A autoridade da revelação
B. O desafio da autoridade
60 Ed D A Carson e John D Woodbridge (Grand Rapids: Zondervan, 1983).
15.9 O CRISTIANISMO CONFRONTA O PLURALISMO
a ela usando alguma outra categoria. PL implicitamente, você, con form e já disse, parece concordar, mesmo que prefira restringir o uso do term o “inspiração” ao seu uso primitivo.
(3) Assim, se concordarm os que os cristãos primitivos tinham essa “alta” percepção
da Escritura, será que fica muito claro que “a atitude dos antigos [...] não pode ser
adotada hoje com integridade m ental”? C om certeza algumas das form ulações de alguns deles são um pouquinho forçadas, confesso que fico surpreso ao ser inform ado que a atitude deles com a Escritura não possa ser mantida hoje. A menos
que você quisesse dizer algo com a atitude deles que não captei, m antenho o que disse, ou, suponho, a segunda atitude mais importante. G ostaria de argumentar que da mesma maneira com o a controvérsia ajuda a aperfeiçoar as form ulações cristológicas cuja verdade, não obstante, é fundamentada na Escritura (com o acho que você concordaria), também a controvérsia sobre a natureza da Escritura pode ajudar a aperfeiçoar as form ulações de uma bibliologia cuja verdade também está fundam entada na Escritura. Em outras palavras, a form a com o prossegui para a form ulação da natureza da Escritura não é inerentem ente distinta da form a com o prossegui para uma form ulação da natureza de Cristo. Nesse sentido, suponho que minhas form ulações referentes à Escritura não são bem as mesmas da A n tiguidade, mas acho que minha atitude é. Será que isso significa que sacrifiquei a integridade mental?
[Professor Smith), você acredita de fato nisso? Tudo que posso dizer é que não quero dizer que acredito. A cho que você odiaria acusar, digo, Helmut K o ester de falta de integridade mental porque ele lê a evidência cristológica de form a um tanto distinta da que você a lê; imagino que você ficaria angustiado se ele o acusasse de falta de integridade mental pelo m esm o motivo. C om o meu caso é fundam ental mente distinto desses? Se escondo a cabeça na areia e me recuso a considerar ou avaliar a evidência, conseguiria entender a acusação e, confuso e envergonhado, alegaria culpa. Mas pelo que sei, não fiz isso. Mas meu próprio caso é irrelevante. Com certeza, você não gostaria de argumentar, digamos, que W estcott e Lightfoot (ambos hom ens pós-Ilum inism o) sacrificaram sua integridade mental. Não vejo com o minha percepção difere da deles. (C. K . Barrett esteve aqui este ano para dar uma palestra com em orando o trabalho de L ightfoot, e elogiei sua perspicácia histórica, em bora lamente sua percepção da Escritura.) Não estou sugerindo que o Iluminismo devia ser ignorado. O Iluminismo, dem onstravelm ente, ajudou a recuperar a dimensão histórica da Escritura, dimensão essa na qual Paulo se apoiou
(em, digamos, Rm 4 e, em especial, G 1 3) em sua resposta à abordagem atemporal da “lei” pressuposta p or seus oponentes. Mas não estou convencido de que o Iluminismo tenha sido só ganhos. Em todo caso, sua caridade internacionalmente
conhecida em relação àqueles de quem discorda, com certeza, significa que entendi mal o que você está dizendo sobre esse ponto.
(4) Na mesma linha, os antigos viram que “perm anece um argumento circular para defender a veracidade da Escritura ao citar a [Escritura]”, na minha percep ção, é antes (ouso dizer?) uma caricatura injusta do que evangélicos conhecidos realmente fazem. A maioria deles não recorre a textos-prova inferiores. Antes, eles querem tentar descobrir o que a Escritura é a fim de enunciar o que ela fatç.
O DEUS AMORDAÇADO 160 ♦♦♦ E, com certeza, parte do esforço para descobrir o que a Escritura c exige que a lciamos e constatem os o que ela diz sobre si mesma. C) fato de você reconhecer Jesus provavelm ente manteve a “alta” percepção da Escritura abraçada p or seus contem porâneos sugere que essa não é uma abordagem ininteligível nem irres ponsável. Ela deve, claro, estar coordenada com outras abordagens; e não pode p or si mesma provar sobre a natureza da FLscritura, uma vez que suas próprias declarações podem estar erradas, ou equivocadas, ou ser ilusórias ou qualquer outra coisa. Mas certam ente não é viciosam ente circular usar o que a Escritura diz sobre si mesma e sua veracidade com o um dos elem entos que constitui uma doutrina responsável da Escritura.
1-1
(5) Não acho que as palavras carreguem “autoridade” m aior que os outros modos possíveis de revelação. Na verdade, insistiria que a maior revelação é a “Palavra” encarnada. Mas acho que as palavras são menos ambíguas que m eros eventos. A sarça ardente não foi nada mais que um estímulo para a curiosidade intelectual até Deus fa la r. Até mesmo a ressurreição de Jesus por s i mesma, tão sensacional quanto
possa ser, com certeza, exigiu a articulação de sua relevância. Isso não prova que Deus tem de se revelar [em palavras]. Mas pelo menos algumas revelações foram
p or meio da “ fala” de Deus reconhecida com o fala “humana” (a voz que Paulo ouviu do céu falou em aramaico!). Se concordarm os que há ampla evidencia de que Deus fala, que às vezes falou de fato, então não há nada de anôm alo em afirm ar que a própria Escritura, enquanto é a fala de D avi, de Paulo e de seja quem for, também é, não obstante, a fala de Deus. Sem dúvida, era assim que os primeiros cristãos viam a Escritura.
Não entendo p or que você acha que se as palavras têm essa importância reveladora
“é espantoso que elas tenham sido transmitidas de form a tão caótica e descuidada com o evidentem ente o são em partes da Escritura” . Q uanto a erros de copistas, não há nada na Escritura que sugira que seu texto seria preservado assim e toda
a evidencia necessária para dem onstrar que essa preservação nunca aconteceu. Q uanto a outros erros, acho que precisaria saber mais sobre o que você tem em mente. Li a lista de Achtem eier e a de Barton, digamos, com grande interesse e acho-os, na verdade, muito diversos/’1 Diria coisas bem diferentes sobre muitas das entradas deles.
(6) Não tenho certeza do que você quer dizer com : “A infalibilidade não me parece sempre ser o m odo de Deus com a humanidade em qualquer grau — e se fosse, não seriamos com certeza infalivelm ente capazes cie receber as infalibili- dades”. Na graciosa autorrevelação de Deus em C risto lemos que ele foi tentado enquanto permanecia sem pecado. Não tenho m otivo para supor que você não aceitaria que essa convicção cristã primitiva fosse verdadeira. Isso não significa que Jesus foi mais bem entendido por isso nem que evitou assim a acusação de ter aliança com o próprio diabo. Parece-me que a infalibilidade é inerente a muitos dos m odos de Deus com a humanidade. Mas concordo de todo coração com a segunda parte da sua sentença. Som os infalivelm ente incapazes de receber o que 61 Paul J. Achtemeier, 7be Inspiration of Scripture: Problems and Proposals (Philadelphia: Westminster,
1980); John Barton, People of the Book? The Authority of the Bible in Christianity (London: SPCK,
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Deus tem (infalibilidade ou outra coisa) a fornecer. Nem p or um segundo pensei de outro modo. Kssa, com certeza, é uma função tanto da nossa finitude e em especial de nosso pecado. Também é p o r isso que insisto que nenhum a doutrina da infalibilidade da Escritura pode ser infalível. Mas não vejo com o nossa falibi lidade pode de alguma maneira p ôr em risco as suposições e afirm ações [...] dos cristãos prim itivos de que o que Deus revelou na Escritura não pode ser violado.
[...]
Temo ter tom ado muito de seu tempo com essa longa carta. Agradeço muitíssimo sua disposição em responder a minhas investigações. Se estiver errado a respeito desse assunto, gostaria que fosse dem onstrado que estou errado, uma vez que, com o disse, não defendo que nenhuma doutrina da Escritura é p or si mesma infalível. Mas se você sentir em algum m om ento que já teve o bastante dessa correspondência, não ficarei ofendido se me disser isso francamente.
E spero que você esteja bem. Jo y e eu mandamos calorosas saudações. C om o sempre e etc.
2. O apelo da Bíblia à verdade é rico e complexo. Não pode ser reduzido à