ACESSO A REDES DE COMPUTADORES
TIPOS DE REDES
O conceito de rede de micros, mais que os próprios micros, é muito recente. No entanto, está começando a crescer e já existem no mercado nacional vários sistemas para configurar re-des de micros. Existem dois tipos básicos principais, saber:
1. Redes estruturadas em torno de um equipamento especial cuja função é controlar o funcionamento da rede. Esse tipo de rede tem, uma arquitetura em estrela, ou seja, um contro-lador central com ramais e em cada ramal um microcomputador, um equipamento ou periférico qualquer.
2. A outra forma mais comum de estruturação da rede é quando se tem os equipamentos conectados a um cabo único, também chamada de arquitetura de barramento - bus, ou seja, os micros com as expansões são simplesmente ligados em série por um meio de transmissão. Não existirá um controlador, mais sim vários equipamentos ligados individualmente aos micros e nos equipamentos da rede. Em geral, trata-se de uma placa de expansão que será ligada a outra idêntica no outro micro, e assim por diante.
No primeiro caso básico, o hardware central é quem controla; no segundo caso, são partes em cada micro. Em ambas configurações não há limitação da rede ser local, pois a ligação entre um micro pode ser feita remotamente através de modems.
Uma outra classificação de rede pode ser feita nos seguintes tipos:
LAN- Rede local ou Local Area Network é a ligação de microcomputadores e outros tipos de computadores dentro de uma área geográfica limitada.
WAN- Rede remota ou Wide Area Network, é a rede de computadores que utiliza meios de teleprocessamento de alta velocidade ou satélites para interligar computadores geograficamente separados por mais que os 2 a 4 Km cobertos pelas redes locais.
A solução por redes pode apresentar uma série de aspectos, positivos, como: - comunicação e intercâmbio de informações entre usuários;
- compartilhamento de recursos em geral; - racionalização no uso de periféricos;
- acesso rápido a informações compartilhadas;
- comunicação interna e troca de mensagem entre processos; - flexibilidade lógica e física de expansão;
- custo / desempenho baixo para soluções que exijam muitos recursos; - interação entre os diversos usuários e departamentos da empresa; - redução ou eliminação de redundâncias no armazenamento; - controle da utilização e proteção no nosso acesso de arquivos.
Da mesma forma que surgiu o conceito de rede de compartilhamento nos computadores de grande porte, as redes de micros surgiram da necessidade que os usuários de microcomputado-res apmicrocomputado-resentavam de intercâmbio de informações e em etapas mais elaboradas, de racionaliza-ção no uso dos recursos de tratamento de informações da empresa - unificaracionaliza-ção de informações, eliminação de duplicação de dados etc.
Quanto ao objetivo principal para o qual a rede se destina, podemos destacar os descritos a seguir, apesar de na prática se desejar uma combinação desses objetivos.
Redes de compartilhamento de recursos são aqueles onde o principal objetivo é o uso co-mum de equipamentos periféricos, geralmente, muito caros e que permitem sua utilização por mais de um micro, sem prejudicar a eficiência do sistema como um todo. Por exemplo, uma im-pressora poderá ser usada por vários micros que não tenham função exclusiva de emissão de re-latórios (sistemas de apoio a decisão, tipicamente cujo rere-latórios são eventuais e rápidos). Uma unidade de disco rígido poderá servir de meio de armazenamento auxiliar para vários micros, desde que os aplicativos desses micros não utilizem de forma intensiva leitura e gravação de in-formações.
Redes de comunicações são formas de interligação entre sistemas de computação que permitem a troca de informações entre eles, tanto em tempo real (on-line) como para troca de mensagens por meio de um disco comum. Esta Função é também chamada de correio eletrônico e, dependendo do software utilizado para controle do fluxo das mensagem, permite alcançar grandes melhorias de eficiência nas tarefas normais de escritório como no envio de memoran-dos, boletins informativos, agenda eletrônica, marcação de reuniões etc.
Outro grupo é formado pelas redes remotas, que interligam microcomputadores não pró-ximos uns dos outros. Este tipo de rede é muito aconselhado a atividades distribuídas geografi-camente, que necessitam de coordenação centralizada ou troca de informações gerenciais. Nor-malmente, a interligação é feita por meio de linhas telefônicas.
Ao contrário dos equipamentos de grande porte, os micros permitem o processamento lo-cal das informações e podem trabalhar independentemente dos demais componentes da rede. Pode-se visualizar, numa empresa, vários micros em vários departamentos, cuidando do proces-samento local das informações. Tendo as informações trabalhadas em cada local, o gerencia-mento global da empresa necessitaria recolher informações dos vários departagerencia-mentos para en-tão proceder às análises e controles gerais da empresa.
Esse intercâmbio de informações poderá ser feito de diversas maneiras : desde a redigita-ção até a interligaredigita-ção direta por rede.
Além do intercâmbio de informações, outros aspectos podem ser analisados. Nesta empre-sa hipotética, poderia haver em cada unidade geradora de informações todos os periféricos de um sistema (disco, impressora etc.). Entretanto, alguns deles poderiam ser subutilizados, de-pendendo das aplicações que cada um processasse. Com a solução de rede, a empresa poderia adquirir menos equipamentos periféricos e utilizá-los de uma forma mais racional como por exemplo: uma impressora mais veloz poderia ser usada por vários micros que tivessem aplica-ções com uso de impressão.
As possíveis desvantagens são decorrentes de opções tecnicamente incorretas, como ten-tar resolver um problema de grande capacidade de processamento com uma rede mal dimensio-nada, ou tentar com uma rede substituir as capacidades de processamento de um equipamento de grande porte.
Essas possíveis desvantagens desaparecem se não existirem falhas técnicas, que podem ser eliminadas por uma boa assessoria obtida desde os fabricantes até consultorias especializa-das.
TOPOLOGIAS
Outra forma de classificação de redes é quando a sua topologia, isto é, como estão arran-jados os equipamentos e como as informações circulam na rede.
As topologias mais conhecidas e usadas são: Estrela ou Star, Anel ou Ring e Barra ou Bus. A figura a seguir mostra os três principais arranjos de equipamento em redes.
A primeira estrutura mostra uma rede disposta em forma de estrela, onde existe um equi-pamento (que pode ser um micro) no centro da rede, coordenando o fluxo de informações. Nes-te tipo de ligação, um micro, para "chamar" outro, deve obrigatoriamenNes-te enviar o pedido de comunicação ao controlador, que então passará as informações - que poderá ser uma solicitação de um dado qualquer - ao destinatário. Pode ser bem mais eficiente que o barramento, mas tem limitação no número de nós que o equipamento central pode controlar e, se o controlador sai do ar, sai toda rede. A vantagem desse sistema é a simplificação do processo de gerenciamento dos pedidos de acesso. Por outro lado, essa topologia limita a quantidade de pontos que podem ser conectados, devido até mesmo ao espaço físico disponível para a conexão dos cabos e à
degra-dação acentuada da performance quando existem muitas solicitações simultâneas à máquina centralizadora.
A segunda topologia mostrada na figura é uma rede em anel que pode ser considerada como uma rede em bus, com as extremidades do cabo juntas. Este tipo de ligação não permite tanta flexibilidade quanto a ligação em bus, forçando uma maior regularidade do fluxo de infor-mações, suportando por um sistema de detecção, diagnóstico e recuperação de erros nas comu-nicações. Esta topologia elimina a figura de um ponto centralizador, o responsável pelo rotea-mento das informações. As informações são transmitidas de um ponto para outro da rede até al-cançar o ponto destinatário. Todos os pontos da rede participam do processo de envio de uma informação. Eles servem como uma espécie de estação repetidora entre dois pontos não adja-centes. Com vantagem, essa rede propicia uma maior distância entre as estações. Contudo, se houver um problema em um determinado micro, a transmissão será interrompida.
A terceira topologia de rede mostrada na figura é denominada rede em bus ou barra, onde existe um sistema de conexão (um cabo) que interligará os vários micros da rede. Neste caso o software de controle do fluxo de informações deverá estar presente em todos os micros.
Assim, quando um micro precisa se comunicar com outro, ele "solta" na linha de comunicação uma mensagem com uma série de códigos que servirá para identificar qual o micro que deverá receber as informações que seguem. Nesse processo, a rede fica menos suscetível a problemas que ocorram no elemento centralizador e sua expansão fica bem mais fácil, bastando aumentar o tamanho do cabo e conectar a ele os demais pontos.
As formas analisadas são as principais em termos de conceito de formação da rede, porém, existe uma série de tipos intermediários ou variações deles com estruturas diferentes das barras - de árvore, de estrela ou anel.
Existem dispositivos que procuram diminuir alguns dos problemas relacionados acima, co-mo meios físicos de transmissão - desde par trançado até fibra ótica, passando por cabo coaxial e a utilização da infra-estrutura de equipamento de comutação telefônica - PBX - para a interli-gação de equipamentos digitais.
As possibilidades de ligação de micros em rede são muitas e em diversos níveis de inves-timentos. Mesmo que haja equipamentos de tecnologias diferentes - famílias diferentes -, algu-mas redes permitem que eles "troquem" informações, tornando-as mais úteis para a empresa como um todo.
Uma aplicação mais interessante para usuários de grandes sistemas é a possibilidade de substituir os terminais burros por microcomputadores "inteligentes". Essa troca poderá trazer benefícios ao tratamento da informação, pois o usuário acessa o banco de dados no mainframe e traz para o seu micro as informações que necessita, processando-as independentemente, em certos casos com programas mais adequados ao tipo de processamento desejado - planilha ele-trônica, por exemplo.
Quando uma empresa mantém um precioso banco de dados num computador (de grande porte ou não), ele somente será útil se as pessoas que dirigirem a empresa tiverem acesso a es-sas informações para que as decisões sejam tomadas em função não de hipóteses mas sobre a
própria realidade da empresa, refletida pelas informações contidas no banco de dados. Por exemplo, a posição do estoque de determinado produto poderá levar a perdas de recursos quan-do esta informação for imprecisa; ou então, uma estimativa errônea de despesas poderá com-prometer decisões de expansão e crescimento da empresa.
Havendo possibilidade de comunicação entre um computador central e um micro de um gerente financeiro, os dados e informações podem ser usados com maior segurança e as deci-sões mais conscientes.
Para os PC existem uma tendência para uma arquitetura não - estrela com duas caracterís-ticas importantes. Um ou mais dos micros da rede com maior capacidade, isto é, um equipa-mento baseado num 80286 ou 80386, que é chamado servidor da rede que normalmente é for-mado por 10 a 20 PC. Outra característica é o surgimento dos PC sem unidades de disco (Dis-kless). Esta estação de trabalho com vídeo, memória, teclado e conexão de rede terá um custo baixo e irá compartilhar os discos, impressoras e outros periféricos da rede.
As redes em estrela continuarão a ser importantes quando a aplicação exigir um comparti-lhamento multiusuário com uma concorrência de uso de arquivos centralizados intensa.