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Esta etapa do questionário buscou identificar quem realiza a entrega dos arquivos via NFG-DESKTOP, contendo as informações das notas fiscais das empresas participantes, quais as dificuldades encontradas e as adequações necessárias para atender as exigências do programa NFG.

Sob o ponto de vista de 64% dos escritórios participantes, a competência sobre entrega dos arquivos gerados que contém as notas fiscais com o número do CPF do consumidor, é dos seus clientes e 36% acreditam que é de competência do escritório fazer a entrega desses arquivos, conforme ilustra o gráfico 12.

72%

0%

6%

11%

11%

SEFAZ / Portal NFG

Atendimento telefônico ou envio de formulário através do site da NFGConsultoria

Legislação específica Outros

Gráfico 12 – Competência da entrega dos arquivos

Fonte: coleta de dados, 2013.

Essas opiniões se justificam, pois aos que responderam que a responsabilidade é da empresa enfatizaram que a maior parte é emissor de cupom fiscal e o próprio sistema de caixa oferece a opção de gerar o arquivo com os dados necessários para enviá-lo à SEFAZ. É uma obrigação criada recentemente que não faz parte dos serviços oferecidos pelo escritório, onde o escritório sente-se na obrigação de orientar os clientes quanto à entrega, sobre como proceder, porém acha desnecessário tomar para si essa responsabilidade.

Quanto às respostas favoráveis à entrega dos arquivos pelos escritórios, assim se justificaram, pois acreditam que o profissional contábil é o responsável pelas informações a serem prestadas sobre o seu cliente, além disso, é ele quem tem qualificação técnica para isso e sem auxílio especializado a empresa pode incorrer em erros que resultarão em notificações.

Apesar da maioria se mostrar favorável à entrega dos arquivos por parte dos clientes, na prática, isso não se verifica, pois 64% dos participantes responderam que de fato quem faz a entrega dos arquivos para a SEFAZ é o escritório contábil e, apenas, 36% de seus clientes realizam a entrega de seus próprios arquivos, conforme se verifica no gráfico 13, abaixo representado.

64%

36%

Compete à empresa Compete ao escritório

Gráfico 13 – Quem efetua a entrega dos arquivos da NFG?

Fonte: coleta de dados, 2013.

Chamou a atenção que para 75% dos participantes da pesquisa, a obrigação de entregar os arquivos, mesmo sendo relativamente nova, faz parte das atribuições do escritório, portanto, está inclusa nos honorários pagos e, para os demais 25% é considerado um serviço à parte, o qual é cobrado separadamente.

No que diz respeito às dificuldades encontradas na entrega dos arquivos, via NFG-DESKTOP, contendo as informações das notas fiscais das empresas participantes do programa NFG, dos 75% dos escritórios que entregam os arquivos, 80% destes não encontraram dificuldades para enviá-las e 20% apresentaram algumas dificuldades, quais sejam: não recebimento das informações dos clientes em tempo hábil, diferentes prazos para entrega seguindo o oitavo dígito do CNPJ e, adequações nos softwares dos clientes.

Tratando-se dos investimentos realizados para se adequar às exigências do programa NFG, por parte dos escritórios contábeis, 68% afirmam que não necessitaram aplicar recursos para operacionalizar o envio dos arquivos e 32% investiram em treinamento, conforme gráfico 14.

64%

36% O escritório faz a entrega dos

arquivos

A própria empresa obrigada faz a entrega de seus arquivos

Gráfico 14 – Investimentos realizados pelos escritórios para se adequar à NFG

Fonte: coleta de dados, 2013.

Por parte dos clientes dos escritórios, 53% não realizaram investimentos e 47%

necessitaram de melhorias para atender as exigências, conforme gráfico 15, portanto, pode-se concluir que, tanto os escritórios contábeis, quanto seus clientes investiram pouco, para se adequar ao programa NFG.

Gráfico 15 – Investimentos realizados pelos clientes para se adequar à NFG

Fonte: coleta de dados, 2013.

Percebeu-se que, para 77% dos escritórios contábeis pesquisados, não houveram dificuldades em orientar seus clientes quanto aos procedimentos para se adequarem ao programa NFG. Em outras palavras, os responsáveis técnicos, por assim dizer, não encontraram dificuldades em transmitir as informações necessárias para que seus clientes se adequassem à nova realidade imposta pelo programa NFG.

Ainda nesse sentido, o gráfico 16 demonstra o entendimento dos responsáveis pela empresa acerca do tema. Observa-se que, 68% dos escritórios acreditam que seus clientes

68%

32%

Não aplicaram recursos Investiram em treinamento

53%

47% Não realizaram investimentos

Necessitaram de melhorias

(responsáveis pelas empresas) encontraram dificuldades em se adaptar as exigências impostas pelo programa, mas colocaram em prática, 27% compreenderam com facilidade e colocaram em prática e 5% compreenderam a proposta do programa, mas não se adaptaram às exigências.

Gráfico 16 – O entendimento dos responsáveis pela empresa acerca do programa NF

Fonte: coleta de dados, 2013.

Ainda relacionado às orientações e ao cumprimento das exigências legais, caso o escritório teve algum cliente que se recusou a adaptar-se, mesmo conhecendo todas as implicações legais, o procedimento do escritório contábil foi, no caso, nove escritórios responderam que o procedimento padrão é a notificação formal por escrito, que alertaram sobre as penalidades previstas em lei e isentou o escritório sobre as mesmas, e que o cliente deve assinar a carta de responsabilidade, seis alertaram seus clientes verbalmente sobre as novas exigências e as possíveis penalidades pelo não cumprimento das mesmas e assim, o escritório se isentou de toda e qualquer responsabilidade advinda desse ato, cinco escritórios disseram que nada podem fazer pois, acreditam ser da empresa a responsabilidade por se adequar e enviar os arquivos à SEFAZ e dois escritórios não responderam.

Conforme o gráfico 17 que representa o grau de dificuldade dos clientes em inserir o CPF dos contribuintes no documento fiscal, é possível afirmar que 36% possuem nota fiscal manual e não encontraram dificuldades, 32% utilizam cupom fiscal e não encontraram dificuldades, 9% possuem nota fiscal manual e encontraram dificuldades, 5% possuem cupom fiscal e encontraram dificuldades. Desses, 18% encontram-se classificados como outros, pois possuem NF-e e não encontraram dificuldades em inserir o CPF no documento fiscal.

27%

68%

5%

0%

Compreendeu com facilidade e colocou em prática

imediatamente

Encontrou dificuldades em se adaptar as exigências, mas colocou em prática Compreendeu, mas não se adaptou as exigências Não compreendeu e não colocará em prática as exigências

Gráfico 17 – Inserção do CPF no documento fiscal

Fonte: coleta de dados, 2013.

Quanto ao credenciamento das empresas no programa NFG, é sabido que existem duas formas, a primeira seguindo o cronograma e, a segunda de ofício através de carta enviada pela SEFAZ. Dos oito pesquisados que obedeceram ao cronograma de credenciamento, 62%

acharam fácil efetuar o cadastro, 38% acharam intermediário e nenhum pesquisado, achou difícil a forma de credenciamento pelo portal da NFG, conforme gráfico 18.

Gráfico 18 – Quanto ao cadastro das empresas no Portal da NFG

Fonte: coleta de dados, 2013.

Dos quatorzes que aguardaram o credenciamento de ofício pela SEFAZ, 47%

alegaram que o fizeram por não haver previsão de penalidades específicas pelo não credenciamento no programa, conforme gráfico 19. Porém, existem penalidades conforme expressa a lei n. 6.537/73 no art. 11, parágrafo II, alínea “e” e no parágrafo IV, alínea “e”.

Os demais 29%, conforme gráfico 19, alegaram não possuir tempo para fazer o cadastro e 24% responderam outros motivos, quais sejam: o escritório não cadastrou nenhum dos clientes e, que as empresas não estavam oferecendo a inclusão do CPF na nota fiscal.

36%

9%

32%

5%

18% Possui nota fiscal manual e não

encontrou dificuldade Possui nota fiscal manual e encontrou dificuldade Possui cupom fiscal e não encontrou dificuldade Possui cupom fiscal e encontrou dificuldade

Outras

62%

38%

0%

Fácil Intermediário Difícil

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