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ENTREVISTA COM JULIANA LEVITA, BATERISTA DA PREAZ

Realizada em: 22/04/08

1. Eu queria que você contasse um pouquinho da sua história na música. Como é que surgiu seu interesse pela música?

Desde pequena eu sempre tive muito interesse por instrumentos musicais assim, então eu via uma panela eu já catava, pegava uma colher pra batucar, inclusive o primeiro instrumento pelo qual eu me interessei foi bateria, mas com onze anos, em torno de onze anos eu pedi pro meu pai um violão. “Meu pai me dê um violão, me dê, me dê, me dê”, enchi o saco, ai depois de um tempão enchendo o saco ele me deu o violão e eu ficava em casa né blã blã blã. Horrível! Aí minha mãe “menina, pare de fazer blã blã blã eu não agüento mais, quando chegar um dia você vai ver (...)”. Ai com uns quatorze anos eu ganhei minha primeira guitarra, ai até hoje eu toco assim. Eu fiz aula por dois anos, aula de guitarra, mas eu aprendi a tocar sozinha. O que eu sei tocar aprendi a tocar sozinha, tanto de guitarra quanto bateria e baixo assim um pouquinho. E aí eu formei a Playground né. Não. No início eu formei uma banda com a Elisa, que é guitarrista da Preaz, eu tinha meus quinze anos, eu era guitarrista solo e ela era guitarrista base, o nome da banda era X (não era a X da Pitty), era uma X nossa, não chegou nem a fazer show só chegou a alguns ensaios, mas acabou depois que a gente brigou, se desentendeu e depois eu formei a Jellyfish, a gente tocou até no Vieira, foi o primeiro show. O primeiro show da minha vida mesmo foi no Rock’N’Rio Café, isso tem uns cinco, seis anos, por aí, tem muito tempo. Mas aí a banda não deu certo porque os meninos não eram comprometidos. Eles até tinham vontade, mas eles não se aventuravam, não eram ousados assim em termos de tocar entendeu. E eu tava sempre correndo atrás, ai veio a Playground - eu me reencontrei com um antigo colega meu de escola, Ricardo, e ai ele estava tocando bateria ainda. Desde que a gente se conheceu quando eu tinha meus onze anos, eu levava o violão pro colégio e ele afinava pra mim, ai depois eu aprendi a tocar sozinha o violão e a gente se reencontrou, ai ele afinava pra mim. Ele “Ju, vamos fazer uma banda?” e eu falei “vamos”, eu mostrei as minhas músicas pra ele e ele mostrou as dele pra mim e a gente fez a Playground, que foi uma banda que quase deu certo. A gente tocava na Transamérica, na Rádio Metrópole. Eu era guitarrista e vocal, aí tinha Danilo, o outro guitarrista, que fazia os solos, é... Fabrício, o baixista e Ricardo o baterista que fazia os backs né. Ai a gente ia pra São Paulo e tudo, mas não deu certo porque brigamos também por causa de motivos internos e ai fiquei um tempo sem banda. Eu fiquei muito parada, não conseguia mais compor.

2. Quanto tempo durou a Playground?

A Playground durou uns três a quatro anos. A gente tocou no palco do rock, ficamos entre as dez melhores bandas do Garage Rock em 2003. É isso, desde moleca eu sempre queria tocar, queria estar à frente de projeto, assumir compromisso, correndo atrás. Ai a Playground acabou né e todo mundo me perguntava “porque que acabou, por quê?” Eu passava na rua “ah, a vocalista da Playground”, chegou a ficar conhecida aqui em Salvador. Não é me achando não, mas realmente ficou mesmo. Eu acho que eu tenho umas entrevistas gravadas na Rádio Metrópole. Lembra aquele programa o “Pancada Rock”, que Jéssica Senra apresentava? Ela entrevistava a gente lá, tocava músicas da gente, o “Curto-Circuito” também tocava. Eles davam uma ajuda legal para as bandas baianas. Ai aconteceu o Garage, que foi uma das últimas vezes que a gente tocou, que a Playground tocou né. Ai depois veio a Nitro... A Nitro eu já tinha uns dezessete. E aí Ricardo continuou a tocar comigo e eu conheci o Marlon porque o Danilo teve que sair, o Fabrício já tinha saído. Então a gente não deu mais continuidade à Playground, a gente continuou com o nome, mais pra chamar a atenção assim que a banda já tinha acabado. Depois acabou mesmo e eu falei Ricardo vamos fazer outra banda, vamos pesar mais o som, vamos fazer uma coisa que a gente goste mesmo e a gente formou a

Nitro né. Eu continuei compondo (...) e ai a gente conheceu Marlon através do Bahia Rock. Foi uma puta sorte porque hoje ele é o meu melhor amigo assim, ele é o baixista da Nitro, meu braço direito assim pra tudo e esse ano a gente botou o Laércio né, na Nitro, que é o baterista.

3. Você está levando os dois projetos, a Nitro e a Preaz?

A Preaz foi um pouco depois. A Preaz tem um ano que a gente tem a Preaz e ela foi formada por Elisa, que tocou comigo na X, foi minha primeira banda, a primeira banda dela também. A gente sempre teve uma ligação muito forte, como irmãs mesmo. Ai aconteceu da gente se reencontrar né, ela me pediu desculpas, a gente saiu, a gente foi pro Coca Cola vai de Esporte - pro show da Pitty, apesar de eu não gostar das músicas de Pitty. Nada contra ela porque eu acho ela uma pessoa legal assim. Acho que é preciso ter uma personalidade forte pra você se manter num lugar, entendeu, ainda mais sendo mulher, que muitas vezes é... a modinha prevalece sim, mas depois passa e ai a pessoa some. Dois anos depois que a banda estoura a pessoa some e a Pitty não, ela como tem uma personalidade bem forte, assim sabe o que quer mesmo. Eu acho que ela se mantém na mídia por causa disso. Sim aí a gente foi pro show dela (eu disse que eu falava muito) ai a gente nem tinha conversado nada sobre banda né. Uma semana depois, eu acho, pelo que eu me lembro né, ela me ligou dizendo “Juliana, Bochecha disse que você tava tocando bateria”, eu cheguei “velho, eu toco bateria, mas você sabe não é meu instrumento e tal” ai ela “ah, mas eu tô montando uma banda só de menina”, ai a primeira coisa que passou pela minha cabeça foi “puta que pariu, de novo”, ai eu falei “velho, a minha prioridade é a Nitro, você sabe disso”, ela “eu sei, se você quiser entrar pra fazer o teste, massa, se você não puder beleza, a gente só gostaria de ter uma menina na bateria também, ser uma banda completamente composta por mulheres e não com um menino na bateria como várias outras bandas”, eu cheguei “pô, posso fazer o teste, eu adoraria tocar bateria na banda”. Que eu sempre fui muito curiosa né, sempre em ensaios eu “Ricardo, sai da bateria e eu ia lá e tocava bateria”. Foi assim que eu aprendi a tocar um pouco, só que eu nunca tinha praticado muito porque eu não tinha uma banda, ai eu desenvolvi mais de um ano pra cá e eu tô tentado fazer aula também pra pegar técnica agora.

4. Na verdade seu instrumento é a guitarra?

Sempre foi. Tem doze anos que eu toco guitarra. Desde pequenininha.

5. A migração para a bateria foi só por curiosidade?

Não. É porque eu sou ousada. É como Marlon diz “você é uma baixinha ousada”. Eu sempre tive muita curiosidade, é curiosidade também, mas eu nunca agüentei chegar perto de um instrumento que eu nunca tinha tocada assim e não pedir pra tocar assim, entendeu. Violino, eu já toquei “há, deixa eu tocar ai” por incrível que pareça fui bem pra caramba. Mentira. Fui muito mal. É... estou me aventurando no teclado agora, tentando aprender teclado, mas eu aprendo sozinha mesmo. O meu ex-professor de guitarra dizia que eu tinha um ouvido muito bom, acho que é por isso né que eu aprendia.

6. Quando você começou a aprender a tocar um instrumento, primeiro foi o violão, não é isso?

Foi. Eu já sabia batucar, batucava muito, ouvia muita música, sempre fui muito movida por música, agora eu não tinha muita personalidade na época, então eu ouvia vários estilos. Não ouvia rock’n’roll, eu ouvia mais o que a cidade proporciona né, ai eu fui crescendo, ai com doze anos que eu adquiri a minha personalidade mesmo e parti pro rock’n’roll pesado. Parti pesado pro rock’n’roll não pro rock’n’roll pesado. Eu nem curto o rock’n’roll pesado. Foi isso que eu quis dizer.

7. Quando você foi tocar bateria com a Apnéia havia a necessidade das meninas de dizer “não Juli vem pra cá ajudar a gente, fica na bateria porque a gente só quer uma formação de meninas” ou pra ajudar mesmo independente de qualquer coisa?

Pra ajudar mesmo porque eu sempre acompanhei a Apnéia, até porque Kika, a guitarrista, é uma das minha amigas íntimas assim, entendeu. Então apesar de eu não gostar muito do estilo da Apnéia, eu quis dar uma força porque quando eu precisei ninguém me ajudou entendeu e eu me senti muito mal porque eu me sentia como se as pessoas estivessem fazendo um favor tocando pra mim entendeu, até por, nas minha bandas, desde sempre, tocarem sempre as minha músicas, entendeu. Então é meio complicado você tocar numa banda músicas que só você compõe. Isso não é um critério que eu imponha entendeu, apenas acontece assim, eu componho “ah, eu fiz isso e tal”, ai a pessoa chega e “eu fiz o arranjo, vamos colocar” ai a gente coloca, mas eu geralmente cuido das composições, assim como arranjo, harmonias, essas coisas.

8. E no caso da Preaz? A Elisa falou com você que estava fazendo testes pra banda e ai você resolveu participar como baterista...

Não foi nem teste. Ela falou que gostaria muito de encontrar uma pessoa e que Bochecha, um amigo nosso – ele toca na Efeito Jaule – ele tinha dito pra ela que eu estava tocando bateria porque um mês antes eu tinha ido pra o estúdio com Bochecha e uns amigos em comum, na maioria, meninas pra fazer um som só de brincadeira assim, só zoando e eu fiquei na bateria porque não tinha ninguém pra ficar na bateria né, ai pronto a gente fez o som e ele disse pra ela que eu estava tocando bateria. Ai ela me ligou e perguntou se eu queria ai na outra semana a gente foi pra estúdio, as meninas gostaram, eu comecei a compor, eu fiz “Não Sei”, é uma das músicas que estão gravadas no cd. Mostrei pra elas como é que era e tal ai a gente ensaiou em estúdio, definiu arranjo, depois veio “Intragável”, ai a gente gravou e ai eu sai divulgando né. Criei o My Space, o Trama Virtual; Thaís criou o fotolog e o orkut, comunidade e profile. Eu acho que divulgação por internet é um meio muito eficaz assim. Muita gente já conhece a gente só por causa da internet porque a gente só fez um show até hoje - foi dia 4 de agosto de 2007 lá na Zauber.

9. Pra você tocar instrumento, guitarra ou bateria, você considera simplesmente um hobby ou você encara como uma profissão?

Os dois. Eu acho que o que eu mais amo fazer na minha vida é música porque desde criança eu tenho muitas influências. Minha mãe e meu pai tiveram sempre muito bom gosto. Meu pai adorava Beatles, eu odeio Beatles, mas minha mãe sempre gostou muito de Led Zeppelin, da Janis Joplin, Jimmy Hendrix, Rolling Stones, então eu acho que fui muito bem influenciada pro rock quando eu comecei a formar minha personalidade, eu vi que era isso que eu queria. Eu acho que eu respiro música né, eu acho que eu não

conseguiria viver sem tocar. Se eu for pra casa da minha mãe, por exemplo, que moro com a minha vó, lá não tem violão. Quando eu não levo, eu fico louca. “Minha mãe você tem que comprar um violão pra deixar aqui par mim, pelo amor de Deus”, “você que tem que trazer o seu que não sei o quê”, ai eu fico com preguiça de levar, ai eu volto pra casa rápido, ai às vezes eu tô na rua também e volto pra casa só pra compor, que quando eu componho eu não forço eu espero a música vir, que vem toda na minha cabeça. Ai o tempo demora porque eu espero né, na verdade eu não espero, eu deixo acontecer, ela vem e ai eu experimento na guitarra e ai ficando boa eu passo pro papel né, começo a fazer letra em cima da melodia e da harmonia que já estão prontas. A última parte são os arranjos. Ai já voltei muitas vezes pra casa – eu tava na rua com a galera, voltei pra casa só pra compor. Agora quando eu saio, saio como o mp3 né, qualquer coisa é só lá lá lá, ai eu venho lembro depois.

10. Como é que você classificaria o gênero da Preaz?

Tanta gente pergunta isso pra mim. Eu não sei. Eu acho que até porque sou eu quem componho tanto pra Nitroh quanto pra Preaz. Thais também compõe muito pra Preaz, só que a gente nunca terminou uma música que ela tenha feito assim. Ela fez a introdução de “Intragável” e eu terminei. A gente fica brincando assim, eu chego no MSN “Thais inventa ai um acorde pra eu terminar... a gente fazer uma música”, que ela é muito boa compositora em arranjo e harmonia também. A Thaís eu admiro muito a forma de compor dela. Ela é muito criativa, já Lisa é mais aquela pegada estável assim, aquela coisa mais segura, aquela coisa mais pesada. Então eu não sei ao certo definir o estilo da gente. Eu acho que tanto a Preaz quanto a Nitroh tipo tem muitas influências. Por exemplo, eu ouço muito Queens of the Stone Age, Foo Fighters, Garbage, Nirvana, já ouvi muito isso, Led Zeppelin, Janis Joplin, eu tenho muita influência de Blues também, Papa Roach, System of Down, Dead Settlers, Fly Life é uma banda que eu conheci agora que eu to adorando, apesar de achar meio melódica demais. Então eu sem querer acabo... Eu e as meninas, a gente escuta muito Muse também, a gente tem muito de Foo Fighters também até porque Dave Grohl ser um dos meus ídolos assim. Eu adoro muito ele, então a bateria é meio parecida com o estilo dele. È muita influência mesmo, mas o estilo eu acho que chegaria muito perto de um rock’n’roll, eu não sei exatamente definir. É rock and roll.

11. Já fez ou faz parte de algum fã clube?

Nunca. Eu já fui muito fã das Spice Girls, mas quando eu era bem menor, bem menor mesmo.

12. O que você acha mais importante, estar numa banda só de meninas ou o gênero a ser tocado?

Eu acho que se for uma coisa que faça meu coração bater eu topo sim, entendeu. Eu não gosto de reggae, particularmente detesto reggae. A única coisa de reggae que eu gosto é Bob Marley, até por uma questão de personalidade também né. Agora dentro do rock’n’roll eu gosto de muitas coisas. Se for uma banda que queira tocar blues ou alguma coisa experimental assim eu até, pelo meu jeito de ser assim curiosa eu me meto, mas se não for uma coisa que eu goste muito eu não me comprometo por muito tempo não. Então eu acho que mais importante do que ser uma banda de menina é você estar ali sabendo o que você está fazendo e querendo muito o que você está fazendo

porque existe muita moda, existe muita gente que tem banda pra ser estrelinha, entendeu, que tem banda pelo rótulo, tem banda por status: “somos uma banda de meninas, prestem atenção na gente”. Eu acho isso ridículo, eu acho que a Preaz é diferente das outras bandas de menina aqui de Salvador, eu acho que é sim exatamente por causa disso. A maioria não leva pra frente entendeu, não tem ideologias. A ideologia que tem é muito mais visual que musical e eu acho isso um pecado assim. Acho que se a gente tá fazendo música é porque a gente quer atrair o público com a música e não com o visual, não por sermos uma banda de meninas, entendeu.

13. Você sabe que montar uma banda requer o domínio de técnicas e linguagem específicas, você tem que entender quando as pessoas falam determinadas coisas. Há uma linguagem musical, você sabe disso. E há também... Quando você ingressa nesse universo você tem que aprender a lidar com os artefatos, não só com os instrumentos, mas aquilo que está acoplado, por exemplo, pedais no caso da guitarra né. Como é que foi o aprendizado dessa parte? Como foi aprender a mexer com os instrumentos?

O pau mesmo? Foi curiosidade. Eu sempre andei muito com pessoas que participam de bandas, depois da minha decisão de, não foi nem decisão foi muito espontâneo, depois de eu querer viver mesmo nesse universo, depois que eu acabei me vendo como parte dele. Não é nem questão de ter me tornado uma personagem, é o que eu vivo hoje em dia e eu creio e espero né que eu morra fazendo isso. Eu acho que aprender a lidar com pedais... como guitarrista eu vou te falar que foi difícil, demorou um tempo porque eu só queria saber de tocar mesmo da parada prática eu esquecia um pouco que o teórico era um pouco importante também então eu não me ligava muito me pedais, eu só queria saber da distorção e minha caixa tinha distorção então eu não me interessava muito por pedais. Eu vim me interessar por pedais há quatro anos atrás, então eu li muito sobre pedais, entro direto em loja de instrumento pra testar, me interesso muito hoje em dia sobre o assunto, inclusive meu sonho de consumo é um cubo da Meteoro onde tem o cabeçote Falcon com dez válvulas, caixa com dois alto-falantes, uma boa guitarra da Gibson (...). Eu tenho hoje em dia um trêmulo, um GDI-21 da Behringer que ele simula o Sansamp que é um pedal de distorção, um dos melhores que existem e tenho uma pedaleira da Zoom que foi minha primeira pedaleira que é a 606 que tem até pedal de expressão awa. Então eu aprendi a usar o awa com esse pedal de expressão da pedaleira e eu decidi não me manter com a pedaleira porque os efeitos são muito artificiais, então eu preferi partir pro lado analógico da coisa, mesmo com um monte de fio, ter todo o trabalho de comprar um equipamento por vez que são caros entendeu. Mas é isso, curiosidade e também quando você tem uma influência você geralmente, geralmente quando você ouve muito uma coisa você começa a gostar e começa a adotar isso pra você entendeu. Então eu também gosto muito de Incubus e gosto muito de bandas que usam muito efeito de guitarra. Eu gosto muito do delay, gosto muito do awa, do sustainer né que é um compressor também, o trêmulo que eu gosto também, distorção nem se fala. Um dia eu terei um Sansamp. É tem muitos efeitos, falou em efeito de guitarra eu me perco porque realmente são muitos, mas é difícil você aprender a usar sem você querer mesmo entendeu. Tem que querer, tem que estudar o que cada efeito faz, como é que usa, qual o tempo, tem que estar dentro do tempo também. Agora eu não gosto de metrônomo né. Ai demorou um pouco pra gravar com as Preaz por causa disso.

14. Então você não teve nenhum tipo de dificuldade quando teve que lhe dar com esses aparatos?

Não. Nenhum. E quando eu não sabia, eu não pedia ajuda não. Não é nenhuma questão de falta de humildade, é porque eu queria aprender, que eu sempre fui muito independente pra esse lado de instrumento, música. Eu metia as caras mesmo e, podia demorar, mas eu tava ali ô treinando o tempo todo. Eu passava, na época que eu tava aprendendo guitarra, eu passava oito horas tocando guitarra por dia... E minha vó morria “desliga”, gritando, mas é isso, quem quer tem que querer, tem que comprar a guitarra deixa o celular de lado.

15. Então na Preaz todo mundo já sabia tocar instrumento...

Menos Xuxu. Xuxu é a Márcia, irmã da Elisa, ela toca baixo. Elisa ensinou ela a tocar baixo pra ela entrar na banda. E ela tem uma capacidade sensacional. Ela é muito