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EM JEITO DE APONTAMENTO FINAL

No documento ELO 18 A (páginas 174-178)

EM JEITO DE APONTAMENTO FINAL 

Num mundo que se apresenta globalizado, onde é importante sabermos explorar as interfaces que o  pensar globalmente e agir localmente reclamados situam, de forma continuada, a educação urbana emerge a gerar  interactividade com o aprendente. Possibilita‐lhe desenvolver processos educativos, enaltece o valor de construção e  da socialização do conhecimento, sabendo que a internet se revela um recurso disponível a impulsioná‐la. As pessoas  de todas as idades, em qualquer tempo, espaço, contexto, podem agir como sujeitos da sua própria aprendizagem,  entendida como espaço de possibilidades múltiplas. 

Nos tempos que correm, cada vez mais, se evidencia que a mudança política, social, económica, cultural,  provocou reacções na educação, desencadeou múltiplos movimentos focados nas regiões, nas cidades, a solicitar  estruturas com capacidade de agregação da população. São diversos os desafios que lançam aos diferentes sectores  da sociedade, à vida quotidiana. Desta forma, compreende‐se a cidade muito capaz de fornecer recursos de valor  proactivo para a transformação social, para a inclusão (Viana & Serrano, 2010), para a coesão social. As cidades  combinam espaços formais, não formais e informais de educação/formação, que se organizam do pré‐escolar ao  ensino superior, com valor elevado na construção da aprendizagem ao longo da vida. Desta forma, constituem‐se 

como meios culturais férteis em novas iniciativas de educação, a colocarem o cidadão de todas as idades e condições  sociais em primeiro plano. 

Neste contexto, a educação urbana ganha potencial suportada pelas tecnologias, uma vez que possibilita o  desenvolvimento de sujeitos autónomos, facilita aprender de forma significativa e interdisciplinar e permite tomar  decisões integradas e contextualizadas. No entanto, é uma acessibilidade que alerta para a necessidade de regular a  qualidade das informações disponíveis, porque com implicações fortes na construção do conhecimento. É uma  acessibilidade que ganha força se dialogante com os diferentes intervenientes que actuam no planeamento, na  gestão, no desenvolvimento da cidade, interrogando‐nos sobre: 

‐ Qual a relação com a realidade, que interactividade com o meio, efectivamente, permite? 

‐ Que relação com o quotidiano do aprendente/cidadão? 

‐ Como explorar a vivência digital e interactiva?  

‐ Como explorar a mistura entre o virtual e o real? 

‐ Que relação com a exploração das redes metropolitanas sem fios de alta velocidade? 

‐ Qual o diálogo a desenvolver entre engenheiros, arquitectos, educadores, construtores, governantes,qual  o diálogo a desenvolver entre os intervenientes‐chave implicados na organização/imagem/perfil da cidade? Que  diálogos já se estabelecem? 

A educação urbana apresenta‐se na forma multidisciplinar, onde as múltiplas fontes de conhecimento  poderão estar disponíveis e ser usadas de forma integrada nos processos de aprendizagem, tornados profícuos se  alavancados pelas tecnologias de informação e comunicação. 

 

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GLOBALIZAÇÃO, FORMAÇÃO E APRENDIZAGEM   

  Helena de Sousa Leite  Agrupamento de Escolas Professor João de Meira   

INTRODUÇÃO 

“Globalização, formação e aprendizagem”… três conceitos tão profundos quanto intrinsecamente  relacionados. Este facto, por um lado, dinamiza este estudo, mas por outro dado, complexifica‐o. Considera‐se  que estes conceitos giram em torno de um conceito igualmente abrangente que não podemos descurar – a  cidadania, que sugere o conjunto de atitudes de cooperação, de reciprocidade e de participação numa  comunidade, tendo em vista manter e reforçar o sentido de identidade, de coesão e continuidade dessa  mesma comunidade. 

Nas últimas três décadas, as interacções transnacionais conheceram uma intensificação dramática,  desde a globalização dos sistemas de produção e das transferências financeiras à disseminação, a uma escala  mundial, de informação e imagens através dos meios de comunicação social ou às deslocações em massa de  pessoas, quer como turistas, quer como trabalhadores migrantes ou refugiados. A extraordinária amplitude e  profundidade destas interacções transnacionais levaram a que alguns autores as vissem como ruptura em  relação às anteriores formas de interacções transfronteiriças, um fenómeno novo designado por “globalização” 

(Santos, 2001).  

Neste sentido, Giddens (1998) define globalização como “a intensificação de relações sociais mundiais  que une localidades distantes de tal modo que os acontecimentos locais são condicionados por eventos que  acontecem a muitas milhas de distância e vice‐versa”. 

Relativamente ao fenómeno da globalização, ao qual a sociedade portuguesa não fica imune, onde a  educação e a formação constituem factores‐chave para enfrentar esse desafio, torna‐se imperioso realçar que  este impõe uma dinâmica de aprendizagem permanente como condição para o aperfeiçoamento constante das 

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