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ACESSO A REDES DE COMPUTADORES

EQUIPAMENTOS DE UMA REDE DE DADOS

MEIOS FÍSICOS:

Os meios físicos incorporam diferentes tecnologias, principalmente em função do avanço e do desenvolvimento das telecomunicações:

- linhas metálicas abertas; - cabos de pares;

- cabos coaxiais; - fibras óticas.

ONDAS HERTZIANAS:

Proporcionam uma variedade significativa de meios de transmissão. As diferentes formas e maneiras de como se comportam as ondas no espectro de freqüências determinam essa plurali-dade de formas. Mesmo assim pode-se definir dois tipos globais de sistemas:

- Sistema terrestre; - Sistema Global.

HOST:

A CPU ou Host torna-se um componente da rede quando o computador central dispõe de hardware para as funções de controle da comunicação de dados.

FRONT-END:

É um processador voltado especificamente ao controle de comunicação da rede, ele assu-me esta função no lugar da CPU central (Host). Nos sistemas de grande porte situa-se próximo às CPU´s e é interligado através de canais especiais onde a transmissão é paralela.

O Front-end é comumente chamado de UCC (Unidade de Controle de Comunicação). As UCC´s possuem memória e software especializado que na maioria dos casos é carregado pelo sistema operacional da CPU central.

MODEM:

Modem é a contração de modulador e demodulador. É o equipamento responsável pela modulação do sinal de dados criando um sinal analógico compatível com a rede telefônica. É co-nectado ao equipamento terminal de dados através da interface RS-232. Esses modems podem ser analógicos ou digitais.

Características:

- Síncronos ou assíncronos; - 2 ou 4 fios;

- Semi-duplex ou duplex;

- Velocidade de 300 a 19200 BPS;

- Com DRA (Dispositivo de Resposta Automática).

CONCENTRADORES OU MULTIPLEXADORES:

Normalmente os concentradores remotos atuam como um derivador do sinal que chega da CPU. Já os concentradores inteligentes identificam no sinal da CPU o endereço correspondente ao terminal que está sendo requisitado e entrega a informação à saída secundária corresponden-te. Estes concentradores fazem em alguns casos o papel de UCC remota. Já o multiplexador dis-tribui fatias de tempo só aos terminais ativos, é endereçável, possui memória e bufferiza os da-dos do terminal.

TERMINAL:

É o dispositivo periférico mais comum. Permite a interface entre o usuário e a CPU. Suas características variam em função do tamanho da tela, disposição do teclado e velocidade de ope-ração. A quantidade de funções executadas por um terminal é que determina sua inteligência. Os terminais dividem-se em duas categorias, mais comumente usadas em teleprocessamento: - Teleimpressoras;

- Vídeos alfanuméricos.

As teleimpressoras são terminais de baixa velocidade cuja função única é a saída de dados. As mais usadas são matriciais e de linha. Os terminais podem possuir buffers e serem endere-çáveis.

Os terminais de vídeo são compostos de teclado e vídeo, operam a uma velocidade de 600 a 4800 BPS e dividem-se em:

- Terminais burros: não possuem buffer e não são endereçáveis; - Semi-inteligentes: possuem buffer e são inteligentes;

- Terminais inteligentes: micros com interface de comunicação para ligação à rede.

- Terminais especializados: são aqueles projetados para aplicações científicas como contro-le de processos usados em siderurgia, terminais de caixa em bancos, etc.

PROTOCOLOS:

Protocolo é o conjunto de regras segundo as quais entidades de mesma natureza, fisica-mente separadas, interagem-se.

Um protocolo de comunicação consiste basicamente de: - sintaxe: estrutura dos comandos e respostas;

- semântica: conjunto de pedidos possíveis de serem formulados, ações a serem tomadas e respostas válidas;

- seqüência em que os eventos podem ocorrer. As entidades de mesma natureza podem ser: - circuitos; - modems; - terminais; - concentradores; - computadores; - processos; - pessoas.

As funções básicas de um protocolo são: - Controle de transferência de dados - Verificação e recuperação de registros - Códigos de informação e transferência - Sincronização.

Os protocolos de linha apresentam características para se estabelecer uma comunicação entre dois pontos computadorizados distintos. As suas funções básicas podem ser definidas co-mo: endereçamento, estabelecimento da conexão entre dois pontos, controle de erro, retrans-missão e controle de fluxo.

Os modernos sistemas de comunicação são projetados em forma de camadas ou modula-res com o intuito de prevenir reprojetos de grandes sistemas quando partes do sistema são

mu-dadas.

Anteriormente os protocolos eram feitos para aplicações específicas, hoje são estruturados em multiníveis com hierarquia, isto é, cada nível é transparente aos demais.

As vantagens de separar em multiníveis podem ser simplificadas abaixo:

- separação em funções: facilita a implementação de sistemas de comunicação grandes e complexos;

- divisão de responsabilidade: cada nível é responsável por uma classe de recurso, como, por exemplo: canal, processador, etc.

- suporte evolucionário: cada nível é transparente ao outro, assim, uma mudança em um nível não requer uma mudança em todo o sistema.

X-25

O protocolo X-25 do CCITT (Comitê Consultivo Internacional de Telefonia e Telegrafia) co-bre as três camadas do modelo de referência OSI da ISO. A camada 1 (camada física) do proto-colo X-25 define as características físicas, elétricas e mecânicas da interface terminal-rede. A camada 2 (camada de enlace de dados) abrande os procedimentos de detecção e correção de erros no circuito de acesso. A camada 3 (camada de rede) é responsável pelo estabelecimento das chamadas e gerência dos dados.

O X-25 incorpora três definições: a conexão elétrica entre o terminal e a rede, o protocolo de transmissão ou ligação (link), e a implementação de circuitos virtuais entre os usuários da rede. Juntas, estas definições especificam uma conexão síncrona, full-duplex, entre os terminais e a rede. Os pacotes transmitidos desta forma podem conter dados ou comandos de controle. O formato dos pacotes, os controles de erro, e outros recursos são equivalentes às partes do pro-tocolo HDLC (High-Level Data Link Control) definidas pela ISO.

TCP/IP

O TCP/IP (Transmission Control Protocol/Internet Protocol) foi desenvolvido para a rede ARPNET pelo Departamento de Defesa Americano. Atualmente, tem sido utilizado com grande sucesso em uma série de aplicações comerciais, particularmente para interconexão de diferentes redes locais (LAN). Os protocolos TCP e IP seguem os conceitos de redes em camadas, corres-pondendo aos níveis 4 (transporte) e 3 (rede) respectivamente do modelo OSI.

BSC

O protocolo BSC (Binary Synchronous Communication) é um protocolo orientado a caracte-re (byte) desenvolvido pela IBM, operando no modo semi-duplex ou half-duplex. Esse protocolo pode operar basicamente com três códigos: EBCDIC, ASCII e Transcode.

frames (quadros) opcionalmente precedidos de um cabeçalho. Como o BSC utiliza a transmissão síncrona, na qual os elementos da mensagem são separados por um intervalo de tempo especí-fico, cada quadro vem delimitado por caracteres especiais que permitem aos equipamentos re-ceptor e transmissor sincronizar seus clocks.

SDLC/HDLC

Os protocolos orientados a bit têm como característica, quanto aos controles, um trata-mento a nível de bit. São eles o SDLC (Synchronous Data Link Control) e o HDLC (High Level Data Link Control).

O SDLC é uma diretriz de comunicações que define o formato no qual as informações são transmitidas. Como o próprio nome indica, ele se refere a transmissões síncronas; também é um protocolo baseado em bits e organiza as informações em unidades rigidamente estruturadas de-nominadas frames (quadros).

O HDLC é um protocolo internacional muito utilizado para controle de transferência de in-formações, desenvolvido pela ISO. É um protocolo síncrono baseado em bits que se aplica à ca-mada de link de dados (empacotamento de mensagens) do modelo OSI do ISO, que trata das comunicações entre computadores. Com o protocolo HDLC, as mensagens são transmitidas em unidades denominadas frames (quadros), cada um dos quais podendo conter uma quantidade variável de dados sempre organizados da mesma forma.