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tados Brasileiros
No Grupo 4 estão os setores censitários de vulnerabilidade média, somando 7,8 milhões de pessoas;
No Grupo 5 estão os de vulnerabilidade alta (setores censitários urba-nos), que representam 4,5 milhões de pessoas;
No Grupo 6 estão aqueles de vulnerabilidade muito alta (de aglomera-dos subnormais urbanos), com 1,8 milhão de pessoas;
No Grupo 7 estão os de vulnerabilidade alta (nos setores censitários rurais), somando 400 mil pessoas.
Ou seja, são 14,5 milhões de pessoas (ou 35% da população do estado) vivendo em condições de vulnerabilidade média ou alta. O que chama a aten-ção é a distribuiaten-ção espacial dessa populaaten-ção com algum tipo de vulnerabili-dade, já que ela se encontra nos maiores municípios do estado, que são os que concentram a maior parcela do PIB.
A desigualdade cresce à medida em que cresce a riqueza da região: na RMSP, por exemplo, encontra-se o maior contingente de população com baixa ou ne-nhuma vulnerabilidade do estado (1,7 milhão de pessoas), mas também o maior contingente de pessoas na situação extremamente oposta, ou seja, com alta ou muito alta vulnerabilidade (3,9 milhões de habitantes). Ou seja, em áreas nobres do estado, há mais que o dobro de pessoas vivendo em situações de alta vulne-rabilidade do que de pessoas em situação de baixa ou nenhuma vulnevulne-rabilidade.
Quando se analisam os dados do município de São Paulo, verifica-se que 70% de sua população vivia, em 2010, em situação de baixíssima, muito baixa ou baixa vulnerabilidade social, concentrando 85% da população da RMSP nes-sas condições. Já os 7,5% da população da capital que viviam em situação de alta vulnerabilidade representam 60% da população metropolitana nessa condição.
Quando se analisam os dados especializados, nota-se que, tanto no mu-nicípio de São Paulo como nos demais mumu-nicípios de sua região metropolita-na, as áreas de maior vulnerabilidade se encontram nos seus limites. A popula-ção mais vulnerável vai sendo empurrada para as franjas urbanas, convivendo com padrões ínfimos de urbanidade.
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Estudos eStado
Gráfico 25
São Paulo – Percentual de crianças atendidas na rede educacional, por faixa etária 2010
Fonte: Ministério da Educação – MEC.
120 100
80 60 40 20 0
0 a 3 anos 4 a 5 anos 6 a 14 anos 31,9
86,6
97,1
Há, claramente, uma carência na fase pré-escolar, com maior pressão sobre a educação de crianças na faixa de 0 a 3 anos (creches). É certo que as pequenas taxas de crescimento populacional tendem a exercer menor pressão para essa faixa etária, mas os níveis de atendimento ainda são extremamente baixos, o que significa que a prioridade deve se concentrar nessa faixa.
Para tanto, deve-se pensar em como proceder a acordos interfederativos (uma vez que a educação pré-escolar e a fundamental são atribuições da esfera mu-nicipal), para que mais convênios sejam realizados. Há uma série de investimentos federais para a construção de creches, que, a partir de 2013, também incluem as despesas com seu custeio, restando uma maior participação do governo estadual.
Além dos dados situacionais de percentual de atendimento escolar do ano de 2010, foram calculadas, também, metas de atendimento para os próxi-mos anos. A Tabela 6 apresenta essas metas.
Observe-se que, apesar da pressão já existente sobre as matrículas em creches, a meta para 2020 ainda é de pouco mais da metade da demanda exis-tente, enquanto para o ensino infantil e fundamental a meta é praticamente o universo de crianças na idade.
De fato, se observarmos o Gráfico 26, que mostra a evolução das notas na quarta e oitava séries do ensino fundamental e na terceira série do ensino médio, as
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tados Brasileiros
metas foram devidamente alcançadas, e até superadas. Deve-se notar, entretanto, que elas são, em valores absolutos, extremamente baixas; as metas foram alcança-das em vista dos baixos valores que elas assumiam antes do seu estabelecimento.
Deve-se notar, no entanto, que, a partir de 2001, há uma tendência à diminuição do ritmo de crescimento das notas, o que é preocupante, e pode sugerir que nos próximos anos as metas não sejam alcançadas.
Deve-se também notar que, quando se analisam exclusivamente as notas da rede estadual, elas se situam em patamares inferiores às do total, notada-mente as notas da oitava série/ nono ano do fundamental e da terceira série do ensino médio.
Tabela 6
São Paulo – Metas de atendimento de crianças na rede educacional (em %) 2012-2020
2012 2014 2016 2018 2020
0 a 3 anos 36,8 42,0 47,4 52,9 58,3
4 a 5 anos 94,1 97,5 99,0 99,0 99,0
6 a 14 anos 97,6 98,1 98,5 98,8 99,0
Fonte: Ministério da Educação – MEC.
Gráfico 26
São Paulo – Notas do SAEB, por série e por tipo de vínculo escolar 2005-2011
Fonte: Ministério da Educação – MEC.
6,0 5,5 5,0 4,5 4,0 3,5
3,0 2005 2007 2009 2011
4a série 8a série 3a EM 4a série estadual 8a série estadual 3a EM estadual
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Estudos eStado
Vale lembrar que a pujança econômica do estado de São Paulo não se reflete imediatamente em seu nível educacional: três estados (Distrito Federal, Minas Gerais e Santa Catarina) estão à frente de São Paulo nas notas da quarta série do ensino fundamental, enquanto a nota do estado (que é igual à do Pa-raná) é apenas 10% superior à média brasileira.
No caso das notas da oitava série do fundamental, São Paulo se destaca, ob-tendo a maior nota dentre todos os estados brasileiros, e sua média é 18% maior que a média nacional. No caso do ensino médio, São Paulo é ultrapassado por Santa Catarina, e sua média volta a ser apenas 10% superior à média nacional.
Quando se analisam as redes estaduais, a situação de São Paulo não é melhor, tendo estado em primeiro no Brasil apenas nas notas da oitava série, em 2009; em 2011, a nota desta mesma série colocou o estado de São Paulo na 3ª posição.
Um resumo sobre este tema mostra que o estado de São Paulo tem baixo índice de analfabetismo, matricula praticamente todas as crianças no ensino fundamental, mas tem carência na matrícula na educação infantil e, em menor escala, no ensino médio. O problema parece residir na qualidade do ensino, que obtém, malgrado ser o estado mais rico da nação, índices pouco repre-sentativos.
Como a pressão demográfica tende a diminuir, nos próximos anos, dados os baixos índices de natalidade, uma decisão que poderia melhorar a qualidade do ensino seria a educação em tempo integral, e não apenas com disciplinas eletivas, mas com reforço sobretudo em disciplinas básicas, como português e matemática.
Deve-se, também, atentar para o número extremamente baixo de matrí-culas nas creches, embora esta seja uma atribuição das prefeituras municipais.
Uma relação federativa mais eficiente, ao modo do que acontece na educação fundamental, pode fazer com que se intensifiquem as ações para suprir o déficit existente. Ressalve-se que o governo federal disponibiliza vultosos recursos para a construção de creches e, desde o ano de 2013, também financia o cus-teio dessas instituições.