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CAPÍTULO 3 – TRANSCODIFICAÇÃO FÍLMICA DA OBRA O SENHOR DOS ANÉIS

3.6. O texto adaptado

3.6.3. Elementos adicionados na obra adaptada

Observando que muitos elementos são condensados para dar mais solidez à obra adaptada, assim como a ordem de determinadas cenas serem alteradas, ou uma aceleração ou corte, tudo foi usado estrategicamente e encaixadas na obra fílmica da obra

literária. A estes fatores alterados que se encontram presentes no filme que, invertidos, dão dubiedade a certas cenas ou até mesmo a personagens como veremos a seguir.

O filme inicia-se com um prólogo narrado em língua élfica pela Elfa Galadriel, que narra e explica sobre os anéis do poder e sua criação, onde três foram destinados aos Elfos; sete aos Anões e nove aos Homens. Já de início é apresentada a criação do Um para que dele os outros anéis sejam subjugados. A batalha da última aliança é sabiamente acoplada logo inicialmente, permitindo assim àqueles que desconhecem a obra literária poder compreender facilmente a Queda da raça humana perante o mal existente no Anel.

É narrada a queda de Isildur, rei de outrora, descendente da raça humana e que foi facilmente levado à queda devido à traição feita pelo próprio objeto. Depois de seu segundo mestre, o Anel busca pelo seu terceiro mestre e por ele permanece por longos anos; a criatura Gollum. Escondido entre cavernas o Anel adormece e Gollum defasa no esquecimento de todos.

Quando o hobbit aventureiro Bilbo Bolseiro, em uma de suas expedições pela Terra-média acaba se deparando com a criatura Gollum e o anel se desvencilha dele, fazendo ser encontrado pelo hobbit Bilbo. Agora, pelas mãos de um ser singelo e sem maldades, o Anel novamente se mantem adormecido e esquecimento na memória de todos. Por todo esse tempo a única magia que o objeto permitia ao portador era de longevidade e poder ficar invisível aos olhos nus.

Uma festa tão esperada. Uma imagem panorâmica da região do Condado e dos habitantes, em meio aos preparativos da grande festa de aniversário do Hobbit Bilbo Bolseiro, os pequenos Merry e Pippin aparecem como dois personagens inconseqüentes que adoram se meter em grandes confusões, assim como quando eles roubam foguetes de Gandalf por pura traquinagem, acabando por ocasionar uma grande confusão ao lançarem o foguete que se transforma em um imenso dragão.

As cenas dos feitos ocorridos da festa são brevemente relatadas. Quando Bilbo, após dar as boas vindas aos convidados e fazer seu discurso que, no mínimo pode-se denominar como inusitado, ele coloca o anel e desaparece, retornando apenas dentro de seu lar. Lá, seu grande amigo Gandalf, o cinzento, já o aguardava. Por meio dos últimos preparativos de Bilbo para a sua nova jornada, ele aponta o que ficaria como herança ao seu sobrinho; são apresentadas escrituras de propriedades e o Anel. Quando ele, meio indeciso em deixar o objeto, tenta o mago dizendo que este o quer para si. Neste momento, Gandalf se impõe mostrando toda a fúria de leviana provocação até que o pequeno se redime dizendo ao

mago que por toda sua vida ele foi um fiel amigo e sábio em conselhos e que atenderia a essa última norma estabelecida pelo mago. Bilbo parte então para Valfenda, a terra dos Elfos.

Logo após Bilbo Bolseiro ter abandonado sua residência, Frodo adentra e encontra-se com Gandalf e com o Anel que ficara no chão quando Bilbo o abandonou e partiu. Gandalf entrega os pertences agora de autoria de Frodo e já se despede do pequeno e partindo às pressas.

A criatura Gollum é mostrada em Moria sofrendo as piores das torturas. Os agressores estavam pressionando-o a dizer onde se encontrava o Anel e Gollum, depois de muito sofrer acaba por dizer em ranger de dentes as seguintes palavras “Condado, Bolseiro!!” com isso, coloca em partida os nove cavaleiros em busca daquele que estaria o portando.

Gandalf, após sair do Condado vai à busca de relatos, angariando mais conhecimentos sobre a queda de Isildur, e conhecendo o verdadeiro mal que o anel representa. Gandalf retorna à moradia de Frodo extremamente transtornado. Pede o envelope que continha o Anel e o atira ao fogo. Pede a Frodo para pegá-lo e pergunta se havia alguma inscrição nele. Depois de alguns minutos, Frodo diz que surgiu uma inscrição élfica. O mago então relata toda a história do Anel e de seu verdadeiro dono, Sauron.

A força vital está presa ao anel. Ele precisa do anel para voltar a viver. “Eles são um só”.

Frodo, com medo do que houve, oferece a Gandalf, para pegá-lo e destruí-lo. O mago pede para que não o tente, pois se o pegasse ele usaria o Anel com o desejo de fazer o bem, mas, através dele, exerceria um poder mais intenso e terrível do que se poderia imaginar.

Pede ao pequeno que parta do Condado e que deixe para trás o nome Bolseiro para Monteiro e que rume em direção à aldeia Bri, no Pônei Saltitante.

Frodo, às pressas, se apronta e aceita o fardo imposto. Gandalf se sensibiliza e diz que os hobbits realmente são criaturas fascinantes, podem-se aprender tudo sobre eles em um mês, mas, mesmo após cem anos, ainda podem surpreendê-lo.

Sam escuta a conversa na soleira da janela e Gandalf o descobre. Ele, com medo de ser transformado em uma criatura horripilante e asquerosa, pede piedade ao mago. Gandalf, em vez de puní-lo, destina que o pequeno acompanhe Frodo na jornada.

Sam, contra sua vontade, parte junto com seu mestre até Bri, onde ocorreria o próximo encontro com o mago.

Após a sua saída do Condado, Gandalf busca conselhos no membro da maior ordem, Saruman o branco, que reside em Isengard. Gandalf, o cinzento comenta do

Anel que estava em domínio dos pequenos hobbits. Saruman mostra uma das palantíri (pedras videntes) e relata que o auxílio e a glória seriam apenas aos aliados da Torre Escura.

Gandalf acusa Saruman de ter perdido a sanidade e os dois magos lutam. O mago cinzento perde e é aprisionado na masmorra até que uma das águias (o Senhor dos Ventos) o salva.

Os dois pequenos traquineiros, Pippin e Merry esbarram com Frodo e Sam nas terras do Velho Magote. Eles estavam roubando legumes e o Velho rabugento e malvado estava ao encalço deles.

Quando eles escapam de Magote e de seu feroz cão, caem de um desfiladeiro. No momento que recolhem os pertences, surge um dos cavaleiros. Frodo é tentado a colocar o anel e os amigos o auxiliam a se desvencilhar do torpe. Os quatro correm sentido à ponte, na balsa de budebuco e, mais uma vez, cavaleiros negros são adicionados e os pequenos correm dos espectros.

Os viajantes chegam a Bri em meio à torrente chuva. Há um enorme estranhamento dos ali presentes, pessoas mal encaradas e mal propositadas deparam no caminho dos pequenos. Eles acham o Pônei Saltitante e buscam pelo senhor Carrapicho, proprietário, e pedem pelo amigo Gandalf. O dono, meio letárgico, diz não se lembrar da ultima vez que o mago teria vindo até Bri.

Os quatro, desolados, começam a beber quartilho em excesso. Pippin acaba com a língua entre os dentes, em meio a relatos de árvores genealógicas (costume dos hobbits), acaba relatando que havia um Bolseiro (nome que há muito fora recomendado abandonar) junto com ele. Frodo se apressa para chamar a atenção do amigo e, tropeçando, o Anel escorrega e entra em seu dedo, deixando-o invisível.

O quinto elemento da viajem é adicionado. Passolargo surge e os tira de cena.

Há mais um atentado contra eles e os Espectros, mas eles saem ilesos. Quando eles estão em partida, agora Passolargo os guiando, ele explica aos pequenos dos espectros e dos Nâzgul e o mal que estão correndo. Pippin se preocupa com as refeições. Dizendo que eles têm o habito de fazerem dois desjejuns, um lanche das 11hrs, depois almoçarem, fazem lanche da tarde, para no fim poderem fazer a ceia. Fica desolado quando Passolargo não conhece e participa desse habito alimentar.

Aparece um exército sendo montado por Saruman a mando de Mordor. Os cinco viajantes chegam a Amon Sul (torre da vigia) e lá Frodo é atingido por um dos Espectros. Aragorn os repele com tochas de fogo. As cenas são interpoladas em

seqüências de eventos envolvendo Saruman e seu exército, Frodo atingido pelo Espectro e Gandalf em tortura na masmorra de Isengard.

Em Isengard é mostrado como foi criado o mais novo exercito de Saruman. Ele havia cruzado um exercito de orcs e homens que, além de inigualável força e malvadeza, podiam se locomover na luz do dia.

Aragorn coloca planta de athelas, folha-do-rei no ferimento de Frodo, em busca de retardar o mal que penetrou em seu corpo.

Quando o guerreiro Aragorn, ou Passolargo, como era dito pelos amigos, está ajudando e cuidando de Frodo, Arwen, a mais bela elfa, filha de Elrond, surpreende a todos com sua sorrateira chegada. Ela vê o ferido e carrega-o em seu cavalo em busca dos auxílios mágicos dos Valar. Em meio à fuga, os nove Espectros do Anel partem em disparada tentando pegar Frodo e o Anel. A elfa chega até o Vau, nos domínios de sua morada em Valfenda. No momento que os cavaleiros tentam avançar o rio ela pronuncia palavras em élfico e, como mágica, o rio sobe como uma avalanche, surgindo dentre as águas cavaleiros montados a cavalos brancos de espuma, varrendo os Espectros de perto deles.

Frodo desvanece. Arwen passa a graça oferecida pelos Valar a Frodo em busca de permitir que seu espírito não deixe o corpo físico.

Após alguns dias de intenso repouso, Frodo acorda. Em seu quarto ele encontra com o grande amigo Gandalf, que o reconforta e narra os motivos de sua ausência. Novamente a cena retorna à batalha dos dois magos. Passada pelo pensamento do mago é relatado Gandalf já exaurido quando de repente surge uma grande águia que o resgata da masmorra.

Frodo já se apresenta bem melhor do ferimento e se surpreende quando se encontra com seu tio Bilbo. Bilbo mostra sua mais nova obra “De lá e de volta outra vez”, encontra-se também com seus amigos e Sam diz que já chegou a hora deles retornarem, pois já haviam feito o que o mago lhes tinha pedido.

Elrond e Gandalf conversam. O elfo diz que o hobbit mostrou resistência extraordinária ao mal do anel e a seu próprio mal, já insinuando que o Anel deveria ser mantido nas mãos do pequeno, porém Gandalf tenta relutar, dizendo que Frodo já havia feito muito e que o Anel deveria ser mantido em Valfenda.

O elfo explica que os poderes dos elfos já chegaram ao fim e que o Anel deveria ser encaminhado até Mordor, para que lá fosse destruído. Gandalf diz que deve ser confiada aos homens essa missão.

Elrond narra o fato de que quando foi proporcionada a oportunidade de destruir o Anel, Isildur falhou, resultando no que hoje eles sofriam, mas Gandalf mais uma vez afirma que o trono de Gondor será reivindicado pelo verdadeiro rei, no caso, Aragorn.

Boromir está observando os fragmentos da espada Narsil, a espada que retirou dos dedos de Sauron o Anel, e se encontra com Aragorn. Boromir se mostra superior e extremamente arrogante, desprezando e insultando a simbologia da representação da espada.

Aragorn se encontrava receoso, pois o mesmo sangue que pulsou naquele que fracassou na grande prova, era o mesmo sangue que corria em suas veias. Arwen acalenta seu coração, encorajando-o, dizendo que ele não estava fadado ao mesmo fracasso de seus ancestrais. Com isso, os dois, em élfico fazem promessas de amor e Arwen dá a estrela Vespertina a Aragorn como prova de seu amor.

Frodo conhece o grande elfo Elrond, muito amistoso e de uma inigualável inteligência, acolhe os pequenos e muitos outros povos representantes da Terra-média.

No Conselho de Elrond, o elfo explica do grande mal que está por afligir toda a terra e todas as raças estarem fadadas ao avaçalador mal presente no Anel.

Boromir sabendo que o Anel se encontra nos domínios, sucumbe; cobiça e quer usar o anel a favor deles, dizendo que é uma dádiva e triunfo ter o Anel em mãos.

Aragorn replica dizendo que não, explicando que o Anel responde só a Sauron. Boromir fica enfurecido e chama-o de guardião. Legolas levanta e anuncia que na verdade Boromir é vassalo dele. Todos descobrem que é Aragorn o verdadeiro herdeiro de Isildur.

A atenção volta mais uma vez para o Anel. Alguma solução deve ser encontrada no Conselho. O mestre anão Gimli levanta e, numa martelada desfere um golpe na tentativa de destruir o Anel. Frodo neste momento fica torpe e sente o Olho de Sauron atingindo-o. O martelo de Gimli se racha.

Elrond pede por alguém para portar o Anel até as chamas de Mordor. Boromir fala do mal que existe em Mordor, dizendo que ninguém seria capaz de adentrar aquele local.

O elfo Legolas se sente insultado e pede respeito pelas palavras do sábio Elrond, dizendo que o Anel deve ser destruído.

Como elfos e anões há muito travaram um richa, Gimli retruca, acusando o elfo de querer ser o portador do Anel. Boromir fomenta a briga dizendo que Sauron vencerá.

Uma verdadeira anarquia ocorre, uma discussão entre elfos e anões começa, pois nenhuma raça confia na outra.

Frodo sente um poder dentro de si, sente-se só, com dor, desespero e todos a seu redor estão brigando por tolices. Em meio a um devaneio diz que será ele quem o carregará, embora não saiba o caminho, ele levará o Anel até Mordor. Frodo bradava, mas ninguém o ouvia em meio a tanta discussão.

Gandalf ouviu Frodo aceitar o fardo e sentiu-se abalado. Ele apóia o pequeno dizendo que pela sua sabedoria buscaria proteger o portador. Aragorn oferece sua espada; Légolas seu arco; Gimli seu machado. Boromir, por não querer ficar de fora desse feito de tamanha importância, diz que os acompanhará.

Sam aparece atrás de arbustos dizendo que vai onde o mestre dele for; Pippin e Merry também dizem que vão.

Assim é formada a demanda por nove integrantes. A Sociedade do Anel. Quando Frodo se despede de Bilbo, ele oferece sua espada ferroada e um colete feito de mithril.

Partem os integrantes da demanda em busca do fim do Anel. A escolha de o caminho a seguir sempre foi sabiamente ponderada pelo mago que, temendo as Minas de Moria, tentava escolher opções alternativas. Saruman sabendo do medo do mago, provocou avalanches na montanha em que eles se encontravam, obrigando a comitiva a trilhar até Moria.

O temor do mago baseava-se na ganância que os anões tiveram quando a cavaram. Foi tão fundo que acabaram despertando nas trevas de Khazad-dûm um antigo demônio de outrora, rodeado de sombra e chama.

Eles rumam até Moria e se deparam com um cemitério de anões. Ali havia virado a morada de orcs. Recebem ataques incessantes dessa raça até chegarem a um ponto fatídico que não mostrava outra solução a não ser a morte pelos orcs. Uma sombra surge das profundezas repelindo os orcs. Tum, o chão treme. Gandalf sente a presença do mal que começa a surgir. Um Balrog, demônio de outrora. Todos fogem e Gandalf tenta afrontá-lo, mesmo sabendo que seus poderem são inferiores aos do demônio. A ponte de Khazad-dûm é o palco da batalha. Gandalf mostra vantagem na luta até o momento que o chicote do demônio se enrola na perna do mago fazendo-o cair, arrastando-o junto nas profundezas da montanha.

A comitiva desolada continua a viagem sem o mago. Eles rumam até os domínios de Lórien e são capturados pelos elfos da mata. Gimli diz que a elfa Galadriel, senhora daquele lugar é uma bruxa e que aquele que de seus olhos olharem, por encanto cairá.

Eles ganham amparo e palavras de sabedoria. Frodo é convidado a olhar pelo Espelho de Galadfriel. Vê que o Olho está a sua procura e que se não tiver cuidado cairá.

Ele oferta o Anel à elfa. Ela, de subido apresenta-se como uma verdadeira bruxa, terror toma conta de todo seu ser até que, redimindo-se ela diz ter passado no teste e conseguido negar a cobiça ocasionada pelo Anel.

A demanda parte de Lórien com alguns presentes até os domínios de Amon Hen. Os companheiros descansam um pouco e Boromir deixa se levar pelo mal do Anel, tentando arrancar à força o anel de Frodo. Ele foge.

Um bando de servos de Saruman o Branco (orcs cruzados com homens) caminha ao encontro dos companheiros.

Todos procuram por Frodo, mas são atacados pelo bando e Boromir, tentando defender os pequenos Pippin e Merry é seguidamente atacado, vindo a falecer e os pequenos sendo capturados e levados.

Frodo tenta fugir, mas Sam corre a seu encontro e juntos rumam em busca das Montanhas de Mordor, a fim de destruir o Anel.

Aragorn, Gimli e Légolas partem em busca dos pequenos que foram levados pelo bando, na esperança de salvá-los das terríveis mãos dos inimigos. Assim termina o primeiro volume.

Como observado ao longo desse trabalho, diferenças existentes entre um texto literário para uma obra adaptada são críveis e essenciais. Muitas peculiaridades são acrescidas ou retiradas para que haja a transcodificação da obra literária para a fílmica; há alterações no enredo (na ordem da narração da história), havendo uma regressão temporal, assim como nos diálogos, onde são aumentados ou cortados. Há também o recurso auditivo, onde as músicas e ruídos possuem a caracterização de intensificar sentimentos dos personagens e servindo também para ligar uma cena a outra ou ainda antecipar a entrada de um personagem na história.

Ao decorrer desse capítulo, algumas temáticas foram abordadas, tais como: elementos que mantiveram preservados do romance; os elementos que foram retirados na conversão; assim como os que foram adicionados, ganhando maiores ênfases na adaptação.

Nesta hora, o adaptador em meio aos personagens já existentes de uma obra se encontra com a responsabilidade em saber detectar e escolher, cortar e combinar personagens, ou até mesmo redefinir um personagem, tudo com o intuito em manter o foco do público na obra e para não deixá-la enfadonha, pois “o público só consegue se concentrar em poucos personagens. Se existirem muitos personagens, o público ficará confuso.” (SEGER, 2007, p. 157).

Com isso, conclui-se a abordagem da transcodificação literária do primeiro volume da saga do anel: O Senhor dos Anéis: a sociedade do anel (2000a) e do filme veiculando em 2001, pelo cineasta Peter Jackson.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Três Anéis para os Reis-Elfos sob este céu,

Sete para os Senhores-Anões em seus rochosos corredores, Nove para Homens Mortais fadados ao eterno sono,

Um para o Senhor do Escuro em seu escuro trono Na terra de Mordor onde as Sombras se deitam.

Um Anel para a todos governar, Um Anel para encontrá-los, Um Anel para a todos trazer e na escuridão aprisioná-los

Na Terra de Mordor onde as Sombras se deitam (TOLKIEN, 2000a, p. 52).

Na atualidade muito se tem usado obras literárias célebres para sofrer a transcodificação para outro meio midiático, no caso, para serem adaptados para os cinemas. Com isso, a transposição da obra literária O Senhor dos Anéis para o meio cinematográfico serviu de fonte para análises e considerações sobre o processo adaptativo.

Utilizando a análise de conteúdo na obra literária e fílmica, pôde-se levantar a hipótese que houve um grande diferencial relevante na comparação da narrativa literária escrita por John Tolkien em meados de 1954 e sendo transpassado para as telas dos cinemas por intermédio do cineasta neozelandês, Peter Jackson que, por tratar de linguagens e mídias dessemelhantes, o resultado certamente responderá também de maneira diferenciada.

A obra cinematográfica foi veemente aclamada pela crítica e pelos fãs da obra literária devido à qualidade de elaboração, preparação, compondo o produto final com maestria e fidedignidade, assim como havia sido planejado por Peter Jackson. Devido ao grande sucesso neste resultado, tornou-se esta a principal razão em se escolher como proposta do estudo em averiguar as variadas etapas da transcodificação midiática que decorrem do processo adaptativo de uma obra literária à cinematográfica.

Para compor este estudo, o primeiro passo foi reunir informações sobre a vida do escritor, obtendo dados pertinentes sobre os motivos que o levaram a escrever densa obra. Percebeu-se que os principais aspectos que ladeavam Tolkien em seu processo criativo derivavam principalmente do fator mitológico. Como a obra O Senhor dos Anéis é procedente de O Hobbit, observa-se a seguinte crítica sobre suas criações: