LUTA POR DIREITOS INDÍGENAS VISÍVEIS
A atividade de mineração tornou-se cada vez mais lucrativa para as grandes corporações, ao longo dos anos. Em razão da lucratividade experimentada em tal setor, cada vez mais novos projetos são lançados e, consequentemente, novas comunidades são ameaçadas pela instalação de megaprojetos de mineração.
No que se refere a isto, cumpre destacar o seguinte:
[...] os temas da mineração, da industrialização da matéria prima, do acesso à terra e do impacto ambiental entrelaçaram-se de forma cada vez mais estreita. O período de extrea rentabilidade da extração minerária aumentou consideravelmente o lucro das empresas e seus investimentos na pesquisa. Novos projetos estão sendo lançados, novas comunidades ameaçadas de expulsão, a própria logística em expansão ameaça violentamente propriedades ruraus, aldeias e povoados, comunidades indígenas e quilombolas que eventualmente se encontrarem na linha de passagem de minerodutos e ferrovias, ou nas proximidades dos portos. A verticalização da produção oferece novas vagas de trabalho, mas concentra investimentos de grande impacto em regiões com riqueza de recursos e mão de obra barata.
Nega, assim, a diversificação econômica e a vocação produtiva local, facilitando, por exemplo, a monocultura de eucalipto para alimentar fornos siderúrgicos ou a construção de barragens e usinas hidrelétricas para fornecer energia às indústrias eletrointensivas, como é o caso das usinas de produção de alumínio. Se a extração mineral e respectiva logística de transporte e escoamento para o mercado externo já por si reproduziam um modelo concentrador de terras, hoje temos um cenário ainda mais completo, com os conflitos fundiários vinculando-se cada vez mais à mineração. (FILHO e BRAGA, 2016, p. 48)
Acontece que de forma cada vez mais crescente tem-se observado o interesse das grandes corporações no desenvolvimento de atividades extrativistas em territórios indígenas39, o que gera a constante preocupação quanto ao modo de ocupação de tais territórios para o desenvolvimento das atividades em questão e,
No que diz respeito a isto, destaca-se o posicionamento de Villares (2013, p.
239), segundo o qual, a criação de lei específica se demonstra fundamental:
Uma lei deve definir o procedimento administrativo de autorização de pesquisa e lavra de recursos minerais em terras indígenas, principalmente como e quando o Congresso Nacional aprovará a exploração; quando e de que forma as comunidades indígenas devem ser ouvidas; se terão poder de vetar as atividades; os critérios e condições da exploração; quanto e de que forma deverá ser a participação das comunidades indígenas no resultado da lavra etc..
Com a ausência de uma legislação específica sobre mineração em território indígena, nota-se a vulnerabilidade à qual estão sujeitos os povos indígenas, visto que não há respaldo jurídico interno que estabeleça critérios para a instalação de megaprojetos em seus territórios, ou seja, não há parâmetros específicos a serem respeitados por parte das grandes corporações e do próprio Estado.
Ora, é direito dos povos indígenas serem tratados com respeito às suas diferenças culturais, de crença e de modo de vida, especialmente no que concerne à implementação de megaempreendimentos em seus territórios. Deve o poder público por meio da criação de lei específica sobre mineração em território indígena buscar garantir que os povos indígenas afetados tenham direito à voz, por meio da consulta, livre e informada, bem como por meio de todos os mecanismos jurídicos necessários, visando resguardar o pleno exercício de seus direitos.
Na verdade, o maior desafio é justamente construir um modelo de desenvolvimento capaz de conciliar os interesses econômicos à preservação do meio ambiente e respeito aos povos originários que tradicionalmente ocupam seus territórios.
Quanto a isto, frise-se que a cultura da sociedade indígena e sua forma de organização choca-se diretamente com os valores e ritmo de vida impostos pela sociedade de consumo. Enquanto na sociedade de risco há o constante incentivo para aquisição de novos produtos de consumo, por exemplo, na cosmovisão dos povos indígenas os “bens” valorizados são aqueles encontrados na natureza e na convivência com os membros da comunidade indígena, o que pode ser expresso nas seguintes palavras “Vivir bien, es la vida en plenitud. Saber vivir en armonía y equilibrio; en armonía con los ciclos de la Madre Tierra, del cosmos, de la vida y de
la historia, y en equilibrio con toda forma de existencia en permanente respeto” 40 (MAMANI, 2010, p. 32). Ou seja, o conceito de “viver bem” ou de uma vida boa, para os povos indígenas, está associado à interação com a natureza e a troca oriunda da relação com o território que tradicionalmente ocupam e os membros da tribo.
Certamente que em decorrência de perspectivas tão distintas (sociedade de consumo Vs. cosmovisão dos povos indígenas), haverá divergências quanto à implementação de megaprojetos extrativistas em territórios indígenas.
Na verdade, enquanto que para a sociedade de risco a instalação de uma mineradora está ligada à ideia de crescimento econômico, lucro e desenvolvimento, para os povos indígenas, a instalação do mesmo megaempreendimento pode estar relacionada à destruição de espaços de realização de culto (floresta, derrubada de árvores), poluição das águas, poluição do ar, restrições ao direito de locomoção dentro do seu próprio território, comprometimento dos modos de subsistência do povo, que comumente necessita dos recursos naturais para sobreviver, dentre outras limitações.
Nesse sentido, o respeito aos direitos indígenas não pode ser compreendido como um mero detalhe em todo o trâmite de instalação de um megaempreendimento, mas, corresponde, na verdade, a um requisito fundamental a ser cumprido, visto o impacto a que estão sujeitos tais povos em decorrência da instalação de megaprojetos extrativistas em seus territórios.
Conforme já mencionado, megaempreendimentos de tal porte acabam por comprometer a própria subsistência dos povos indígenas afetados, como no exemplo da instalação da usina hidrelétrica de Belo Monte na região da Volta Grande do Xingu, em razão do qual pôde-se observar o surgimento de preocupações relacionadas à “infraestrutura de saúde e educação [...] pois o simples anúncio da obra atrai migrantes e produz sobrecarga aos serviços, conforme destaca uma das recomendações do MPF”. (OLIVEIRA, 2014, p. 126)
O fato é que mesmo na ausência de legislação específica sobre mineração em territórios indígenas e, ainda, mesmo com todo o impacto socioambiental causado aos povos afetados, percebe-se uma constante busca de grandes corporações por territórios indígenas, para implantação de mineradoras:
40 Tradução livre: “Viver bem é a vida em sua plenitude. Saber viver em harmonia e equilíbrio; em harmonia com os ciclos da Mãe Terra, do cosmos, da vida e da história e em equilíbrio com toda forma de existência em permanente respeito”.
Aunque no existe uma regulación para la minería em tierras indígenas en Brasil, ya existe un exceso de solicitudes de investigación y minería en estas áreas (Santos, Nava y Ferreira, 2009). Según el Institituto de Investigación Social y Ambiental, de los cuales 4.769 tenían um efecto sobre TIs (Carneiro Filho y Souza, 2009). En un amplio estúdio, se identificaron 13 proyectos de ley sobre la minería em TIs moviéndose en el Congreso41 (Cámara de Diputados, 2012).
Nota-se, portanto, que é expressiva a intenção de grandes corporações na exploração extrativista em territórios indígenas, contudo, comumente são ignorados os efeitos de tal exploração sobre a rotina de tais povos, bem como não há regulamentação para balizar a exploração extrativista em territórios indígenas.
Lamentavelmente, pode-se dizer que “Existem tantas culturas espalhadas no mundo e, por tão diferentes, às vezes, bem menores que outras, não recebem o mesmo tratamento de proteção de direitos” (DELLOVA, 2015, p. 2). Entretanto, em se tratando dos povos indígenas, por força da Convenção 169 da OIT e do Relatório da CIDH e jurisprudências da Corte Interamericana de Direitos Humanos, nota-se que não há respaldo para que o Estado deixe de prover o devido respeito aos direitos indígenas quando da implementação de megaempreendimentos, sobretudo no que que diz respeito à atividade extrativista de mineração.
Deve-se destacar, ainda, que para que os direitos dos povos indígenas sejam garantidos durante o processo de implementação de megaempreendimentos de mineração em seus territórios, é essencial que haja a participação efetiva de tais povos e que tal participação não seja encarada como passo meramente burocrático.
A este respeito Milanez e Santos (2014, p. 143) defendem que a maioria dos projetos de lei apresentam a possibilidade de consulta aos povos indígenas, ainda que ao final, o posicionamento dos povos indígenas não seja efetivamente considerado:
En general, la mayoría de los proyectos de ley refuerza los criterios existentes en la Constitución sobre la necesidad de escuchar a los pueblos indígenas sobre la minería en sus tierras y el derecho que estas poblaciones tienen sobre los resultados de esta exploración.
Sin embargo, los proyectos de ley, en su mayoría, dejan abierta la posibilidad de que los pueblos indígenas “sean escuchados” y,
41 Tradução livre: “Ainda que não exista uma regulamentação para a mineração em terras indígenas no Brasil, há um excesso de solicitações de pesquisa e mineração nestas áreas. Segundo o Instituto Socioambiental, 4.769 dessas solicitações se referem a Territórios Indígenas. Em um amplo estudo, se identificaram 13 projetos de lei sobre mineração em Territórias Indígenas tramitando no Congresso”.
dependiendo de la redacción, algunos sugieren que podría ser sólo una medida burocrática, es decir las comunidades serian consultados aunque su palabra no sea al final de cuentas tomada en cuenta.
Entre los proyectos evaluados, sólo una propuesta establece el consentimiento de la comunidad indígena antes de implementar el proyecto minero. Al mismo tiempo, si bien casi todos los proyectos in- dican la participación de las comunidades indígenas en los resultados de las operaciones, algunos defienden que los recursos deben ser utilizados en proyectos específicos, en función de la autorización de la agencia federal indígena con el consentimiento del Ministerio Público42.
Ora, é preciso romper com o sistemático silencionamento dos povos indígenas em não lhes dar ouvidos ou não garantir a efetividade de sua participação nas questões que lhes afetem diretamente, especialmente em se tratando da implementação de megaprojetos de mineração em seus territórios. É crucial, portanto, como no dizer de Piovesan (2016, p. 302) “assegurar o direito à
diversidade existencial, sem discriminação, hostilidade e intolerância, a compor uma sociedade revitalizada e enriquecida pelo respeito à pluralidade e diversidade, celebrando o direito à diferença, na busca da construção igualitária e emancipatória de direitos”.
Percebe-se, portanto, que a melhor alternativa seria a construção de uma gestão socioambiental de megaempreendimentos, visando justamente o respeito aos direitos e peculiaridades dos povos indígenas atingidos, garantindo a visbilidade de tais povos no contexto da sociedade nacional.
Ora, da análise do projeto de lei em tramitação (Substitutivo ao Projeto de Lei n 1.610/96), viu-se que até há a previsão de consulta aos povos indígenas, contudo, tal previsão é tímida, especialmente se considerado o fato de que há, no contexto internacional, fundamentos jurídicos suficientes para a criação de legislação mais eficaz e específica, que atenda à necessidade de respeito aos direitos fundamentais dos povos indígenas afetados pela instalação de
42 Tradução livre: Geralmente, a maioria dos projetos de lei reforça os critérios existentes na Constituição sobre a necessidade de consulta aos povos indígenas sobre a mineração em suas terras e o direito que essas populações têm sobre os resultados de tal exploração. De fato, os projetos de lei, em sua maioria, deixam aberta a possibilidade de que os povos indígenas sejam ouvidos e, dependendo da redação, alguns sugerem que poderia ser somente uma medida burocrática, ou seja, as comunidades seriam consultadas ainda que sua palavra não fosse considerada no final das contas. Entre os projetos avaliados, somente uma proposta estabelece o consentimento da comunidade indígena antes da implementação do projeto de mineração. Ao mesmo tempo, embora quase todos os projetos indiquem a participação das comunidades indígenas nos resultados das operações, alguns argumentam que os recursos devem ser utilizados em projetos específicos, dependendo da autorização da agência indígena federal com o consentimento do Ministério Público.
megaempreendimentos.
O Estado é o principal responsável nesse processo de construção de uma gestão socioambiental coerente com os princípios e direitos já consagrados no cenário internacional por meio da Convenção 169 da OIT e do Relatório da CIDH e Jurisprudências da Corte Interamericana de Direitos Humanos. Indiscutivelmente é papel do Estado viabilizar a criação de legislação específica sobre mineração em terriório indígena e, ainda, prover os instrumentos necessários para o cumprimento de tal legislação, rompendo com a “cultura” de silenciamento dos povos indígenas ao longo da hisória.
A este respeito, extremamente oportuna a ponderação trazida por Piovesan (2016, p. 305):
Devem os Estados implementar as reformas institucionais necessárias a fim de que seus sistemas políticos e jurídicos sejam capazes de refletir de forma apropriada a diversidade e pluralidade existente nas sociedades. Essencial é avançar na reforma do Estado assegurando a devida participação e a justa representação de populações historicamente invisibilizadas. As demandas por redistribuição, reconhecimento e representação devem ser integradas de forma equilibrada. Fortalecer a proteção do valor da diversidade étnico-racial, realçado os princípios da igualdade e da proibição da discriminação, surge como pressuposto e condição para a afirmação do Estado de Direito, da democraria e dos direitos humanos na região, sob o imperativo ético da luta emancipatória dos direitos e por justiça. [Grifo Nosso]
Mesmo no contexto da sociedade de risco, entende-se possível essa reformulação na própria máquina estatal de modo a garantir mais efetiva participação dos povos indígenas nos processos que envolvem questões nas quais sejam afetados.
Em relação à atividade de mineração em terras indígenas, esta efetiva participação dos povos indígenas torna-se ainda mais indispensável, isso porque como visto no decorrer do presente estudo, a atividade extrativista em território indígena pode ter um impacto significativo na rotina adotada pelos povos indígenas, podendo comprometer, inclusive, o exercício da religião, cultura e comprometer a própria subsistência de tais povos.
Sabe-se que o pensamento indigenista (o modo como os indígenas são vistos) “é e sempre foi histórico” (CUNHA, p. 12) e acabou por permear o modo como o Estado lida com as questões indígenas, contudo, entende-se que é preciso
romper com esse comportamento, buscando a efetivação dos direitos indígenas na sociedade de risco, por meio dos instrumentos legais disponíveis e, ainda, mediante a criação de legislação adequada para atender tal finalidade.
Na verdade, percebe-se que a principal necessidade é a “descolonização”
do olhar do Estado para com os povos indígenas, reconhecer os povos indígenas como sujeitos de direitos é fundamental nesse processo:
[...] nas relações do Estado com os povos indígenas, é preciso dar lugar à aceitação do outro, da negociação, da participação dos indígenas nos benefícios do desenvolvimento. Sem esforço pelo diálogo, pela divisão dos benefícios e pela espera pelo consenso, a imposição de uma cultura e a subjugação dos povos indígenas, minando sua cultura e altivez, repetirão os erros do passado. O autoritarismo e o desprezo pelo outro já não combinam com um país que se quer democrático e que possui uma Constituição que pretende guiar o Brasil para o bem de todos os cidadãos brasileiros.
(VILLARES, 2013, p. 425)
Nesse sentido, constata-se que é urgente a necessidade de criação de uma gestão socioambiental dos megaempreendimentos a serem implementados em terras indígenas, de modo que a possibilitar a plena e efetiva participação de tais povos no processo de tomada de decisões quanto à implementação de tais projetos, por meio da consulta livre, prévia e informada.
Assim, a criação de lei específica sobre mineração em território indígena é de fundamental importância, contudo, mesma na ausência de tal lei específica, já é possível adotar os parâmetros necessários já previstos no cenário internacional por meio da Convenção 169 da OIT, Relatório da CIDH e Jurisprudências da Corte Interamericana de Direitos Humanos, a fim de resguardar o respeito aos direitos fundamentais dos povos indígenas afetados pela implementação de megaempreendimentos de mineração.
CONCLUSÃO
O intenso embate entre o desenvolvimento econômico hegemônico e as formas de vida diferenciadas tem feito inúmeras vítimas ao redor do mundo. No Brasil, marcado por uma colonização caracterizada por um intenso desrespeito cultural e exploração da natureza, é possível observar que ainda nos dias atuais perpetuam-se relações desiguais e injustas entre os interesses econômicos e a necessidade de preservação do território de povos indígenas e comunidades tradicionais para sua reprodução física e cultural.
Neste trabalho foi possível analisar uma faceta dessas relações que tem ocasionado diversos problemas no Brasil: as atividades de mineração em territórios indígenas por megaempreendimentos, cujos impactos são graves tanto no que se refere ao equilíbrio ecológico quanto no que concerne aos direitos sociais e culturais de povos culturalmente diferenciados, que são afetados diretamente e de maneira agravada pela pauperização das condições ambientais.
Conforme observado, o respeito aos povos indígenas é uma necessidade de honrar uma histórica dívida deixada pelo passado colonial, no qual os indígenas foram desconsiderados enquanto pessoas e tiveram seus territórios e corpos espoliados em nome de uma racionalidade europeia implantada nas novas terras.
Como se não bastasse apenas esta justificativa, também cumpre considerar que a racionalidade de desconsideração e invisibilização dos povos indígenas permanece vigente ainda hoje, sempre que se algum modo, se restringem os seus direitos ao território e à manutenção cultural.
A proposta do estudo, pautou-se em analisar tais problemas, confrontando-os com o papel do Estado de intervir em questões desta natureza, sendo uma importante norma nesse sentido, a Convenção 169 da OIT, que determina o direito dos povos afetados de serem devidamente consultados de maneira prévia, livre e informada acerca de quaisquer atividades que tenham consequências em seus territórios.
A Convenção em questão é considerada um avanço em termos de proteção dos direitos dos povos indígenas, porém, no campo prático, não raramente se observa que os Estados signatários da Convenção acabam por não observá-la, fato que tem conduzido os povos a buscar a intervenção da Corte Interamericana de
Direitos Humanos, incumbida de julgar as questões em litígio em matéria de direitos humanos e determinar que os Estados cumpram com aquilo que foi determinado pela via do acordo internacional.
Apesar de os tratados que versam sobre temas de direitos humanos ocuparem rango constitucional no Brasil, ainda há discussões acerca da regulamentação da Convenção n. 169, o que se mostra patente pela análise do Projeto de Lei 1.610/96 que busca trazer uma noção tímida do direito à consulta prévia. Um dos exemplos trazidos pelo trabalho, nesse sentido, aponta para a necessidade de que as comunidades consultadas determinem os termos da consulta, elaborando um protocolo para que esta venha a ser realizada, conforme as necessidades comunitárias. Uma disposição deste tipo não está prevista pelo PL, de modo que da forma como está posto, é possível aplicar interpretações restritivas aos direitos dos povos indígenas num processo de consulta. Deste modo, é forçoso reconhecer a necessidade de aprimoramento do Projeto em benefício dos direitos dos povos.
Deste modo, fica a recomendação de que o Estado brasileiro atente para a interpretação que a CIDH tem dado aos direitos de consulta prévia com respeito a empreendimentos danosos como a mineração. A fim de contribuir com este debate, foram trazidos dois casos julgados pela Corte que bem ilustram os requisitos ideais que devem ser observados para a concretização dos direitos dos povos indígenas.
Tais recomendações (condicionantes) podem ser encontradas nos relatórios da CIDH e parâmetros Jurisprudenciais da Corte Interamericana de Direitos Humanos,
Tais recomendações (condicionantes) podem ser encontradas nos relatórios da CIDH e parâmetros Jurisprudenciais da Corte Interamericana de Direitos Humanos,