O Esquema a seguir possibilita uma visão geral dos conceitos mais importantes deste estudo.
Figura 1 Esquema de Conceitos-chave de Noções de Direito Civil e Processo Civil.
4. REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
FERNANDES, A. C. Direito Civil – Obrigações. Caxias do Sul: Educs, 2010.
5. E-REFERÊNCIAS
AVILA, C. A. A. Processo e procedimento: as distinções necessárias no contexto do Estado Democrático de Direito. Disponível em < http://www.ambito-juridico.com.br/
site/?n_link=revista_artigos_leitura&artigo_id=12983>. Acesso em: 22 ago.2018.
BEDUSCHI, L. O conceito de ação no Novo Código de Processo Civil. Disponível em
<http://proxy.furb.br/ojs/index.php/juridica/article/view/4599/2983>. Acesso em: 22 ago. 2018.
BRANDÃO, D. V. C. Casamento putativo: um estudo baseado no novo Código Civil. BuscaLegis. Disponível em: <http://egov.ufsc.br/portal/sites/default/files/
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______. Presidência da República. Lei n. 10.931, de 2 de agosto de 2004. Dispõe sobre o patrimônio de afetação de incorporações imobiliárias, Letra de Crédito Imobiliário, Cédula de Crédito Imobiliário, Cédula de Crédito Bancário, altera o Decreto-Lei nº 911, de 1º de outubro de 1969, as Leis nº 4.591, de 16 de dezembro de 1964, nº 4.728, de 14 de julho de 1965, e nº 10.406, de 10 de janeiro de 2002, e dá outras providências.
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______. Presidência da República. Lei n. 13.105, de 16 de março de 2015. Código de Processo Civil. Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil, Brasília, DF, 16 mar.
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BRASIL. Supremo Tribunal de Justiça. Recurso Especial: Resp 1183378 – RS (2010/0036663-8) da 4ª turma do Superior Tribunal de Justiça, Brasília, DF, 01 de fevereiro de 2012 – Rel. Ministro Luís Felipe Salomão. Disponível em: <https://stj.
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CARVALHO NETO, I. A morte presumida como causa de dissolução do casamento.
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LEITE, G. O conceito de ação e suas principais modificações do Novo Código de Processo Civil Brasileiro. Disponível em <https://professoragiseleleite.jusbrasil.com.
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O CÓDIGO CIVIL: PARTE GERAL
Objetivos
• Compreender a importância e a finalidade das Normas de Introdução ao Direito Brasileiro.
• Entender a estrutura do Código Civil.
• Compreender a definição de pessoa natural (pessoa física) e de pessoa jurídica.
• Identificar as espécies de bens.
• Entender os fatos jurídicos, incluindo o ato, o negócio jurídico, o ato ilícito e as teorias da responsabilidade civil.
• Compreender os institutos da prescrição e da decadência.
Conteúdos
• Normas de Introdução ao Direito Brasileiro.
• Pessoa natural (pessoa física) e de pessoa jurídica.
• Bens e suas espécies.
• Fatos jurídicos, incluindo o ato, o negócio jurídico, o ato ilícito e as teorias da responsabilidade civil.
• A prescrição e decadência.
Orientações para o estudo da unidade
Antes de iniciar o estudo desta unidade, leia as orientações a seguir:
1) Não se limite a este conteúdo; busque outras informações em sites confiáveis e/ou nas referências bibliográficas, apresentadas ao final de
cada unidade. Lembre-se de que, na modalidade EaD, o engajamento pessoal é um fator determinante para o seu crescimento intelectual.
2) Busque identificar os principais conceitos apresentados; siga a linha gradativa dos assuntos até poder observar a evolução do estudo.
3) Não deixe de recorrer aos materiais complementares descritos no Conteúdo Digital Integrador.
4) Nesta unidade, é importante que você tenha em mãos o Código Civil (Lei n. 10.406/2002) (BRASIL, 2002). No site da Presidência da República (www2.planalto.gov.br), clique em legislação. Após, clique em Códigos.
Na lista dos códigos disponíveis, você encontrará o Código Civil. É só clicar e você terá a íntegra do documento, podendo consultar todos os artigos mencionados nesta unidade.
1. INTRODUÇÃO
Iniciaremos nosso estudo nesta Unidade 1 analisando o Direito Civil. Como vimos no Glossário de Conceitos, o Direito Civil é um conjunto de normas que regulamenta as relações civis, estabelecidas entre as pessoas e seus bens.
Nas relações civis, aplicam-se as regras constantes no Código Civil. O Código Civil é dividido em duas partes, quais sejam: a parte geral e a parte especial. Começaremos o estudo analisando a Lei de Introdução as Normas do Direito Brasileiro, a parte geral do Código Civil.
2. CONTEÚDO BÁSICO DE REFERÊNCIA
O Conteúdo Básico de Referência apresenta, de forma sucinta, os temas abordados nesta unidade. Para sua compreensão integral, é necessário o aprofundamento pelo estudo do Conteúdo Digital Integrador.
2.1. A LEI DE INTRODUÇÃO ÀS NORMAS DO DIREITO BRASILEIRO
A Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro foi introduzida pelo Decreto-lei n. 4.657, de 4 de setembro de 1942, sendo sua redação alterada posteriormente pela Lei n. 12.376 de 2010 (BRASIL, 1942).
O conteúdo dessa lei versa sobre regras básicas aplicadas ao sistema normativo brasileiro como um todo. Por esse motivo, é que devemos fazer a análise dos principais conceitos trazidos por essa lei, o que, certamente, servirá de subsídio para o estudo dos temas propostos nesta obra, quais sejam: direito civil e direito processual civil.
Inicialmente, a lei trata sobre quando uma norma começa a vigorar no País, ou seja, quando a norma após a edição começa a valer. Em regra, isso ocorre em quarenta e cinco dias após a publicação, conforme determina o artigo 1º (BRASIL, 1942).
Já o artigo 2º e parágrafos tratam das regras aplicáveis no caso de alteração das leis, isto é, no caso de revogação. Nesse sentido, determina o artigo 2º da lei que "não se destinando à vigência temporária, a lei terá vigor até que outra a modifique ou revogue" (BRASIL, 1942).
Na sequência, o artigo 3º traz que ninguém pode deixar de cumprir a lei alegando desconhecimento (BRASIL, 1942).
Já o artigo 4º destina-se ao magistrado que, na ausência de norma aplicável ao caso levado a julgamento, deverá decidir de acordo com a analogia, os costumes e os princípios gerais do direito. Sabemos que o sistema normativo, por mais completo que seja, não é capaz de prever todos os fatos, situações e
ocorrências. Portanto, a analogia, os costumes e os princípios gerais de direito são meios de integrar o sistema normativo.
A analogia é a aplicação de uma norma que regula uma determinada situação a outra situação que não tenha lei específica a ser aplicada. Trata-se da aplicação de uma norma existente no ordenamento jurídico para um caso em que não há norma prevista.
Como exemplo da aplicação da analogia, podemos citar a concessão de pensão por morte ao companheiro sobrevivente de uma união homoafetiva. Na verdade, antes da possibilidade do casamento entre pessoas do mesmo sexo e diante dessa realidade fática, ou seja, da união estável entre pessoas do mesmo sexo, havendo o falecimento de um dos consortes, por analogia, o sobrevivente passava a ter o direito de pleitear do Instituto Nacional do Seguro Social a concessão de pensão por morte.
Ou seja, pega-se a lei existente para a concessão do benefício aplicável a união ou casal entre homem e mulher e aplica a uma situação considerada similar, ou seja, a união entre pessoas do mesmo sexo, favorecendo-se o consorte sobrevivente.
O costume nasce a partir de criação de práticas repetidas aceitas como comuns pela sociedade. Isso significa que, em casos semelhantes, as pessoas sempre irão agir da mesma forma.
Diante da repetição, o Direito absorve a prática costumeira como se fosse norma, exigindo-se, a partir dessa absorção jurídica do costume, o respeito à prática. Isso significa que o costume passa a ser aplicado como norma jurídica.
O cheque pós-datado (conhecido como pré-datado) é um exemplo clássico de aplicação do costume como norma. Com efeito, a lei determina que o cheque é ordem de pagamento a vista, ou seja, imediatamente após sua apresentação, deverá
ser compensado pela instituição financeira se houver fundos.
Entretanto, quando o consumidor paga o fornecedor com um cheque pós-datado, este deverá respeitar a data convencionada com o consumidor para a apresentação, sob pena de responder pelas consequências jurídicas se fizer o depósito antes do dia combinado. Na verdade, não existe lei reconhecendo a obrigação de respeito ao cheque pós-datado, mas, como se trata de prática costumeira dos comerciantes para atrair clientes, passou se a respeitar referido costume como se fosse norma. O desrespeito ao costume, nesse caso, poderá dar ensejo à propositura pelo cliente, prejudicado de uma ação de reparação de danos.
Temos ainda como fonte supletiva da lei os "princípios gerais do direito", que são ideias fundamentais do direito e buscam a aplicação da justiça, atendendo aos fins sociais e ao equilíbrio da relação entre as partes. Isso significa, por exemplo, que, na ausência de norma, não podendo se aplicar a analogia e os costumes, o aplicador da lei deve solucionar o caso concreto de forma que se atinja o equilíbrio entre as partes.
Em complemento, o artigo 5º da lei de introdução às normas do direito brasileiro (BRASIL, 1942) determina que o magistrado, aplicador da lei, deverá sempre buscar atender aos fins sociais da norma e o bem comum da sociedade.
O artigo 6º determina que a lei em vigor terá efeito imediato a todos, mas deverá respeitar o ato jurídico perfeito, o direito adquirido e a coisa julgada.
Os parágrafos 1º, 2º e terceiro definem o ato jurídico perfeito, o direito adquirido e a coisa julgada da seguinte forma, respectivamente: "Reputa-se ato jurídico perfeito o já consumado segundo a lei vigente ao tempo em que se efetuou"
(BRASIL, 1942).
Parágrafo segundo:
Consideram-se adquiridos assim os direitos que o seu titular, ou alguém por ele, possa exercer, como aqueles cujo começo do exercício tenha termo pré-fixo, ou condição pré-estabelecida inalterável, a arbítrio de outrem. (BRASIL, 1942).
E o parágrafo terceiro: "Chama-se coisa julgada ou caso julgado a decisão judicial de que já não caiba recurso" (BRASIL, 1942).
Os dispositivos seguintes tratam da aplicação das regras do domicílio da pessoa sobre o começo e o fim da personalidade, o nome, a capacidade e os direitos de família, além da aplicação das regras sobre os bens, as obrigações contraídas pelas pessoas, a sucessão no caso de morte ou ausência (artigos 7º ao 19) (BRASIL, 1942).
Para complementar seu entendimento sobre esse tema, você deve consultar o Conteúdo Digital Integrador, que traz indicações de textos para auxiliar na compreensão e no aprofundamento.
Feita a análise das Normas de Introdução ao Direito Brasileiro, iniciaremos o estudo da Parte Geral do Código Civil.
2.2. PARTE GERAL DO CÓDIGO CIVIL
O Código Civil, conforme já vimos, é dividido em duas partes, a geral e a especial. A parte geral traz normas gerais sobre as pessoas, seus bens e sobre os negócios jurídicos celebrados.
Inicialmente, trataremos das pessoas, físicas e jurídicas.
As pessoas naturais (pessoas físicas)
As pessoas físicas são as pessoas naturais, os seres humanos individualmente considerados. Somente as pessoas naturais podem ser sujeitos de direitos ou obrigações.
O começo da existência da pessoa natural é o nascimento com vida. Assim que ocorre o nascimento com vida, a pessoa adquire personalidade jurídica.
A personalidade jurídica é a capacidade de se adquirir direitos e contrair obrigações, também conhecida como a capacidade de direito ou capacidade de gozo, nos termos dos artigos 1º e 2º do Código Civil (BRASIL, 2002).
Os nascituros são os serem já concebidos, mas que ainda não nasceram. Percebe-se que o Código Civil assegura também os direitos do nascituro, assegurando-lhes, por exemplo, o direito de receber uma doação, que irá se concretizar se vierem a nascer com vida.
Uma pessoa com capacidade de direito pode obter direitos e contrair obrigações. Todavia, ter direito e poder contrair obrigações não dá à pessoa a capacidade de exercê-los pessoalmente. Para que uma pessoa exerça um direito ou cumpra uma obrigação pessoalmente, é necessário que adquira a capacidade de fato ou exercício.
A capacidade de fato ou exercício é a possibilidade de a pessoa exercer por si só seus direitos e obrigações.
Portanto, toda a pessoa que nasce com vida adquire personalidade jurídica e, consequentemente, capacidade jurídica. Isso significa que a pessoa pode ter direitos, como, por exemplo, direito à herança. Todavia, para exercer os direitos que
tem, como, por exemplo, usufruir da herança, deverá adquirir a capacidade de fato ou exercício.
Quando a pessoa adquire a capacidade de fato ou exercício? Segundo o Código Civil, a capacidade de fato ou exercício é adquirida quando cessa a menoridade, o que ocorre ao se completar 18 anos (BRASIL, 2002).
A pessoa que não tem capacidade de fato ou exercício é considerada incapaz.
Um incapaz pode exercer seus direitos e obrigações, mas não por si só. Para exercê-los, é necessário que haja o suprimento da incapacidade, o que pode ocorrer por meio da representação ou assistência.
A representação ocorre para os absolutamente incapazes e a assistência, para os relativamente incapazes.
Os absolutamente incapazes são os menores de 16 anos, nos termos do artigo 3º do Código Civil: "São absolutamente incapazes de exercer pessoalmente os atos da vida civil os menores de 16 (dezesseis) anos" (BRASIL, 2002).
Os relativamente incapazes estão identificados no artigo 4º do Código Civil e são os seguintes:
I – os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos;
II – os ébrios habituais e os viciados em tóxico;
III – aqueles que, por causa transitória ou permanente, não puderem exprimir sua vontade;
IV – os pródigos. (BRASIL, 2002).
Os ébrios habituais são as pessoas dependentes de álcool. Como exemplo de pessoa que por causa transitória ou permanente não possa exercer sua vontade temos, por exemplo,
alguém que em decorrência de um acidente esteja hospitalizado em estado de coma. Os pródigos são as pessoas que se desfazem do patrimônio sem qualquer critério.
No caso de representação, o representante designado pela lei pratica o ato em nome do filho. Já na assistência, o representante legal pratica o ato em conjunto com o filho.
Na prática, em uma compra e venda de imóveis, por exemplo, é o representante legal que assina a escritura pública em nome do filho absolutamente incapaz. Se a incapacidade for relativa, o representante legal assina junto com o relativamente incapaz.
Emancipação
O Código Civil também prevê a possibilidade de emancipação, nos termos do artigo 5º do Código Civil (BRASIL, 2002).
A emancipação é a antecipação dos efeitos da maioridade.
Trata-se da antecipação da aquisição da capacidade civil antes da idade legal.
São três as hipóteses de emancipação: voluntária, judicial e legal.
A emancipação voluntária é aquela concedida pelos pais, se o menor tiver 16 anos completos. Está prevista no artigo 5º, § único do Código Civil. É extrajudicial e deve ser feita no Cartório de Notas (BRASIL, 2002).
A emancipação voluntária deve ser feita por ambos os pais, ou por um deles na falta do outro. A impossibilidade de qualquer dos pais de participar do ato, por se encontrar em local ignorado
ou por outro motivo relevante, deve ser justificada, sendo necessário, neste caso, autorização judicial para a concessão/
outorga.
A emancipação judicial é aquela que depende de sentença judicial no caso dos menores colocados sob tutela, desde que eles já tenham completado 16 anos de idade. Tanto a emancipação voluntária como a judicial devem ser registradas em livro próprio do Cartório de Registro Civil da comarca do domicílio do menor, anotando-se também no assento de nascimento (Lei n.
6.015/1973, artigo 91, § único). Antes do registro, não produz efeito (BRASIL, 1973).
A emancipação legal é a conferida por lei. Nesse caso, é a própria norma que determina que alguns fatos emancipam a pessoa. Os fatos são os seguintes:
1) Casamento válido: menores com 16 anos podem casar e, uma vez efetivado o casamento, os menores são emancipados.
2) Exercício de emprego público efetivo: se o menor de 16 anos for aprovado em concurso público efetivo e se tornar servidor público, ele estará emancipado.
3) Colação de grau em ensino superior: se o menor colar grau em ensino superior, está emancipado.
4) Estabelecimento civil ou relação de emprego, desde que gerem economia própria: nesse caso, se o menor exercer atividade econômica, de forma autônoma ou como empregado, e essa atividade gerar rendimentos suficientes para que ele possa viver de forma
4) Estabelecimento civil ou relação de emprego, desde que gerem economia própria: nesse caso, se o menor exercer atividade econômica, de forma autônoma ou como empregado, e essa atividade gerar rendimentos suficientes para que ele possa viver de forma