminoso = 4km:
Essa distância não deve ser incorporada à DMT da massa asfáltica, pois a composição de preços unitários dos serviços correlatos quantificam esse transporte em item específico.
b) Distância da usina até a pista = 3km:
A usina móvel do tipo Drum Mixer utilizada pela empresa responsável pelo contrato para a usinagem da massa asfáltica (CBUQ) encontra-se instalada às margens do lado direito da BR-386/RS, mais especificamente no km 423,6. Ou seja, não há o que se falar em distância de transporte da usina até a pista, haja vista esse deslocamento se resumir a metros.
c) Extensão total do trecho = 54,2 km:
A extensão do subtrecho contratado é, conforme informado pelo Projetista, de 54,2 km.
Entretanto, o cálculo da DMT para o subtrecho contratado não é a mera divisão desta extensão por dois (no caso em tela, além da extensão do subtrecho contratado, foram consideradas indevidamente as distâncias da fonte de material betuminoso e da usina até a pista, ou seja:
(54,2 Km + 4 Km + 3 Km)/2 = 30,6 Km), pois a usina de CBUQ não se encontra instalada nem no início (km 395,00), nem no final(km 449,2) do segmento.
d) DMT calculada:
Considerando a localização da usina de CBUQ no km 423,6 (aproximadamente no meio do segmento contratado) e a extensão do trecho de 54,2 km, a DMT obtida após os devidos cálculos de momento de transporte é de 13,6 km e não de 30,6 km conforme informado.
As diferenças apontadas de DMTs repercutem diretamente no preço de itens de serviço, tais como "CBUQ" e "Manutenção e Conservação".
Objetivando apurar o valor orçado a maior no preço unitário do item de serviço "CBUQ", constante no projeto licitado, efetuamos ajustes nos valores das DMTs da massa asfáltica e da brita graduada, adequando-os aos verificados em campo. Do ajuste das DMTs, obteve-se uma redução, no preço do citado serviço, de R$ 7,79 por tonelada executada, conforme demonstrado no Quadro a seguir:
Quadro II: Diferenças apuradas face ao ajuste das DMT Transporte Custo
(km)
Distância orçada (km)
Distância
verificada (km) Consumo
Custo Orçado
(R$)
Custo verificado (R$)
Variação (R$)
Brita comercial 0,29 0,8 10 0,67 0,16 1,94 -1,78
CBUQ (massa
asfáltica) 0,48 30,9 13,6 1 14,83 6,53 8,3
TOTAL (CUSTO) 14,99 8,47 6,52
TOTAL (PREÇO) BDI – 19,6% 17,92 10,13 7,79
Fonte e método: Elaborado com base na composição de preços unitário do item de serviço “CBUQ-capa de rolamento AC/BC”
constante no projeto referencial licitado.
Dessa forma, o preço inicialmente orçado do referido item de serviço fica reduzido de R$ 79,22 para R$ 71,43. Considerando o quantitativo de CBUQ atestado na 15ª medição, que foi de 61.023,46 t, o valor orçado a maior corresponderia a R$ 475.372,75 (quatrocentos e setenta e cinco mil, trezentos e setenta e dois reais e setenta e cinco centavos).
Quanto à proposta apresentada pelo consórcio vencedor do certame licitatório, não foi possível avaliar a repercussão da alteração das DMTs no preço unitário do item de serviço "CBUQ". A composição unitária desse serviço não apresenta no item transporte a discriminação dos insumos, a respectiva DMT e o custo unitário do transporte. A orçamentação do transporte se resume na apresentação de uma DMT sem identificar a qual insumo se refere, conforme pode ser observado no Quadro que segue:
Quadro III: Orçamentação do transporte
Transportes DMT (Total) em km Custo (R$) Consumo Custo Horário (R$) Transp. local basc. 10 m3 em rodovia Pav
(auxiliar 10) 73 0,28 1 20,44
*Fonte e método: Baseado na composição de preço unitário do item de serviço “CBUQ-4cm” constante na proposta da empresa vencedora do certame licitatório
Embora não seja possível avaliar diretamente a repercussão das DMTs no custo unitário do serviço, pode-se inferir que o valor pago a maior encontra-se próximo ao calculado anteriormente para o item de serviço "CBUQ", tendo como base o valor orçado para o serviço presente no projeto referencial. Tal pressuposto baseia-se no fato de que o valor orçado para o transporte dos insumos constante no item de serviço CBUQ (projeto referencial) e o valor financeiro do transporte deste mesmo serviço na proposta da empresa vencedora do certame são muito próximos, R$ 20,49 e R$ 20,44, respectivamente.
Salientamos que não foi efetuada avaliação dos preços unitários que compõem esse item de serviço.
Evidências:
a) Ofício nº 01954/2010/SR/RS da Superintendência Regional do Estado do Rio Grande do Sul, datado de 09/11/2010.
b) Planilha de composição de preços unitários relativa ao item de serviço "CBUQ-4cm", referente à proposta do consórcio vencedor do certame licitatório.
c) Composição de preço unitário referente ao item de serviço "CBUQ-4cm", constante no projeto licitado.
d) Croqui de localização das fontes de materiais (usina e pedreira), constante no projeto básico licitado.
RELATÓRIO DE FISCALIZAÇÃO 236202 LOTE 4 – CONSÓRCIO SULTEPA/PEDRASUL CONSTATAÇÃO 031:
PATOLOGIA GRAVE EM SERVIÇO DE RESTAURAÇÃO DA PISTA DE ROLAMENTO.
Em inspeção "in loco" realizada nos dias 06, 07 e 08 de julho de 2010 identificou-se exsudação de material asfáltico com nível de severidade alta em três segmentos (km 331 ao 337; km 358+500 ao 371; km 398 ao 409) nos quais foram executados, pela empresa contratada, serviços de fresagem e recomposição do revestimento em CBUQ.
Tal situação apresenta risco aos usuários da rodovia frente a baixa resistência do revestimento à derrapagem pela redução/perda da macrotextura, comprometendo a aderência pneu/pavimento principalmente em presença de umidade e água na pista de rolamento.
A patologia relatada decorre de dosagem inadequada da mistura asfáltica (excesso de ligante e/ou índice de vazios baixo) ou temperatura do ligante acima da especificada no momento
da mistura, indicando que houve problemas de projeto da mistura asfáltica ou de execução da mesma pela empresa contratada.
Registra-se que o edital de licitação no capítulo III Indicações Particulares no item 6 - Responsabilidade da Contratada em relação à qualidade da obra dispõe que "O projeto da Mistura do Concreto Asfáltico será de responsabilidade do Contratado".
Frente a situação identificada foi solicitado por meio da SF nº 236201/03/CGU-R/RS ao DNIT informar quais as medidas adotadas visando solucionar o problema relatado, pois conforme identificado nas medições do contrato tais serviços foram atestados como executados.
Em resposta, por meio do Ofício nº 01474/2010/SR/RS, de 20 de agosto de 2010, o DNIT informou: "Os segmentos que apresentaram exsudação/espelhamento foram verificadas por esta fiscalização após já haverem sido realizadas a execução dos serviços e pagamentos dos mesmos nas medições mensais (fotos em anexo dos serviços antes da exsudação/espelhamento). O início do fenômeno se deu após os primeiros dias que apresentaram temperaturas elevadas da primavera/verão de 2009/2010 (primeira quinzena de novembro de 2009). Mediante esta verificação realizada pela fiscalização, solicitou-se imediato estudo para que fosse apresentado pelo consórcio contratado novo projeto de Concreto Asfáltico bem como verificações na linha de produção em possível problema na usinagem do CBUQ (conforme ofício anexo).
Conforme a solicitação da fiscalização, foi elaborado pelo consórcio contratado novo projeto de Concreto Asfáltico que foi apresentado ao DNIT e encaminhado a Consultora para avaliação, como procedimento já ocorrido no primeiro projeto de CBUQ; bem como o consórcio Sultepa/Pedrasul implementou dosador de finos resultantes do filtro de manga na usina de CBUQ para minimizar os problemas aqui relatados.
Como resultado o concreto asfáltico resultante do segundo projeto apresentou melhor comportamento não apresentando até o momento estes problemas. Esta fiscalização, preocupada com o nível de atrito entre a pista e os pneus dos veículos, solicitou que fossem executados ensaios de Mancha de Areia nos locais onde ocorreram exsudação/espelhamento para avaliações do estado superficial da mesma. Os ensaios contaram com a participação do Consórcio contratado, da Consultora Ecoplan, do DNIT e da UFSM para verificação da macrotextura do revestimento asfáltico onde a UFSM (realizou os ensaios pela contratada) emitiu laudo informando que o pavimento apresenta textura superficial média a grossa (em anexo Laudo e encaminhamento para o Chefe de Engenharia da SRERS/DNIT e Consultora).
Solicitou-se também, de forma verbal à Polícia Rodoviária Federal, se haviam problemas de aquaplanagem/escorregamentos de veículos nos pontos elencados e recebemos a informação de que não havia este tipo de problema/acidente até o presente momento. Informamos que no trecho inicial do contrato, entre os Kms 330,5 ao 334, foram re-executados os serviços de Capa em CBUQ pelo Consórcio contratado, pois ocorreram problemas de formação de trilha de rodas um período após o aparecimento da exsudação/espelhamento. Salienta-se que nas Avaliações Mensais da Taxa de Manutenção e Conservação do contrato têm-se efetuado desconto nos locais onde este problema ocorreu, conforme preconiza o Edital. Após a realização de notificações pela Consultora e pela Fiscalização do DNIT para que fosse proposta uma solução para esta questão (já enviadas a Chefia de Engenharia da Superintendência). O Consórcio Responsável enviou documento (em anexo) dizendo que fará estudo em conjunto com seu consultor para verificações e evidenciar as causas deste problema.
Este consórcio responsável pela obra coloca em dúvida se o problema trata-se de exsudação ou espelhamento bem como as causas do mesmo.