ZOOLÓGICO
ENTÃO, POR QUE AINDA EXISTEM DARWINISTAS?
O problema dos darwinistas é que isso, na verdade, se mostra mais como um argumento favorável à existência de um projetista do que um argumento contrário a ele. Primeiramente, o fato de Gould poder identificar alguma coisa como um projeto menos que ótimo implica que sabe qual é o projeto ótimo. Você não pode saber se alguma coisa é imperfeita a não ser que saiba como é a coisa perfeita. Desse modo, até mesmo a observação de Gould de que existe um projeto menos que ótimo implica a admissão de que é possível perceber um projeto no polegar do panda (a propósito, essa é outra razão pela qual podemos dizer que os darwinistas estão errados quando afirmam que o projeto inteligente não é ciência. Quando afirmam que alguma coisa não foi planejada corretamente, a implicação é que eles poderiam dizer se determinada coisa foi projetada corretamente. Isso prova aquilo que os cientistas do PI estão dizendo há muito tempo: o PI é ciência porque o projeto é empiricamente detectável).
Em segundo lugar, o projeto menos que ótimo não significa que não existe um projeto. Em outras palavras, mesmo que você presuma que alguma coisa não foi projetada da melhor maneira, isso não significa que ela não tenha sido projetada de algum modo. O seu carro não foi projetado da melhor maneira, mas, ainda assim, ele foi projetado — certamente não foi montado pelas leis da natureza.
Em terceiro lugar, com o objetivo de poder dizer que alguma coisa é menos que ótima, você deve saber quais são os objetivos ou os propósitos do projetista. Se Gould não sabe o que o projetista desejava, então não pode dizer que o projeto não atingiu aquelas intenções. De que maneira Gould sabe que o polegar do panda não é exatamente aquilo que o projetista tinha em mente? Gould presume que o panda deveria ter polegares opositores tais quais os humanos. Mas talvez o projetista quisesse que os polegares dos pandas fossem exatamente como são. Além do mais, o polegar do panda funciona muito bem ao ajudá-lo a quebrar as varas de bambu e chegar até a parte comestível. Talvez os pandas não precisem de polegares opositores porque não precisam escrever livros como Gould: eles simplesmente precisam descascar o bambu. Gould não pode culpar o projetista pelo polegar se ele não tem outra função a não ser quebrar bambu.
Por último, em um mundo confinado pela realidade física, todo projeto exige concessões e ajustes. Computadores portáteis precisam ter equilíbrio entre tamanho, peso e desempenho. Carros maiores podem ser mais seguros e confortáveis, mas também são mais difíceis de manobrar e consomem mais combustível. O teto mais alto deixa a sala mais impressionante, mas também consome mais energia. Pelo fato de os ajustes não poderem ser evitados neste mundo, os engenheiros devem procurar uma posição que alcance da melhor maneira os objetivos planejados inicialmente. Você não pode colocar a culpa no projeto de um carro compacto porque, por exemplo, ele não carrega 15 passageiros. O objetivo é levar quatro passageiros, e não 15. O produtor do carro fez o ajuste entre tamanho e economia de combustível e alcançou o objetivo planejado. Do mesmo modo, é possível que o projeto do polegar do panda seja uma concessão que, ainda assim, atinge o objetivo inicial. O polegar é perfeito para descascar bambu. É possível que o polegar atrapalhasse o panda em alguma outra atividade se tivesse sido planejado de outra maneira. Sem saber os objetivos do projetista, nós simplesmente não sabemos explicar. O que realmente sabemos é que as críticas de Gould não podem ser bem-sucedidas sem se saber quais são esses objetivos.
ENTÃO, POR QUE AINDA EXISTEM DARWINISTAS?
Se a evidência favorável ao projeto inteligente é tão decisiva, então por que ainda existem darwinistas? Além do mais, essas pessoas não são tolas — seus nomes normalmente são seguidos pelas letras Ph.D.!
A primeira coisa a se notar é que essa não é uma questão puramente intelectual, na qual os darwinistas presumem um olhar desapaixonado diante das evidências e, então, chegam a uma conclusão racional. Richard Dawkins fez uma famosa declaração: "É absolutamente seguro dizer que, se você encontrar alguém que afirma não acreditar na evolução, essa pessoa é ignorante, estúpida ou doente (ou maldosa, mas prefiro não considerar isso)".130 Está claro que o comentário de Dawkins é simplesmente falso. Existem pessoas brilhantes, com Ph.D., que acreditam no projeto inteligente. A questão real é: por que as injúrias? Por que a emoção? Por que a hostilidade? Eu achava que isso era ciência. Deve haver alguma coisa mais em Jogo aqui.
Realmente existe. Vamos voltar à citação de Richard Lewontin, feita no capítulo anterior. Lembre-se de sua afirmação de que os darwinistas acreditam em seus absurdos porque "esse materialismo é absoluto, pois não podemos permitir a entrada de nada que seja divino". Vejamos agora a verdadeira questão: manter Deus de fora. Mas por que os darwinistas não querem "a entrada de nada que seja divino"? Sugerimos quatro razões principais.
Em primeiro lugar, ao admitir Deus, os darwinistas estariam admitindo que eles não são a mais elevada autoridade no que se refere à verdade. Atualmente, neste mundo tecnologicamente avançado, os cientistas são vistos pelo público como figuras de autoridade das mais reverenciadas — eles são os novos sacerdotes que fazem a vida ser melhor e que abrangem a única fonte de verdade objetiva. Permitir a possibilidade de Deus seria abdicar de sua condição de autoridade superior.
Em segundo lugar, ao admitir Deus, os darwinistas estariam admitindo que eles não possuem autoridade absoluta quanto à explicação das causas. Em outras palavras, se Deus existisse, eles não poderiam explicar todos os fatos como o resultado de leis naturais previsíveis. Richard Lewontin impõe essa idéia da seguinte maneira: "Apelar para uma divindade onipotente é permitir que, a qualquer momento, a regularidade da natureza possa ser rompida, que milagres possam acontecer".131 Como notou Jastrow, quando isso acontece, "o cientista perde o controle", certamente para Deus e, talvez, para o teólogo.132
Terceiro, ao admitir Deus, os darwinistas se arriscariam a perder a segurança financeira e a admiração profissional. Como assim? É que existe uma tremenda pressão na comunidade acadêmica para publicar alguma coisa que apóie a evolução. Encontre alguma coisa importante, e você poderá sair na capa da Revista
Geográfica Universal ou ser assunto de um programa especial na televisão. Não
encontre nada, e você poderá perder o emprego, um patrocínio financeiro ou, no mínimo, a ajuda de seus colegas materialistas. Desse modo, existe a motivação do dinheiro, da segurança no trabalho e do prestígio para fazer avançar a visão de mundo darwinista.
Por último — e talvez a mais significativa de todas as razões -, ao admitir Deus, os darwinistas estariam admitindo que eles não têm autoridade para varas de bambu e chegar até a parte comestível. Talvez os pandas não precisem de polegares opositores porque não precisam escrever livros como Gould: eles simplesmente precisam descascar o bambu. Gould não pode culpar o projetista pelo polegar se ele não tem outra função a não ser quebrar bambu.
Por último, em um mundo confinado pela realidade física, todo projeto exige concessões e ajustes. Computadores portáteis precisam ter equilíbrio entre tamanho, peso e desempenho. Carros maiores podem ser mais seguros e confortáveis, mas também são mais difíceis de manobrar e consomem mais
130 Originalmente de uma resenha de 1989 do The New York Times. Disponível on-line em http://members. tripod.com/doggo/doggdawkins.html. Acesso em 15 de maio de 2003.
131 Billions and Billions of Demons. The New York Review of Books, January 9, 1997, p. 150
combustível. O teto mais alto deixa a sala mais impressionante, mas também consome mais energia. Pelo fato de os ajustes não poderem ser evitados neste mundo, os engenheiros devem procurar uma posição que alcance da melhor maneira os objetivos planejados inicialmente. Você não pode colocar a culpa no projeto de um carro compacto porque, por exemplo, ele não carrega 15 passageiros. O objetivo é levar quatro passageiros, e não 15. O produtor do carro fez o ajuste entre tamanho e economia de combustível e alcançou o objetivo planejado. Do mesmo modo, é possível que o projeto do polegar do panda seja uma concessão que, ainda assim, atinge o objetivo inicial. O polegar é perfeito para descascar bambu. É possível que o polegar atrapalhasse o panda em alguma outra atividade se tivesse sido planejado de outra maneira. Sem saber os objetivos do projetista, nós simplesmente não sabemos explicar. O que realmente sabemos é que as críticas de Gould não podem ser bem-sucedidas sem se saber quais são esses objetivos.
ENTÃO, POR QUE AINDA EXISTEM DARWINISTAS?
Se a evidência favorável ao projeto inteligente é tão decisiva, então por que ainda existem darwinistas? Além do mais, essas pessoas não são tolas — seus nomes normalmente são seguidos pelas letras Ph.D.!
A primeira coisa a se notar é que essa não é uma questão puramente intelectual, na qual os darwinistas presumem um olhar desapaixonado diante das evidências e, então, chegam a uma conclusão racional. Richard Dawkins fez uma famosa declaração: "É absolutamente seguro dizer que, se você encontrar alguém que afirma não acreditar na evolução, essa pessoa é ignorante, estúpida ou doente (ou maldosa, mas prefiro não considerar isso)".133 Está claro que o comentário de Dawkins é simplesmente falso. Existem pessoas brilhantes, com Ph.D., que acreditam no projeto inteligente. A questão real é: por que as injúrias? Por que a emoção? Por que a hostilidade? Eu achava que isso era ciência. Deve haver alguma coisa mais em jogo aqui.
Realmente existe. Vamos voltar à citação de Richard Lewontin, feita no capítulo anterior. Lembre-se de sua afirmação de que os darwinistas acreditam em seus absurdos porque "esse materialismo é absoluto, pois não podemos permitir a entrada de nada que seja divino". Vejamos agora a verdadeira questão: manter Deus de fora. Mas por que os darwinistas não querem "a entrada de nada que seja divino"? Sugerimos quatro razões principais.
Em primeiro lugar, ao admitir Deus, os darwinistas estariam admitindo que eles não são a mais elevada autoridade no que se refere à verdade. Atualmente, neste mundo tecnologicamente avançado, os cientistas são vistos pelo público como figuras de autoridade das mais reverenciadas — eles são os novos sacerdotes que fazem a vida ser melhor e que abrangem a única fonte de verdade objetiva. Permitir a possibilidade de Deus seria abdicar de sua condição de autoridade superior.
Em segundo lugar, ao admitir Deus, os darwinistas estariam admitindo que eles não possuem autoridade absoluta quanto à explicação das causas. Em outras palavras, se Deus existisse, eles não poderiam explicar todos os fatos como o resultado de leis naturais previsíveis. Richard Lewontin impõe essa idéia da seguinte maneira: "Apelar para uma divindade onipotente é permitir que, a qualquer momento, a regularidade da natureza possa ser rompida, que milagres possam acontecer".134 Como notou Jastrow, quando isso acontece, "o cientista perde o controle", certamente para Deus e, talvez, para o teólogo.135
133 Originalmente de uma resenha de 1989 do The New York Times. Disponível on-line em http:IImembers. tripod.coml doggol doggdawkins.html. Acesso em 15 de maio de 2003.
134 Billions and Billions of Demons. The New York Review of Books, January 9, 1997, p. 150.
Terceiro, ao admitir Deus, os darwinistas se arriscariam a perder a segurança financeira e a admiração profissional. Como assim? É que existe uma tremenda pressão na comunidade acadêmica para publicar alguma coisa que apóie a evolução. Encontre alguma coisa importante, e você poderá sair na capa da Revista
Geográfica Universal ou ser assunto de um programa especial na televisão. Não
encontre nada, e você poderá perder o emprego, um patrocínio financeiro ou, no mínimo, a ajuda de seus colegas materialistas. Desse modo, existe a motivação do dinheiro, da segurança no trabalho e do prestígio para fazer avançar a visão de mundo darwinista.
Por último — e talvez a mais significativa de todas as razões -, ao admitir Deus, os darwinistas estariam admitindo que eles não têm autoridade para definir por si mesmos o que é certo e errado. Ao excluir o sobrenatural, os darwinistas podem evitar a possibilidade de que qualquer coisa seja moralmente proibida. Se Deus não existe, tudo é permitido, como observou uma personagem de um romance de Fyodor Dostoievski136 (vamos discutir a conexão entre Deus e a moralidade no capítulo seguinte).
De fato, o falecido Julian Huxley, um ex-líder darwinista, admitiu que a liberdade sexual é uma motivação popular por trás do dogma evolucionista. Quando lhe foi perguntado pelo apresentador Merv Griffin "Por que as pessoas acreditam na evolução?", Huxley respondeu honestamente: "A razão pela qual aceitamos o darwinismo, mesmo sem provas, é que não queríamos que Deus interferisse em nossos hábitos sexuais". 137 Perceba que ele não citou as evidências a favor da geração espontânea ou as evidências do registro dos fósseis. A motivação que ele observou como prevalente entre os evolucionistas estava baseada nas preferências morais, e não na evidência científica.
O ex-ateu Lee Strobel revela que tinha a mesma motivação quando acreditava no darwinismo. Ele escreve: "Estava mais do que feliz em agarrar-me ao darwinismo como desculpa para descartar a idéia de Deus, de modo que eu pudesse pôr em prática descaradamente a minha agenda de vida, sem restrições morais". 138
O autor e conferencista Ron Carlson fez os darwinistas admitirem o mesmo a ele. Em determinada ocasião, depois de dar uma palestra numa grande universidade sobre os problemas do darwinismo e a evidência do projeto inteligente, Carlson jantou com um professor de biologia que havia assistido à sua apresentação.
— Então, o que você achou do meu discurso? — perguntou Carlson.
— Bem, Ron — começou o professor -, o que você diz é verdade e faz muito sentido. Mas eu vou continuar ensinando o darwinismo de qualquer maneira — disse. Carlson estava embasbacado.
— Mas por que você faria isso? — perguntou ele.
— Bem, para ser honesto com você, Ron, é porque o darwinismo é moralmente confortável.
— Moralmente confortável? O que você quer dizer com isso? — insistiu Carlson.
— Quero dizer que, se o darwinismo é verdadeiro, se não existe Deus e se todos nós evoluímos de uma pequena alga verde, então posso dormir com quem eu quiser — observou o professor. — Não existe responsabilidade moral no darwinismo.139
136 Os irmãos Karamazov, São Paulo, Martíns Claret, 2003.
137 Apud D. James KENNEDY. Skeptícs Answered. Sisters, Ore.: Mulmomah, 1997, p. 154
138 Em defesa da fé, p. 123.
Esse foi um momento de total franqueza. É claro que isso não quer dizer que todos os darwinistas pensem dessa maneira ou que todos os darwinistas sejam imorais — é fato que muitos deles têm um vida moralmente melhor do que muitos dos assim chamados cristãos. Isso simplesmente revela que alguns darwinistas são motivados não pelas evidências, mas, em vez disso, por um desejo de permanecer livres das perceptíveis restrições morais de Deus. Essa motivação pode levá-los a suprimir a evidência do Criador de modo que possam continuar a viver da maneira que desejam (nesse sentido, o darwinismo não é diferente de muitas outras religiões mundiais pelo fato de apresentar uma maneira de lidar com a culpa que resulta do comportamento imoral. A diferença é que alguns darwinistas, em vez de reconhecer a culpa e oferecer maneiras de expiá-la ou regras para evitá-la, tentam evitar qualquer implicação de culpa por meio da afirmação de que não existe coisa tal como o comportamento imoral ou culpa em relação a isso!).
Essas quatro motivações sugeridas não deveriam nos causar surpresa. Sexo e poder são os motivadores que subjazem a muitos de nossos mais intensos debates culturais, como aqueles sobre aborto e homossexualidade. Nesses debates, é muito comum as pessoas simplesmente assumirem posições que se alinham com seus desejos pessoais, em vez de levarem em conta as evidências.
Da mesma maneira, a crença no darwinismo é freqüentemente uma questão de disposição, em vez de uma questão da mente. Às vezes as pessoas recusam-se a aceitar aquilo que sabem ser verdadeiro por causa do impacto que terá em sua vida. Isso explica por que alguns darwinistas sugerem as absurdas explicações "contra-intuitivas" — explicações que vão "contra o bom senso". A despeito da clara evidência favorável ao projeto, esses darwinistas temem a intromissão de Deus em sua vida pessoal mais do que temem estarem errados sobre suas conclusões científicas.
Não estou dizendo que todos os darwinistas possuem tais motivações para suas crenças. Alguns podem verdadeiramente acreditar que a evidência científica apóia sua teoria. Achamos que eles possuem essa concepção errônea porque a maioria dos darwinistas raramente estuda a pesquisa de outros que trabalham em diferentes campos. Como resultado, poucos compreendem o assunto como um todo.
Isso é especialmente verdadeiro com relação aos biólogos. Jonathan Wells, biólogo molecular e celular, observa: "Em sua maioria, os biólogos são cientistas honestos que trabalham duro e que insistem numa apresentação precisa das evidências, mas que raramente se aventuram para fora de seus próprios campos".140 Em outras palavras, embora façam um trabalho honesto, eles vêem apenas sua própria peça do quebra-cabeça. Uma vez que foram ensinados que a tampa darwinista da caixa do quebra-cabeça é, de maneira geral, verdadeira (existem apenas alguns pequenos detalhes irritantes que não foram resolvidos), a maioria dos biólogos interpreta a sua peça do quebra-cabeça tendo a tampa da caixa em mente, dando à visão darwinista o benefício da dúvida e pressupondo que a evidência realmente decisiva em favor do darwinismo reside em outro campo da biologia. Assim, mesmo que eles não possam ver evidência da geração espontânea ou da macroevolução em sua peça do quebra-cabeça, a evidência deve estar em algum outro lugar na biologia, porque a tampa da caixa darwinista exige que essas coisas sejam verdadeiras. Essas circunstâncias fazem o paradigma evolucionista não ser desafiado pela maioria dos biólogos.
Soumern Evangelical Seminary. FitaACO 1 08. Disponível on-line em www.impactapologetics.com.